Bebidas Isotónicas

#21
Mesmo no ciclismo de lazer, fazem-se habitualmente 80 ou 90 km em cerca de 3 horas, o que até dá uma média que não é nada de especial. Esse esforço obriga necessáriamente a um desgaste muscular e a uma perda de líquidos, de acúcares, de sais, de potássio, de sódio, de magnésio que deve ser compensada durante o exercício, sob pena de surgirem as quebras repentinas de força muscular, as caimbras, os desfalecimentos, etc, e se com temperaturas amenas o organismo vai aguentando mais ou menos sem que estas consequências se mostrem na maior parte das vezes, quando o calor aperta e a desidratação é maior, o risco dessas consequências torna-se também muito maior. Daí, a utilidade de ingerir moderadamente essas bebidas isotónicas cujo benefício é exactamente o de conterem essas substâncias em perda. No meu grupo levamos sempre cada um, um bidon de água e um de bebida isotónica, para além da alimentação sólida. ( E às vezes ainda paramos em algum café a comprar reforço). E depois que há uns 3 anos instituímos esta espécie de regra, nunca ninguém teve nenhuma ameaça de desfalecimento, ao contrário do que sucedera antes.
 
#22
Em princípio tens razão. Acho que há sempre uma tendência para os amadores copiarem aquilo que vêem nos profissionais...tanto as coisas boas como as más.

Mas...há sempre um mas:D...por vezes justifica-se, cada caso é um caso, os treinos não são todos iguais e os atletas tambêm não, já para não falar nas condições atmosféricas.

Imagina um treino longo (+ de 3 horas), intenso e com calor, em que o atleta perda muita água (transpiração), penso que qualquer nutricionista te dirá que a a bebida isotónica pode e deve ser ingerida.
Este tipo de treino não é profissional ou pelo menos exclusivamente, eu sou um amador (fraquinho ainda por cima) e por vezes faço treinos destes.
Mas um ciclista amador n têm necessidade de repor rapidamente os niveis sais minerais que perdeu durante esse treino como um atleta de alta competição que esteja por exemplo a fazer uma prova por etapas. Tem tempo para fazer a recuperação, e por isso uma boa alimentação e muita água é o suficiente.

Mas tb é assim... n mata ninguem, por isso se preferem, bebam :D mas nao em exagero :)

Mesmo no ciclismo de lazer, fazem-se habitualmente 80 ou 90 km em cerca de 3 horas, o que até dá uma média que não é nada de especial. Esse esforço obriga necessáriamente a um desgaste muscular e a uma perda de líquidos, de acúcares, de sais, de potássio, de sódio, de magnésio que deve ser compensada durante o exercício, sob pena de surgirem as quebras repentinas de força muscular, as caimbras, os desfalecimentos, etc, e se com temperaturas amenas o organismo vai aguentando mais ou menos sem que estas consequências se mostrem na maior parte das vezes, quando o calor aperta e a desidratação é maior, o risco dessas consequências torna-se também muito maior. Daí, a utilidade de ingerir moderadamente essas bebidas isotónicas cujo benefício é exactamente o de conterem essas substâncias em perda. No meu grupo levamos sempre cada um, um bidon de água e um de bebida isotónica, para além da alimentação sólida. ( E às vezes ainda paramos em algum café a comprar reforço). E depois que há uns 3 anos instituímos esta espécie de regra, nunca ninguém teve nenhuma ameaça de desfalecimento, ao contrário do que sucedera antes.
A intensidade com que um ciclista amador faz 3 horas de bicicleta não é suficiente para o esgotar ao ponto de descer os niveis a baixo do limiar "saudavel" :)
 
#23
Ja para nao falar nas calorias que uma lata por exemplo de isostar contem, calorias essas que um passeio de 3 horas nunca vai queimar :)

A menos que haja malta doida ao ponto de fazer 3 horas de treino como se fossem numa corrida... aí retiro tudo o que disse anteriormente :)
 

duchene

Well-Known Member
#24
Apesar de saber que os sais só são necessários digamos na parte final das voltinhas, ando quase sempre com a bebida isotónica da Decathlon nos dois bidões.

Isto porque apesar de adorar água fresquinha, um pouco de sabor é sempre agradável.

Como em 4 meses o pó da Decathlon passou dos 6 euros praticamente para os 8, nos treinos mais curtos adiciono um pouco de concentrado de maçã ou limão do Rick e Rock, guardando a mistura solúvel para as voltas maiores.

No BTT quando levo o Camelback, vai sempre com água, e o bidão vai com suminho que me recompensará no final das subidas mais complicadas.

Em suma (ou em sumo), é uma questão de gula!
 
#25
Desde que comparei a composição de produtos como o Isostar com bebidas isotónicas de marcas mais conceituadas de nutrição desportiva como a Science in Sport e a High5 e vi que nada tinham haver, nunca mais usei Isostar. Basicamente, aquilo é só açúcar, em vez de Maltodextrina. Agora só uso Real Água Del Cano:D e não me tenho dado mal. Também é verdade que era muito raro beber Isostar.
 
#26
Eu falei em isostar pq é a marca mais conhecida e assim a malta percebe a ideia, pois eu também nunca usei isostar. Usava umas latinhas de pó que ja nem me lembro a marca mas que custavam kuase 40€ uma latinha de nada. Em cadete e junior so usava mm em treinos longos.

Em sub-23 levava em quase tds os treinos e por vezes até enxia uma garrafinha para beber durante a tarde enquanto descansava.
 
#27
Em princípio tens razão. Acho que há sempre uma tendência para os amadores copiarem aquilo que vêem nos profissionais...tanto as coisas boas como as más.

Mas...há sempre um mas:D...por vezes justifica-se, cada caso é um caso, os treinos não são todos iguais e os atletas tambêm não, já para não falar nas condições atmosféricas.

Imagina um treino longo (+ de 3 horas), intenso e com calor, em que o atleta perda muita água (transpiração), penso que qualquer nutricionista te dirá que a a bebida isotónica pode e deve ser ingerida.
Este tipo de treino não é profissional ou pelo menos exclusivamente, eu sou um amador (fraquinho ainda por cima) e por vezes faço treinos destes.
Pela minha experiência (curta no ciclismo, mas longa no atletismo), treinos que passem das 2 h 30 min, em qq uma das modalidades exige bebida isotónica pelo meio. O meu treino mais longo na minha BTT na estrada foi de 65 km (com a sesimbra e a serra da Arrábida pelo meio), só me abasteci com água, quando cheguei aos 50 km já estava liso, os últimos km foram a muito custo, qq subida era um castigo, dificuldades ao nível da visão e da concentração.

O meu esforço mais longo foi no atletismo 43 km na areia da Troia em pleno verão, com camel pack às costas em competição. Beber água tornou-se penoso (apesar de ter 3 L para consumir), ao fim de 3 h, morte do artista nº1 (parecia que ficava ali), recuperar e às 5 horas e 30 quebra nº 2, a 7 km do fim parecia que nunca mais acabava. Lá cheguei ao fim em pouco mais de 6 horas. Consumi gel, barras de isostar, pastilhas de isostar, isostar e não foi suficiente para me dar energia. Disse que nunca mais voltava a passar por aquilo e voltei lá no ano seguinte...

Mais tarde li que em esforços de longa duração a ingestão de grandes quantidades de água pode ser perigoso, podendo causar a morte, devido à quebra de sais minerais no sangue, ao beber água estamos a diluir ainda mais o sangue. Um atleta desidratado e em choque não pode ser abastecido com água, mas sim com soro fisiológico por via intravenosa.

Água no atletismo só até 21 km, nos treinos de ciclismo já percebi que só naqueles que não ultrapassam os 40 km (sempre intensos). Ao ultrapassar estes limites já nos deveríamos ter abastecido com um isotónico.
 
#28
Pela minha experiência (curta no ciclismo, mas longa no atletismo), treinos que passem das 2 h 30 min, em qq uma das modalidades exige bebida isotónica pelo meio. O meu treino mais longo na minha BTT na estrada foi de 65 km (com a sesimbra e a serra da Arrábida pelo meio), só me abasteci com água, quando cheguei aos 50 km já estava liso, os últimos km foram a muito custo, qq subida era um castigo, dificuldades ao nível da visão e da concentração.

O meu esforço mais longo foi no atletismo 43 km na areia da Troia em pleno verão, com camel pack às costas em competição. Beber água tornou-se penoso (apesar de ter 3 L para consumir), ao fim de 3 h, morte do artista nº1 (parecia que ficava ali), recuperar e às 5 horas e 30 quebra nº 2, a 7 km do fim parecia que nunca mais acabava. Lá cheguei ao fim em pouco mais de 6 horas. Consumi gel, barras de isostar, pastilhas de isostar, isostar e não foi suficiente para me dar energia. Disse que nunca mais voltava a passar por aquilo e voltei lá no ano seguinte...

Mais tarde li que em esforços de longa duração a ingestão de grandes quantidades de água pode ser perigoso, podendo causar a morte, devido à quebra de sais minerais no sangue, ao beber água estamos a diluir ainda mais o sangue. Um atleta desidratado e em choque não pode ser abastecido com água, mas sim com soro fisiológico por via intravenosa.

Água no atletismo só até 21 km, nos treinos de ciclismo já percebi que só naqueles que não ultrapassam os 40 km (sempre intensos). Ao ultrapassar estes limites já nos deveríamos ter abastecido com um isotónico.
ora viva,

após prolongada ausencia voltei a estar "neste mundo", para dizer que concordo plenamente com o dito aqui neste post.
Muita atenção a beber agua em excesso especialmente agora no Verão pois a diluição do sangue é realmente um problema muito complicado.
Claro que isto se aplica apenas em esforços longos e duros...

Boas pedaladas
 
#29
Consumi gel, barras de isostar, pastilhas de isostar, isostar e não foi suficiente para me dar energia.
Uma coisa muito importante... Um ciclista deve comer antes de ter fome e beber antes de ter sede ;) Quando sentes fome ou quando sentes sede, ja nada do que possas ingerir te vai alimentar, pois ja estas num estado de desidratação extremo :)
 
#30
Uma coisa muito importante... Um ciclista deve comer antes de ter fome e beber antes de ter sede ;) Quando sentes fome ou quando sentes sede, ja nada do que possas ingerir te vai alimentar, pois ja estas num estado de desidratação extremo :)
Não se passa apenas isto no ciclismo, como em qualquer esforço físico e até no dia-a-dia. Devemos prever as necessidades que vamos ter e antecipar a sua solução, sendo que a sede é dos principais factores a combater...
 
#31
Uma coisa muito importante... Um ciclista deve comer antes de ter fome e beber antes de ter sede ;) Quando sentes fome ou quando sentes sede, ja nada do que possas ingerir te vai alimentar, pois ja estas num estado de desidratação extremo :)
Eu consumi atempadamente, mas os esforços intensos e prolongados no tempo são autênticas caixas de surpresas, o nosso metabolismo não é o de um Carlos Lopes ou o de um Joaquim Agostinho, e descobrimos isso da maneira mais difícil.

Cumprimentos
 
#32
Se não podes abusar do isostar, não bebas.
Faz assim: Bebe agua de dez em dez minutos, mesmos sem teres sede. Se sentires sede já é tarde demais. Leva uma banana e come a meio do percurso.
Quando chegares toma banho e bebe água. Durante o resto do dia vai bebendo àgua.
Deste modo está a hidratar-te, não sentes sede e os rins trabalham. Bebe pelo menos numa volta de 60 Km um um litro e meio. Depois do banho meio litro e durante o dia, mais 1 litro e meio.
Parece muito não é? Mas na verdade até é pouco...
Fica bem.
 
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#33
Quanto a não beber muita àgua, a mim parece-me um "erro", desculpem a expressão.
Vejam a quantidade de àgua que os ciclistas consomem num dia de prova.
Chegam a beber mais de um garrafão.
À agua é um componente importante para o funcionamento do corpo. Por isso àgua nunca é demais, o resto é que pode ser a menos. Devemos complementar a àgua com sais e outros. Como à pessoas com problemas renais, pode complementar com alimentação, bananas (durante a corrida), antes massas.
 
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#34
No BTT uso quase sempre um bidon com isostar ou entao uma mistura caseira, agua 500ml 2 colheres de sopa com mel e uma colher de chá com sal, na mochila +-2 litros de agua. Na estrada um bidon com isostar ou mistura caseira e outro com agua.