Covid-19

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Moderador
Staff member
#41
Completamente de acordo. Nenhum sistema de saúde se prepara para isto. Só um país como a China é que tem capacidade para construir hospital com 2000 camas em 2 semanas. E também só um país com o sistema político-social como a China tem capacidade para colocar um travão na propagação do vírus como a China o fez.
De salientar que o Reino Unido já testou mais de 30.000 pessoas.
Toda a gente que está em grupos de riscos tem de se isolar. Mas é preciso ter cuidado para não exagerar. Vou vos contar um exemplo que se passa com uma amiga da minha irmã.
Universidade fechou e a mãe obrigou a rapariga a apanhar o avião para a Madeira. E agora está trancada dentro de um quarto apenas com cama e uma imagem de N. Sra. A mãe leva-lhe o comer ao quarto estilo empregados dos hoteis no UAE tour. E o plano é ficar assim durante 2 semanas.
Salientar que ela não apresenta quaisquer sintomas.
Pessoas caem em exageros se não são bem informadas e este caso é evidência disso.

Para quem gosta de acompanhar os números:
https://gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6
Na Madeira foi imposto o isolamento obrigatório de 14 dias a quem chega à ilha...
 

Bruso

Well-Known Member
#42
Esse caso é mesmo estranho pois, a fazer-se alguma coisa, deveria ser a mãe a ficar isolada e não a filha (a não ser que a filha tenha algum problema de saúde que a coloque em maior risco perante o virus).
Lá está. A mãe trancou a filha só porque esta fez uma viagem de avião.
Novamente, má informação dada a pessoas que precisam que lhes digam exatamente o que fazer. O que significa quarentena.

Na Madeira foi imposto o isolamento obrigatório de 14 dias a quem chega à ilha...
Foi sim, mas isto foi antes desse decreto entrar em vigor.
 

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Moderador
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#43
Lá está. A mãe trancou a filha só porque esta fez uma viagem de avião.
Novamente, má informação dada a pessoas que precisam que lhes digam exatamente o que fazer. O que significa quarentena.


Foi sim, mas isto foi antes desse decreto entrar em vigor.
Ahhh
 

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Moderador
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#45
Afinal...

"All Londoners should now stop all non-essential social contact. This means working from home wherever possible and stopping all visits to pubs, clubs, theaters or other venues with immediate effect."
 

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Moderador
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#46
Change course or a quarter of a million people will die in a "catastrophic epidemic" of coronavirus - warnings do not come much starker than that.
The message came from researchers modelling how the disease will spread, how the NHS would be overwhelmed and how many would die.
The situation has shifted dramatically and as a result we are now facing the most profound changes to our daily lives in peacetime.
This realisation has happened only in the past few days.
However, it is long after other scientists and the World Health Organization had warned of the risks of not going all-out to stop the virus.
The crucial piece of evidence came from the scientists at Imperial College London who first realised the scale of the problem in China and whose advice is heavily influential in government.
They assessed three strategies:
  • Suppression - break chains of transmission, effectively trying to stop the epidemic in its tracks, and bring cases down as low as possible, as China has done
  • Mitigation - accept you cannot stop the coronavirus so slow its spread and prevent a massive peak in cases that would overwhelm the NHS while trying to protect those most at risk of severe disease, which appeared to be the UK strategy last week
  • Do nothing - and let the virus rip through the population


It was on only Friday that Sir Patrick Vallance, the chief scientific adviser, explained the mitigation plan to the BBC.
He said: "Our aim is to try and reduce the peak, broaden the peak, not suppress it completely.
"Also, because the vast majority of people get a mild illness, to build up some kind of herd immunity so more people are immune to this disease."
If mitigation worked it would have avoided the most draconian measures other countries have used and built up immunity, which would help limit the spread of coronavirus.
Mitigation involves some social distancing strategies, while suppression beefs up those measures, including possible restriction of movement and increased periods of isolation.
The modelling projected that if the UK did nothing, 81% of people would be infected and 510,000 would die from coronavirus by August.
The mitigation strategy is better, but would still result in about 250,000 deaths and completely overwhelm intensive care in the NHS.
The experience of Italy, and the first cases in the UK, led to this dawning realisation.
Image copyright Getty Images Image caption Doctors in Italy take a patient to intensive care
About 30% of cases that end up in hospital are expected to need intensive care, such as ventilators or ECMO machines, which take over the job of breathing from the lungs.
That is quite simply beyond the ability of the NHS to cope.
The analysis estimated the limits of intensive care would be "exceeded by at least eight-fold" even under the most optimistic mitigation plans.
"Even with the sort of interventions which were being planned and been announced last week, there would be a risk of intensive care units being overwhelmed," said Prof Neil Ferguson from Imperial.
The report concludes "suppression is the only viable strategy at the current time". It is hoped deaths could be limited to the thousands or tens of thousands.
The government has always said it is following the science and the science has changed profoundly.
Hence, we should be waving goodbye to pubs, clubs and theatres, work from home and isolate whole households if any one person becomes sick.





Media captionThe BBC's Laura Foster explains the UK's latest coronavirus measures
However, the suppression approach comes with major problems.
It effectively requires shutting down parts of society and there is no exit strategy.
As fewer people would be infected there would be little immunity in the population and cases would soar soon after measures were lifted again.
This is the conundrum China now faces. Research suggests 95% of people in Wuhan were still susceptible to the virus at the end of January.
The report suggests we may have to wait 18 months for a vaccine, but even that is not guaranteed.
We could be in this for the very long term.
It is worth stressing this is all based on mathematical models. They make assumptions, they are not perfect and what they find is not written in stone. This virus emerged only in December and we're still trying to fully understand it. The scale and role of asymptomatic infections or the summer weather in the pandemic are still unknown.
But Dr Adam Kucharski, another disease modeller who was not part of the Imperial study, told me: "There's no simple solution to this, it is probably toughest epidemic I've ever had to analyse.
"There is no way of it playing out without some serious downsides."
 
#47
Não sei se já alguém falou nisso, mas neste momento as fábricas já deviam estar a fabricar como em tempo de guerra.

Todas as que puderem começar a fabricar ventiladores, luvas, mascaras, desinfectantes, etc.
A industria da cosmética se calhar passar rapidamente a produzir desinfectantes por exemplo.

Se a maior parte do mundo passou por uma segunda guerra mundial onde isso aconteceu e recuperaram, também vão recuperar disso, e as fábricas podem começar a ser todas afectas a esta guerra.
 
#48
Ok, compreendo que as autoridades desacorajem e peçam a um ciclista, como pedem a qualquer outra pessoa em qualquer outra actividade, que evite correr riscos desnecessários. Considerar que caso o ciclista tenha uma queda ou acidente, e consequente necessidade de tratamento hospitalar, não me parece ser argumento válido, pois então ninguém deveria andar por aí, por exemplo de mota ou de carro, pois o risco e a probabilidade de ter um acidente é comprovadamente muito superior.

Depois de alguma desvalorização inicial da doença, não vamos agora entrar na fase do pandemónio da ignorância e dos medos. É preciso um esforço colectivo para fazer frente ao inimigo, adoptando medidas de contenção da epidemia, com inteligência, abnegação e civismo. É absolutamente recomendado suspender ou adiar eventos com grandes aglomerados, sendo aconselhável ficar de quarentena, restringindo ao indispensável sair de casa.

Mas a vida continua, o mundo gira e muitos de nós precisam de se deslocar de um lugar para outro. Ir trabalhar e dar o contributo possível para a sociedade. Diante desta realidade questiona-se qual a forma adequada para o fazer, sem se colocar em risco de um possível contágio. Parece óbvio que, numa situação de alarme colectivo, viajar de transporte público será o mais arriscado. O automóvel também não me parece o mais recomendável, por tudo aquilo que defendo como ciclista.

Enquanto durar esta ameaça do Covid-19, continuarei a sair à rua de bicicleta, seja para o meu commute diário, de e para o trabalho, seja para uma pedalada mais demorada e distante. A bicicleta é, também neste tempo de crise, o melhor meio de transporte. Desde logo porque o acto de pedalar pode ser uma actividade solitária e lisonjeadora. O ciclismo, em todas as suas vertentes, traz benefícios evidentes ao sistema imunitário e pode retardar os efeitos de um possível contágio. Concordando que é absolutamente recomendado suspender ou adiar eventos de ciclismo, não vejo que haja perigo de me colocar ou colocar alguém em perigo se sair à rua no selim da minha bicicleta para o meu local de trabalho, que por sinal é um hospital de referência em prevenção ao Covid-19.

Nesse sentido, não vejo nada de negativo . Não consigo encontrar nada melhor para fazer do que pedalar, mesmo que seja em pedaladas recreativas de fim-de-semana, sozinho pois então, evitando parar numa esplanada para um café e uma nata, mesmo sabendo que estarei sujeito ao risco de uma ultrapassagem grande velocidade sem ver cumprida a distância de segurança de 1,5m que os automobilistas teimam em não cumprir, para quando chegar a casa, ser então um cidadão responsável, permanecendo de quarentena, a descansar as pernas. :) ahhh... e de mãos bem lavadas.
 
#50
Desculpem se isto pode soar egoísmo numa altura em que sair á rua vai ser um privilégio. Mas só para clarificar: não se irá poder circular na estrada mesmo sozinho só para manter o fitness? É que ainda não vi nenhuma imposição clara acerca disto. Obrigado.
 

gfrmartins

Well-Known Member
#53
depende do que sair amanhã das decisões do conselho de ministros. a declararão do presidente dá poderes ao governo para determinar o que quiser
Sim a declaração de emergencia foi só para definir os direitos e deveres, quem define com detalhe é o governo.

Se vai haver essa proibição de andar de bike? Não me parece, se devemos evitar nesta altura? Sem duvida
 
#55
Agora que muita malta está confinada a quatro paredes, com tempo a mais e paciência a menos, alguma leitura interessante pode ser profilática. Partilho alguns artigos recentes sobre a temática: bicicletas vs coronacoiso:

"Need to Get Around in a Pandemic? Ride a Bike" ... When the shit hits the fan, the bicycle is a powerful contingency plan. (fonte: https://www.outsideonline.com/2410530/bikes-social-distance-transportation#close)

“As autoridades belgas estão a encorajar as pessoas a fazerem passeios de bicicleta e caminhadas, desde que mantenham uma distância de segurança de um metro e meio.”
(Artigo completo no link:
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/covid-19-belgica-decreta-recolher-obrigatorio-mas-governo-permite-passeios-de-bicicleta-561517)

“Em particular, no que diz respeito ao uso da bicicleta, é permitido usá-la como meio de transporte nos movimentos permitidos para chegar ao local de trabalho, ao local de residência, bem como às lojas de primeira necessidade e à prática de desporto ao ar livre. As condições a serem seguidas, como para todos os movimentos permitidos, não se mover em grupo e mantendo a distância mínima de segurança de 1 metro entre as pessoas.”
(Artigo completo no link: https://radiogold.it/cronaca/220250...alute-andare-in-bicicletta-si-divieti-limiti/)

“É possível pedalar durante o confinamento anunciado na segunda – feira por Emmanuel Macron , que entrou em vigor por pelo menos duas semanas a partir desta terça-feira. No entanto, várias condições devem ser respeitadas: você precisa andar de bicicleta sozinho e deixar entre 1 e 2 metros entre você e as pessoas que conhece. Finalmente, um certificado de viagem depreciativo será obrigatório para esse passeio, assim como para cada outra finalidade.”
(Artigo completo no link: https://www.liberation.fr/checknews/2020/03/18/peut-on-faire-du-velo-pendant-le-confinement_1782044)

Boas leituras
 

Duke

Well-Known Member
#56
o perigo em andar de bicicleta não é o de contagio, o perigo é se tiveres um percalço / acidente e precisares de assistência médica os hospitais já podem estar ao "barrote" além disso ias parar ao sitio mais propicio a apanhar viroses...

alem disso as stocks de sangue neste momento acho que devem estar muito em baixo porque a malta tem medo de ir aos locais fazer as dádivas.

se saírem a rua de bike, atenção redobrada! e descidas com muita cautela e devagar!!

se querem ajudar pratiquem uma boa acção e façam uma dádiva de sangue certamente aqui é só malta saudável e cheia de força, o desgraçado que receber a vossa dádiva fica logo bom num instante :D
 
#57
o perigo em andar de bicicleta não é o de contagio, o perigo é se tiveres um percalço / acidente e precisares de assistência médica os hospitais já podem estar ao "barrote" além disso ias parar ao sitio mais propicio a apanhar viroses...
Certo, lá terá o seu grau de probabilidades, no entanto é um risco que corro, ou melhor, que pedalo no meu commute diário casa-trabalho, que por sinal é um hospital de referência em prevenção Covid-19. Tão ou mais em risco estão os automobilistas e os motociclistas pois é comprovadamente maior a probabilidade de acontecer um acidente rodoviário.

Sobre a doação de sangue, embora infelizmente eu já não o possa fazer, é sempre uma acção de todo louvável.
 

NULL

Moderador
Staff member
#58
Certo, lá terá o seu grau de probabilidades, no entanto é um risco que corro, ou melhor, que pedalo no meu commute diário casa-trabalho, que por sinal é um hospital de referência em prevenção Covid-19. Tão ou mais em risco estão os automobilistas e os motociclistas pois é comprovadamente maior a probabilidade de acontecer um acidente rodoviário.

Sobre a doação de sangue, embora infelizmente eu já não o possa fazer, é sempre uma acção de todo louvável.
Há 2 dias perguntei a um médico que está na linha da frente no HSJ como classificava a situação em termos de organização, se havia caos ou se estava tudo controlado. Disse-me que classificava com um 7, de 1 a 9, sendo que o 1 era o caos total e 9 a organização total.

Como tens visto as coisas no hospital onde trabalhas?
 

MiGuEl_82

Well-Known Member
#59
Há 2 dias perguntei a um médico que está na linha da frente no HSJ como classificava a situação em termos de organização, se havia caos ou se estava tudo controlado. Disse-me que classificava com um 7, de 1 a 9, sendo que o 1 era o caos total e 9 a organização total.

Como tens visto as coisas no hospital onde trabalhas?
7 é bom tendo em conta aquilo que têm "pintado" na CS...