Qual Potenciómetro?

#41
Em relação ao treino, concordo quando se diz que o que bom para uns pode não ser bom para outros uma vez que somos todos diferentes, a experiência leva-nos a tirar as nossas conclusões e como a maioria de nós somos amadores o tempo é sempre escasso, para por em prática as metodologias corretas dos grandes treinadores, sem falar com as diferenças genéticas de todos nós, uns mais franzinhos trepadores outros mais força bruta, roladores.
Pessoalmente tento procurar informações entre colegas, treino quando posso, agora inclinado para a metodologia com um power meter.
Também têm a parte psicólogica que não foi abordada aqui que é um factor crucial e não pode ser medida em números.
 

kostaviks

Well-Known Member
#42
Em relação ao treino, concordo quando se diz que o que bom para uns pode não ser bom para outros uma vez que somos todos diferentes, a experiência leva-nos a tirar as nossas conclusões e como a maioria de nós somos amadores o tempo é sempre escasso, para por em prática as metodologias corretas dos grandes treinadores, sem falar com as diferenças genéticas de todos nós, uns mais franzinhos trepadores outros mais força bruta, roladores.
Pessoalmente tento procurar informações entre colegas, treino quando posso, agora inclinado para a metodologia com um power meter.
Também têm a parte psicólogica que não foi abordada aqui que é um factor crucial e não pode ser medida em números.
Amigo, sabes quando ando melhor? Quando não treino de forma mais cuidada e mando feder os números e potências, cadências, etc...
Na verdade, quem tem para andar, vai andar... quem não tem, vai andar mais devagar, mas ainda assim anda na mesma e isso é o que verdadeiramente importa!
O que quero dizer é que todas essas "regras" podem retirar o prazer de pedalar...
Eu por exemplo, neste momento, tenho muito mais prazer a comer e beber bem do que em qualquer volta de bicicleta.
A obcessao de querer ser rápido, de querer chegar um pouco mais há frente dos outros, acabou por fazer desaparecer o prazer de andar de bicicleta!!!
(desculpa o desabafo)

Abraços
 
#43
Amigo, sabes quando ando melhor? Quando não treino de forma mais cuidada e mando feder os números e potências, cadências, etc...
Na verdade, quem tem para andar, vai andar... quem não tem, vai andar mais devagar, mas ainda assim anda na mesma e isso é o que verdadeiramente importa!
O que quero dizer é que todas essas "regras" podem retirar o prazer de pedalar...
Eu por exemplo, neste momento, tenho muito mais prazer a comer e beber bem do que em qualquer volta de bicicleta.
A obcessao de querer ser rápido, de querer chegar um pouco mais há frente dos outros, acabou por fazer desaparecer o prazer de andar de bicicleta!!!
(desculpa o desabafo)

Abraços
Viva,
Isso que dizes é verdade e concordo com tudo, se andas bem é porque és geneticamente dotado quer tenhas isto top ou aquilo XPTO etc, há por aí rios de dinheiro investidos, completamente desnecessários em pessoal que não faz uso do equipamento e apenas vive o status.
Pessoalmente creio na filosofia da " quantidade, peso, medida ".
Se sais para uma volta domingueira com um grupo que vai na onda do divertimento ,fazes isso mesmo, curtes a bike e a companhia ,se foste picado numa subida e queres tentar acompanhar uma roda? Porque não, se não estás com vontade é deixar ir.
Se treinas para progredir e queres medir forças, vais a uma prova e dás o teu melhor.
O que me fascina numa prova é tu dares o melhor de ti ,coisa que num treino não consegues tão bem e é claro que têm que se ter a tolinha bem assente em cima dos ombros, não vamos ser nenhum Froome ou coisa parecida e passar os dias a imitar os profissionais deixando a família para trás e gastar dinheiro desnecessários, somos uns trintões - quarentões com um gosto por uma modalidade desportiva.
Não nada de errado progredir e saber como as coisas funcionam, tentar treinar com método , conseguirmos superarmos a nós próprios alcançar metas.
Faço alguns treinos sozinho, durante os quais descarrego algumas vicissitudes da vida em cima dos pedais, outros com amigos, algumas picardias domingueiras um ou outro grandfondo e pronto.
Abraço amigo
 
#44
Viva,
Isso que dizes é verdade e concordo com tudo, se andas bem é porque és geneticamente dotado quer tenhas isto top ou aquilo XPTO etc, há por aí rios de dinheiro investidos, completamente desnecessários em pessoal que não faz uso do equipamento e apenas vive o status.
Pessoalmente creio na filosofia da " quantidade, peso, medida ".
Se sais para uma volta domingueira com um grupo que vai na onda do divertimento ,fazes isso mesmo, curtes a bike e a companhia ,se foste picado numa subida e queres tentar acompanhar uma roda? Porque não, se não estás com vontade é deixar ir.
Se treinas para progredir e queres medir forças, vais a uma prova e dás o teu melhor.
O que me fascina numa prova é tu dares o melhor de ti ,coisa que num treino não consegues tão bem e é claro que têm que se ter a tolinha bem assente em cima dos ombros, não vamos ser nenhum Froome ou coisa parecida e passar os dias a imitar os profissionais deixando a família para trás e gastar dinheiro desnecessários, somos uns trintões - quarentões com um gosto por uma modalidade desportiva.
Não há nada de errado em progredir e saber como as coisas funcionam, tentar treinar com método , conseguirmos superarmos a nós próprios , alcançar metas.
Faço alguns treinos sozinho, durante os quais descarrego algumas vicissitudes da vida em cima dos pedais, outros com amigos, algumas picardias domingueiras, um ou outro grandfondo e pronto.
Abraço amigo
 

NULL

Moderador
Staff member
#46
Falando de pedais com Potenciómetros quais destes 2 negócios é que escolhiam:

Favero assioma uno novos, ou power tape p1 dual side semi novos?
Eu tenho uns PowerTap P1S, avariaram ao fim de 1 ano sensivelmente, enviei para garantia e enviaram-me uns novos. Depois disso emprestei-os a um amigo que anda com eles há cerca de 1 ano... fez uns 15000km com várias quedas... continuam a funcionar bem.
 
#50
Eu tenho uns PowerTap P1S, avariaram ao fim de 1 ano sensivelmente, enviei para garantia e enviaram-me uns novos. Depois disso emprestei-os a um amigo que anda com eles há cerca de 1 ano... fez uns 15000km com várias quedas... continuam a funcionar bem.
A reputação dos P1 é serem pedais de guerra de fácil configuração neste caso já não têm garantia mas estão com um preço interessante, os assioma são novos bem mais caros.....
 
#54
Meu caro tenho uns power tap à cerca de 3 anos, com uma queda feia pelo meio com forte efeito abrasivo e continuam vivos ....ou seja robustos e à prova de pancada.
Contudo novo é novo...se não estiveres desesperado aguarda pelo black friday por vezes surgem descontos interessantes.
 

NULL

Moderador
Staff member
#55
Quanto às motivações, treinos, equipamentos, empenho, dedicação, etc., digo o seguinte:

Cada um tem a sua forma de ser, a sua personalidade, a sua disponibilidade e até a sua capacidade financeira. O que para uns não faz sentido pode ser o mais importante para outros. Essa liberdade e diferença deve ser encarada com naturalidade e com respeito.

Eu tenho amigos em todos os extremos. Uns que andam por diversão, fazem o que lhes apetece, não ligam à teoria, não querem saber de potências, pulsos, etc... gostam de pedalar por pedalar. Mas também tenho outros que são o oposto. Não fazem nada sem ser passado pelo treinador, levam tudo à risca! Fazem 650h/ano, 18000km/ano, onde 95% são feitos a solo. Treinos debaixo de chuva, neve, vento... e no fim podem pensar, ah e tal mas são profissionais... não, não são profissionais, são amadores que nem a provas vão! E posso-vos dizer que são tão felizes a fazer isso como aqueles que pedalam por pedalar! Gostam de levar o corpo ao limite, gostam de ultrapassar barreiras, gostam da evolução!

No que respeita ao material é a mesma coisa... como não vejo problema absolutamente nenhum em andar com um amigo que tem uma bicicleta de 200€ que pesa 20kg também não tenho em andar com um que tem uma de 5000€ ou 10000€. O que tem a bicicleta ou o equipamento mais caro tem obrigação de andar mais? Nem pensar... uma coisa é o equipamento / bicicleta e outra são as pernas. E não é por ter bom material que tem a obrigação de andar mais ou menos. Como não é obrigação de um que tem material fraco andar pouco.

Tudo isto para dizer que apesar das diferenças avassaladoras nas motivações o resultado pode ser o mesmo, a satisfação pessoal. E isso é que deve guiar cada um...
 

RTC

Moderador
Staff member
#56
Eu tenho amigos em todos os extremos. Uns que andam por diversão, fazem o que lhes apetece, não ligam à teoria, não querem saber de potências, pulsos, etc... gostam de pedalar por pedalar. Mas também tenho outros que são o oposto. Não fazem nada sem ser passado pelo treinador, levam tudo à risca! Fazem 650h/ano, 18000km/ano, onde 95% são feitos a solo. Treinos debaixo de chuva, neve, vento... e no fim podem pensar, ah e tal mas são profissionais... não, não são profissionais, são amadores que nem a provas vão! E posso-vos dizer que são tão felizes a fazer isso como aqueles que pedalam por pedalar! Gostam de levar o corpo ao limite, gostam de ultrapassar barreiras, gostam da evolução!
Eu também tenho amigos assim mas já ando cá à tempo suficiente para depois ver que 70 a 90% dos que treinam com esse rigor não aguentam isso muito tempo. E a maior partes destes, chegam mesmo a encostar a bicicleta.
E os que pedalam por prazer continuam activos por muitos mais anos. :)
É como já disseram e partilho, não se pode ver a bike com uma obrigação. Está-se a partir desde logo, de um pressuposto errado. Se ninguém começa a andar de bicicleta por obrigação, qual a razão de mais tarde de o ter que fazer quase que "obrigado", a seguir tanta regra?
 

Wawando

Well-Known Member
#57
Quanto às motivações, treinos, equipamentos, empenho, dedicação, etc., digo o seguinte:

Cada um tem a sua forma de ser, a sua personalidade, a sua disponibilidade e até a sua capacidade financeira. O que para uns não faz sentido pode ser o mais importante para outros. Essa liberdade e diferença deve ser encarada com naturalidade e com respeito.

Eu tenho amigos em todos os extremos. Uns que andam por diversão, fazem o que lhes apetece, não ligam à teoria, não querem saber de potências, pulsos, etc... gostam de pedalar por pedalar. Mas também tenho outros que são o oposto. Não fazem nada sem ser passado pelo treinador, levam tudo à risca! Fazem 650h/ano, 18000km/ano, onde 95% são feitos a solo. Treinos debaixo de chuva, neve, vento... e no fim podem pensar, ah e tal mas são profissionais... não, não são profissionais, são amadores que nem a provas vão! E posso-vos dizer que são tão felizes a fazer isso como aqueles que pedalam por pedalar! Gostam de levar o corpo ao limite, gostam de ultrapassar barreiras, gostam da evolução!

No que respeita ao material é a mesma coisa... como não vejo problema absolutamente nenhum em andar com um amigo que tem uma bicicleta de 200€ que pesa 20kg também não tenho em andar com um que tem uma de 5000€ ou 10000€. O que tem a bicicleta ou o equipamento mais caro tem obrigação de andar mais? Nem pensar... uma coisa é o equipamento / bicicleta e outra são as pernas. E não é por ter bom material que tem a obrigação de andar mais ou menos. Como não é obrigação de um que tem material fraco andar pouco.

Tudo isto para dizer que apesar das diferenças avassaladoras nas motivações o resultado pode ser o mesmo, a satisfação pessoal. E isso é que deve guiar cada um...
Na mouche!
 

NULL

Moderador
Staff member
#58
Eu também tenho amigos assim mas já ando cá à tempo suficiente para depois ver que 70 a 90% dos que treinam com esse rigor não aguentam isso muito tempo. E a maior partes destes, chegam mesmo a encostar a bicicleta.
E os que pedalam por prazer continuam activos por muitos mais anos. :)
É como já disseram e partilho, não se pode ver a bike com uma obrigação. Está-se a partir desde logo, de um pressuposto errado. Se ninguém começa a andar de bicicleta por obrigação, qual a razão de mais tarde de o ter que fazer quase que "obrigado", a seguir tanta regra?
Pedalar por prazer... a tal questão...

Será que não é possível tirar prazer de forma diferente daquela que nós tiramos?

Eu compreendo o que dizes, conheço muitos assim... andam 1 ou 2 anos motivadíssimos, a top, e depois abandonam...

Mas há outros... gostam simplesmente de evoluir. Apesar de terem um plano de treinos não quer dizer que pedalem por obrigação. Repara, tenho um amigo em particular com os seguintes dados:

2016 - 498h - 12 800km
2017 - 601h - 16 196km
2018 - 648h - 18 635km
2019 (até hoje) - 557 - 16 180km

Tens noção do que é fazer 64 000km em 4 anos quase sempre sozinho? Para não competir... Achas que não gosta do que faz?

Gosta simplesmente de andar e de evoluir! São gostos! Se me perguntares se ele daqui a 10 anos vai andar... não faço ideia, mas não faço dele nem de mim! :cool:
 
#59
Pedalar por prazer... a tal questão...

Será que não é possível tirar prazer de forma diferente daquela que nós tiramos?

Eu compreendo o que dizes, conheço muitos assim... andam 1 ou 2 anos motivadíssimos, a top, e depois abandonam...

Mas há outros... gostam simplesmente de evoluir. Apesar de terem um plano de treinos não quer dizer que pedalem por obrigação. Repara, tenho um amigo em particular com os seguintes dados:

2016 - 498h - 12 800km
2017 - 601h - 16 196km
2018 - 648h - 18 635km
2019 (até hoje) - 557 - 16 180km

Tens noção do que é fazer 64 000km em 4 anos quase sempre sozinho? Para não competir... Achas que não gosta do que faz?

Gosta simplesmente de andar e de evoluir! São gostos! Se me perguntares se ele daqui a 10 anos vai andar... não faço ideia, mas não faço dele nem de mim! :cool:
Eu por vezes, sinto necessidade de ir a uma prova, sentir aquela motivação extra de te prepara-res previamente, ganhares um sentido para o teu treino.
Estou longe dessas distâncias anual, ando por volta dos 13.000, valor constante de ano para ano.
Ao princípio é tudo muito bonito como se costuma dizer, depois vêm o tempo e mostra tudo, não sei como vai ser para o ano para mim, espero continuar ativo.
 

Bernalve

Well-Known Member
#60
Vocês falam em valores superiores a 10.000km. Se eu fizer 10000km num ano é porque tive muito tempo xD

Não preciso andar mais de 10h por semana, para conseguir andar bem em provas e voltas de 2h a 3h em modo race. De resto noto claramente uma falta de endurance quando já ultrapasso as 3h a caminhar para as 4h e 5h.

É uma questão de saber bem gerir os nossos objectivos.