commuting

#82
Zeni7, já me fizeste rir à conta das várias histórias do "tanso" :) Já me revi em algumas (a das ciclovias, principalmente nas cidades, ser entendida como local para caminhar e passear o intocável cãozinho é clássica) e outras não me espantam nada que tenham acontecido. Mas também há o reverso da medalha, que é o tanso aqui deste lado usar uma ciclovia, com a bicicleta de estrada, onde ao longo de 20 km não encontras nem cães, nem pessoas, nem motas, nem nada, mas depois cruzas-te com vários ciclistas montados nas suas BTT de pneu cardado a circular pela estrada e a barafustar com os automobilistas que os mandam ir para a ciclovia...:rolleyes:

Quanto aos cães, o bicho que me fez cair há uns anos era um porta chaves ao pé de um pastor da Serra da Estrela...imagino fugir ou chocar com um bicho desses...

Paulo, a experiência diz-me que o esguicho na cara do bicho é a melhor estratégia...em último recurso vai mesmo o bidon ou a sola do sapato. Essa de parar e "conversar" com o bicho nunca experimentei, mas já vi que resultou e que, ainda por cima, sacaste aí umas belas fotos ;)
 

Paulofski

Well-Known Member
#83
Skyforger, o esgicho no focinho do animal funciona, mas em último recurso, naquele instante em que te apercebes das intenções do bicho quando já ultrapassou a distância mínima de segurança.

Às vezes são imprevisiveis, Recordo a p*** da Sheila, velha pastora alemã, bem conhecida da Ribeira, que mesmo açaimada teve a ousadia de me lamber a barriga da perna.

Mas nunca haverei de me esquecer o final de tarde em que tive um encontro imediato com o lombo de um rafeiro. Anos 80, 16 aninhos, cheio de pica numa Vilar de 5 velocidades. A acabar de dar a volta ao bairro, ultrapasso o meu amigo Ernesto para mais à frente ver um cão a atravessar-se à minha frente, saindo do meio de carros estacionados. Não tive a mínima hipótese. Acertei-lhe em cheio, voei ouvindo os ganidos do animal e depois senti o impacto do corpo nos paralelos. Estatelado no chão em cima da bicicleta, eis que aparece ao pé de mim o esbaforido Ernesto com as seguintes palavras de encorajamento: “Xiiii Paulo, até fez faísca!!!”. Invariavelmente esse era o meu estado de corpo, aqui e ali tatuado de mercurocromo.
 
#84
boas...

felizmente ainda não tive até agora encontros caninos, tenho sim com outro tipo de cães no dia a dia (eheheh não resisti)

Bom ontem chegou a chuva, de manhã optei por ir de carro, reunião no cliente, de camisinha e tal e coiso... resultado não podia ter escolhido pior, demorei mais ou menos o mesmo tempo e dei 30 voltas para estacionar etc.
Ao almoço tive oportunidade para ir a casa e mudei de farda e de transporte, e assim tive direito à primeira molha do ano eheh. Curiosamente veio mais molha de baixo do que de cima porque me faltam uns guarda-lamas, já estão encomendados.

E hoje voltou tudo ao normal, ainda não choveu, tenho sido mais escrupuloso a cumprir as regras, e há sempre aquela sensação de ... "tótó" ou algo do género, especialmente quando passam por mim ciclistas a passar vermelhos, voltou a acontecer hoje.
Mas quero combater isso. Há regras e enqto vigoram devem ser cumpridas, se não se adequam à realidade das bicicletas há que arranjar outras formas de luta/reivindicação, penso eu, se calhar estou a ficar cóta :D estou a bater nos 40 este ano.

abraços
 
#85
Descobri este "cantinho" aqui e decidi escrever algo.

Confesso que não sou muito dado a fóruns, pois por vezes "aprende-se pouco", e este tópico foi um exemplo disso no início ;)

Sempre fui um cabónico-dependente, mas com a aproximação dos 40 e esta "vaga" de novos "atletas", comecei a olhar para outros mundos que, pensava eu, não existirem.

Sou de Ermesinde (sim o Ermesinde das gajas boas) e trabalho em Matosinhos. São diariamente cerca de 20km para cada lado. Faça sol, chuva, geada... Todos os dias. Pronto, estou a mentir. Mas são quase todos os dias. Desde há 4 anos a esta data que uma das coisas que me dá mais orgulho é colocar mais uma "bolinha" no dia do calendário em que não fui de carro para a empresa. Cansei-me de provas, dorsais, granfondos e o diabo a quatro, e decidi que o meu objectivo de vida ( :D :D :D ) seria atingir os 200 dias no ano a mover-me para a empresa na bicicleta. Há 3 anos que comecei e em finais de outubro atingia já a fasquia das 180 deslocações. Entretanto um GRANDE AMIGO MEU (João Marinho) pregou-me uma "partida" e nesse ano não mais andei na bike. O ano passado.... 218 vezes. Raras foram as vezes que me desloquei de carro. Este ano tinha como objectivo NÃO FAZER UMA ÚNICA DESLOCAÇÃO NO CARRO. Mas... Há sempre um "mas", um problema na coluna (isto de entrar nos 40...) obrigou-me a parar e a usar o carro. Bem, mas desde fevereiro que não o uso (para a empresa claro).

Dou por mim a comprar uma bicicleta de aço para acalmar mais o carbono...

Dou por mim a mudar de ares....

Dou por mim a "cagar d'alto" para médias e classificações....

Dou por mim a ir de cabeleira a um granfondo onde todos me olham de lado...

Dou por mim a escrever num tópico onde nunca imaginaria escrever.

Calma, ainda não deixei crescer a barba, mas assumo que ando de colete e guarda lamas diariamente, assim como transporto a "cangalhada" num monta cargas aplicado na bike. Eu sei, é grave. Grave mas cómodo e dá-nos um ar de importante. Todos olham e eu, no meu íntimo, sei que é para os cromados da bike, no entanto imagino-me um Dom Juan e passo por ser um tipo muito "TOP"!

E isto tudo para quê?
Nem eu sei.

Desculpem a seca e deixo-vos aqui um "abrassóum", principalmente ao professor maiato que agora anda "escondido" para os lados da Estrela.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !
 
#87
Descobri este "cantinho" aqui e decidi escrever algo.

Confesso que não sou muito dado a fóruns, pois por vezes "aprende-se pouco", e este tópico foi um exemplo disso no início ;)

Sempre fui um cabónico-dependente, mas com a aproximação dos 40 e esta "vaga" de novos "atletas", comecei a olhar para outros mundos que, pensava eu, não existirem.

Sou de Ermesinde (sim o Ermesinde das gajas boas) e trabalho em Matosinhos. São diariamente cerca de 20km para cada lado. Faça sol, chuva, geada... Todos os dias. Pronto, estou a mentir. Mas são quase todos os dias. Desde há 4 anos a esta data que uma das coisas que me dá mais orgulho é colocar mais uma "bolinha" no dia do calendário em que não fui de carro para a empresa. Cansei-me de provas, dorsais, granfondos e o diabo a quatro, e decidi que o meu objectivo de vida ( :D :D :D ) seria atingir os 200 dias no ano a mover-me para a empresa na bicicleta. Há 3 anos que comecei e em finais de outubro atingia já a fasquia das 180 deslocações. Entretanto um GRANDE AMIGO MEU (João Marinho) pregou-me uma "partida" e nesse ano não mais andei na bike. O ano passado.... 218 vezes. Raras foram as vezes que me desloquei de carro. Este ano tinha como objectivo NÃO FAZER UMA ÚNICA DESLOCAÇÃO NO CARRO. Mas... Há sempre um "mas", um problema na coluna (isto de entrar nos 40...) obrigou-me a parar e a usar o carro. Bem, mas desde fevereiro que não o uso (para a empresa claro).

Dou por mim a comprar uma bicicleta de aço para acalmar mais o carbono...

Dou por mim a mudar de ares....

Dou por mim a "cagar d'alto" para médias e classificações....

Dou por mim a ir de cabeleira a um granfondo onde todos me olham de lado...

Dou por mim a escrever num tópico onde nunca imaginaria escrever.

Calma, ainda não deixei crescer a barba, mas assumo que ando de colete e guarda lamas diariamente, assim como transporto a "cangalhada" num monta cargas aplicado na bike. Eu sei, é grave. Grave mas cómodo e dá-nos um ar de importante. Todos olham e eu, no meu íntimo, sei que é para os cromados da bike, no entanto imagino-me um Dom Juan e passo por ser um tipo muito "TOP"!

E isto tudo para quê?
Nem eu sei.

Desculpem a seca e deixo-vos aqui um "abrassóum", principalmente ao professor maiato que agora anda "escondido" para os lados da Estrela.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !

Olha, olha....Frinxas, é um prazer ler-te por aqui! ;)

Adorei o teu testemunho e revejo-me por aí em vários pontos...a diferença é que no meu caso bateu mais cedo (mas também já não falta assim tanto para os 40). Obrigado pela boa disposição, pela lucidez e pela loucura saudável!
 
#88
Sô Frinxas é isso mesmo.

Bom passei por aqui para contar algo menos bom. Hoje qdo fui ter com o meu filho à escola fui chamado... Então acontece que deixaram um bilhete em cima da bike dele a dizer "o átrio do prédio não é um parque de estacionamento de bicicletas“...
Dasse mas o que é isto? Uma bicla minúscula que não incomoda ninguém enfim... Mas o pessoal da escola foi fixe e arranjaram uma alternativa para ele deixar a bike.
Fiquei assim com uma ligeira raiva porque parece ser uma cena de embirração uma vez que tendo em conta o tamanho do átrio é impossível a bicla ser um incómodo.
Esta história já não é nova para mim já tive stresses nos trabalhos por onde passei nestes últimos 4 anos.
Não consigo compreender estas mesquinhices com as bicicletas.
Abs
 
#89
FRINXAS apesar de ser quase um recem chegado a este canto, a minha opinião, é que este e outros foruns precisavam de mais gente assim. Existem topicos de como treinar a sério, médias e resultados, tudo e mais alguma coisa tudo em prol de melhorar. Mas pessoas que andam pelo simples prazer de pedalar e principalmente a escrever, é raro.
Esse teu "grande amigo e SENHOR" que nos deixou era um bom exemplo disso mesmo. Um atleta de excepção, melhor que a grande maioria dos que por aqui anda, mas como primeiro objectico era sempre diversão. Fazer as coisas por amor de fazer e não por gosto de acabar à frente.
 
#90
Zé (Mota), essa situação, embora não seja novidade nem me espante de forma alguma, é de uma imbecilidade pura! Mesmo que fosse uma embirração com uma bicicleta de adulto, e desde que não estivesse a estorvar nada, seria imbecil....mas deixar bilhetes numa micro bicicleta de uma criança à porta de uma escola é qualquer coisa que ultrapassa o imbecil.

Já me aconteceu, num local de trabalho, pedirem-me para esconder a bicicleta num recanto sem a mínima segurança porque dava mau aspecto estar à vista...Já me aconteceu chamarem-me parvo por não querer guardar a bicicleta (que até me custou algumas centenas de euros) num local onde outras pessoas guardam e nunca houve problemas de roubos (que é como quem diz onde uma pessoa guarda uma bicicleta que não valerá mais de 20€).... agora com bilhetes nunca fui brindado...:rolleyes:

Zé (da Pasteleira), actualmente é raro, mas já foi bem mais frequente encontrares por aqui esse espírito de que falas. Aliás, o espaço dedicado às "Histórias e estórias" era um bom exemplo disso. No entanto, quero acreditar que, independentemente dos objectivos que os movem, quem participa e lê este fórum tem prazer em andar de bicicleta.
 
#91
Zé (Mota),

Já me aconteceu, num local de trabalho, pedirem-me para esconder a bicicleta num recanto sem a mínima segurança porque dava mau aspecto estar à vista.
ehehe tb me aconteceu nisto num edificio onde funcionavam também escritórios de advogados, o unico sítio onde podia prender a bicla era junto da porta de saída/entrada do parque de estacionamento e estava muito à vista, coo tal "pediram-me" para guardá-la noutro sítio, também não empatava nada mas estava demasiado à vista.... ridiculo.
assim como rídicula a situação na escola do meu filho, mas o lado positivo é que a escola arranjou alternativa.

abraços
 
#92
Descobri este "cantinho" aqui e decidi escrever algo.

Confesso que não sou muito dado a fóruns, pois por vezes "aprende-se pouco", e este tópico foi um exemplo disso no início ;)
concordo, isto já teve melhores dias e às vezes só dá é chatices....


Sempre fui um cabónico-dependente, mas com a aproximação dos 40 e esta "vaga" de novos "atletas", comecei a olhar para outros mundos que, pensava eu, não existirem.
Sou de Ermesinde (sim o Ermesinde das gajas boas) e trabalho em Matosinhos. São diariamente cerca de 20km para cada lado. Faça sol, chuva, geada... Todos os dias. Pronto, estou a mentir. Mas são quase todos os dias. Desde há 4 anos a esta data que uma das coisas que me dá mais orgulho é colocar mais uma "bolinha" no dia do calendário em que não fui de carro para a empresa. Cansei-me de provas, dorsais, granfondos e o diabo a quatro, e decidi que o meu objectivo de vida ( :D :D :D ) seria atingir os 200 dias no ano a mover-me para a empresa na bicicleta. Há 3 anos que comecei e em finais de outubro atingia já a fasquia das 180 deslocações. Entretanto um GRANDE AMIGO MEU (João Marinho) pregou-me uma "partida" e nesse ano não mais andei na bike. O ano passado.... 218 vezes. Raras foram as vezes que me desloquei de carro. Este ano tinha como objectivo NÃO FAZER UMA ÚNICA DESLOCAÇÃO NO CARRO. Mas... Há sempre um "mas", um problema na coluna (isto de entrar nos 40...) obrigou-me a parar e a usar o carro. Bem, mas desde fevereiro que não o uso (para a empresa claro).
Dou por mim a comprar uma bicicleta de aço para acalmar mais o carbono...
Dou por mim a mudar de ares....
Dou por mim a "cagar d'alto" para médias e classificações....
Dou por mim a ir de cabeleira a um granfondo onde todos me olham de lado...
Dou por mim a escrever num tópico onde nunca imaginaria escrever.
Acho interessante o pessoal que muda do carbono para o aço. a maioria das pessoas que conheço ciclistas andam de aço/titânio e claro que isso influencia as minhas escolhas, até porque o espírito destas pessoas é outro, o foco está em andar de bike pelo prazer de andar. nunca tive nem andei numa bike de carbono e confesso que tenho imensa curiosidade e de vez em quando passa-me pela cabeça investir nisso, contudo na minha lista de compras relacionadas com ciclismo está lá para o fundo, antes disso ainda está uma titânica ehehe :)
Mas no contexto de commuting acho que uma bike de aço, pela sua geometria e versatilidade é um tipo de bicicleta particamente ideal para commuting, pode levar porrada, pode levar carga com fartura que aquilo aguenta tudo....
melhor que uma bike de estrada de aço só mesmo uma canondale bad boy, tive uma e que saudades tenho dela para a cidade é simplesmente fenomenal.

Calma, ainda não deixei crescer a barba, mas assumo que ando de colete e guarda lamas diariamente, assim como transporto a "cangalhada" num monta cargas aplicado na bike. Eu sei, é grave. Grave mas cómodo e dá-nos um ar de importante. Todos olham e eu, no meu íntimo, sei que é para os cromados da bike, no entanto imagino-me um Dom Juan e passo por ser um tipo muito "TOP"!
ehehe.
tudo isso é importante e necessário (o porta cargas/colete/guarda-lamas), já fiz a minha encomenda "invernal" daqui a uns dias estou pronto para as monções que aí vêm.
Até comprei uma capa para a cadeira da minha filha. Só uma tempestade é que nos irá parar.


E isto tudo para quê?
Nem eu sei.
Acho que não interessa muito racionalizar, interessa é fazer.
Nas discussões que por vezes surgem e quando se começa a falar das razões e da lista interminável de vantagens da bike, costumo matar as discussões dizendo apenas que "ando porque gosto", não tenho pachorra para falar disto com pessoal que não anda de bike e fala sem saber.

por último, ainda bem que aqui vieste deixar a tua boa disposição e experiência, reforça o lado positivo do commuting e entusiasma para continuar a anadar!

boas pedaladas!

abraços
 
#93
FRINXAS apesar de ser quase um recem chegado a este canto, a minha opinião, é que este e outros foruns precisavam de mais gente assim. Existem topicos de como treinar a sério, médias e resultados, tudo e mais alguma coisa tudo em prol de melhorar. Mas pessoas que andam pelo simples prazer de pedalar e principalmente a escrever, é raro.
Esse teu "grande amigo e SENHOR" que nos deixou era um bom exemplo disso mesmo. Um atleta de excepção, melhor que a grande maioria dos que por aqui anda, mas como primeiro objectico era sempre diversão. Fazer as coisas por amor de fazer e não por gosto de acabar à frente.
thumbs up!
concordo.
só acrescento o seguinte, este e outros fóruns têm espaço para tudo, o problema é que às vezes esses espaços são invadidos dando origem a discussões desnecessários que sabemos onde terminam. e isto por vezes desmotiva as pessoas a escrever, falo por mim claro.

abraços
 
#94
Acho que existe espaço para todo o tipo, e por norma os tópicos de Crónicas até costumam ser muito bem recebidos neste forum, basta ir à secção respectiva e ler o que por lá se escreve.
 

Paulofski

Well-Known Member
#95
Não sou muito entendido nas relações humanas via grupos do FB ou fóruns na Net. Desde que recomecei a pedalar percebi que os seus utilizadores, embora focados na mesma prática de dar ao pedal, detêm algumas características e comportamentos muito distintos uns dos outros.

Nunca fiz parte exclusiva de um grupo. Gozo do prazer de pedalar sem ter a necessidade de me integrar numa tribo. Antes de optar definitivamente pela bicicleta como meio de transporte, o ciclismo era basicamente para mim um desafio, uma prática desportiva. Nas minhas pedaladas, a solo ou em companhia, fui percebendo que quem pedala estrada fora tem uma espécie de conduta, de auxílio e partilha invulgares. Na estrada nunca encontrei uma comunidade tão unida e receptiva quanto a dos ciclistas. Por exemplo, se encontram a fazer um passeio todos parecem ser amigos de infância, quando na realidade muitos deles estão a conhecer-se naquele preciso momento.

No mundo das bicicletas, urbanas, de estrada ou bêtêtê, uma característica interessante e que me atrai é que "no terreno" não existe distinção entre nós. Com uma bicla rasca pedalei ao lado de outros com verdadeiras máquinas, sem complexos. O gosto pelo pedal é o ponto comum e isso me basta. O resto não tem tanta importância, por isso e em toda a circunstância, qualquer pessoa que pedale ao meu lado é bem recebido e ateia ainda mais a minha paixão pelo velocipedismo. A única diferença que existe dá-se na diferença de andamentos, mas quanto a isso sou eu que terei de me adaptar. :D
 
#96
Falando por mim, só o prazer que me dá passar por outro ciclista e vai o belo cumprimento e vem de lá a resposta com outro "tudo bem", independente da marca, cor, sexo, tipo etc

Deixa aquela sensação de não estarmos sozinhos e caso seja necessária alguma coisa está sempre alguem pronto para ajudar.
 
#98
Boa noite meus caros amigos.

Nunca pensei ter tantas respostas :D a algo escrito por mim!

Em primeiro peço desculpas por não cumprimentar "pessoalmente" cada um de vocês, mas um dos motivos é que ainda não domino (esqueci-me já) isto de fóruns, e outro dos motivos é que pelos "nick's" não reconheço a malta, à excepção do maiato :D

Em relação ás vossas respostas... Não quero com isto "gabar-me" claro, mas já levo uns belos anos, ou décadas a pedalar. Mete-me pena constatar com o tempo não a mudança, pois gosto, mas sim a perca de espírito. Quando comecei eramos apenas ciclistas. Hoje há os bttistas, cicliscas, "dónileiros", randonneurs, bmx, atletas, pseudo-atletas... Enfim, formaram-se várias seitas. Mas o pior é que em cada seita o padre ;) parece lavar a cabeça da malta, pois tenho reparado que é proibido os de uma seita falarem ou cumprimentarem, e pior, falam mal ou criticar. São ideias claro e respeito-as todas. No "meu tempo" parecia haver um prémio para aquele que levantava primeiro a mão. Sei que eramos muito poucos, mas por vezes o "da frente" ainda vinha a 10km :D e já estava de mão no ar para o devido cumprimento. ATENÇÃO... Não critico quem tem essa atitude, critico sim é o espírito (ou falte dele) da malta. Um destes dias em conversa aqui em casa numa das nossas tão bem famosas tertúlias de sábado à noite veio há baila esse tema. Um desses, dos "novos" saiu-se com... "Quer dizer, não acho bem pois quando vou de carro também não cumprimento todos os outros"! Depois disto começo a entender a cabeça "deles"! Por vezes penso (sim, também penso :D ) que se calhar serão estes tão bem amados 40 :) que já dão sinais de não quererem assimilar algumas coisas, mas se tão de repente me aparecem esses pensamentos maléficos mais de repente aparecem pérolas destas e dou razão a mim próprio :D :D :D

E agora já chega destas tretas, pois se "o outro" ficou indignado por causa do capacete (calma, estou a brincar ok? :D ) se continuar a escrever isto quem está a fugir ao tema sou eu agora. Commuting..... Por causa da coluna fui obrigado a pensar na minha maneira de me fazer transportar para a empresa. Ainda pensei manter o carbono mais uns anos (traz-me muitas recordações de quem ma vendeu), mas optei por comprar uma de aço.
Porquê??? Pois, nem eu sei mesmo. Comprei uma PELAGO. Como vos explicar a escolha... Aqui há uns anos levei um Mercedes de 1968 ou cena do género para Lisboa. Para quem é motorista (meu caso) há carros que realmente dão gozo conduzir, e aquele foi um deles. Não andava nada mesmo, consumia gasolina como um camião mas dava um prazer enorme a conduzi-lo. O mesmo se passa com a Pelago. Muito bela nos seus quase 14kg, não anda nada, faz-me consumir muita mais água :D mas realmente dá um gozo enorme aquilo. Aquela bike abriu precedentes que nunca imaginei que me fosse adaptar a eles. Bike com guiador de "estrada" claro, quadro em aço, monta cargas traseiro, guarda lamas fixos em alumínio.... A minha querida finlandesa ou quando me cheteio trato-a por Monte de Inox's. Claro que a carbónica ainda por cá está e recomenda-se. É boa para "descarregar os nervos" de vez em quando!
De repente comecei a olhar para uma coisa que há muito não olhava... A BICICLETA. E o mesmo acontece com a malta "nova". Pulsos, cadências, watts, suplementações e o diabo a 4, mas só olham para ela no acto da compra.... A BICICLETA!!!! :D

Nunca se sintam obrigados a pedalar. Acreditem.... NÃO VALE A PENA. Disfrutem aquela pequena maravilha acima de tudo e sejam felizes com elas. Tratem-nas bem, com carinho e sejam meigos (refiro-me ás bikes páááá ;) ). Elas vão adorar.

! ! ! . . . BOAS PEDALADAS . . . ! ! !

p.s.: ou se preferirem Obs.: Desculpem mais um testamento :)
 

Paulofski

Well-Known Member
Em primeiro peço desculpas por não cumprimentar "pessoalmente" cada um de vocês, mas um dos motivos é que ainda não domino (esqueci-me já) isto de fóruns, e outro dos motivos é que pelos "nick's" não reconheço a malta, à excepção do maiato :D...
Viva Frinxas. Sim, isto dos niks não ajuda a reconhecer, embora aqui e ali a malta vai largando sinais de identidade e acabamos por reconhecer velhos conhecidos, velhos amigos. É até bem provável que nos tenhamos cruzado nisto das biclas.

...Quando comecei eramos apenas ciclistas. Hoje há os bttistas, cicliscas, "dónileiros", randonneurs, bmx, atletas, pseudo-atletas... Enfim, formaram-se várias seitas. Mas o pior é que em cada seita o padre ;) parece lavar a cabeça da malta, pois tenho reparado que é proibido os de uma seita falarem ou cumprimentarem, e pior, falam mal ou criticar...
Nisto concordo. O que tenho experimentado no selim de uma bicicleta, em meio urbano, nas Massas Críticas, de capacete na carola quando vou para a estrada, no bêtêtê, nos Caminhos de Santiago, quando visto o colete dos Randonneur de Portugal, a característica mais interessante e que me atrai nesta coisa das biclas é a socialização, a amizade, o respeito, a inter-ajuda e a boa disposição. Evidentemente que nem todos estão no mesmo espírito e lá aparece um ou outro entendido que usa a personalidade para obtere algum protagonismo, tanto pela crítica como pela sobranceria. Pois eu digo a esses entendidos, "criticas são bem vindas quando justas... se não queres ir por aí e não estás bem, eh pá, muda-te!". Qualquer que seja o terreno e a bicla que temos no momento, da minha parte não há distinção entre nenhum. Todos somos ciclistas e cada um vai por onde lhe apetece. O que me interessa nisto do CICLISMO é entrar no espírito e retirar todo o prazer da coisa.

Logo à tarde há Massa Crítica: 18h30, Praça dos Leões, Porto

Quem quiser que apareça de bicla :)

Boas pedaladas

Paulo