Power Meter

Pires

Well-Known Member
Cada pessoa tem um tipo de pedalada, há quem tire proveito de um prato oval devido a isso, é quase o mesmo que ter uma bicicleta vermelha, está provado cientificamente que andam mais!
 

joseruivo

Well-Known Member
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3990898

o amor e o ódio não são variáveis quantificáveis.....
Citando o estudo:

"During the short sprints, power output was 2.5–6.5% greater for Q-rings than for C-rings (P=0.22)"
2,5 a 6,5% de aumento de potência, acho interessante, nem que seja apenas para competição. Há outros artifícios

"When the participants performed the incremental test, they produced comparable maximal power with Q-rings (371 ± 30 W) and C-rings (355 ± 29 W, p = 0.12). "
 

joseruivo

Well-Known Member
Citando o estudo:

"During the short sprints, power output was 2.5–6.5% greater for Q-rings than for C-rings (P=0.22)"
2,5 a 6,5% de aumento de potência, acho interessante, nem que seja apenas para competição. Há outros artifícios

"When the participants performed the incremental test, they produced comparable maximal power with Q-rings (371 ± 30 W) and C-rings (355 ± 29 W, p = 0.12). "
Reformulando, após erro do browser...

Citando o próprio estudo:

"It must be mentioned that, for the incremental maximal test, the maximal power production values were higher for Q-rings than for C-rings (371 ± 30 vs. 355 ± 29 W, respectively), and that, for each of the subsequent short sprints, power values were 2.5–6.5% greater for the Q-rings.

371w em vez de 355w de valor máximo incremental, acho significativo. Aumento de 2,5 a 6,5% de potência em sprints curtos, também acho significativo, nem que seja só para competição (ou amadores exigentes).
 

Pires

Well-Known Member
Nos dias bons fico eu à frente, nos outros ficam os meus colegas de pedal!
Queres mais científico que isto? :p

Mas a pedalada fica bem melhor (para mim)
E também uso Absolute Black como alguém que escreveu mais atrás.
 

jcca

Well-Known Member
Não respondendo a ninguém... Não dizendo que uns têm razão e outros não, vou tentar decompor alguns mitos e explicar alguns princípios.

Para quem anda no ginásio (com máquinas de qualidade) já reparou que os cabos que puxam os pesos passam por umas roldanas excêntricas (de nome CAM pq não me lembro), isto é pq o músculos têm diferentes capacidades de produção de força dependendo do seu encurtamento, ou seja, imaginando o bíceps qd a malta dobra o cotovelo com o garrafão do tinto (14 octanas menos é pouco antioxidante e não é tão eficaz na recuperação) não lhe custa o mesmo sendo uns ângulos mais dificil e dp outros mais fáceis e o objectivo das máquinas é que se faça a mesma força ao longo do movimento.
Aqui o princípio é o mesmo rentabilizar o movimento economizando o esforço (no final uma rotação do 53 oval é igualzinha à do 53 redondo andam os mesmos metros), no momento em que o músculo tem capacidade de produzir mais força terá menos alavanca no momento em que produz menos força mais alavanca de forma a ser mais fácil.
Assim sendo a vantagem deste tipo de pratos será na economia de esforço e consequentemente duração da capacidade óptima do mesmo (menos cansaço a longo prazo).
Porque é que algumas pessoas sentem mais rendimento em pé? Porque se calhar no momento do peso em cima do crank é o momento em que a alavanca é menor (o prato é maior corresponde nesse momento ao raio de um prato de mais dentes) como a força é feita em grande parte pelo peso e gravidade cansam-se o mesmo mas andam mais.
Agora a parte má da coisa: sim a malta muda e sente que aquilo é que é, mas se mudar tudo, passado 15 dias de treino o corpo habitua-se e é igual ao que era antes.......

A malta que meteu na BTT e não na de estrada sente diferenças pelo que expliquei antes e pela diferença de alavancas 172,5 para 175, pratos de 50/53 para 34 alguns 28 ou qq coisa parecida talvez sinta a pedalada mas redonda (já dou uma na ferradura em seguida) a malta que meteu nas duas talvez sinta menos vantagens.

O estudos têm sempre mt que se lhes diga e a maioria depende do que quem os faz quer ter como resultado final (não fui ler os indicados anteriormente)....a mim por sensação e sem explicação científica mas sim empírica (do senso comum), mas penso que o que eles mostrariam seria uma potência mais regular ao longo da pedalada nos ovais que nos redondos se isso no final dá mais w não sei nem sei como é que a potência que se vê nos GPS é calculada se é a força aplicada na placa ou o trabalho realizado no final da revolução (nunca me interessou o tema devido à minha opinião do custo beneficio aplicado ao meu treino ressalvo a parte do meu treino e não se é melhor ou pior) , mas tb existem estudos que dizem que se lixe a pedalada redonda não interessa nada puxar na subida do pedal por isso.......

Usem o que mais gostarem e for melhor para os vossos bolsos.
 

Carolina

Well-Known Member
O movimento da perna é igual em ambos os casos, a única diferença é a forma como os músculos da perna são ativados. O prato oval "elimina" a zona morta da pedalada, o que faz com que, naquele momento, hajam músculos a funcionar que anteriormente não eram tão chamados ao trabalho.

Quem sente melhoria provavelmente é quem tem maior facilidade em chamar esses músculos menos usados ao trabalho, mas depois é como o jcca já referiu, assim que passa a fase de habituação, a diferença deve ser quase nula.
 
A anatomia esquelética e muscular de cada um é diferente e so nesses dois fatores existem um tao grande número de variáveis e complexidade que não serão comparáveis entre n sujeitos (somos todos diferentes). Portanto sejam os pratos ovais ou redondos, uns adaptar-se-ao melhor a uns outros a outros. E isto aplica-se a uma série de outras coisas que muita gente tenta por a+b meter no mesmo saco e comparar. Sempre que Estamos a falar de sensações estamos a falar de subjetividade, não há estudo que meça, nem que seja conclusivo. É quase como tentar medir a felicidade de cada um. Se quem os usa se mente melhor com o seu uso vs outro, nem que seja pelo efeito psicologicamente positivo, já é factor positivo. Há n mistérios que a ciência ainda não conseguiu explicar na totalidade o funcionamento do nosso cérebro por exemplo é um deles, portanto estudos científicos neste caso, valem o que valem, pouco. Tal como a Carolina referiu acima, e esse é um dos fatores chave, os musculos são ativados de forma diferente num oval. É como os que defendem que watts são watts. O tanas. Fazer 300w em plano ou 300w a 5% ou 300w a 10% de inclinação são coisas completamente diferentes, mais uma vez pela questão anatómica, fibras musculares que são ativadas e os efeitos que daí decorrem(nomeadamente diferentes níveis de fadiga muscular). Somos seres complexos não somos robots....inputs iguais em situações repetidas, vão quase sempre produzir outputs diferentes.
A minha recomendacao, neste caso, é esquecer os clichês do marketing e experimentar. Gostam ....gostam..... não gostam....no harm done, é porque não é para vcs :cool::cool:
 

Pires

Well-Known Member
O débito de watts a rolar vs subida é um tema bastante interessante também.
Tenho um colega que infelizmente não tem PM, mas o gajo a rolar é uma verdadeira besta.. por vezes vou na roda dele em red line e a rezar para que venha uma subida!!! Não sei o porquê, mas a subir os papéis invertem-se, e somos anatomicamente muito parecidos, altura, peso.. etc e tal.
O que interessa é a malta se divertir :p
 

Carolina

Well-Known Member
Basta ele ser mais pesado. A subir a gravidade não o ajuda, muito pelo contrário, tem de meter mais watts para te acompanhar.

Não vês a malta das clássicas a subir montanhas com os melhores, (excepção para o van aert).
 
Podem ter o mesmo peso e a mesma altura e depois tudo ser completamente diferente....um ter pernas maiores e tronco pequeno outro ter tronco grande e pernas curtas.....composição corporal diferente....mais músculo menos gordura, menos musculo mais gordura....entre tantos tantos outros .....já para não falar depois do motor......todos iguais ...todos diferentes.