Desafio Audace: Mação - Marvão - Mação

#2
Já que ninguem diz nada, vou relatar o que se passou comigo e com o meu companheiro de jornada.

Ponto de encontro: Mação (perto de Abrantes)
Hora: 8:00
Participantes: cerca de 35 (?)

Os preparativos iníciais, como encher os pneus para a pressão certa, ajustar este ou aquele acessório e um ambiente descontraído... mais ou menos, foi o que eu encontrei. A certa altura comecei a olhar mais para as caras para tirar algumas conclusões e apercebi-me que alguns estavam tensos, eu incluído.

Logo no arranque ouve-se assim um colega para outro da mesma equipa: "Vamos a rasgar????????":cool::cool::cool::cool::cool::cool: Pensei eu: "Ena pá, mas isto não é um passeio de cicloturismo?" Afinal o que para uns é para outros não é.

Logo a abrir uma longa descida, que me incomodou pelo frio. Foi nesta descida que conheci a nossa colega de pedaladas, a ANGEL, e o colega TESTAROSSA. Malta impecável, de bom trato e de fácil diálogo. Gostei. Pena é alguns colegas deles (PNSC), membros desta casa, não serem assim. Mas que fazer? Nem todos temos que ser simpáticos. :(:(:( A esses resta desprezá-los.

Belver marcaria a entrada "oficial" em terreno mais hóstil que se tornaria num carrossel constante até final, tirando um longo bocado de alcatrão que tivemos que percorrer, sem proteções naturais que nos abrigassem do vento, que soprava mesmo de frente.

Primeiro precalço: Um furo numa das biciletas que compunham o grupo no qual eu estava incluído.

Segundo precalço: Mais à frente, em Arez, houve uma pequena confusão com os GPS, e seguimos uns 1500m em caminho errado. Erro corrigido lá seguimos viagem, mas sem entendimento no grupo. Uns achavam que era por ali, outros achavam que não. Como já se via, ao longe, a serra de S. Mamede eu disse para mim: "Que se lixem os GPS!!!! É naquela direção que temos que ir, por isso nada me fará saír desta direção!" O meu colega também concordou e seguimos um pouco mais adiantados.

Alpalhão era a vila que se aproximava. As minhas pernas, ainda não totalmente quentes, teimavam em não querer entrar na tal faixa de conforto, que para uns começa aos 10kms outros aos ...., sendo que no meu caso é por volta dos 70kms. Bucha comida e cola bebida, lá seguimos nós agora acompanhados pela Angel e pelo Testarossa. Pelo caminho iam sendo apanhados os mais lentos, embora que o nosso lema fosse: Chegar ao final.

No meu imaginário, eu associava Castelo de Vide à primeira grande dificuldade do dia, mas enganei-me. De carro tinha-me parecido mais complicado. O rebuçado estava uns 15kms mais à frente: Marvão.

Comecei a atacar a subida mais "fresco" do que estava em Alpalhão, e até a fiz com alguma facilidade. É mais uma serra deste Portugal que figura no meu "ciclo-livro", e uma que andava na minha cabeça desde 2008 altura que andei por lá em passeio de carro. Carimbadela no road-book, a foto da praxe e meia volta porque estava na hora.

Estava na hora de mais uma vez retemperar as energias. O que comer? Nada melhor que uma sopa das grossas, uma cola e uma sande queijo alentejano. Estavamos a saír quando entra a Angel, o Testarossa e mais dois colegas. Recomendamos-lhes a sopa... espero que tenham gostadotanto como nós como nós.

Olhando para o gráfico de altimetria, via-se claramente que o retorno seria um pouco mais fácil do que a ida, e de facto até à barragem do Fratel, o terreno tinha mais inclinação descendente do que ascendente. Apenas uma nota. Se há por aqui algum leitor que não conheça o paraíso perdido, aconselho-o a dar uma voltinha pela barragem da Póvoa entre Castelo de Vide e Nisa. Não pude deixar de parar, mais uma vez, e deliciar-me. Aconselho!!

A passagem pela barragem do Fratel marcou a reentrada no sobe e desce mais acentuado. Dura subida se seguiu à barragem, mas o seu comprimento tornou-a mais fácil. Seguia-se a barragem da Pracana, mas nada de especial.

Finalmente estavamos no Mação outra vez. Espantei-me quando soube que estavamos 3 horas atrasados em relação aos que tinham ido a "rasgar"!! Mas o que importa é que desfrutei do passeio. O trajecto é daqueles, escolhidos "a dedo" o que fez deste passeio um dos mais bonitos que fiz até hoje. parabéns aos cerebros deste passeio e .......... venham mais.

Fotos? Podem ver aqui no blog do meu colega
 
#3
Boa reportagem. Parabéns!
Este Desafio Audace foi um belo passeio e no meu caso uma descoberta de excelentes percursos. Do principio ao fim não tivemos descanso, com um sobe e desce bem ao gosto de muitos audaciosos e umas paisagens de cortar o fôlego. Apetece voltar!
Apesar do vento matinal um pouco desagradavel na N118, fomos abençoados por uma tarde belissima; depois de atravessarmos todas as barragens seguimos até Mação, em ritmo calmo. A certa altura, apesar do percurso ser tão exigente em termos de acumulado, tive pena de ver os quilometros passarem e de nos estarmos a aproximar da meta, pois desejava que o passeio nunca terminasse porque ali, naquele lugar, os cheiros, as cores, a tranquilidade, lembravam um paraiso.
Foi uma bela oportunidade de conhecer e de conversar cordialmente com elementos do forum
Nota: a sopa estava uma delicia e foi complementada com uma bela bifana
 
#5
Olá zé como sempre gosto de ler os teu relatos das tuas volta ;););)

Só fiquei mesmo preocupado com a tua ULTIMA FRASE.

:mad::mad::mad:

Espantei-me quando soube que estavamos 3 horas atrasados em relação aos que tinham ido a "rasgar"!! Mas o que importa é que desfrutei do passeio. O trajecto é daqueles, escolhidos "a dedo" o que fez deste passeio um dos mais bonitos que fiz até hoje.

ASSIM GOSTO MAIS

parabéns aos cerebros deste passeio e .......... venham mais.


XAU
 
#6
Convívio da "familia" do cicloturismo.

Olá zé como sempre gosto de ler os teu relatos das tuas volta ;););)

Só fiquei mesmo preocupado com a tua ULTIMA FRASE.

:mad::mad::mad:

Espantei-me quando soube que estavamos 3 horas atrasados em relação aos que tinham ido a "rasgar"!! Mas o que importa é que desfrutei do passeio. O trajecto é daqueles, escolhidos "a dedo" o que fez deste passeio um dos mais bonitos que fiz até hoje.

ASSIM GOSTO MAIS

parabéns aos cerebros deste passeio e .......... venham mais.


XAU
Desde que começou a "febre da bicicleta", mais ou menos à uns cinco ou seis anos, tem-se vindo a perder a alma cicloturista. Eu esplico: quando nos cruzava-mos nos passeios domingueiros, era como uma família - bom dia, bom passeio, força, vem na minha roda, etc... Agora já são poucos os que teem esse espirito. Pois, isto enquadra-se prefeitamente na crónica desse "amigo" no audace de Mação. Parece mesmo uma competição, alguns é mesmo tipo CR7 do cicloturismo. Mas cada um sabe de si.
 
#7
Desde que começou a "febre da bicicleta", mais ou menos à uns cinco ou seis anos, tem-se vindo a perder a alma cicloturista. Eu esplico: quando nos cruzava-mos nos passeios domingueiros, era como uma família - bom dia, bom passeio, força, vem na minha roda, etc... Agora já são poucos os que teem esse espirito. Pois, isto enquadra-se prefeitamente na crónica desse "amigo" no audace de Mação. Parece mesmo uma competição, alguns é mesmo tipo CR7 do cicloturismo. Mas cada um sabe de si.
 
#8
Se eles são mais felizes assim, deixa-los ser... Pelo menos que se sintam recompensados pelo treino contínuo necessário para essas imitações de ciclistas de competição. É pena que não entrem numa corrida a sério, porque aí podiam aferir a força e técnica de cada um. :cool:
 
#10
A discussão é sempre a mesma uns discutem porque se anda muito depressa, outros muito devagar, aconselho a darem uma vista de olhos no regulamento Audace, a "magia" destes eventos e o que os difere dos restantes passeios tradicionais em que a velocidade é controlada por um veículo na frente é essa mesmo o facto de cada elemento poder escolher o ritmo adequado desde que no fim cumpram o percurso previamente establecido a pontuação é a mesma não existe competição.

Não vejo mal nenhum se os companheiros mais bem preparados decidirem ir para a frente e andarem mais rápido que os outros, o que interessa no final é cada um ter concluido o percurso proposto e desfrutado á sua maneira, agora se foi a 15 ou 35 km/hora cada um gere em função das suas capacidades e gostos pessoais.

Eu sou suspeito, mas aconselho a experimentarem sózinhos ou com um grupo de amigos e no fim podem "atirar pedras" se for esse o caso a média minima para conclusão destes eventos são 15km/hora, portanto bastante acessível a qualquer cicloturista com o minimo de preparação...

Abraços e boas pedaladas!
 
#11
Epá ando eu "fora" uns dias e isto virou confusão.

Calma, calma...........

Em lado algum eu disse que estava mal eles terem chegado com 3 horas de avanço. Aliás eu estou-me nas tintas quanto a isso. Eu e o meu colega fizemos o passeio à velocidade que quisemos e fartamos-nos de parar para eu apreciar a paisagem e ele tirar fotos. Paramos para comer, nas calmas, e isso tudo conta.

O que me interessou, verdadeiramente foi o prazer que tive neste passeio. Tive tempo para conversar com o meu colega, para apreciar tudo ao milímetro e isso para mim é o mais importante, para além de chegar dentro do limite.

Foi um excelente passeio, e repito.... venham mais, se possível por esta zona, porque os "cobres" andam escassos.

Aproveitem o nosso vício, seja a 15 seja a 40 kms. Isto é que é importante.

Osicran:

Boas amigo. Um dia destes ainda nos cruzamos numa estrada qualquer lá para os lados do Luso.:D:D:D:D:D:D:D:D:D
Quanto à "contabilidade" ele difere um pouco do meu conta-milímetros do da organização, mas mais coisa menos coisa o resultado final é este:
Kms percorridos: 182 (178 organização)
Acumulado: 2150 (2400 organização)
Tempo em andamento: 7 horas e tal (já apaguei os valores)
Média: 23,50 kms/h
 
#12
@ fogueteiro

As pequenas diferenças que tens relativamente aos números da organização devem-se essencialmente ao facto de por questões logisticas nem sempre é possível fazer o reconhecimento no terreno destes eventos, como tal é utilizado o GPSIES, que como todos sabemos apesar de ser uma boa ferramenta de trabalho, no fim apresenta sempre algumas pequenas diferenças dos valores medidos pelos ciclocomputadores no terreno...