Percursos no Porto.

duchene

Well-Known Member


Eureka! Eureka, disse eu, ainda que um pouco mais vestido que o Arquimedes, mas igualmente molhado que a volta foi exigente.

Passo a explicar: confrontado com a possibilidade de ser hoje que saia a voar até ao outro lado da rua, o Edge 500 decidiu fazer as coisas bem feitas e finalmente gravou uma das minhas voltas longas.

E com um bónus! Chegaram esta semana os sensores de cadência, velocidade e pulsação, pelo que há dois campos de dados novos a descobrir.

Como já tinha aqui escrito, a volta de hoje teria de ser um pouco mais curta que as últimas uma vez que estava limitado em termos de tempo. A ideia inicial seria fazer Valongo > Penafiel > Amarante > Marco > Baião > Entre-os-Rios > Capela > Valongo, mas dada a quilometragem tive de encurtar e deixar de fora Amarante indo directo de Penafiel para o Marco de Canaveses.

Como sempre, por falta de tempo antes, deixo os preparativos para a noite da véspera e ontem à meia noite e meia estava a mexer em que? Nas manetes! Desfitei o guiador, desci-o para colocar os drops quase paralelos ao chão e subi as manetes cerca de 7mm. Depois toca a fitar de novo e ainda fazer uns ajustes biométricos extra.

Como ainda não tinha o track feito, debrucei-me sobre a nova alternativa de planeamento, o BikeToast, e compilei o percurso. Com uma novidade: desta feita haveria avisos nas viragens mais importantes!

Para não variar, deitei-me perto das 3 da manhã e ás 6 e meia já estava a pé.

O dia amanheceu cinzento, mas como não havia previsão de chuva, até agradeci, já que significava uma baixa das tórridas temperaturas da última quinzena.

Assim, às 7:20 estava a sair de casa, em panóplia de verão mas com uns manguitos e uma camisola cabeada interior, para conter o frio matinal de atingir o peito desprotegido.

Primeira parte trivial, sendo que a subida do Carreiro deu para fazer o aquecimento.

Mas eis que, em Paredes, o manto de nevoeiro retorna ao estado líquido e começa a ensopar a estrada, o equipamento, os óculos e a bicicleta.

Foram alguns quilómetros até esta espécie de chuva miudinha desaparecer, já depois da viragem para o Marco.

Este troço até Sobretâmega já tinha feito à uns tempos, mas no sentido ascendente. Desta feita foi num rápido que cheguei aos arredores do Marco de Canaveses.

Aqui, por falta de estrada nacional alternativa, tive de seguir na variante, que apesar de não ser propriamente uma via rápida, configura-se nesse sentido, com rails laterais e duas faixas no sentido ascendente.

E aqui estava a grande dificuldade do dia. Depois de atravessar em Sobretâmega o rio, iniciam-se14 quilómetros sempre a subir, que me levaram dos 87 aos 655m!

É uma subida mesmo muito longa e constante por volta dos 6 a 8% de inclinação. Há muito pouco trânsito o que de alguma forma torna a ascensão um pouco mais segura. Lá de cima a vista é fantástica e a descida ajuda a recuperar de todo o esforço.

A confirmar esta minha tendência de pedalada mais em rotação, fiz a subida praticamente toda em torno dos 70/80 RPM, com algumas pausas nas 50/55 RPM para descanso. Aliás o gráfico da cadência julgo que mostra algum acerto e regularidade, o que não deixa de ser interessante para alguém que nunca monitorizou ou se preocupou com este parâmetro.

A descida até Eiriz é super divertida e a BMC parece que está sobre um carril, tal a precisão e vontade com que aborda cada curva encadeada.

Mais um troço muito bonito até Pala e aqui reencontro-me com o fantástico troço da N108 que me levará até Entre-os-Rios, e que já tinha feito no sentido inverso, aquando da minha primeira aventura acima dos 150Km.

Rapidamente cheguei a Entre-os-rios onde apanhei a via rápida para Valongo, ou seja a subida da Serra da Boneca, com descida por Capela.

Desta feita em Recarei não vacilei e com um último esforço cheguei a casa.

Suspense então para perceber se o percurso tinha ficado bem gravado e, depois de alguns segundos a mastigar os dados, o Edge deu a tarefa como terminada, apresentando esta actividade no seu histórico o que garantia que desta feita tudo tinha corrido bem.

E aqui está o resultado, num manancial de informação substancial, para me ajudar a começar a estudar o meu treino:





Dados adicionais:
Paragens: 2 (foto) + 1 (abastecer água)
Tempo total de paragem: aprox 10 min
Consumo sólidos: 3 barrinhas + 1 pedaço marmelada + 1 Gel de Maça Verde (é o primeiro gel que consigo efectivamente saborear!!!)
Consumo líquidos: 1100ml de isotónica e 1500ml de água.


Estou a gostar cada vez mais de conhecer estas estradas do interior e só tenho pena que tenha ainda de fazer cerca de 30 quilómetros até chegar ao ponto de início dos trajectos mais desconhecidos.

Como escrevi antes, vou agora pensar a logística para a viagem ao Douro, para a fazer de hoje a oito, se a meteorologia agradar. Vou especialmente confirmar em que moldes viaja a bicicleta no comboio para não haver surpresas no dia.
 
Last edited:
Duchene volta quase identica a minha na quarta feira, eu sai de Rio Tinto e fui pela marginal até ao Freixo. É espectacular... Mas a subida até Baião ui ui
 
Excelente volta Duchene, mas olha, tinhas alternativa em termos de estrada nacional. Não precisavas daquela via rápida. Paralela há via rápida, tens a estrada antiga do Marco para Baião, pela localidade de Soalhães (N321-1). É uma das subidas mais dificeis daquela zona. E como chegavas lá: depois de passar a ponte sobre o Tamega, viravas para o centro do Marco e no centro descias para a estação da CP, aí apanhavas a dita estrada para Baião, via Soalhães.
De qualquer forma foi(é), uma volta espectacular. E quando passaste em Eiriz, passaste a 2kms de minha casa.:).
 

duchene

Well-Known Member
Paralela há via rápida, tens a estrada antiga do Marco para Baião, pela localidade de Soalhães (N321-1).
Tens toda a razão! Nem me lembrei que o percurso que esbocei à uns dias passava na estação do Marco. Na sexta à noite ao fazer o percurso no mapa e com o sono nem olhei para o lado e vi o caminho directo pela variante. Ontem só olhava para a direita (Sul), daí não ver nenhuma estrada significativa, já que a N321 fica a Norte da variante.

Entretanto estive a comparar e pela nacional são mais 2Km e mais 150m de acumulado, por isso, na próxima visita àquelas bandas, vai ser para conhecer a via tradicional!

@Geo
Nem é tanto a vontade de pedalar, é a vontade de ir conhecer coisas novas e de ver zonas bonitas. Pedalar é só uma forma de lá chegar. E só tenho pena de não ter começado mais cedo, mas ainda se vai bem a tempo.
 

duchene

Well-Known Member


Ontem tinha programada a volta turística no douro internacional, com viagem de comboio até Freixo de Numão e regresso por estrada até Valongo, em 180km de cenário certamente deslumbrante.

Mas a meteorologia trocou-me as voltas, e com o tempo encoberto e a chuva dos últimos dias, não quis estragar a oportunidade de aproveitar ao máximo a viagem com bom tempo.

Por isso adiei a aventura e tive de engendrar um plano B. Não queria facilitar e portanto estipulei que esta volta teria, pelo menos, o mesmo número de quilómetros e a dificuldade seria condizente com o esperado na ida ao Alto Douro.

Munido destas permissas debrucei-me no planeador de rotas e comecei a olhar para as zonas do mapa com poucas casas...

O litoral estava completamente fora de questão, a zona de Braga e restante envolvente até lá idem e a sul do Douro para já não tenho muito mais objectivos que se encaixem neste perfil.

Sobrava ali uma zona do mapa que ainda não tinha descoberto. Mesão Frio.

Sendo que até Torrão não dá para inventar muito, analisei as várias rotas e escolhi a mais económica, por Capela, apesar da subida.

Depois seria só seguir a N108 à beira rio, com pequenos desvios aqui e ali para aproveitar a paisagem e espreitar a borda d'água se possível.

Em Mesão Frio apanharia a N101 para Amarante, e uma vez lá chegado, faria a N211-1 para evitar ao máximo a péssima N15.

Rota feita, e tinha já a certeza de bater mais uma vez todos os meus recordes pessoais em termos ciclísticos, da distância (+180km) ao acumulado (+3200m) o que se traduziria naturalmente em mais tempo a pedalar do que em qualquer outra saída.

Mind plays tricks on you.

Apesar de ter tudo planeado e preparado, no dia D acordei em estado de dúvida.

Não sei porquê, grande parte do meu cérebro dizia para eu ficar em casa e a outra pequena parte dizia para fazer uma volta mais modesta, só para rolar.

E ainda fiz uns bons quilómetros até finalmente conseguir dissipar todas as nuvens negras cerebrais e me concentrar no objectivo do dia.

E em nenhum outro dia antes tinha a parte psicológica tomado um papel tão preponderante no sucesso deste objectivo meu.

Estava então na estrada a rolar a um ritmo bastante baixo. Mais uma vez em território desconhecido, não queria arriscar a ficar pregado a 100km de casa. Subi por isso Capela com calma e aproveitava todos os declives favoráveis para descansar.

Entretanto já do lado de Alpendorada começa a paisagem bonita e definitivamente foco-me em Mesão Frio e passa a ser esse o objectivo no qual aposto cada pedalada.

A subida e o troço que me leverão até Pala são feitos a bom ritmo, e melhor ainda com a inesperada companhia de um solitário companheiro de pedalada de Penafiel que se juntou a mim algures em Sande.

Fomos em amena cavaqueira até Pala, mas ele depois iria virar em Porto antigo e fazer o caminho de volta para Carrapatelo e depois para o Marco e Penafiel.

Eu fugi mais um bocado à rota directa pela N108, em favor de uma abordagem por mais alguns quilómetros junto ao rio. Regressei à 108 por Ancede, mas deveria ter continuado por Cimo de Vila até ir ter a Santa Cruz do Douro, que foi onde acabei por fazer novo desvio, para vir espreitar o rio mais de perto. Numa próxima já sei.

Passando Santa Cruz do Douro, estava decididamente em terreno de paisagens lindíssimas, com inúmeros pontos de interesse, muitos miradouros e com a alma a comandar facilmente as pernas a cumprirem a sua missão.

Parei e fotografei várias vezes, e registei com agrado a minha incursão em mais um distrito: Vila Real.



É também aqui que se dá o grande choque do dia. Do meio do nada surgem enormes elevações que me rodeiam com ar ameaçador.

Do lado de lá a Serra das Meadas em Lamego impõe exagramas de de respeito e começo a pensar naquele enorme vinco que aparecia no meu gráfico de altimetria.

E não tive muito tempo para pensar porque, se por um lado a entrada na zona de Património da Humanidade fez desabrochar uma explosão de magníficos cenários que se sucediam ao longo da estrada, com a mesma rapidez cheguei a Gafaria, o que significava que iam começar 10 quilómetros excruciantes sempre a subir, dos 200 aos 800m, e que se apresentaram logo com rampas de 13% de inclinação.





Felizmente estabilizou nos 8%, mas com o sol a fazer a sua calorífica aparição, foi preciso uma enorme dose de auto disciplina para impor um lento mas eficaz ritmo à volta dos 11Km/h e levar de vencida a serra.

Desta irei certamente lembrar-me durante uns bons tempos. Mas irei igualmente lembrar-me que a velha máxima de que tudo o que sobe tem de descer, também aqui se aplica. E depois de 10 quilómetros a subir, a recompensa de ter 12 a descer foi um prémio muito, mas muito saboroso.

Importa no entanto dizer que o enquadramento da paisagem ajuda bastante a ultrapassar as dificuldades e coroa ainda mais a recompensa já que a vista durante a descida para Amarante é sempre impressionante.

A 5Km de Amarante a pausa mais longa do dia. Alguns minutos para retemperar forças com duas sandes mistas e meio litro de Coca-Cola, que me souberam como o melhor manjar do mundo.

Como tinha escrito antes, para fugir ao maus estado da N15, optei por cortar pela N211-1 e apanhar a N15 o mais à frente possível.

Em boa hora o fiz porque efectivamente o alcatrão aqui é tremendamente melhor, à semelhança aliás do que aconteceu durante 150km consecutivos do percurso, sendo que só mesmo a partir do momento em que entrei na N15 é que o piso se degradou incrivelmente.

No entanto, apesar da estrada ser excelente, existem 3 rampas consecutivas na zona da Ataíde que são brutais em termos físicos e psicológicos, especialmente para os quilómetros e altimetria que já tinha nas pernas.

Mas mais uma vez o pensamento positivo e o foco no destino final, que cada vez estava mais perto, ajudaram a superar mais este obstáculo.

Depois de diversos insultos à péssima qualidade do asfalto e à abundância de buracos à entrada de Penafiel fiz uma pequena paragem para um merecido refrigerante fresco e segui para atacar a subida de Baltar, a última grande dificuldade do dia.

Galvanizado pela próximidade de casa, mantive um ritmo bom, para depois recuperar na descida do Carreiro.

Mais uns quilómetros e chegava a casa, praticamente 9 horas depois de ter partido às 7h20 da manhã.

Podem ver os dados completos aqui



Uma enorme sensação de satisfação e de superação pessoal, mas acima de tudo cheguei com a sensação de que fiz um passeio longo, sofrido, mas que me proporcionou cenários lindíssimos e que, por isso, se tornou ainda mais valioso.

Agora vai ser tempo de fazer um par de treinos abaixo dos 100km para voltar a introduzir alguma velocidade e fazer algum trabalho de força, uma vez que a resistência, essa está a progredir a bom ritmo com estas últimas tiradas.

Para terminar, os dados adicionais:
Paragens: Variadissimas, para foto e para abastecer, no total, cerca de 50 minutos
Consumo sólidos: Duas barrinhas + dois cubos de marmelada + um gel + duas sandes de queijo e fiambre.
Consumo líquidos: 1500ml de bebida isotónica + 500ml de coca cola + 330ml de Sumol Laranja + 330ml de Coca Cola
 
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Estás em grande Duchene, parabéns, são voltas muito duras mesmo ;) E essas tuas fotos são mesmo espectaculares.

Continuação de boas pedaladas :D
 

Lyp

Active Member
Vou-me repetir, mas não posso deixar de registar que é sempre com muito agrado que leio as tuas fantásticas tiradas, magnificamente descritas, e com fotografias a acompanhar... É impressionante a tua força de vontade para fazeres estes percursos tão longos sozinho, que acredito, te deêm imenso prazer mesmo com o sofrimento inerente.

De referir ainda, que todas estas dicas que vais dando sobre as estradas por onde passas, poderão ser muito úteis a quem queira fazer passeios que as inclua.

Acho é piada quando referes uns posts atrás que a tua condição física tem que melhorar... É que se assim for, acho que vou vender a minha bina eheh

Força com os teus passeio, e vai-nos brindando aqui com as tuas "reviews" ;)
 
Duchene, os meu parabéns. Fazes parte do "meu grupo" que valoriza muito a paisagem e a solidão. Gosto de fazer essas tiradas a solo. Fazemos o que nos apetece e andamos ao ritmo que nos dá jeito. Essa voltinha fi-la o ano passado, e um dia hei-de repetir porque ficou cá dentro. A subida de Mesão frio para Amarante é na verdade muito dura, ou já não seja o Marão, sobretudo os 1ºs dois kms com um ou outro cotovelo de matar, e quando lá chegamos já vamos com muito kms nas pernas.

Parabéns mais uma vez. Qualquer dia ainda nos cruzamos num ermo desses.
 
Boas pessoal,

Perdoem-me a expressão brejeira, mas o Duchene e o Fogueteiro são de homens de tomates!

Eu ao fim de 100 kms já não posso ver a burra à minha frente e só me apetece atira-la pra valeta!

Bons passeios e parabéns
 
Olá... Boa tarde!
Entrei recentemente no mundo das "fininhas"!
Sendo de Santa Maria da Feira, encontro-me relativamente perto do Porto.
Ao ler as mensagens da malta vejo que muitas vezes andam pelos meus lados...
Assim sendo sempre que for possível eu me "colar" à malta era porreiro! Quanto mais não seja servir de companhia enquanto pedalam na minha zona!!! :):):)
Tenho visto que, uma vez por outra, marcam umas voltas mais longas e para nessas também era menino para alinhar pois são essas as mais desafiantes!
Sílvio, já vi que andas por cá... Por isso se vires esta mensagem lembra-te de mim num próximo "empeno" LOLOLOLOL

Um abraço e boas voltas.

mikka
 
Boas pessoal,

Perdoem-me a expressão brejeira, mas o Duchene e o Fogueteiro são de homens de tomates!

Eu ao fim de 100 kms já não posso ver a burra à minha frente e só me apetece atira-la pra valeta!

Bons passeios e parabéns
GeoRCZ,

sabes que se há coisas que me fascinam são estes passeios longos sobretudo por duas por várias razões: 1º Sinto-me "dono do mundo". Como geralmente vou para zonas de interior, atrai-me muito a solidão e a paz que as montanhas oferecem, e em 2º lugar gosto destes desafios porque, gosto de me superar. Não tenho como objectivo de provar seja o que fôr até porque vou sempre só, não querendo com isto dizer que se tiver companhia a deitarei fora, bem pelo contrário.

Dizer que depois de uma tirada grande que não estou enjoado, mentirei, aliás chego enjoado de bike, barras energéticas, cubos de marmelada,´bebida isotónica... mas no dia seguinte já tenho saudades "dela".;);):D:D

Por falar nisso, está na forja este passeio. É só uma questão de organização familiar.

Mikka_1

Pode ser que nos encontremos por aí ou até marquemos uma voltinha por Arouca, que eu tanto gosto.
 
Last edited:

duchene

Well-Known Member
É virtualmente impossível de te escapares mas não vai ser aborrecido fazer a N13 e talvez pior, a N14, quando voltares?

Acho-as tão sem sal... especialmente depois da zona bonita que vais visitar lá em cima...

Eu quero fazer a Grande volta das Barragens lá para cima, mas com saída e chegada em Guimarães, não só por partir já "in loco" mas especialmente porque o percurso até lá e de regresso não é muito fascinante...
 
Tens toda a razão Duchene. Fazes-me lembrar o passeio que fizeste por Alvarenga. Ou ias de carro até à Abelheira ou então tiveste que "gramar o frete" depois deste local. Detesto trânsito, e estou mesmo a ver a passagem pela Póvoa e por Vila do Conde (outlet, uggg), que vai ser do pior, mas que alternativa tenho? Como dizes nenhuma, a não ser fazer como tu ir de carro até um ponto e voltar lá. Realmente é uma ideia.

Agora esse passeio que planeias deves ser espectacular. Se fores num dia que eu possa incomdar-te-ia a minha companhia?
 
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duchene

Well-Known Member
Claro que teria todo o gosto em ter a tua companhia. Mas deixa-me fazer um primeiro tour acima dos 200km para ver como me sinto, antes de avançar para os 210 (mais qualquer coisa, depois de afinar o mapa). Sinto que a parte física está minimamente preparada para tal epopeia, agora é só afinar um pouco mais o psicológico para não sofrer por antecipação. :)

Posso entretanto afiançar que a passagem entre Cabeceiras e a Barragem da Venda Nova, tem tanto de penoso como de belo, especialmente no planalto do Salto, e é essa a imagem que certamente me motivará a cumprir tal epopeia. Do outro lado, a descida para Braga também tem umas vistas soberbas. Só é pena que não dê para fazer o desvio a comer um bacalhau na brasa ao Luís do Outeirinho, em Cabeceiras, porque senão nem às 10 da noite se chegava ao carro e pedalar de estômago cheio ia ser um problema. :D

A altura em que vou fazer, depende naturalmente da forma e também da metereologia. Hoje era um dia bom para isso, está um tempo ameno, pelo menos aqui em Valongo. E numa jornada tão longa, sabes melhor que eu, o calor excessivo é massacrante. Aliás, sempre que passava num tanque de água à beira da estrada na última volta, lembrava-me do teu mergulho de emergência!

Portanto, vamos amadurecendo a ideia e entretanto haverá de surgir uma data mais concreta.
 
Pessoal aí das redondezas de Santa Maria da Feira, Vila Nova de Gaia e arredores, peguem já nessa ponta que o Mikka deixou, garanto-vos que não se vão arrepender, é um companheirão e garante-vos a boa disposição, até rima e é verdade...:):):)