Qual Potenciómetro?

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Moderador
Staff member
#25
Não sei se já o leste mas, caso não o tenhas feito, eu lia em primeiro lugar o The Cyclist's Training Bible, do Joe Friel.
Concordo... é um livro muito interessante e de fácil entendimento.

Se bem que há algumas teorias que o Friel defende que não são partilhadas por outros autores de renome como o Carmichael por exemplo.
 

emsfc

Well-Known Member
#26
Têm abordagens diferentes, o Friel defende maior volume de treino, o Carmichael o trabalho em intensidades mais altas.
O importante disto tudo é absorver a informação, testar e filtrar aquela que funciona para nós.
Um dos princípios do treino é a individualidade. O que funciona para um pode não funcionar para outro. Submetidos ao mesmo treino dois atletas podem ter respostas completamente diferentes.
A experiência vai-nos ajudando neste processo de aprendizagem e de escolhas.
 

NULL

Moderador
Staff member
#27
Têm abordagens diferentes, o Friel defende maior volume de treino, o Carmichael o trabalho em intensidades mais altas.
O importante disto tudo é absorver a informação, testar e filtrar aquela que funciona para nós.
Um dos princípios do treino é a individualidade. O que funciona para um pode não funcionar para outro. Submetidos ao mesmo treino dois atletas podem ter respostas completamente diferentes.
A experiência vai-nos ajudando neste processo de aprendizagem e de escolhas.
Ora nem mais... mas não deixa de ser interessante ver dois autores tão marcantes terem opiniões tão distintas sobre a mesma temática.
 

DMA

Well-Known Member
#28
A questão é o público alvo. O Carmichael está a escrever para pessoas que tem fortes constrangimentos de tempo. Do que me lembro ele deixa claro que o método tem limitações e que não consegue preparar convenientemente atletas para todas as vertentes do ciclismo. Para algumas delas o método dele será um "remendo". Mas tendo em conta que para muitos de nós, no mundo real é isso ou "nada", é assumir que é um remendo e trabalhar da forma que podemos; com afinco e com gosto :)

Aposto que o Friel, para os atletas que tem as premissas do público alvo do Carmichael, não teria problemas em admitir que um método do tipo HIIT é uma metodologia de treino perfeitamente válida.

Para atletas de topo (tirando XCO, algumas vertentes de pista, etc.), que obrigatoriamente tem que ter uma endurance brutal entre muitas outras valências, não tenho dúvidas que ambos irão concordar que não há substituto para alguém que tem a hipótese de fazer 80h mensais (ou mais) em cima duma bike.
 

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Moderador
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#29
A questão é o público alvo. O Carmichael está a escrever para pessoas que tem fortes constrangimentos de tempo. Do que me lembro ele deixa claro que o método tem limitações e que não consegue preparar convenientemente atletas para todas as vertentes do ciclismo. Para algumas delas o método dele será um "remendo". Mas tendo em conta que para muitos de nós, no mundo real é isso ou "nada", é assumir que é um remendo e trabalhar da forma que podemos; com afinco e com gosto :)

Aposto que o Friel, para os atletas que tem as premissas do público alvo do Carmichael, não teria problemas em admitir que um método do tipo HIIT é uma metodologia de treino perfeitamente válida.

Para atletas de topo (tirando XCO, algumas vertentes de pista, etc.), que obrigatoriamente tem que ter uma endurance brutal entre muitas outras valências, não tenho dúvidas que ambos irão concordar que não há substituto para alguém que tem a hipótese de fazer 80h mensais (ou mais) em cima duma bike.
Boas meu amigo!

Bem, acho que para atletas com total disponibilidade estamos conversados. Divisão de blocos com baixa intensidade e alto volume no início e subir progressivamente a intensidade ao mesmo tempo que se reduz volume ao chegar aos eventos principais.

A questão é nos atletas com tempo de treino reduzido. Carmichael defende precisamente isso que acabas de dizer, período de base muito diferente do tradicional período de base. Na teoria dele o período de base (de baixa intensidade) não faz qualquer sentido. Já Friel, quando questionado sobre isso, isto é, treino de base (baixa intensidade) em atletas com tempo reduzido responde assim: "Rui, The less time one has to train the more important it is to develop a big base of fitness.". Depreendi que, para além de defender o período base tradicional, defende que em atletas com tempo reduzido se deve estender o mesmo período. :oops:

No meu caso em particular acho que a teoria do Carmichael consegue melhores resultados.

Agora que falamos nestas coisas de treino acho que fazia sentido abrir-se um tópico com matéria/teoria/exemplos/estudos sobre treino. E tu tens muito para acrescentar lá! :p
 

emsfc

Well-Known Member
#30
O problema do Carmichael é que os planos de treino dele não se podem esticar muito para lá das 12 semanas sem que depois, necessariamente, tenhas que descansar.
Para preparar um evento em específico servirá, para um período mais longo de provas há o risco de se atingir um ponto de ruptura.
Lá está, nem um nem outro estão errados, o público-alvo é que é diferente.
O treino adaptado ao atleta é não o "one size fits all".
 

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Moderador
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#31
O problema do Carmichael é que os planos de treino dele não se podem esticar muito para lá das 12 semanas sem que depois, necessariamente, tenhas que descansar.
Para preparar um evento em específico servirá, para um período mais longo de provas há o risco de se atingir um ponto de ruptura.
Lá está, nem um nem outro estão errados, o público-alvo é que é diferente.
O treino adaptado ao atleta é não o "one size fits all".
Sim, mas essa metodologia dos blocos de treino (12 semanas por exemplo mas pode ser menos) é defendida por quase todos os fisiologistas. É prática comum haver o período de recuperação entre blocos sob pena de se entrar num processo de overtraining que depois é difícil sair. Eu acredito que num atleta com uma carga relativamente baixa/média como 300 a 400tss/week consegue-se fazer um ano inteiro com essa metodologia de 1 semana de recuperação entre 2 ou de 3 semanas de trabalho. Já num atleta com 800 a 1000tss/w as coisas complicam-se e muito... o período de base deve ser o tradicional (baixa intensidade), os períodos de recuperação rigorosos e considerar um período de descanso a meio do ano desportivo...
 

emsfc

Well-Known Member
#32
Sim, mas essa metodologia dos blocos de treino (12 semanas por exemplo mas pode ser menos) é defendida por quase todos os fisiologistas. É prática comum haver o período de recuperação entre blocos sob pena de se entrar num processo de overtraining que depois é difícil sair. Eu acredito que num atleta com uma carga relativamente baixa/média como 300 a 400tss/week consegue-se fazer um ano inteiro com essa metodologia de 1 semana de recuperação entre 2 ou de 3 semanas de trabalho. Já num atleta com 800 a 1000tss/w as coisas complicam-se e muito... o período de base deve ser o tradicional (baixa intensidade), os períodos de recuperação rigorosos e considerar um período de descanso a meio do ano desportivo...
Sim, claro. Não há evolução sem descanso. É durante o descanso que o corpo se adapta ao stress provocado pelas cargas de treino.
Se não descansas não há esse processo de adaptação. O próprio Friel diz que o treino só dá as condições favoráveis para existir evolução, que só ocorrerá caso haja um período de descanso/recuperação.
Tenho fases da época de 600/700tss por semana e a terceira semana dói bastante. Fazer 4 ou 5 semanas consecutivas é duro.
Pessoalmente faço ciclos de 3 semanas de carga e uma de descanso. Diferente disso só em situações pontuais mas não como prática habitual.
 

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Moderador
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#36
Ontem foi com a IQ... hoje deve ser com esses.... lolll



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#39
Não sei se já o leste mas, caso não o tenhas feito, eu lia em primeiro lugar o The Cyclist's Training Bible, do Joe Friel.
Saquei o livro da NET e tenho-o no computador, é uma edição de 2003 se não me engano mas na verdade comecei a ler o Training and racing whith a power meter.
Têm sido a leitura de mesa de cabeceira e estou a gostar, está escrito em inglês mas é de fácil compreensão com uma linguagem acessível.
Irei ler o outro assim que puder
Obrigado