@saikocandy Eu até refiro algures que sinto que estou a ficar polarizado. Mas aqui o tema - apesar do
disclaimer - não é esse.
Já existem leis:
- uma bicicleta elétrica não pode andar autonomamente, só por assistência e limitado até 25Kmh
- as trotinetas têm que estar limitadas a 25Kmh
- os ciclistas podem circular a par, desde que não causem especial embaraço ao trânsito
- para ultrapassar uma bicicleta/trotineta tem que se dar uma distancia de segurança de 1,5m
Isto para numerar apenas algumas relevantes aqui para a discussão, pois o CE tem muita coisa prevista!
O que não existe é formação, informação nem fiscalização. Nas escolas, as aulas de cidadania são uma comédia. Estes temas, a par do tema da moda - literacia financeira - deveriam ser conteúdo obrigatório!
Tendo ainda em conta os limites legais (!!!) das bicicletas e trotinetas elétricas, uma queda sozinho (Que é para isso que o capacete serve) evitará assim tanto? Quantos de nós - maiores de 40 anos - em putos não andámos por esses montes fora todos desvairados apenas com a roupa que tínhamos no corpo? O que o capacete não protege é uma queda no caso de uma projeção em caso de uma colisão com uma viatura de 1200 kg (que cada vez são menos) a circular a 50Kmh!
O capacete é um dispositivo de proteção individual. Como tal não protege o seu utilizador dos eventos externos... tal como os carros, outras bicicletas, peões, cães. motas... Para proteger os utilizadores de trotinetas e bicicletas existem as regras do CE! Porque o bom senso e respeito mutuo à muito que deixou de existir, tendo sido substituído pelo "umbiguismo".
Como se costuma dizer... Se não usam capacete é porque não têm nada de importante para proteger.
é uma frase bonita, embora nunca a tenha ouvido. E se no caso de uma mota (mesmo uma motorizada) em que as velocidades são facilmente acima dos 50 Kmh, parece-me que a necessidade é claramente outra.
Se soubessem a quantidade de gente que todas as semanas vai para o hospital com a cabeça rachada à conta das trotinetes...
Tenho um amigo que caiu numa daquelas que se aluga e lá foi ele de ambulância todo ensanguentado com a cabeça aberta. Foi o Inem que o foi buscar e disseram-lhe isso mesmo, é raro o dia que não transportam pessoas no mesmo estado.
Acredito que uma medida destas ajude a reduzir estes casos e consequentemente reduza o uso de meios utilizados.
Sem desrespeito - até porque considero que é uma profissão que só a faz quem tem sentido de missão, e cada vez menos pessoas o têm - esses técnicos do INEM sabem o estado da pessoa que estão a ajudar/salvar. Não sabem todas as condicionantes que levaram ao acidente. Portanto, é daquelas coisas que eu enquadro num achismo (como alguns dos meus argumentos! Pois todos nós somos influenciados pelas nossas vivências).
Não sei se alguma vez referi aqui, mas já fui monitor num comboio de bicicletas com miúdos. Daqueles para irem para a escola. Vocês não têm a noção da animosidade e dos perigos a que os condutores sujeitavam os miúdos! Mesmo com os miúdos estando contidos entre monitores a darem o corpo (e sinalizados com coletes refletores) muitos carros passavam a menos de 1m... Isto numa zona de Lisboa onde o trânsito é mínimo!
Ainda no contexto dos comboios de bicicleta, fiz uma mini formação de uma manhã. Os formadores foram questionados sobre o uso do capacete:
- Crianças só podem participar usando o capacete
- monitores podem usar ou não
A justificação tem a vez com a experiência. A probabilidade de cair é menor. E a probabilidade de ao cair ter um ferimento grave é ainda menor.
Estas obrigações baixam o número de acidentes, porque vão baixar o número de utilizadores. E, onde existem mais acidentes - que penso ser no meio urbano - o que se deveria fazer é incentivar o uso de transportes coletivos e meios de mobilidade suave (bicicleta e a pé). E não o contrário, como criar estacionamentos no centro da cidade (em campo de ourique a CML fez fum estacionamento de cerca de 90 lugares. Custou cera de 3 000 000 Eur... perto de 33 750 Eur por lugar!!!)
Desculpem o alongar e o eventual tom que possa ter dado no meu texto. Este é um tema que me emociona. Todas as opiniões são válidas e mesmo eu estando contra, fazem-me pensar e argumentar a minha posição. Mas isso alarga-me os horizontes. Desculpem se ofendi alguém, não é de todo a minha intenção.