o meu "bike fit"

#1
Como já mencionei na minha apresentação e por alguns comentários avulsos, tenho uma bicicleta de estrada “mais a sério” desde setembro… De bicicleta sempre andei, desde muito pequeno… mas nunca me tinha dedicado à modalidade... só na televisão...

Sempre fui mais ligado à natação e corrida, até que o ano passado em junho fiz uma prova de triatlo e fiquei com o “bichinho” da bicicleta. Decidi então comprar uma bicicleta de estrada, para os próximos triatlos... mas não quis comprar uma TT...o objectivo é diversão, prazer e melhorar a cada prova, mas nao atingir sequer o nível amador na modalidade.

Comecei a ler este fórum e tudo indicava que iria comprar a triban 540, mas na mesma altura e pelo mesmo preço comprei (a conselho e com os conhecimentos de um amigo que anda há muitos anos no ciclismo) uma BH Prisma Concept. O quadro é de 2015 (pouco me importa) mas comprei novo. Todo o equipamento (transmissão, travagem e pedaleiro) é Shimano 105.



O tamanho do quadro é LA - 55,7cm de ETT. O head tube 17,5. O avanço que tenho é de 105mm +7º. O guiador é um bontrager de 42cm, 125 mm de drop, 85mm de reach.



Eu tenho 36 anos, 1,88 no CC e 89cm de medida do cavalo, peso 74kg. A minha flexibilidade é boa. Faço pilates e stretching 3 vezes por semana com profissional e os restantes dias em casa.

Comecei a andar com ela em outubro e fiz ate agora cerca de 1800km. Não sinto dor nenhuma depois das voltas que faço. As maiores que fiz foi de 102km e 98km.

https://www.strava.com/activities/1358641779

https://www.strava.com/activities/1358672895

No entanto acho que posso melhorar a posição das mãos no guiador. Depois de ler alguma coisa sobre os diferentes tipos de guiadores que existem e ter até criado aqui um tópico sobre isso, decidi, seguir o conselho dos utilizadores que comentaram e que me aconselharam a não fazer nenhuma alteração “às cegas”.

Sexta-feira, dia 2, vou fazer um bike fit ao Alpha Cycling Club. Alem do que já mencionei acima, vou deixar algumas fotos de como tenho a minha bicicleta agora… a seguir faço a comparação entre o ANTES e o DEPOIS.

Todos os km que fiz foi com o selim assim:


e com o cockpit assim:


A compra da bicicleta e todos os ajustes foram feitos não por um profissional, mas por alguem em quem confiei/confio que tem experiência de km's e anos a pedalar.
O propósito do bike fit é ajustar a bicicleta onde tiver que ser ajustada com o objectivo de evitar lesões e perceber se ando a pedalar mal ou não.

Quero escutar todos os que quiserem desde já opinar sobre o que quer que seja ou até mesmo se acharem que devo adicionar aqui mais alguma informação/fotografia/esclarecimento antes do bike fit.

Tambem gostava que o @ERIC CANTONA #7 me esclarecesse um pouco melhor sobre o seu comentário acerca da rigidez desta bicicleta, não entendi bem...

...mas olhe que não pode gingar muito... deve ser durinha como os c@rn@s...;)
Como é que se pode perceber se uma bicicleta é "durinha" ou não? O que é que dita a rigidez da mesma? Como é que isso afecta o pedalar da pessoa?
(Sou apenas um cicloturista, mas gosto de alargarr os meus conhecimentos e é só por isso que pergunto, para de uma forma generalista eu possa entender este assunto da rigidez)

Obrigado a todos.
 
#4
Assim a olho, parece-me que ele te vai puxar as manetes para cima e/ou rodar um bocado o guiador. Acho que não está completamente paralelo ao chão.
Eu acho que o guiador tem mesmo que ser mexido. Apesar de não me sentir desconfortável, tenho a sensação de que a posição pode sem dúvida ser optimizada... com este, ou com outro guiador.

Vamos ver.
 
#6
Talvez a ponta do selim ligeiramente para cima para ficar paralelo ao chão.
Pelo menos dá a sensação que não está paralelo pelas fotografias. Ou está assim propositadamente?
A sensação de não estar direito é da fotografia. Usei um nível e está mesmo paralelo ao chão.
Não sinto desconforto nenhum na zona perianal. Nem sei se o selim é alguma coisa de jeito ou não, mas talvez por não estar habituado a nenhum, dei-me bem com este... (Bontrager Paradigm Race)
 

SBRDYDY

Well-Known Member
#7
O telmo é primo da minha esposa, :) , eu a ver as fotos e o que tu dizes não vejo o porque de fazer um fit...

Mas podias rodas para baixo um pouco o guiador, pouco mais.. o selim é do melhor que há, bela bicicleta
 
#8
O telmo é primo da minha esposa, :) , eu a ver as fotos e o que tu dizes não vejo o porque de fazer um fit...
Fico melhor com a minha consciência, (como mencionei acho que posso melhorar a posição no guiador, mas mesmo quem já anda nisto há algum tempo não arrisca muito a opinar e diz que o melhor seria fazer a analise biodinamica e tal e tal...), mais leve na carteira e ajudo a economia local. :) Só vantagens.

@SBRDYDY depois digo-te como se portou o primo da tua esposa ;)
 

jpacheco

Well-Known Member
#9
Bem vindo ao fórum. O que eu diria é que, se não se sente mal não mude muita coisa. E se foi ajudado por alguém que percebe e confia certamente já lhe esclareceu muita dos porquês da configuração da bicla. Eu se não sentisse desconforto não mexia. No guiador pode ser experimentar umas fitas novas, certamente com esses quilómetros ainda não experimentou grande coisa... umas boas fitas gel podem fazer algumas maravilhas na absorção de pequenas vibrações. Há até quem mete dupla fita. pode explorar esse upgrade mais baratinho para começar :p
 
#10
...Depois de me ter apresentado aqui há uns meses...com a ajuda de alguns amigos do meio, adquiri esta minha "ginga"...
...mas olhe que não pode gingar muito... deve ser durinha como os c@rn@s...;)
Como assim "durinha"?
https://www.priberam.pt/dlpo/gingar
1. Bambolear-se ao andar.


Analogamente para com as biclas de estrada...
http://web.apedalar.pt/noticia/374/a-nova-specialized-epic-quer-ser-a-bicicleta-mais-rapida-de-xc


"Isto permite que os engenheiros da Specialized estabeleçam metas de conceção de forma a que, independentemente do tamanho que uses, consigas ter a mesma experiência de condução sem que o mesmo se torne demasiado rígido ou que, por outro lado, não tenha a rigidez pretendida.

Com isto foi possível desenvolver uma bicicleta que tem uma rigidez e um peso bastante equilibrado para qualquer competição, e enquanto diminui 240 gramas na parte traseira, retira uns impressionantes 525 gramas ao quadro."
Desconhecia essa tecnologia.

No entanto quando usei o termo "ginga" (usando a mesma fonte que mencionou), referia-me mesmo a:
Bicicleta="ginga", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Nesta bicicleta não me sinto nada desconfortável. Certamente haverão outras menos rígidas, mas serão para outras carteiras que não a minha.
Com esta estou bastante satisfeito.
Está aqui tudo supra!

Mas vou escrever de outra forma:

Tudo o que se exerce sobre os pedais (força: alguns maricas, que disso pouco percebem, chamam-lhe WATT´'s), tem de ir para a transmissão. É isso que faz mover a bicla, de preferência para a frente!

Se a energia gasta se dissipa (se perde):

- na base da sola dos sapatos, que não suficientemente inflexíveis, mesmo que em carbono!
- nos pedais em plástico ou ligas menos "nobres"
- nos fracos rolamentos da caixa da pedaleira
- no QUADRO pouco rígido (duro), mesmo que seja em carbono: há muitos carbonos mais fraquinhos que muitas ligas de alumínio!
- na tensão desajustada do enraiamento das rodas
- na pressão errada dos pneus
- etc, etc...


então chama-se desperdício!
Cada vez mais se vê fazerem contas aos WATT's dispendidos entre ciclistas para percorrem o mesmo trajecto.


Ora se o "seu" quadro GINGA, abana... então está a perder energia (gastar mais WATT's) para um mesmo fim...
Certamente já ouviu por aí muita gente definir o comportamento de umas rodas com a expressão "rigidez lateral". Quanto mais rígida for esta característica, menos perdas há... é mais ou menos isto!;)
 
#11
Acho que agora percebi bem, o que queria dizer... nem sempre é fácil para um leigo compreender toda a ironia aplicada nos comentários.

como não tenho o tal "aparelhinho" que mede os watts não lhe sei disser a quantidade de energia que lhe aplico para ela andar... Admito que seja rija como menciona... mas que ela ginga, ah isso ginga e a subir ainda mais...;)
 
#13
Faltava este pormenor para ficar tudo claro e transparente aqui registado:



foram ajustados por mim consoante as sensações. Foi a posição que encontrei que me permitiu pedalar sempre confortável.

A partir das 15h saberei se estavam muito mal ajustados.
 
#14
“bike fit” feito.

Resumo do que aconteceu:

1º - Análise corporal. Avaliação de elasticidade, estabilidade e balanceamento corporal. Tudo feito visualmente e pela manipulação das pernas, braços e zona lombar. A conclusão foi de que tenho uma boa elasticidade, bom equilíbrio corporal e que não existem assimetrias relevantes.

2º - Analise dos pés. Correcção da posição das traves nos sapatos. Surge a primeira alteração ao que eu tinha. As minhas traves foram colocadas por alguém que anda de bicicleta há muito tempo e de acordo com os conhecimentos que tinha. Nessa altura como não me senti bem à primeira configuração, fui alterando até poder dar as minha voltas sem sentir desconforto até que cheguei à configuração da imagem acima. Hoje depois de analisada a minha forma de pedalar as traves foram recolocadas conforme a imagem. (podem verificar um ligeiro risco na base do sapato – era a anterior posição das traves - como que eu andava).



3º - Análise da posição na bicicleta. São colocados sensores nos pontos cruciais para a análise biomecânica. Começo a pedalar. O sistema gravou todos os dados biomecânicos relativos à configuração com que levei a bicicleta. Depois o programa assume essas medidas e enquadra nos ângulos de parametrização RETÜL.




A partir daqui, iniciam-se os ajustes na bicicleta, que no meu caso foram:

- O Selim subiu 1,5cm (comigo caiu por terra a mítica fórmula da altura do cavalo, bla bla bla…). 1,5cm é bastante e o pior é que não sentia desconforto, mas a posição da perna na pedalada não era vertical. O antes e o depois foi “brutal”.

- O Selim Avançou ligeiramente (cerca de 1 ou 2 mm)




- Foram retirados os dois espaçadores da direcção
- O guiador rodou para baixo
- As manetes subiram.






Outras conclusões:

- O tamanho do quadro é o adequado para a minha estatura.

- O avanço (de 105mm) está no limite mínimo (há a possibilidade de voltar lá para experimentar um de 110mm).

- O guiador de 42cm é o ideal.

ficou assim:


Tenho o relatório com as medidas todas de tudo e mais alguma coisa, que nem metade sei ainda interpretar (tenho que me debruçar sobre a leitura do relatório).

O Fitter Ricardo Furtado, foi impecável, sempre com o cuidado de explicar tudo e mais alguma coisa ao máximo detalhe.

Agora isto quer é estrada para ver as sensações.

Não conheço outro fitter, mas pela forma como este na Alpha é feito fiquei convencido…recomendo. E recomendo mesmo antes de ir para a rua experimentar porque ficou a porta aberta para correcções que sejam precisas de futuro sem qualquer custo. Procedem assim para com todas as pessoas que fazem lá o fit.

Acho que há muitas posições possíveis numa bicicleta, até porque o nosso corpo é de hábitos... Mas também acho que é importante haver esta analise detalhada. Por exemplo no meu caso, uma pequena correcção permitiu que um ângulo do joelho fosse alterado em 5º - mais aberto - e com isto retirar pressão da patela, logo menor desgaste na sua cartilagem interior. Foi por estes pormenores que quis fazer o bike fit.

E é isto. Se não fui explicito em alguma coisa digam que eu clarifico.
 
#20
“bike fit” feito.

Resumo do que aconteceu:

1º - Análise corporal. Avaliação de elasticidade, estabilidade e balanceamento corporal. Tudo feito visualmente e pela manipulação das pernas, braços e zona lombar. A conclusão foi de que tenho uma boa elasticidade, bom equilíbrio corporal e que não existem assimetrias relevantes.

2º - Analise dos pés. Correcção da posição das traves nos sapatos. Surge a primeira alteração ao que eu tinha. As minhas traves foram colocadas por alguém que anda de bicicleta há muito tempo e de acordo com os conhecimentos que tinha. Nessa altura como não me senti bem à primeira configuração, fui alterando até poder dar as minha voltas sem sentir desconforto até que cheguei à configuração da imagem acima. Hoje depois de analisada a minha forma de pedalar as traves foram recolocadas conforme a imagem. (podem verificar um ligeiro risco na base do sapato – era a anterior posição das traves - como que eu andava).



3º - Análise da posição na bicicleta. São colocados sensores nos pontos cruciais para a análise biomecânica. Começo a pedalar. O sistema gravou todos os dados biomecânicos relativos à configuração com que levei a bicicleta. Depois o programa assume essas medidas e enquadra nos ângulos de parametrização RETÜL.




A partir daqui, iniciam-se os ajustes na bicicleta, que no meu caso foram:

- O Selim subiu 1,5cm (comigo caiu por terra a mítica fórmula da altura do cavalo, bla bla bla…). 1,5cm é bastante e o pior é que não sentia desconforto, mas a posição da perna na pedalada não era vertical. O antes e o depois foi “brutal”.

- O Selim Avançou ligeiramente (cerca de 1 ou 2 mm)




- Foram retirados os dois espaçadores da direcção
- O guiador rodou para baixo
- As manetes subiram.






Outras conclusões:

- O tamanho do quadro é o adequado para a minha estatura.

- O avanço (de 105mm) está no limite mínimo (há a possibilidade de voltar lá para experimentar um de 110mm).

- O guiador de 42cm é o ideal.

ficou assim:


Tenho o relatório com as medidas todas de tudo e mais alguma coisa, que nem metade sei ainda interpretar (tenho que me debruçar sobre a leitura do relatório).

O Fitter Ricardo Furtado, foi impecável, sempre com o cuidado de explicar tudo e mais alguma coisa ao máximo detalhe.

Agora isto quer é estrada para ver as sensações.

Não conheço outro fitter, mas pela forma como este na Alpha é feito fiquei convencido…recomendo. E recomendo mesmo antes de ir para a rua experimentar porque ficou a porta aberta para correcções que sejam precisas de futuro sem qualquer custo. Procedem assim para com todas as pessoas que fazem lá o fit.

Acho que há muitas posições possíveis numa bicicleta, até porque o nosso corpo é de hábitos... Mas também acho que é importante haver esta analise detalhada. Por exemplo no meu caso, uma pequena correcção permitiu que um ângulo do joelho fosse alterado em 5º - mais aberto - e com isto retirar pressão da patela, logo menor desgaste na sua cartilagem interior. Foi por estes pormenores que quis fazer o bike fit.

E é isto. Se não fui explicito em alguma coisa digam que eu clarifico.

Olá viva.
Na sua publicação, o ajuste da bicicleta que é realizado na BH de estrada, diz que ou o guia é rodado ligeiramente para baixo e as manetes subiram.
Como subiram como manetes? Desenrolar uma fita ou conseguir mesmo com uma fita subir como manetes?
Estou com o mesmo problema e tenho receio de danificar as fitas, foram caras mais de 30 euros e são belissimas!