Como gostas mais de pedalar ? Cicloturismo, sózinho ou em grupo?

#1
O blog está um pouco atrasado porque o tempo não tem sido muito... mas sem pressa, o fórum continua a ser um óptimo local para colocar os relatos das voltas.

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Vamos então fazer aqui um pequeno parêntesis de off-topic acerca do treino.

A questão do treino é, tal como a forma de estar de cada um no ciclismo, algo puramente pessoal. Por isso, o que te posso dar é a minha visão das coisas e a forma como encaro o que faço, sempre que subo para a bicicleta. São por isso as minhas ideias, os meus preconceitos e, não os querendo impor a ninguém, são os pressupostos que vou seguindo ao longo destes anos de boas pedaladas.

Verdade universal no meu mundo: Não pedalo por sistema. Não consigo, não gosto, não tenho paciência para seguir planos de treino e, assumo, não faço muito esforço para isso. Pedalar tem de ser um prazer e não uma obrigação. Não me vejo a ter vontade de ir passear mas sair de casa para fazer séries perfeitas de fartlek nem me vejo a recusar uma jantarada com os amigos porque tenho de controlar o que como para me manter com o IMG "X" ou o peso "Y" .

Se me apetecer pedalar durante a semana, pego num dos meus circuitos de 30, 40 ou 50Km e lá vou eu girar as pernas. De igual forma, se me apetecer apanhar uma barrigada no Tatana ou no Sapo e mandar a bicicleta à fava, faço-o sem nenhum tipo de peso na consciência. E não raras vezes, muito por culpa das imposições profissionais, acabo por não sair durante a semana. Mas nem por isso baixo a fasquia para a volta seguinte.

Muitas vezes, por uma questão prática, refiro-me às saídas semanais como treinos. Mas na verdade não treino para nada. Até porque para o meu perfil de voltas, longas distâncias e muitas horas em cima do selim, não são treinos de hora e meia que vão produzir resultados palpáveis.

O que faço é queimar algum stress, sem nunca pensar em ciclos, séries ou algo que tenha a ver com planificação. Vou ao ritmo em que me sinto confortável nesse dia e esforço-me por melhorar os pequenos desafios que volta e meia apanho, como a subida da Assunção ou da Agrela ao cronómetro. Forço um pouco mais naquela recta ou invento naquela subida que nunca experimentei. Sei gerir o esforço consoante a pulsação, articulo isto com a cadência e pronto. Deve ser esta a forma mais avançada de gestão de treino que aplico.

Claro que compreendo os fundamentos, conceitos e benefícios do treino regular, orientado e controlado. E não deixo de admirar quem tem preocupações e disciplina para treinar como um atleta. Se eu tivesse essa disciplina, provavelmente a esta hora podia ter menos 10Kg, uns gémeos de fazer inveja e um poder de explosão 5x maior.

Mas para esses resultados teria de condicionar a minha rotina de uma forma que não me traria mais valia evidente. O que me interessa andar mais rápido, subir mais depressa e aguentar mais ácido láctico se não utilizo nenhuma dessas características nas minhas voltas?

Como já se escreveu no tópico dos percursos no Porto, na estrada ando a gasóleo... agrícola. Devagar, com eficiência e sem grande exuberância. Sou castigado com uma dose tolerável de sofrimento mas é também dele que retiro algum do prazer de pedalar. O topo ao fundo da rua deixou de ser interessante a partir do momento em que o ultrapasso com facilidade. Da mesma forma, qualquer uma das árduas subidas que já me fizeram deitar os bofes pela boca deixará de ter piada quando não custar a fazer.

O meu interesse é, cada vez mais, apurar a endurance e ignorar a velocidade pura. Aliás, a velocidade apenas me interessa na medida em que quanto mais depressa andar, mais quilómetros consigo fazer com luz do dia e, portanto, mais coisas bonitas posso ver.

E apuro a endurance com naturalidade a cada saída que planeio. E com tanta naturalidade que só semanas depois tenho noção de que em determinada volta ultrapassei obstáculos consecutivos de dificuldade elevada. Não porque tenha essa obsessão. Mas porque tenho um determinado grau de exigência na escolha das voltas que me leva a procurar a novidade, que vem de mão dadas com a dificuldade. E também porque sei que, atrás da dificuldade se esconde o prazer maior que retiro do ciclismo.

Presunção? Longe disso... especialmente porque há aqui colegas de fórum que realizam empresas ainda mais notáveis e que me deixam genuinamente invejoso, perante os feitos atingidos e os locais visitados. E muitos deles são referenciais para as voltas que vou dando.

Por isso, para mim não se trata de chegar rápido de A até B. Para mim trata-se de chegar de A até B passando por C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y e Z.

E faço por aproveitar e apreciar cada bocadinho da viagem...

O que o percurso tiver para me oferecer, ou o que me quiser atirar, lá terei de aceitar e ultrapassar. Não me adianta ser metódico em treinos perto de casa, quando procuro o incerto e o inesperado quando vou para longe...

Preciso por isso de um mínimo de preparação física como é natural. Essa já a vou tendo e vai-se apurando lentamente. Não comecei a fazer 150Km logo desde o primeiro dia mas quando tive de os fazer já tinha construído a base necessária ao longo de voltas de distância incremental. E quando me lancei para os primeiros 200 já tinha os 150 bem cimentados e assim será quando decidir atacar a barreira psicológica dos 250Km. Tudo tem um tempo e quando o tempo chegar, a preparação - que afinal de contas é feita no terreno - há de vir ao de cima.

Mas, cada vez mais, o que me interessa treinar é sobretudo a cabeça. E a cabeça treina-se in loco! Treina-se a meio da subida de 30Km, treina-se quando faltam 100Km para chegar a casa e há um momento em que as forças falham, treina-se durante o pico do calor e treina-se quando tenho os pés gelados. Até se treina nas descidas, quando normalmente as pernas têm um pouco de trégua. Porque é a cabeça que manda e no meu caso a cabeça manda sempre terminar e levar as coisas até ao final. Se não for mais depressa, será mais devagar. É isso que me move: Pensar em grande, executar e completar. Mas até nisso ainda sou um puto... e olharei sempre com admiração alguns exemplos de extraordinária força mental, como um relato que li há uns tempos de um ciclista que fez os 1200km do Paris-Brest-Paris numa bicicleta de carreto fixo! E são esses exemplos que me motivam e que me fazem olhar para o ciclismo desta forma própria.

Isto leva-nos ao ritmo a que as coisas se passam durante as minhas voltas. Quantas vezes paro durante uma volta de 150, 180 ou 200km? Dezenas! Paro para olhar para a paisagem, paro para tirar uma fotografia, para para tirar mais 5 fotografias, paro para comer qualquer coisa, paro na mercearia perante o olhar de espanto da velhota que me vende 3 ameixas. Subo devagar e a olhar para o lado, tento absorver o máximo possível daquilo que me rodeia e treino a cabeça a cada quilómetro para ir buscar energia para mais. As pernas, mais depressa ou mais devagar, acompanham as exigências.

Quando vou fazer essas distâncias não vou em nenhuma competição. Se demorar mais 2h a chegar a casa qual é o problema? Desde que olhe para o que fiz e fique satisfeito...

Em suma, a minha abordagem é completamente despreocupada, porque não há motivo para ser de outra forma. Tenho à minha volta demasiados exemplos de malta que vive obcecada com os treinos de terça e quinta, com a suplementação, os BCAS, os MegaPowerRecoverWhey e o camando, preocupados em fazer voltas de fim-de-semana a fundo com médias altíssimas e em pedalar como se o mundo acabasse amanhã. Respeito profundamente, mas dispenso bem essa pressão.

Por isso, se achas que preocupação com o treino e com o manter certos standards de rendimento te está a retirar o prazer de pedalar por pedalar, está certamente na hora de fazeres alguma ponderação. Há um tempo para tudo e a vida não é só bicicleta...

Boas pedaladas!
depois de ler estas linhas do duchene, revi-me em muitas coisas que disseste...

para mim andar de bicicleta de estrada tenho de ter um objectivo, no principio comecei a treinar em estrada para andar melhor nas maratonas de btt, mas tomei o gosto da estrada e logo encontrei um grupo onde se juntava muito pessoal aos domingos para dar umas voltas e fazer umas etapas com alguma competição saudável.
ora aqui é que está o problema, é que todos os ciclistas que lá aparecem, treinam durante a semana quase todos os dias, e tomam muitos suplementos, e investirão todos em grandes bikes de 3000 euros para cima, então começou o meu stress, tinha que treinar também durante a semana pelo menos duas vezes, e gastar algum dinheiro na minha bike , para poder acompanhar o comboio.
se não treina-se durante a semana por alguma razão, quando ia andar ao domingo, ficava no caminho a tirar bilhete numa subida qualquer, e quando chegava a casa, vinha chateado.
tentei encontrar outros grupos, para andar mais confortável, mas ainda são piores, os pássaros, os Pina bikes, os duros do pedal... todos este grupos são muito fixes para andar, mas temos de ter muito treino e boas bikes para poder acompanhar o pelotão.
se não levarmos o ciclismo a serio, então só temos uma opção, ó andamos sozinhos sem objectivos, o que para mim está fora de questão, ó vamos para o cicloturismo, que é só malta domingueiro que faz poucos quilómetros, e andam mais devagar que eu de btt.
o ciclismo é um desporto feito para ser praticado em grupo, e só assim se consegue tirar o verdadeiro prazer de uma fininha.
quantas vezes eu vou numa subida de uns bons km, e quando já vou a sofrer, olho para traz e vejo o grupo todo espalhado atrás de mim, sinto uma força ainda maior para treinar e continuar em forma, mas por outro lado quando vamos a sofrer numa subida olhamos para trás e não vem ninguém, somos os últimos, dame uma desilusão tão grande que me interrogo se vale a pena continuar a treinar.
é isto que o ciclismo tem, um pau de dois bicos que temos de fazer opções, ó treinamos que nem uns doidos para acompanhar os grupos e tentar chegar bem a casa, ó deixamos de treinar tanto, e passamos a andar sozinhos ó no cicloturismo...
 

RJLA

New Member
#2
mexxx, com o devido respeito, em vez de levares tão "a sério" o ciclismo e treinares tanto para deixar os outros para trás numa subida, opta por levar a sério a tua língua e treinares numas boas aulas de português...!

A tua perspectiva sobre aquilo que deve ser o ciclismo de estrada e o verdadeiro prazer que se consegue tirar de uma fininha é exactamente oposta à perspectiva que eu tenho sobre o mesmo. Para mim o gozo está em andar de bicicleta, sem compromissos, sem competições, sem manias ou peneiras. Apenas pedalar pelo prazer de praticar uma actividade física que se alia na perfeição à descoberta, à comunhão com o espaço que nos envolve, ao desafio dos nossos limites e ao simples acto de usufruir de tempo de qualidade e descompressão. Para competições desenfreadas, problemas e stress já basta o nosso dia a dia. Acho que está é a perspectiva do duchene e de tantos outros que por aqui andam...se não te indentificas com a mesma, mais valia teres ido treinar mais um pouco para ver se no próximo Domingo ganhas ao vizinho do lado.
 
#3
Caro amigo mexxx, vais-me desculpar mas a tua perspectiva sobre o ciclismo é quase como de quem passou ao lado de uma carreira, se os objectivos é treinar para ver quem deixa para trás quem, tens uma boa solução, inscreves-te numa equipa que pratique competição e aí podes por todos os teus dotes na estrada e mostrares realmente que és ou não bom naquilo que fazes.
Esse prisma que relatas dos grupinhos andarem muito e andarem a partir tudo e todos e terem bicicletas todas xpto é de quem não percebe minimamente o que anda a fazer em cima de uma bicicleta, acredita que andar em cima de uma bicicleta por prazer de andar e descobrir novas estradas, caminhos, novas aventuras dá muito mais gozo e é muito mais saudavel do que andar aí a partir tudo e todos. E mais não é por teres uma bicicleta de 4000€ que te vai fazer andar mais, tanto andas muito com uma bicicleta dessas como com uma mais barata.
Quanto a isso eu estou á vontade para falar, porque eu também estava inserido num grupo desses... e fartei-me, todos os fins de semana era uma competição e mostrar quem comprava a bike mais cara, até chegar ao cumulo de andarem a atribuir camisolinhas e premiozinhos pelas voltinhas que faziam ao fim de semana. Já há bastante que me afastei, geralmente ando quase sempre sozinho ou no maximo com mais um amigo que gosta de dar uns bons passaeios e acredita que cada vez adoro a bicicleta como meio de lazer e manutenção fisica.
Quando lemos aquilo que o Duchene escreveu no post que está em quote, acho que quem gosta da bicicleta para passear se revê naquilo que ele escreve, e basta ler as cronicas dele para ver tudo aquilo de belo que o ciclismo na vertente de passeio pode trazer.
 
#5
RJLA disse: mexxx, com o devido respeito, em vez de levares tão "a sério" o ciclismo e treinares tanto para deixar os outros para trás numa subida, opta por levar a sério a tua língua e treinares numas boas aulas de português...!

:D :D :D :D :D

O nosso amigo " mexxx " tem um conceito e uma visão do ciclismo amador completamente errada.
É o que dá não saber disfrutar das pedaladas no seu explendor.
Eu pedalo a maior parte das vezes sózinho e sinto-me muito bem... :cool:
 

Morg

Well-Known Member
#6
Finalmente percebi porque ando quase sempre sozinho.:)

Acho que falta uma opção, treinar muito e andar acompanhado pelos que procuram no ciclismo o mesmo que nós.

Pelo menos é o que eu tento fazer.

Sou capaz de "treinar" toda a semana para que os 100km que vou fazer sozinho ao fim de semana me dêem mais prazer ou para que consiga fazer o percurso X ou Y.


Tal como eu existe muita gente a andar sozinho porque é difícil encontrar grupos com os nossos objectivos.

Mexxx, conheço algumas pessoas que praticam ciclismo com os teus objectivos e o principal problema é quando estão sem preparação ou os colegas estão em níveis mais elevados e deixam de ter motivação para andar. Chegam a encostar a bike durante algum tempo porque não conseguem acompanhar o grupo dos "PRÓS".

É coisa que não acontece a quem pretende retirar apenas o prazer simples de pedalar, seja a 20km/h ou a 40km/h.

Abraço
Nuno Morgado
 
#10
vou fazer um bocadinho de "advogado do diabo", penso que o mexxx secalhar não se conseguiu exprimir da melhor forma mas consigo perceber em parte o seu ponto de vista, não existe nenhum mal em estar inserido num grupo de amigos que partilham o mesmo gosto pelo ciclismo mas por vezes efectivamente torna-se dificil agradar a toda a gente, pois é quase impossível termos todos a mesma preparação fisica, e pode-se tornar penoso tentar acompanhar os mais bem preparados, mas não pensem que quem treina durante a semana também não sofre quando chega a volta Domingueira as subidas são iguais para todos, podem é retirar um pouco mais de prazer em cima da bicla...
Por vezes também me custa acompanhar o resto do grupo, mas o prazer de partilhar o "sofrimento" desde que não seja exagerado e as "experiencias" em cima da bicicleta com outros companheiros de jornada compensa isso tudo, ainda havemos de chegar a velhinhos e falar na volta X ou Y que nos marcou em determinada altura, quem anda sózinho pode tirar fotos, fazer relatos, etc... mas nunca é a mesma coisa que falar com alguém que esteve lá e viveu exactamente o mesmo!
Resumindo gosto de passeios de cicloturismo, de andar em grupo com a malta amiga, e mais recentemente de dar umas voltas sózinho, e com boa vontade há espaço para tudo o que interessa é dar ao pedal cada um da forma que se sinta melhor!
 
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#11
desculpem as calinadas na gramatica...

eu percebo o ponto de vista de cada um. mas gostava de ouvir o comentario de alguns membros do forum que andam nestes grupos que eu mencionei. conheço alguns que tem aqui as suas bikes e que andam aos fins de semana comigo...
 
#12
Pelo que percebo nesses grupos á minima distracção ficas apeado na estrada, a malta está sempre a vêr quando é que pode descarregar o vizinho do lado amigos só quando acaba a volta e vão para a mariscada porque em cima da bicicleta só não te cravam uma faca nas costas se não puderem e normalmente nunca esperam por ninguém... mas o espirito é esse mesmo e só lá anda quem gosta, eu pessoalmente não sou grande apreciador, mas respeito e compreendo quem gosta de andar sempre no "fio da navalha"...

Se não te sentes confortável procura outro grupo que se identifique mais com a tua forma de estar, ou então caso gostes vai pedalar sózinho pois é a unica forma de controlares o ritmo e o trajecto do inicio ao fim da volta!

Vai consultando o tópico aqui do fórum "Parque Natural Sintra Cascais" conhecemo-nos todos aqui através do fórum e o espirito de entreajuda e camaradagem é 5*, se algum dia te apetecer aparecer numa das voltas és bem vindo, desde que não venhas com intenções de dar coça na malta:)
 
#13
Quando competia gostava de treinar sozinho, agora gosto de pôr a conversa em dia enquanto pedalo. :)

Eh pá comigo depende dos dias... mas não me preocupo se sou o 1º ou o ultimo a chegar seja onde fôr. Como já disse várias vezes, os meus tempos de "guerrilha" já vão longe, agora quero é curtir a burra e quem me conhece (Nikes heldercerqueira, etc) sabe disso.

Sempre na descontra, ou na picardia saudável... He he he he...

Relembrando o saudoso Raul Solnado: "Façam o favor de ser felizes!"
 
#14
eu adoro fazer kms, claro para fazer kms é necessario treinar uma boa base e subir bastante para ganhar calo.
nao ligo se chego em primeiro nem se chego em ultimo mas adoro uns picansos saudaveis quando posso.
o que para mim importa é descobrir novos caminhos novas estradas e ter supresas boas e mas tambem tudo faz parte do cicloturismo, se chuver nao saio se ela cair pelo caminho recebo-a de bom gosto e procuro regressar o mais depressa possivel a casa.
o bicho mexe sempre aos domingos pela manha para sair de casa nunca preparo a volta é sempre no dia e se encontrar alguem pelo caminho meto conversa
o melhor é saborear as paisagens
 

SLM

New Member
#15
Só para esclarecimento: será que sou má pessoa se fizer médias de 40? e se treinar 7x/semana? Gosto ou percebo menos do que é o ciclismo por causa disso?

É um pouco a sensação que fico sempre que surge este tema. Que existe um limiar a partir do qual já não se percebe nada disto, nem se sabe aproveitar o que a modalidade tem para dar. Algumas das atitudes descritas não me admiram. Reprovo-as com base nos meus princípios. Mas daí até partir para generalizações e moralismos.:confused:

Não levem a mal o comentário. Simplesmente é minha opinião que cada um traz do desporto aquilo que quer. Há dias em que me atrai a paisagem e o silêncio, noutros prefiro ouvir os dentes a ranger enquanto martelo o prato grande numa subida qualquer( ver 1).

3000m de acumulado a 17 km/h à hora ou 1500 a 30 km/h ...quem pode argumentar que ambos não constituem um desafio ao corpo e à mente? Nesse caso, há se calhar entre eles mais em comum do que há primeira vista parece. Eu sei que chegava ao fim igualmente empenado e igualmente feliz...

1.não é que eu consiga fazer uma proeza destas mas vocês percebem a ideia:p
 
#16
Ora eu também sou daqueles que acham que há lugar para todos e ninguém precisa de gostar do que os outros gostam, nem menosprezar só pq não gostam!
Uma coisa já se nota pelas ruas, ha cada vez mais pessoal a pedalar, uns gostam mais disso que outros, mas o mais importante não será o pessoal tirar partido das bikes e praticar algum desporto ao ar livre!!!??
Devemos respeitar de igual forma todos e todos os estilos, tanto os que vão para o furadouro mostrar as bikes cheios de vaidade, como os que andam por esses caminhos solitários e até vou mais longe, sou mais dos ultimos, os das estradas solitárias, mas por vezes não gosto da forma como que se falam dos outros. Como alguém disse acima, só por causa disso quer dizer que se gosta mais ou menos ou que se percebe mais ou menos!!!???
Respeitem-se na diferença e sigam o vosso instinto, importante é pedalar e desafiem-se faz favor...
 
#17
Ora bem, respondendo ao mexxx...

Duros do pedal, Pina bikes,etc... Conheço bem esse pessoal. Felizmente existem por lá boas pessoas e tenho por lá amigos. Se ando de bicicleta com eles? Não... Se tenho preparação para os acompanhar? Felizmente neste momento até tenho... Se quero andar com eles? É que nem pensar. Posso andar com um ou outro durante a semana a meter a conversa em dia.

Sou um indíviduo com espirito competitivo e contra isso lutarei toda a vida. Já competi, e levo mais de uma dezena de anos de voltinhas com amigos em que volta não volta lá se aperta um bocadinho... Agora tudo tem limites.

Pelotões de 50 indivíduos na estrada, onde se embrulham 10 e ninguém pára?!? Só não me atiro para o chão para segurar um colega que vai cair se não puder...Quando alguém pára para ir à "casa de banho" eis que surge a altura ideal para atacar...e depois levam um individuo no elástico horas até ao fim da volta!!! Tudo tem limites...

Nos últimos tempos, tenho pedalado sozinho. Não porque não goste de andar com companhia. Aliás amanhã parto para mais uma travessia em BTT de 4 dias com os velhos amigos do pedal de longa data. Tenho pedalado mais sozinho, porque tenho andado a fazer distâncias longas ao meu ritmo sem compromisso. Tal como o nosso amigo duchene...

Engraçado que quando paro para pensar, vejo que já não me lembro quem é que chegou 1º naquela subida, ou quem é que foi o ultimo... E porquê? Porque não me interessa para nada. Sempre que penso nestes 12 anos que levo disto, vem-me sempre à memória as paisagens, os momentos com os amigos, aquele sorriso empenado que todos temos quando chegamos ao fim com aquele prazer de termos concluído algo inédito. Quando me proponho a fazer uma travessia como a que vou fazer esta semana, vou à procura do prazer que é estar a pedalar com os meus amigos a reviver velhas histórias de chorar a rir apreciando belas paisagens.

Como diria a malta...VIVA :)
 
#18
´custa a engolir ver um grupo colar a gente e chefe da carruagem passar e dizer para eu "encostar o ferro", nao me venham com tangas....o pessoal que tem bikes com preços razoaveis e capacidade fisica ignora, descrimina, e menospreza mesmo quem tem bikes ditas mais fracas..... eu sei que isto nao é para todos mas que predominam atitudes dessas....isso é uma realidade

isso é uma realidade que conheço, eu ando todos os dias e vejo e sinto......

no dia a dia..... se chegamos a um grupo e observarmos, quem domina sao os pros, sao eles que opinam a rota, e sao eles que por norma impoem o ritmo, e claro se ficas para traz eles começam a incentivar, podem ate abrandar, mas fazem ma cara, acabas por te sentir mal, e acabas por nao voltar a esse grupo....eu acredito que eles nao façam isso conscienemente, mas é uma realidade....

tem que haver consciencia das duas partes, uns para perceber que tem de saber ajudar....mas tambem os outros saber o que podem dar..... se eu nao treino nao posso obrigar um grupo a ir ao meu ritmo.....

no geral eu ate acho que quem ta mal sao os que nao treinam...

temos de perceber que ha grupos ja feitos, se te queres meter la tens de dar o que eles dao.....se nao tens treino tens de correr varios grupos, e ir subindo gradualmente.......
 
#20
Aproveita a vida, não é a sofrer, metodos de treinos etc... isso é para os pros!!! pára e tira umas fotos da tuas voltinhas e partilha aqui com o pessoal!!
è essa a essencia do ciclismo, a partilha, companheirismo não é como muitos que andam aí parece que estão no Tour de frança, isso não é nada, ciclismo amador é para gozar, desfrutar o prazer que dá pedalar e sentir o vento na cara.
Abraços!!