Etiqueta na estrada

Eu acho que atitudes positivas geram mais atitudes positivas.
não sei se a repressão será a melhor forma, sem com isto querer dizer que não hajam regras e que se não forem cumpridas haver uma consequência, multas etc

o que eu acho é que nós tugas gostamos de ser chico-espertos, e premiamos quem quebra as regras, cumprimos não porque achamos que devemos cumprir e porque existe uma razão para isso, como por exemplo parar num vermelho , para além de ter como objectivo gerir o trânsito é também uma forma de segurança, para não andar tudo a bater nos cruzamentos etc, portanto cumprimos as regras porque senão levamos uma multa, vamos presos etc.

Não cumprimos para respeitar os outros, mas indignamo-nos quando nos toca a nós e nos faltam ao respeito, não nos darem prioridade numa rotunda por exemplo.... ou estarmos com 2 filhos ao colo à beira de uma passadeira e não pararem para dar passagem (já me aconteceu). Mas também já passei muitas passadeiras sem parar....

já devem ter dito para trás isto é uma questão de mentalidade penso eu, raízes que estão bem profundas e difíceis de mudar, no entanto acho possível e tudo começa pela nossa atitude.
 
Já existe e está previsto no codigo da estrada, chama-se braços.

Sinceramente não me parece que esteja de todo aqui o problema. O problema está na mentalidade, do não respeito pelo outro e no tipo de condução que se faz

Se nem nos carros fazem ou ligam a piscas porque é que nas bikes será diferente? Nada disso importa se as mentalidades não mudarem
Ao nosso nivel, como ciclistas/cicloturistas/utilizadores de bicicleta/whatever e a meu ver, o problema reside mesmo aqui, na falta de comunicação. Conto pelos dedos de uma as pessoas que andam de bike e que fazem sinal para sinalizar as manobras quer perigosas, quer simplesmente de mudança de direcção.

A mentalidade é muito fácil de mudar, se cada um der o seu contributo e zelar pelo cumprimento das regras (Deveres - pq primeiro há os deveres e depois os Direitos). Não é dum dia pró outro, obvio que não, mas é uma questão de pensarmos mais nos outros e deixarmos de vez de curvar o pescoço pra olharmos só pró nosso umbigo. Se pensarem que não vivem sozinhos e que vivem em sociedade e que para tal existem regras, senão isto vira uma anarquia, é simples.

Não gosto quando me fazem razias, não gosto quando não sinalizam as manobras de mudança de direcção repentinas q é apanágio desta gente que só se lembra que vai virar à direita ou à esquerda 2 segundos antes do cruzamento. Detesto, mas fazer o que? O que posso fazer é simples. Ignorar e quando estiver na mesma situação, fazer bem. Não tenho que apontar o dedo a quem erra e passados 2 metros fazer uma asneirada de todo o tamanho.

É típico da nossa cultura apontar o dedo ao infrator, mas depois esquecem-se das cagadas que fazem e que poêm em risco os outros (1º) e nós (2º).
 

gfrmartins

Well-Known Member
Ao nosso nivel, como ciclistas/cicloturistas/utilizadores de bicicleta/whatever e a meu ver, o problema reside mesmo aqui, na falta de comunicação. Conto pelos dedos de uma as pessoas que andam de bike e que fazem sinal para sinalizar as manobras quer perigosas, quer simplesmente de mudança de direcção.

A mentalidade é muito fácil de mudar, se cada um der o seu contributo e zelar pelo cumprimento das regras (Deveres - pq primeiro há os deveres e depois os Direitos). Não é dum dia pró outro, obvio que não, mas é uma questão de pensarmos mais nos outros e deixarmos de vez de curvar o pescoço pra olharmos só pró nosso umbigo. Se pensarem que não vivem sozinhos e que vivem em sociedade e que para tal existem regras, senão isto vira uma anarquia, é simples.

Não gosto quando me fazem razias, não gosto quando não sinalizam as manobras de mudança de direcção repentinas q é apanágio desta gente que só se lembra que vai virar à direita ou à esquerda 2 segundos antes do cruzamento. Detesto, mas fazer o que? O que posso fazer é simples. Ignorar e quando estiver na mesma situação, fazer bem. Não tenho que apontar o dedo a quem erra e passados 2 metros fazer uma asneirada de todo o tamanho.

É típico da nossa cultura apontar o dedo ao infrator, mas depois esquecem-se das cagadas que fazem e que poêm em risco os outros (1º) e nós (2º).
Eu concordo com tudo o que dizes. E tento sempre ter esse cuidado quero a conduzir quer quando vou na bike.

Agora se acho que isso é suficiente, não, acho que não pode ser só esperar que as mentalidades mudem, acho que sendo critico como acho que é, é preciso ajudar a "forçar".
 

Knox

Active Member
Sou da opinião que devemos dar o exemplo, para muita gente um ciclista é visto com um tipo numa bicicleta que não respeita código da estrada e que é um "empata" que anda na estrada. Infelizmente muita da opinião pública ainda tem esta mentalidade retrógrada e depois também há muita gente que se monta numa bicicleta e não respeita nada, esse também é um facto.
A falta de civismo não é por ser ciclista ou automobilista, o problema está nas pessoas que têm uma enorme falta de formação e falta de civismo.
Hoje de manhã passei por esta situação: ia á minha frente um senhor com uma bicicleta de estrada a aproximar-se a um cruzamento com semáforo. Eu ia atrás e acelerei para aproveitar enquanto tivesse o sinal verde, e nisto fica vermelho. O senhor passou na maior das calmas com o sinal vermelho sem se chatear se vinha algum carro das outras vias.
O que eu fiz foi parar e fiquei ali algum tempo á espera enquanto não mudasse para verde, e nisto passa um individuo com uma btt com o sinal vermelho onde eu estava á espera. É por causa destas e por outras que somos todos postos no mesmo saco. Depois claro que lá temos que ouvir que a malta nunca respeita nada, a mim não me custou nada parar e esperar, mas para muitas pessoas parece que uns segundos faz muita diferença. O código da estrada aplica-se a todos, não é só para automobilistas, é preciso ao respeitar o código dar ao mesmo tempo o exemplo para não vejam sempre que os ciclistas não respeitam nada.
 

Paulofski

Well-Known Member
Um jovem atinge a maioridade e pode habilitar-se à condução. Está fresco, é inexperiente e cumpre o código. A experiencia da condução aprende-se com a prática, correcto, mas o hábito não faz o monge e depressa também aprende os maus hábitos. A convivência na estrada trás à tona todos os nossos defeitos. A intolerância, a arrogância, a falta de civismo, que transforma as pessoas, toma conta das nossas acções onde qualquer motivo irreflectido é rastilho de pavio curto e um ateio para o desastre. O veículo é a extensão do condutor, uma ferramenta essencial, uma arma que pode usar para intimidar. Uma vez na estrada, como peão e ciclista, a minha vida depende da vontade e das acções de terceiros. Dentro dos limites do aço não temos imunidade contra a casualidade, lembrem-se disso.

Quem melhor me conhece sabe que sou um ferrenho ciclista mas também pego num volante quando dele necessito, assim numa espécie de condutor de fim-de-semana. Esta dualidade dá-me um ponto de vista que não é visto por quem anda exclusivamente de cú tremido. Na bicicleta ando sempre com mil olhos, atento aos automobilistas. Observo-os enquanto pedalo ao lado deles. Analiso o seu comportamento, tento ter alguma noção do que pensam, se estão atentos ou se têm a cabeça noutro lugar. Este é o meu procedimento típico quando estou a pedalar mas é também este o hábito que retenho quando entro no meu carro e por alguns momentos visto a pele de automobilista. Aí, procuro não ver apenas carros mas quem os conduz e os seus ocupantes, especialmente quando estamos a penar num engarrafamento.

 

gfrmartins

Well-Known Member
Que boa foto... Isto dá direito a multa? É que do meu ponto de vista devia dar.
Sim se o cão apresentar queixa por causa de danos traumáticos causados pelo cor de rosa :)

Fora de brincadeiras, sim dá, não se pode transportar o cão assim. Deve estar em caixa de transporte, retenção de cinto, etc
 
Um jovem atinge a maioridade e pode habilitar-se à condução. Está fresco, é inexperiente e cumpre o código. A experiencia da condução aprende-se com a prática, correcto, mas o hábito não faz o monge e depressa também aprende os maus hábitos. A convivência na estrada trás à tona todos os nossos defeitos. A intolerância, a arrogância, a falta de civismo, que transforma as pessoas, toma conta das nossas acções onde qualquer motivo irreflectido é rastilho de pavio curto e um ateio para o desastre. O veículo é a extensão do condutor, uma ferramenta essencial, uma arma que pode usar para intimidar. Uma vez na estrada, como peão e ciclista, a minha vida depende da vontade e das acções de terceiros. Dentro dos limites do aço não temos imunidade contra a casualidade, lembrem-se disso.

Quem melhor me conhece sabe que sou um ferrenho ciclista mas também pego num volante quando dele necessito, assim numa espécie de condutor de fim-de-semana. Esta dualidade dá-me um ponto de vista que não é visto por quem anda exclusivamente de cú tremido. Na bicicleta ando sempre com mil olhos, atento aos automobilistas. Observo-os enquanto pedalo ao lado deles. Analiso o seu comportamento, tento ter alguma noção do que pensam, se estão atentos ou se têm a cabeça noutro lugar. Este é o meu procedimento típico quando estou a pedalar mas é também este o hábito que retenho quando entro no meu carro e por alguns momentos visto a pele de automobilista. Aí, procuro não ver apenas carros mas quem os conduz e os seus ocupantes, especialmente quando estamos a penar num engarrafamento.

Paulo, para além de concordar em tudo com a lucidez desta tua intervenção, focas aí um ponto interessante, nomeadamente a forma como o andar de bicicleta influencia o nosso comportamento quando nos sentamos ao volante de um automóvel. De forma quase inconsciente e natural, acabamos por assumir ao volante de um automóvel outro tipo de comportamento que herdamos da nossa experiência enquanto ciclistas. Numa bicicleta, habituamo-nos a estar mais atentos a tudo o que nos rodeia, a prever e a antecipar o comportamento dos automobilistas, a antecipar o desastre, quase num instinto de sobrevivência e noto que transfiro esse tipo de atitude quando estou ao volante, o que, obviamente, só nos traz vantagens. Portanto, mais uns pontos a favor para convencer a malta a andar de bicicleta ;)
 

Bruso

Well-Known Member
Ao que parece o sujeito que atropelou o ciclista entregou se na polícia acompanhado por uma advogada. Resultado:saiu em liberdade a aguardar julgamento.
 
É preciso ter em consideração que o crime que foi cometido foi de o de ofensas à integridade que pode incorrer em pena de multa ou prisão até 3 anos. Podia levantar se a questão sobre a omissão de auxilio mas este crime implica requisitos muito especiais que a meu ver não são preenchidos. Se for provado que o acidente ocorreu por distracção e alegando pânico e desorientação temer pela vida por represálias de outros condutores e tendo em conta que se entregou voluntariamente apanhará certamente 2 anos de pena suspensa. A parte da indemnização por danos já é com a ciclista.
 

Bruso

Well-Known Member
Saiu esta semana a sentença de uma caso de agressão com uma barra de madeira em praça pública com imensas testemunhas aqui em Inglaterra. O agressor decidiu agredir um espanhol por este estar a falar espanhol em vez de inglês. A sentença foram 8 meses de pena suspensa, 800£ de indemnização e 1 ano de trabalho comunitário.

Os casos são diferentes mas aos olhos da legislação são bem comparáveis. E como o Grouk disse não vale a pena esperar por uma sentença pesada para este caso.
 

DMA

Well-Known Member
A questão das "finas", "apertos" e semelhantes é basicamente uma questão de formação, e só tem uma forma de se resolver! Fica a sugestão aplicada em outros países ainda que não generalizada e por iniciativa própria da empresa de transportes.

[video=youtube_share;wW_lbkR6B3k]https://youtu.be/wW_lbkR6B3k[/video]

Tirando alguns idiotas, na generalidade sinto-me respeitado tanto pelos STCP como pela Resende.

Quanto á formação de novos condutores, gostava mesmo de saber como é que a questão é abordada nas escolas de condução, até porque no outro dia a subir a circunvalação junto ao Hospital da CUF fui apertado não por um, mas por dois carros de instrução, e na altura só pensei numa coisa, espero que esteja a fazer exame e reprovem!!!!!!!!!!
Nas últimas 3-4 semanas levei com 2 carros de escolas de condução a fazerem-me a ultrapassagem com uma distância claramente inferior à legal. Fora esses dois casos tive um outro que passou-me uma tangente que eu até fiquei burro. Nem tenho palavras para avaliar as implicações dum sistema que forma tão mal os condutores. Como é que é possível ir um instrutor e permitir uma barbaridade daquelas?

Uma muito cómica (not!!) foi outro dia: trânsito a circular compacto com um polícia apeado a parar esporadicamente o trânsito em ambos os sentidos. Quando chego próximo do polícia ele manda parar o trânsito nos dois sentidos. Eu paro com a bike encostada à direita e o trânsito no outro sentido também para. Qual não é o meu espanto e estupefacção quando um fulano passa por mim (razia) e "cga" literalmente na ordem dada pelo polícia apeado. A sensação do carro a dar a tangente numa situação em que estava completamente impreparado para tal (pois estava um polícia a mandar parar) foi revoltante.

O grave foi o polícia ver tudo e nada fazer (fora a atitude do condutor é claro). Mas já é habitual, pois é "mato" ver-se carros da PSP a passar em zonas em que estão carros a impedir faixas de rodagem, a bloquear a visibilidade de cruzamentos e eles passam ... e nada.

Num estado de direito, quando os organismos de suporte e garantia de que as leis e normas são para cumprir comportam-se desta maneira, dificilmente as coisas encarreiram no bom sentido.