Percursos no Porto.

duchene

Well-Known Member
Já me aguçaste o apetite com a paragem no Rio Paiva. Se for como em Ribadouro, vale cada segundo de contemplação. Vou depois tentar não me perder de Arouca até Lever, uma vez que quero atravessar na barragem e regressar a casa pela Sr.a do Salto, já que à ida para lá vou subir a Boneca por Capela.

Os meus calções também vieram do Pedro (Espanhol). Mas não tive a tua sorte e paguei os 130 euros mais portes. Mas aproveitei para mandar vir mais umas pecitas para fazer contas redondas. Agora estou à espera que chegue o jersey da Federação Suissa que entretanto esgotou.

Os frascos: O transparente azul é o sabão para lavares os calções. O boião branco é o famoso creme deles para colocar na carneira para ajudar a manter a pele longe das assaduras.

Convém dares a volta de teste no domingo, lavar e só depois fazer a grande volta de teste...
 
Não tens que te perder em Arouca. Quando chegares a Arouca, vai-te aparecer a câmara municipal do lado esquerdo. Segues a avenida que está em frente a este edificio (a descer e em paralelos). Vais passar uma rotunda e segues em frente. Neste momento suguiro que olhes para o teu lado esquerdo e vês a famigerada serra da Freita. Mais em pormenor verás umas antenas. Um dia que possas, faz esta subida: Camara de Arouca - lá ao cimo. Como te dizia, na rotunda segues em frente. Numa rotunda mais à frente tens duas alternativas: Viras à direita em direcção Stª Eulália - Castelo de Paiva. Como queres ir pela barragem, então nesta rotunda segues em frente e andas uns 3 - 4 kms mais ou menos até te aparecer uma estrada à direita e uns sinais a dizerem PORTO ou VILA NOVA DE GAIA (não estou certo). Viras aí, e mais à frente irás entrar numa via rápida. Embora seja proibido andares lá não te preocupes porque tambem não tens alternativa, e são somente 3kms e o trânsito práticamente nulo. A policia não chateia, e falo com experiência própria.

No final da via rápida tem cuidado que a estrada aperta muito e tens que virar à esquerda. A partir dessa ponte, meu amigo, tens 5 kms sempre a subir mais ou menos forte, sobretudo na parte média da subida: A minha malograda serra da Abelheira. No topo e quando já começares a descer vais passar outra rotunda. Segues sempre em frente, não saias nunca da mesma estrada. Tens +- 6 kms a descer, e depois é sempre a subir e descer. Já quase no final desta estrada tens umas inidacões para a direita que dizem mais ou menos isto: Canêdo, Castelo de Paiva. É uma recta "desce e sobe", e vais até Canedo. Nesta localidade apanhas a estrada que te levará à barragem.

A minha exposição poderá estar confusa, mas no terreno é bem mais fácil, como irás verificar.

Sendo um passeio lindíssimo, leva a tua máquina... a mais leve. Evita levar a D1;);););)

Quanto aos calções, obrigado pela explicação. Estou "morto" por os experimentar.
 

duchene

Well-Known Member
Obrigado pelas indicações. Já estive a ver exactamente o que falavas no Gmaps. Vou tentar seguir a nacional até mais à frente para apanhar o mínimo de via rápida.

Entretanto, mesmo sem dormir há mais de 24h, o vício foi mais forte e fui esticar as pernas ao final da tarde. 30km de piscinas só para ver se a maratona do marão em BTT tinha feito mossa e aproveitei para fazer a estreia dos Assos. Foi só uma pequena distância, cerca de 1h10m em cima do selim mas as diferenças já foram notórias para os restantes calçoes que tenho (gama média da specialized, ondabike e Briko). Parece que foi um investimento acertado.

Sábado é a prova de fogo!
 

duchene

Well-Known Member


Ontem foi então o dia de mais uma epopeia ciclística. Epopeia leia-se para quem é novato nestas lides da estrada aberta, da liberdade e do devoranço de quilómetros em roda fina.

Esganado que andava dos longos meses de chuva, não perco agora uma oportunidade de recuperar o tempo perdido, planeando e executando longas tiradas em asfalto.

Mias uma vez o método de escolha foi bastante simples: Escolhe-se uma cidade alvo, seja lá por que critério seja, e depois é só encontrar o esparguete rodoviário que me leve até essa cidade e me traga de volta. Outros pontos de interesse ou nomes que me digam algo são bónus acrescidos.

Pois bem, desta feita a eleita foi.... Arouca! (Pois é, diz lá em cima na foto, suspense desnecessário.)

Para tirar a barriga de misérias por não ter visitado o sul do Douro no ano passado, este ano em 15 dias já é a segunda incursão no distrito de Aveiro.

Com a ajuda dos itinerários do nosso bosquímano de serviço, o Fogueteiro, lá consegui um troço de ligação entre castelo de Paiva e Arouca, a passar por Alvarenga (um bónus) onde já comi magníficas postas de bife de Arouca (!) em que dois pratos não serviriam para a envergadura do dito naco.

O resto juntei eu, com uma ida logo a começar bem na subida da serra da Boneca, passagem pelos arredores de Castelo de Paiva e, seguindo o rio Sardoura até o atravessar, já depois de Alvarenga, em direcção a Arouca. Depois de Arouca a subida à Abelheira, para depois seguir a estrada que me levaria a Canedo e depois a Lever, para atravessar a barragem de Crestuma. Última dificuldade do dia com a subida para Recarei através de Branzelo e Aguiar de Sousa, a subida do Salto.

A semana que passou foi muito mal dormida, com duas directas e outras tantas noitadas. Com tudo isso e ainda um trabalho agendado para sexta à noite, só bem depois da meia-noite consegui começar a preparar os equipamentos, incluindo a revisão do percurso no Gmaps e upload para o GPS.

Conclusão, às 4h10 é que me consegui deitar. Para levantar ás 6:50...

Mesmo assim não vacilei e às 7h30 estava a sair de casa.

Ritmo muito pausado, porque apesar do gráfico de altimetria não assustar (puro erro de avaliação), seria um novo recorde de quilometragem e portanto iria novamente andar em território desconhecido. Como tal, muita calma nas canetas a subir para Capela. Mesmo assim, sinto que a rotina da estrada já está a dar os seus frutos, e mesmo sem forçar, cheguei lá acima bem composto e em menos tempo do que em vezes anteriores.

Descida e rapidamente estava a atravessar a nova ponte de Entre-os-Rios, saudado na outra margem pelo anjo do memorial às vítimas da tragédia que ali se desenrolou em 2001.

Aqui o Edge entrou em parafuso. Apesar de reconhecer a rota, dava-me como estando a fazer um percurso paralelo a 300metros da rota.

Tive de improvisar a navegação, tendo para isso valido o estudo minimamente apurado que faço do percurso, decorando características chave.

Neste caso, sabia que tinha de dar uma volta grande até abordar Castelo de Paiva, pelo que resisti à placa que me levaria certamente para a nova variante. Não pude por isso deixar de me admirar com a volta enorme que era necessário fazer há uns anos para chegar até Castelo de Paiva, vindo de Entre-os-Rios.

Consegui também descortinar a ligação até à N225, por entre o maralhal de estradas duzentos e vinte e qualquer coisa que se cruzam ali.

Entretanto cancelei a rota no Edge e voltei a carrega-la. Resultou e estava novamente sincronizado.

Descida para atravessar o rio Sardoura com uma magnífica envolvente e travessia da ponte o que, já aprendi, significa... subida!

E de facto com pequenas oscilações e algum descanso, foi sempre a subir até Vila Viçosa e Vista Alegre. Pequeno descanso e nova subida, desta feita para Alvarenga.

A paisagem nesta primeira parte do percurso a sul do Douro é imponente e bastante bonita, embora de uma forma menos graciosa do que na margem norte, que descobri há um par de semanas.

É um terreno mais agreste e mais implacável, que nos seduz por um lado mas, ao mesmo tempo, nos avisa que não se deixará domar com facilidade.

A estrada apesar de estar um pouco maltratada, é perfeitamente ciclável. Não tem crateras de destaque, apenas aquele alcatrão mais rugoso e fendido. Até acho piada ao barulho "crocante" que faz quando rolamos em cima dele.

A descida de Alvarenga até ao local da foto, uma nova travessia do Sardoura é FE-NO-ME-NAL. Alcatrão de altíssima qualidade, curvas e contracurvas que em pelo menos dois pontos, são uma Stelvio em miniatura, já que conseguimos ver onde vamos passar a seguir, logo abaixo da berma.

Os últimos metros antes da ponte são um balde de água fria com cheiro a dor. Começamos a ver a subidorra que nos suga as forças durante 8 longos quilómetros, e que nos eleva do rio, a 180 metros de altitude, até aos 650 metros. E ainda vamos a meio da procissão!

Mas, antes do sofrimento, vem o alimento da alma. Como dizia o Fogueteiro, esta passagem é lindíssima e claro, acabei por aproveitar para me mentalizar para a subida com algumas fotos da envolvente e também da BMC. Dono babado...

A subida, esperava e portanto, como nunca se faz esperar uma senhora, não havia mais tempo para admirar a paisagem. É então uma subida lindíssima e faz-se (como tudo), tendo em conta uma boa gestão de esforço. Na verdade fiz grande parte em crenques, que é como acabo por me cansar menos e giro melhor a parte cardíaca. Isto curiosamente, já que sou um ciclista de rotação no resto do percurso. No entanto, é uma ascensão lenta, não sou nenhuma locomotiva!

A meio do percurso uma espectacular visão dos maciços envolventes. Não há cruzamentos, não há civilização, e há muito poucos carros. Para terem uma ideia, a estrada não cruza nada civilizado durante praticamente 18Km, salvo uma ou outra casa mais perdida. O piso é soberbo. Parece alcatrão colocado com todo o cuidado e que só se usa em dia de festa.

Adiante, que já se desce para Arouca! Descida com grandiosos convites ao BTT a ladea-la, especialmente um singletrack gigantesco que me ficou na retina.

Em arouca, cruzei o centro da cidade mas não apanhei a nova variante como sugeriu o Fogueteiro. Acabei por acompanhar a nacional até ao início da subida da Abelheira, sendo que como está em obras, nesta altura será de evitar, no entanto nada que faça muita mossa. Acaba por ir ter mesmo ao final da variante. 200m depois e começa a subida para a Abelheira.

Mais uma longa subida, bem longa que foi sendo vencida aos pouquinhos. Aqui já comecei a sentir o peso dos quilómetros nas pernas e levantei um pouco o pedal. Afinal de contas são, contas por alto, mais 10Km a subir, a juntar aos brindes que já tinha enfrentado nas horas anteriores.

Aqui acaba, em minha opinião, o interesse do percurso. Entrei naquelas zonas de povoações espalhadas ao acaso, que não são carne nem peixe. Não há interesse cénico, a estrada não é famosa e já começam a aparecer os fângios da estrada.

Parei algures em Louredo para abastecer de água, já que apesar do dia se desenrolar fresco e encoberto, tanta subida encarregou-se de me desidratar.

Alguma hesitação ali em Azevedo, porque o Edge estava em dia não. Ainda não descobri de quem é a culpa, mas desta feita o mapa estava com alguma lentidão a desenvolver-se no ecrã e à conta disso falhei a viragem em Gião. 30 metros depois lá me avisou que estava off course, e portanto dei logo com o erro. Voltei ao cruzamento e quando apontei a Gião ia ficando sem fôlego!

Que pista de aviação se desenhava à minha frente! Quilómetro e meio de uma recta perfeitinha, com socalcos e sempre a subir, ou grande parte dela. Embalei na descida, mas mesmo assim foi lutar até lá acima.

De Canedo até Lever mais um troço custoso de sobe e desce, sem grande interesse. Decididamente não gosto desta zona...

E estava eu na 108, prontinho a apanhar a pior zona da estrada, pelo menos entre o Porto e Entre-os-Rios: A subida de Broalhos até Branzelo.

Com a cabeça a ter de comandar a gestão e as forças lá venci mais este troço. Em Branzelo baixei o ritmo e apreciei bastante o descanso até à travessia do Rio. TRavessia igual a...? Exacto! Subida. Subida de Aguiar de Sousa a um ritmo surpreendentemente bom dado o acumulado que já pesava e bem nas pernas e o desgaste de mais de 140km no corpo.

Rolar tranquilo e sem nada de estranho até Recarei e aí deu-se o encontro. Vindo não sei bem de onde, o homem da marreta acertou-me em cheio. Comecei a sentir a pulsação a baixar e apesar de estar hidratado e alimentado, não quis arriscar forçar a barra. Afinal de contas estava já em território desconhecido, com mais de 6h40 de pedalada e o acumulado bem acima do anterior máximo.

Parei 3 minutos em frente à extinta Fétex para recuperar a concentração e fiz o derradeiro sacrifício: comi o óleo de fígado de bacalhau dos tempos modernos, um gel de limão.

As caretas que fiz com o gosto horripilante e desumano do gel surtiram efeito, já que ganhei forças para os últimos 15Km até casa.

Cheguei bem perto das 15h00, com pra exausto mas com mais um objectivo superado.

7 horas a pedalar, para fazer 169,3Km a uma média de 22,9Km. Uns estonteantes 2728m de acumulado, num percurso duro, muito duro, do qual me hei de lembrar durante uns tempos.

Gráficos bonitos, dados modernos e provas? Não há!

Adivinhem lá quem é que destruiu novamente o ficheiro com todos esses registos. Pois é! Coisa gabada, coisa estragada e pela segunda vez depois de jornadas importantes o Edge500 mandou-me à fava e não gravou o registo final.

Desta feita parei para respirar fundo e ter a certeza que estava a fazer o procedimento correcto. Fiz a paragem do cronómetro e de seguida o reset que guardaria os dados. Foi com tristeza que no momento seguinte fui ao histórico constatar que mesmo assim nada tinha ficado gravado. Valeu a falta de força na altura que evitou que um Edge500 cinzento ganhasse assas até se espatifar no chão uns metros à frente.

Amanha ligo para o service center da Garmin, mas sem grande esperança de haver já uma solução para este problema já que nos fóruns continuam os relatos de situações similares.

Para a semana é fim-de-semana de interfreguesias em BTT na Maia, pelo que as jornadas de estrada ficarão adiadas provavelmente até ao final de Junho, já que vou a Santiago de 4 a 10, em BTT.

Até lá irei magicar mais qualquer coisa em roda fina. Muito provavelmente irei por em acção o meu plano épico-turístico de ir de comboio pela linha do douro até à estação de Vesúvio, já no distrito da Guarda e voltar até Valongo de bicicleta, pela margem do Douro, pelas N222 e N108 em 190Km certamente avassaladores quer em exigência física quer em beleza natural.

A terminar uma palavra de apreço para os engenheiros têxteis suíços que desenvolveram os Assos Mille. Após 7 horas de contacto bem próximo entre o selim e a minha fisionomia, eu estaria pronto para mais 7 e mais 7 depois disso, ajudassem as pernas a manter-me em cima da bicicleta.

O conforto que estes calções oferecem está num outro nível. Bem melhor do que a análise no imediato (apesar dos primeiros quilómetros já serem reveladores), é comprovar que no final de uma volta exigente como esta estava sem nenhum dos sintomas desagradáveis que experienciei anteriormente, com calções relativamente bons de outras marcas.

Sem querer virar fanboy instantâneo, lamento apenas que não tivesse feito este investimento mais cedo, uma vez que foi seguramente o componente que instalei até hoje onde notei mais claramente e inequivocamente um benefício face ao preço pago. Portanto, nas tiradas mais longas de estrada, são eles os eleitos.


Dados finais (de cabeça, mas relativamente acertados)
Distância: 169,3Km
Média: 22,9Km/h
Acumulado: 2728
Tempo: Aprox. 7h
Paragens: 3 (foto, água e recuperação) em conjunto, não mais do que 20 minutos.
Consumo sólidos: 3 barrinhas, uma banana, dois cubos de marmelada e um (argh!) gel.
Consumo líquidos: 550ml + 550ml (Isotónico) + 1500ml (Água)
 

Lyp

Active Member
Grande volta, e grande descrição. Dá gosto ler o que escreves :)

O Edge está a pedi-las... Depois de tanto esforço, não poder ver os dados no monitor como recompensa, deve ser terrível...

Continua com as tuas "voltinhas", e com as análises às mesmas :)
 
Last edited:

duchene

Well-Known Member
@man_in_blue
Consumo normal. Mais água só por causa das subidas.
Quanto as fotos da BMC ainda vão demorar. Primeiro falta finalizar o texto.

@Lyp e Geo
obrigado pelos elogios. Felizmente aqui tenho a possibilidade de juntar 3 das coisas que mais gosto de fazer por isso pedalo, fotogafo e escrevo com todo o gosto.
 
Boas pessoal.

Ontem foi dia de relax. Optei por fazer este percurso por ser básicamente plano, e como queria poupar as forças para amanhã fazer a grande volta, não quis arriscar.

Pois bem, como a direcção era sul as dificuldades foram nulas, ainda mais ajudado pelo forte vento de norte. Apesar de ir bem, o vento a ajudar eu não ia com prazer. Há dias assim e ontem foi um deles. Foi mais o sacrifício do que o prazer... coisa que nunca me aconteceu:confused::confused:. A provar isso foi a minha decisão de voltar para tráz, na Torreira, e não seguir até S. Jacinto como planeara.

Só de pensar que teria que lutar contra o vento forte, ainda me "deprimia" mais. Os insignificantes topos do percurso foram como serras, quais alpes. :mad::mad:. As pernas pareciam ter caruncho e ferrugem nas articulações (quem me dera saber a formula da eterna juventude), e pensei: Bem se na 3ª feira estou assim não sei o vai ser.

Bom mas lá fui engolindo os kms, e lutando contra o vento que agora estava de frente. Fui encontrando um ou outro companheiro, o que me ajudou. Já perto do final comecei a sentir-me bem e as forças fizeram a sua aparição. Chego à conclusão que os "motores" começaram a trabalhar em velocidade de cruzeiro após os 80 kms.

distância: 106.28
Média: 28.40
Tempo: 3:42
Inclinação máx: 7%
Inclinação média: 2%
Consumo sólido: nada
Consumo líquido: 750 ml goldnutrition + 750 ml água
Tempo de paragens: 0:00
 
Boas Duchene...

estás pronto para vires connosco à Torre no dia 10/06. Seria um prazer para todos nós que visesses, assim como mais pessoal do fórum.

Bom, mas fico contente por ajudar outros a verem que afinal em Portugal ainda temos alguma coisa de jeito, quanto mais não seja o nosso património natural. Até descobrir este espaço, eu sentia pena em não poder divulgar as minhas aventuras, sempre a solo, por essas estradas, e sobretudo partilhá-las com outros. Chamem-me o que quiserem mas sempre que me seja possível eu não deixarei de ir para estes locais, quer seja preciso sofrer ou não (geralmente é).

Melhor explicação do trajecto, não será necessária pois já tudo foi dito.

Companheiros do pedal, e habitantes deste litoral sobrelotado deixo-vos uma dica: Experimentem um dia deixar as estradas congestionadas, de engolir toneladas de dióxido de carbono dos automóveis, e deêm uma voltinha por estas banda, ou outras, idênticas, porque ficarão viciados. Não vos prometo facilidades, bem pelo contrário, mas garanto-vos que chegaram a casa com um grande empeno mas uns meses mais "novos".

Bem, nostalgias à parte, vamos ao que importa.

Concordo plenamente, Duchene, quando dizes que a paisagem se torna em alguns pontos agreste. Lamentávelmente, existem uns senhores ou senhoras, que não tem o minimo de respeito por tudo e todos e deleitam-se a ver a floresta a arder. Esse é o motivo. Essa zona tem sido particularmente afectada com esse flagêlo, porque há uns anos atrás era tudo pinheiros e floresta. Apesar disso não deixa de me fascinar. Me descupem os BTTistas, porque não concordo ao dizerem que o bttT é melhor que a estrada porque o contacto com a natureza é mais próximo. Onde? Só se for numa queda, onde no monte encontraram terra e na estrada asfalto. Pode ter outros alicinates mas este não. É a minha opinião.

A longa recta "descida - subida" de Canêdo foi a que te falei. É das tais que engana, e de que maneira. Inicialmente também pensava que com o lanço da descida conseguia-se fazer a subida, ou quase, mas ainda se tem que pedalar um bom bocado. Concordo contigo que a partir da Abelheira, o passeio já se foi, paisagísticamente fando, mas... não existe outra alternativa. Ou melhor existe: Chegavas à Abelheira e na 1ª rotunda, viravas à direita e ias ter a castelo de Paiva. É duro, e a estrada está muito estragada.
 
Fogueteiro
Podemos ter-nos cruzado ontem, porque fiz parte desse trajecto em sentido contrário. De qualquer modo, seria difícil ontem chegar a S. Jacinto, porque um pouco depois da Pousada da Ria a estrada esteve cortada pela GNR boa parte da manhã e não deixavam a malta passar, porque estava a decorrer aí uma prova de triatlo. No regresso também levei com a nortada, mas o êxtase que aquela paisagem ao lado da ria sempre me provoca, vale por todos os ventos contrários...:rolleyes:

Pelas impressões que vão deixando, estou convencido de que vocês, Fogueteiro e Duchene, iriam gostar de fazer um percurso que de Albergaria vos levaria até ao Luso, utilizando estradas secundárias e predominantemente atravessando zonas florestais. Façam uma pesquisa do Garmin com passagens por Sernada, Arrancada do Vouga, EN 333, Águeda, Bolfiar, Belazaima do Chão, Boialvo e Vale da Mó. O problema é que isso a partir de Gaia e com regresso era coisa para uma quilometragem puxada, embora eu não duvide da vossa capacidade para papar quilómetros, está à vista, aliás...:)
 
Hehe... quer-me parecer que muitos de nós nos havemos de ter cruzado, ontem. Também planeei ir até à Torreira ontem de manhã, com um amigo. Mas, pelo adiantado da hora, ficámo-nos pelo Areinho. Mas não fomos pela 109, optámos pela estrada florestal que é bem mais agradável. Complicado foi fazer aqueles 50Kms de regresso, contra o vento, junto à costa.
 
Este fim de semana também me deu para passear e 'papar' quilómetros: Melres - Entre os Rios - Marco de Canaveses - Amarante - Penafiel - Entre os Rios - Melres.
Aqui está o resultado gravado no garmin 205, velhinho, mas quase sem falhas :cool: ! E eu que já pensava em trocar pelo edge500....:confused:
... e aqui um telegráfico relato...
Próxima 'degustação': Melres - Amarante - Pousada do Marão ..........
A seu tempo, virá a margem sul do Douro!
 

duchene

Well-Known Member
@Fogueteiro:
à torre ainda não. Primeiro vou fazer o monte Farinha, e com menos quilómetros nas pernas. Vi bem o estado em que cheguei Sábado a casa e nunca na vida conseguiria rolar às médias propostas até ao início da ascensão à torre, quanto mais subir com qualidade. Um dia mais tarde. Curiosamente, apesar de ser mítica ainda não foi um daqueles objectivos que me tivesse ficado a moer.

@Narciso
A zona de Macinhata é lindíssima, estive lá há poucas semanas para uma maratona de BTT e adorei. Depois por ali abaixo até ao Luso é igualmente fantástico. Infelizmente se de Gaia já é longe, de Valongo ainda mais, por isso para já vai ficar em stand by pedalar até aí. No entanto não enjeito a possibilidade de tirar dois dias para pernoitar no Luso e fazer dois percursos longos naquela zona e que os há bem bons!
______

Entretanto acabei de ligar agora com a Garmin Portugal e fiquei pasmado com o atendimento.

Nem bom dia nem boa tarde.

Eu disse que tinha um problema com uma unidade Edge500, e perguntei ao meu interlocutor se estaria a falar com o departamento correcto:

"Sim, tem de actualizar o software. Se não der tem de nos enviar o aparelho com uma cópia da factura" responderam-me mecânicamente.

Respirei bem fundo e tentei dialogar. Lá consegui que ouvisse a explicação do problema, não sem antes ter tentado insistir de novo na questão da actualização do software.

Insisti mais uma vez dizendo que a unidade tinha 15 dias e portanto já vinha carregada com o último firmware disponível.

Enfim. O operador lá acabou por admitir que não conheciam ainda muito bem a unidade porque era relativamente recente, e mandou-me enviar para lá, para ser avaliado e eventualmente falarem com "os ingleses" para ver o que se passava.

Tempo médio de resposta, uma semana. Com os feriados, pode demorar mais.

Como não gostei do desinteresse, vou mandar ainda hoje um mail à Garmin em Inglaterra para ver se eles estão mais conscientes do problema e se me conseguem dar alguma informação mais válida.
 
Amanha alguem aqui da zona do Porto esta disposto ou com disponibilidade para pedalar até Baião e Voltar claro? Pela Marginal ou por Marco de Canaveses.
 
Boas,
falando em Baião...liguei logo as antenas:). Também gosto de treinar por lá. Prefiro ir pela nacional 15 até Casais Novos, e aí virar para o Marco. Depois faço o percurso restante pela N108. É o trajecto mais
rápido. Também por vezes faço sempre pela N108. Ou ainda N15 até Amarante, apanhando a N101 em direcção há Régua, fazendo a subida do alto de quintela.
 
Pois é já fui e já voltei. Ai "jasus"... Que empeno.
Fui de Rio Tinto direcção ao Marco (por Penafiel), subi a Baião pela variante, terrivel e sem água ainda pior, dai direcção a marginal do Douro. No ciclometro 157 Km, tempo util 7H30m media não sei o sigma 506 não tem essa opção. É um belo passeio e durinho mas sozinho é doloroso.
Logistica:
1 Furo antes de chegar a Penafiel, que me obrigou a comprar uma camara de ar na cidade (5 EUROS) enfim...
1 Litro de isotonica
Não sei bem, mas a vontade 4 litros de água
2 Colas (Silvio na tua companhia seria 2 pretas ou mais ehehe, sozinho não me sabe bem a cerveja, manias)
2 Sandes de queijo e presunto em Baião (souberam-me pela vida)
No sopé da Boneca 2 bolos de pastelaria.
1 gel de maçã com cafeina e uma barra de chocolate.
 
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