Volta a Portugal 2019 - 31 de Julho / 11 de Agosto

A volta passa sempre nos mesmos sítios. Para fazer mais etapas era preciso haver mais municípios/câmaras interessadas.

Se actualmente já houvesse interesse de zonas distintas, não teríamos tantas etapas a começar e acabar em cidades repetidas.
A Volta, salvo excepções ocasionais passa sempre nos mesmos sitios sim, mas vão rodando entre si. mais etapas provavelmente significaria que esses municipios que vão rodando (Fafe, Braga, Sertã, Azemeis, entre outros que deram pausa este ano mas são habituees), receberiam a prova todos os anos
já se percebeu que não há interesse de outros sitios. quem faz o barulho de a Volta não vir cá, não são autarcas desprezados pela organização
 
O que podia ser feito seria fazer uma classica worldtour a seguir a volta ao algarve. Penso que isso era uma ideia con pernas para andar
Antes teria mais pernas. Sendo que a Algarvia começa a uma quarta, se a classica fosse no domingo anterior daria para os atletas recuperarem. enquanto que se fosse no domingo a seguir, já seriam muitos dias para uma equipa ficar em Portugal
 

Kongas

Active Member
Ter o pelotão do World Tour traz um impacto positivo grande às economias locais em qualquer parte do mundo. Não são só os atletas e o pessoal de apoio, são também os orgãos de comunicação e toda a estrutura da organização que nessitam de locais para dormir, para comer, para se abastecer, etc., etc. etc. É também a publicidade gratis à região na cbertura televisiva (sem necessidade de parolices tipo "Há Volta"). Acho que no nosso país não há bem noção da dimensão deste impacto.

Daí que continuo a dizer, façam a Volta a Portugal que quiserem (com amadores, sem amadores, com 10 dias, com 20 dias, o que for), mas comecem também a apostar na unica grande prova de dimensão internacional que temos no nosso país, a Volta ao Algarve, e comecem a expandir-lhe os horizontes. Já está bem localizada no calendário UCI e já possui algum prestigio. Os ciclistas do pelotão nacional com dois dedos de testa já há muito perceberam que se querem evoluir é na Volta ao Algarve que têm que se mostrar. Se uma clássica no fim de semana anterior ajudar a fixar aqui as equipas então façam a clássica, é uma boa ideia, mas o importante é que cada vez mais as equipas do World Tour se apercebem do potencial do país (naquela altura do ano não há muito melhor na Europa em termos de clima), e assim passarmos a ter uma prova de referencia em Portugal.

Não tem muito a ver, mas era graças ao nosso clima nessa altura do ano que o Autodromo do Estoril tinha uma boa ocupação no Inverno, estando quase sempre presentes em testes as grandes equipas de Formula 1. Quando acabaram com o Grande Prémio o impacto económico não foi só naquela semana do ano (perguntem aos hoteis e restaurantes da zona, que ainda hoje têm saudades).

Acreditem que quando as camaras se começarem a aperceber do impacto de uma coisa destas começam a fazer fila para receber a prova, mesmo sem o direito a ser entrevistado na na RTP entre a actuação de dois organistas vocalistas. "If you build it, they will come!"

Só como exemplo, em França uma localidade que queira receber o Tour tem que submeter uma, ir para a fila, e, na melhor das hipoteses, se for tudo aprovado, pode contar receber a prova três anos depois (e pelo meio cumprir uma série de exigencias como alcatroar as estradas onde a prova vai passar).
 

jlr

Well-Known Member
A minha questão é.. se não há equipas que venham a volta a Portugal pelo interesse uci pontos etc temos que ter uma prova enquadrada nos regulamentos UCI? se não tivéssemos poderia a federação organizar a volta conforme lhe apetecesse? Estou a deixar questões porque ainda não encontrei em lado nenhum resposta. Porque alguém limitou a 10 dias a nossa prova que tinha muitos mais.. e é bem antiga no panorama internacional.
Tens que estar sempre enquadrado nos regulamentos, mesmo que seja uma prova apenas a nível nacional. Senão nem comissários tens na prova, passa a ser um Granfondo. Se falas em baixar para 2.2 (caso do GP Joaquim Agostinho) ou até para prova nacional (caso do GP JN), aí deixas de ter as tais equipas estrangeiras PCT, pois os regulamentos apenas permitem a participação de PCTs nacionais (caso da W52) e CTs nacionais. Por outro lado, ganhava-se na medida em que era possível a participação das equipas de clube (vulgo, sub-23), mas esses também já têm a Volta a Portugal do Futuro.
 

jpacheco

Well-Known Member
Tens que estar sempre enquadrado nos regulamentos, mesmo que seja uma prova apenas a nível nacional. Senão nem comissários tens na prova, passa a ser um Granfondo. Se falas em baixar para 2.2 (caso do GP Joaquim Agostinho) ou até para prova nacional (caso do GP JN), aí deixas de ter as tais equipas estrangeiras PCT, pois os regulamentos apenas permitem a participação de PCTs nacionais (caso da W52) e CTs nacionais. Por outro lado, ganhava-se na medida em que era possível a participação das equipas de clube (vulgo, sub-23), mas esses também já têm a Volta a Portugal do Futuro.
Obrigado pela resposta. Era isso mesmo que eu pensava que estaria acontecer. Mas encontrar isso escrito em algum lado estava difícil.
 

Carolina

Well-Known Member
A Volta, salvo excepções ocasionais passa sempre nos mesmos sitios sim, mas vão rodando entre si. mais etapas provavelmente significaria que esses municipios que vão rodando (Fafe, Braga, Sertã, Azemeis, entre outros que deram pausa este ano mas são habituees), receberiam a prova todos os anos
já se percebeu que não há interesse de outros sitios. quem faz o barulho de a Volta não vir cá, não são autarcas desprezados pela organização
Falo apenas do ponto de vista de espectadora. Teria mais piada para mim se explorassem outras zonas do país, outras subidas, etc.

A organização não pode é ficar à espera que as autarquias levantem a mão. É preciso mostrar interesse em que a prova passe ali e explicar o impacto positivo que vai ter na região. Se não fosse minimamente rentável a prova já teria desaparecido à muito.

Atrair mais equipas PCT até pode ser mais interessante do que as WT. As que falham os GTs teriam aqui uma prova mais longa em que participar.
 
A minha questão é.. se não há equipas que venham a volta a Portugal pelo interesse uci pontos etc temos que ter uma prova enquadrada nos regulamentos UCI? se não tivéssemos poderia a federação organizar a volta conforme lhe apetecesse? Estou a deixar questões porque ainda não encontrei em lado nenhum resposta. Porque alguém limitou a 10 dias a nossa prova que tinha muitos mais.. e é bem antiga no panorama internacional.
nao encontrei no regulamento de road races nada que limitasse a prova a 10 etapas
https://www.uci.org/docs/default-source/rules-and-regulations/part-ii-road/part-ii---road-races.pdf

Method 2.6.001 Stage races shall be run over a minimum of two days with a general time classification. They shall be run in road race stages and time trial stages.

Duration 2.6.007 The durations indicated below correspond to the total number of days occupied on the calendar, i.e. both days of competition, including any prologue, and rest days.
UCI WorldTour The duration of the events is determined by the Professional Cycling Council. For Grands tours, the duration must be between 15 and 23 days.
Continental circuits The duration of existing events can be reduced by the UCI Management Committee. In that event, the organiser has the right to be heard by the UCI Management Committee. The duration of new events in classes HC, 1 and 2 is limited to 5 days, unless an exemption is made by the UCI Management Committee.
 

BMFL

Well-Known Member
Não sei o que se tem passado hoje na etapa mas liguei agora a TV e o DD da W52 Nuno Ribeiro pareceu-me estar um pouco azedo com o repórter.
 

Bernalve

Well-Known Member
nao encontrei no regulamento de road races nada que limitasse a prova a 10 etapas
https://www.uci.org/docs/default-source/rules-and-regulations/part-ii-road/part-ii---road-races.pdf

Method 2.6.001 Stage races shall be run over a minimum of two days with a general time classification. They shall be run in road race stages and time trial stages.

Duration 2.6.007 The durations indicated below correspond to the total number of days occupied on the calendar, i.e. both days of competition, including any prologue, and rest days.
UCI WorldTour The duration of the events is determined by the Professional Cycling Council. For Grands tours, the duration must be between 15 and 23 days.
Continental circuits The duration of existing events can be reduced by the UCI Management Committee. In that event, the organiser has the right to be heard by the UCI Management Committee. The duration of new events in classes HC, 1 and 2 is limited to 5 days, unless an exemption is made by the UCI Management Committee.
Mas está aí a limitação de dias para novas provas. As antigas têm a tendência de diminuir os dias para seguir essas regras. À uns anos a UCI ainda deixou 9 ciclistas por equipa na Volta quando já não era permitido.
 

qwerAC

Well-Known Member
Ter o pelotão do World Tour traz um impacto positivo grande às economias locais em qualquer parte do mundo. Não são só os atletas e o pessoal de apoio, são também os orgãos de comunicação e toda a estrutura da organização que nessitam de locais para dormir, para comer, para se abastecer, etc., etc. etc. É também a publicidade gratis à região na cbertura televisiva (sem necessidade de parolices tipo "Há Volta"). Acho que no nosso país não há bem noção da dimensão deste impacto.

Daí que continuo a dizer, façam a Volta a Portugal que quiserem (com amadores, sem amadores, com 10 dias, com 20 dias, o que for), mas comecem também a apostar na unica grande prova de dimensão internacional que temos no nosso país, a Volta ao Algarve, e comecem a expandir-lhe os horizontes. Já está bem localizada no calendário UCI e já possui algum prestigio. Se uma clássica no fim de semana anterior ajudar a fixar aqui as equipas então façam a clássica, é uma boa ideia, mas o importante é que cada vez mais as equipas do World Tour se apercebem do potencial do país (naquela altura do ano não há muito melhor na Europa em termos de clima), e assim passarmos a ter uma prova de referencia em Portugal.

Não tem muito a ver, mas era graças ao nosso clima nessa altura do ano que o Autodromo do Estoril tinha uma boa ocupação no Inverno, estando quase sempre presentes em testes as grandes equipas de Formula 1. Quando acabaram com o Grande Prémio o impacto económico não foi só naquela semana do ano (perguntem aos hoteis e restaurantes da zona, que ainda hoje têm saudades).

Acreditem que quando as camaras se começarem a aperceber do impacto de uma coisa destas começam a fazer fila para receber a prova, mesmo sem o direito a ser entrevistado na na RTP entre a actuação de dois organistas vocalistas. "If you build it, they will come!"

Só como exemplo, em França uma localidade que queira receber o Tour tem que submeter uma, ir para a fila, e, na melhor das hipoteses, se for tudo aprovado, pode contar receber a prova três anos depois (e pelo meio cumprir uma série de exigencias como alcatroar as estradas onde a prova vai passar).
Ter o pelotão do World Tour traz um impacto positivo grande às economias locais em qualquer parte do mundo. Não são só os atletas e o pessoal de apoio, são também os orgãos de comunicação e toda a estrutura da organização que nessitam de locais para dormir, para comer, para se abastecer, etc., etc. etc. É também a publicidade gratis à região na cbertura televisiva (sem necessidade de parolices tipo "Há Volta"). Acho que no nosso país não há bem noção da dimensão deste impacto.

Daí que continuo a dizer, façam a Volta a Portugal que quiserem (com amadores, sem amadores, com 10 dias, com 20 dias, o que for), mas comecem também a apostar na unica grande prova de dimensão internacional que temos no nosso país, a Volta ao Algarve, e comecem a expandir-lhe os horizontes. Já está bem localizada no calendário UCI e já possui algum prestigio. Os ciclistas do pelotão nacional com dois dedos de testa já há muito perceberam que se querem evoluir é na Volta ao Algarve que têm que se mostrar. Se uma clássica no fim de semana anterior ajudar a fixar aqui as equipas então façam a clássica, é uma boa ideia, mas o importante é que cada vez mais as equipas do World Tour se apercebem do potencial do país (naquela altura do ano não há muito melhor na Europa em termos de clima), e assim passarmos a ter uma prova de referencia em Portugal.

Não tem muito a ver, mas era graças ao nosso clima nessa altura do ano que o Autodromo do Estoril tinha uma boa ocupação no Inverno, estando quase sempre presentes em testes as grandes equipas de Formula 1. Quando acabaram com o Grande Prémio o impacto económico não foi só naquela semana do ano (perguntem aos hoteis e restaurantes da zona, que ainda hoje têm saudades).

Acreditem que quando as camaras se começarem a aperceber do impacto de uma coisa destas começam a fazer fila para receber a prova, mesmo sem o direito a ser entrevistado na na RTP entre a actuação de dois organistas vocalistas. "If you build it, they will come!"

Só como exemplo, em França uma localidade que queira receber o Tour tem que submeter uma, ir para a fila, e, na melhor das hipoteses, se for tudo aprovado, pode contar receber a prova três anos depois (e pelo meio cumprir uma série de exigencias como alcatroar as estradas onde a prova vai passar).
Ter o pelotão do World Tour traz um impacto positivo grande às economias locais em qualquer parte do mundo. Não são só os atletas e o pessoal de apoio, são também os orgãos de comunicação e toda a estrutura da organização que nessitam de locais para dormir, para comer, para se abastecer, etc., etc. etc. É também a publicidade gratis à região na cbertura televisiva (sem necessidade de parolices tipo "Há Volta"). Acho que no nosso país não há bem noção da dimensão deste impacto.

Daí que continuo a dizer, façam a Volta a Portugal que quiserem (com amadores, sem amadores, com 10 dias, com 20 dias, o que for), mas comecem também a apostar na unica grande prova de dimensão internacional que temos no nosso país, a Volta ao Algarve, e comecem a expandir-lhe os horizontes. Já está bem localizada no calendário UCI e já possui algum prestigio. Os ciclistas do pelotão nacional com dois dedos de testa já há muito perceberam que se querem evoluir é na Volta ao Algarve que têm que se mostrar. Se uma clássica no fim de semana anterior ajudar a fixar aqui as equipas então façam a clássica, é uma boa ideia, mas o importante é que cada vez mais as equipas do World Tour se apercebem do potencial do país (naquela altura do ano não há muito melhor na Europa em termos de clima), e assim passarmos a ter uma prova de referencia em Portugal.

Não tem muito a ver, mas era graças ao nosso clima nessa altura do ano que o Autodromo do Estoril tinha uma boa ocupação no Inverno, estando quase sempre presentes em testes as grandes equipas de Formula 1. Quando acabaram com o Grande Prémio o impacto económico não foi só naquela semana do ano (perguntem aos hoteis e restaurantes da zona, que ainda hoje têm saudades).

Acreditem que quando as camaras se começarem a aperceber do impacto de uma coisa destas começam a fazer fila para receber a prova, mesmo sem o direito a ser entrevistado na na RTP entre a actuação de dois organistas vocalistas. "If you build it, they will come!"

Só como exemplo, em França uma localidade que queira receber o Tour tem que submeter uma, ir para a fila, e, na melhor das hipoteses, se for tudo aprovado, pode contar receber a prova três anos depois (e pelo meio cumprir uma série de exigencias como alcatroar as estradas onde a prova vai passar).
Muito bem falado (ou escrito)! A volta ao algarve é uma mina de ouro para o ciclismo português mas não querem aproveitar o que de melhor esta prova pode dar. Eu acho que o problema número 1 está no facto de os portugueses não quererem a volta ao algarve como a principal prova portuguesa e querem sim a grandíssima como a super prova do país. E por isso é que a volta ao algarve não evolui tanto quanto poderia evoluir.