Btwin ou Canyon

joao.ads

Well-Known Member
#1
Boas,

depois de uns aninhos com a minha velha Massi 105/8v decidi comprar algo mais leve.

depois de muita prospeção cheguei a dois modelos que parecem ter uma relação preço qualidade acima da média.

Btwin FC7 - 1349 €
Canyon Ultimate AL 8.0 - 1599 €

até agora só tenho lido coisas positivas tanto da FC7 como dos quadros ultimate de aluminio da Canyon. por incrivel que possa parecer a Canyon de aluminio é 700 g mais leve que a Btwin de carbono.

Quais as minhas maiores duvidas? Os Groupset.

venho do Shimano 105 e nunca usei nem Sram (doubletap) nem Campagnolo (ergopower). Já agora os modelos são o Rival e o Athena 11v

Opiniões de quem tenha grupos destas marcas seriam uteis. Fiabilidade, facilidade de manuseamento etc.

cumprimentos
 
#2
Boas,

Acerca dos grupos posso falar-te do SRAM Rival. A minha bike anterior, que usei de Novembro de 2008 a Setembro deste ano estava equipada com o Rival e fiz com ele uns bons milhares de km.

É um grupo que para o preço tem um funcionamento e uma fiabilidade exemplares. Durante todo esse tempo o único problema que tive foi numa manete, em que a patilha que comanda as mudanças partiu. Mas isso foi já este ano, por isso a hipótese desgaste é mais que justificável. Fora isso foi trocar os componentes de desgaste.

Quanto a funcionamento... Apesar de nas minhas bikes ter tido sempre SRAM, sei como funcionam os outros e sinceramente acho o sistema da SRAM bastante simples e intuitivo. Resumindo, dás um click com a manete interior para meter andamentos e dois clicks (andar com a manete interior mais para dentro) para tirar. Em relação ao Shimano para mim tem a vantagem de a manete de travão se manter sempre na sua posição normal, já que a interior faz tudo a nível de mudanças.

Agora vantagens para o Campagnolo... A compatibilidade com Shimano. Ou seja, enquanto com o Campagnolo tens que usar tudo da mesma marca, com o SRAM podes usar cassetes e correntes Shimano. Pode parecer irrelevante mas por exemplo as correntes shimano custam bem menos que as SRAM.

Espero ter ajudado.

Cumprimentos.
 

joao.ads

Well-Known Member
#3
Fazes muitos Kms por ano, Hetfield? para ter ideia do desgaste.

Não fazia ideia que não se podia usar uma corrente Shimano num grupo Campagnolo
 

edununo

Well-Known Member
#6
Tenho uma fininha há coisa de 5 meses e por isso só conheço a que tenho. Tenho o grupo completo Campagnolo Athena 11s e não podia estar mais satisfeito. Gosto do facto de poder usar o polegar para aumentar e a alavanca interior para reduzir. A manete dos travões fica fixa. A nível de fiabilidade e com cerca de 2000kms não tenho nada a apontar. Está tudo ok.
 

joao.ads

Well-Known Member
#8
Tenho uma fininha há coisa de 5 meses e por isso só conheço a que tenho. Tenho o grupo completo Campagnolo Athena 11s e não podia estar mais satisfeito. Gosto do facto de poder usar o polegar para aumentar e a alavanca interior para reduzir. A manete dos travões fica fixa. A nível de fiabilidade e com cerca de 2000kms não tenho nada a apontar. Está tudo ok.
consegue-se aceder bem à alavanca interior tanto com a mão apoiada em cima da manete como na posição mais aerodinamica?
 
#9
Boas,

Para teres uma ideia do desgaste posso dizer-te o seguinte. Por ano faço entre 10.000 a 12.000km, sendo que 8.000 a 9.000 são feitos na bike de estrada e o restante na de BTT. Troco de corrente com bastante regularidade e aconselho-te a fazer o mesmo porque a duração da cassete e pratos do pedaleiro depende muito disso. A minha cassete de origem andou na bike de Novembro de 2008 a Maio de 2011, altura em que troquei também o prato grande(53). O prato 39 andou lá até vender a bike este ano em Setembro. Resumindo, a cassete e o prato 53 devem ter feito perto de 20.000km e o prato 39 fez bem mais que isso.

Ainda acerca da questão da compatibilidade Shimano/SRAM... Uma coisa que notei foi que a transmissão funcionava ligeiramente melhor com corrente SRAM. De qualquer modo fiz muitos km com correntes Ultegra e não comprometia, apenas achei mais suave o funcionamento com as SRAM.
 

klaser

Well-Known Member
#10
Pergunta: Minha bike é nova,tem 3 semanas,só 700kms...Com quantos kms acha que eu devia fazer a primeira verificação com a ferramenta própria,para verificar o desgaste? 3500 ? É que não quero tar a chatear o meu amigo na loja pra sempre verificar aquilo,queria ter uma noção mais ou menos...No BTT eu não tenho costume de trocar correntes,e até o fim,mas na estrada tenho interesse em prolongar a cassete e os pratos o máximo possível...obg
 

joao.ads

Well-Known Member
#11
Uma outra sugestão dentro dessa classe de preços:
http://www.rosebikes.co.uk/article/rose-xeon-rs-4400-double/aid:549695

Deve equiparar-se à canyon, mas tem linhas bastante próximas do clássico, que aprecio bastante. Quando não estavam em promoção, havia a opção de fazer um upgrade das rodas para umas mavic cosmic carbon com letras em amarelo.
tambem me parece uma boa opção. Muito perto da Canyon em termos de perifericos. Uma boa opção no caso de preferir Sram a Campagnolo. Consegue ainda ser mais leve que a Canyon
 

pratoni

Well-Known Member
#12
Compra a ferramenta, não é car e assim testas sempre que quiseres e nãio chateias ninguém... ;)

Quantos Às correntes aconselho sram, nem que seja só por são "Made in Portugal"... ;)
 

pratoni

Well-Known Member
#13
Compra a ferramenta, não é cara e assim testas sempre que quiseres e não chateias ninguém... ;)

Quantos às correntes aconselho SRAM, nem que seja só porque são "Made in Portugal"... ;)
 
#15
Uma outra sugestão dentro dessa classe de preços:
http://www.rosebikes.co.uk/article/rose-xeon-rs-4400-double/aid:549695

Deve equiparar-se à canyon, mas tem linhas bastante próximas do clássico, que aprecio bastante. Quando não estavam em promoção, havia a opção de fazer um upgrade das rodas para umas mavic cosmic carbon com letras em amarelo.
Já alguém comprou, ou conhecem alguém que tenha comprado alguma destas bikes para que possam dar algum feedback quer das bikes quer da loja?
Realmente parecem muito interessantes... Obrigado.
 

joao.ads

Well-Known Member
#17
pelo que tenho analisado através da revista alemã TOUR existem 3 marcas com quadros de aluminio muito bem equipados que receberam dessa revista muito boas cotações nos testes.
Canyon
Rose
Radon

As 3 são alemãs o que me faz temer algum chauvinismo da parte da revista.

Dessas 3 a que tem melhor nota no quadro é a Canyon que ao que parece disputa o titulo de melhor quadro de aluminio com a cannondale CAAD 10. Só que o preço da Cannondale nada tem a ver com o destas 3 marcas.

Uma coisa parece se confirmar. Mais vale um bom quadro de aluminio que um mau quadro de carbono.

Ao ler as reviews de alguns modelos que são bastante famosos, fiquei muito suprendido coma má nota deles
 
#18
Sinceramente, e numa opnião muito pessoal de quem não testou nenhuma delas, tenho dúvidas que essas bikes sejam tão fenomenais como tantos as descrevem... É que, quanto a mim, a grande vantagem e competitividade desse conjunto de bikes (Canyon, Rose e Radon) está efectivamente no preço. Eu próprio já por várias vezes equacionei a compra de uma Canyon, mas principalmente pelo preço. Será que estes quadros são assim tão inovadores, leves, com tanta qualidade como os "vendem"? Para mim são muito "conservadores", sendo que não acho que apostem assim tanto em desenvolvimento, design, geometrias e materiais... Basicamente é um produto que tem qualidade, mas que não arrisca para não comprometer.

Inovadores e audaciosos são realmente no processo de venda, com uma estrutura bem montada (quase) sem intermediários.

Ao preço dos concorrentes, não sei se seriam bikes assim tão destacadas...
 

Lyp

Active Member
#19
@Daniel, falando da Canyon, pois as outras não conheço, e na minha modesta opinião, acho que realmente os quadros são bons.

À parte de testes (que vêm sempre dizer que estão entre os melhores), posso dizer que têm realmente pormenores que fazem diferença.

O exemplo que dou refere-se à minha BTT, que é uma Grand Canyon AL. Olhando para o quadro de uma forma pouco atenta, é um quadro sóbrio, que não desperta muito a atenção... Aliás, como quase todas as Canyon. É uma marca sóbria, ponto final. Eu como não gosto de grandes floreados, para mim está óptimo, mas já vai do gosto de cada um.

Olhando com mais atenção para o quadro, vais ver realmente pormenores que o fazem diferentes dos outros, ou que pelo menos só vês num quadro de aluminio de topo:

Escoras fininhas e assimetricas, cabos por dentro do quadro, desviador da frente a apertar no quadro sem abraçadeira, o seat tube, as próprias formas dos tubos estão bem conseguidas, e é leve... Penso que tem 3 espeçuras diferentes dependendo de onde precisa ou não de mais rigidez.

Se formos falar em preços e componentes que a equipam então, é uma diferença abismal para uma marca comprada numa loja.

Eu fiquei cliente, ao ponto de ter a Canyon sempre no topo das preferências. O que não quer dizer que um dia que troque (se trocar) a minha Bianchi de estrada (a estrada é de longe a paixão maior), não opte por outra marca... Até porque as Italianas continuam a deixar-me babado... Mas apenas por uma questão estética, porque em termos de qualidade, tenho a Canyon no topo das preferências, como já disse.
 
#20
Atenção que eu não digo que a Canyon não tem qualidade. Eu questiono-me é se realmente é superior a outras...

Tal com eu já referi, a Canyon também entrou na minha lista de compras, em BTT e Estrada. Mas por uma questão que me parece comum a todos os proprietários Canyon (ou semelhantes): o factor preço!

Eles seguem uma linha muito racional, com pouco risco, porque a maior parte do risco está nas marcas que desenvolvem e testam. Se correu bem com os outros, eles seguem essa linha. No limite até poderiamos dizer que a Canyon (ou semelhantes), ao não "criarem" aproveitam os recursos para aperfeiçoar a "invenção" dos outros, mas será mesmo?

Ainda não vi em lado nenhum um proprietário Canyon descontente, assim como nunca vi nenhum que tenha escolhido a marca unicamente pela qualidade, inovação, arrojo, design da mesma. A Canyon, para mim, é um bom negócio! Pouco mais... E isso, para a grande maioria dos compradores é o mais importante. Mas também é verdade que esse bom negócio é feito à base de bons componentes e de quadros a preço controlado.

Lá voltamos ao mesmo, se praticassem preços iguais aos da concorrencia, provavelmente nem vendiam fora da Alemanha...

Mas reforço, é a melhor relação qualidade/preço! Ah, e eu não tenho uma Canyon principalmente pela falta de stocks ;)