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Doping

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SOIGNEUR
As substâncias podem ser proibidas, mas não haver ainda método para as detectar. Não podem é ser punidos por coisas que não eram proibidas na altura em que as tomaram.

De qualquer forma, isto não me parece ser o caso que se passa em Portugal. Aliás, depois das conversas todas que se viram entre membros da w52, as equipas portuguesas parecem muito pouco sofisticadas para andarem com drogas novas. Ainda por cima problemas com passaporte biológico... já só mesmo cá é que ainda alguém é apanhado com isso.

Não é assim tão simples @Carolina... O pessoal vai até onde deixam ir. Se tu praticaste alguns métodos ilegais em 2018 ou 2019, foste controlada e não foste notificada, partes do princípio que nada do que fizeste foi detetado. Isso dá uma sensação de que estão a fazer as coisas bem. Se estás a fazer bem, vais continuar a fazer e até vais passar a palavra de como se faz bem. Se a "fatura" vem 5 anos depois corremos o risco de acabar com o ciclismo em Portugal...

Basta ver o que aconteceu com o diprofos... durante carradas de anos era mato no pelotão, até que um dia decidiram suspender alguns atletas. A partir daí a sua utilização mudou muito...

Eu defendo que as consequências devem ser implacáveis mas enquadradas no tempo. Não acho razoável estarem 4 ou 5 anos desfasadas entre o ato ilícito e notificação.
 

Carolina

Well-Known Member
Por muito que concorde contigo em que as autoridades têm de ser mais rápidas, não acho que isso deva legitimar uma utilização proibida. Se o ciclista X usa EPO hoje e só for apanhado daqui a 10 anos, deve ser castigado na mesma.

Uma situação diferente é o ciclista X usar a substância ABC, que não é ilegal em 2025, e daqui a 10 anos dizerem que em 2025 ele usou ABC. Neste caso não deve haver qualquer castigo, porque na altura em que a substância ABC foi usada, a sua utilização estava dentro das regras.
 

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Moderador
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SOIGNEUR
Por muito que concorde contigo em que as autoridades têm de ser mais rápidas, não acho que isso deva legitimar uma utilização proibida. Se o ciclista X usa EPO hoje e só for apanhado daqui a 10 anos, deve ser castigado na mesma.
Certo, eu também não me passa pela cabeça legitimar. Mas o que eu acho que faz sentido é atuar em tempo útil... demorar 5 anos para notificar um atleta não me parece sensato.

Uma situação diferente é o ciclista X usar a substância ABC, que não é ilegal em 2025, e daqui a 10 anos dizerem que em 2025 ele usou ABC. Neste caso não deve haver qualquer castigo, porque na altura em que a substância ABC foi usada, a sua utilização estava dentro das regras.
Isso nem sequer merece discussão. Se não era proibido à época, não vai ser com alterações posteriores que o vai ser.

No fundo eu espero que com estes acontecimento todos dos últimos anos os miúdos consigam vingar sem terem que entrar nos esquemas. Isso sim, é o que mais importa para que no futuro se possa pensar numa modalidade mais limpa.
 

s0me0ne

Well-Known Member
SOIGNEUR
Certo, eu também não me passa pela cabeça legitimar. Mas o que eu acho que faz sentido é atuar em tempo útil... demorar 5 anos para notificar um atleta não me parece sensato.

Uma coisa que ainda não percebi, a alteração no passaporte biológico foi de à 4/5 anos para cá ou ocorreu à 4/5 anos e depois voltou ao normal?
Eles guardam as amostras tanto tempo para irem agora verificar tanto tempo para trás?
 

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Moderador
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SOIGNEUR
Uma coisa que ainda não percebi, a alteração no passaporte biológico foi de à 4/5 anos para cá ou ocorreu à 4/5 anos e depois voltou ao normal?
Eles guardam as amostras tanto tempo para irem agora verificar tanto tempo para trás?

Alegadamente as variações anómalas foram registadas em 2019... mas é como eu digo... se demoraram 4 ou 5 anos para levantarem um procedimento nada nos diz que não vamos passar os próximos anos a suspender malta por problemas nos anos seguintes... LOLLL
 

Bruso

Well-Known Member
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É estranho mas será que não aguardam alguns anos para comprovar que aquelas alterações são mesmo anomalias? Outra coisa que pode acontecer é que têm pessoal a menos para conseguir fazer monitorização disto tudo. Certamente deveria ser tudo informatizado mas estando em Portugal arrisco-me a dizer que ainda é tudo feito "à mão"
 

GuilhermeOliveira

Well-Known Member
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É estranho mas será que não aguardam alguns anos para comprovar que aquelas alterações são mesmo anomalias? Outra coisa que pode acontecer é que têm pessoal a menos para conseguir fazer monitorização disto tudo. Certamente deveria ser tudo informatizado mas estando em Portugal arrisco-me a dizer que ainda é tudo feito "à mão"
Eu já não sei se é para ser de propósito ou se é sem querer
Basta olhar para a distribuição de processos de judiciais, era manual, reclamavam que se podia fazer falcatrua, estamos a falar de aplicar justiça e agora que é um computador que faz o serviço, lá vem uma carrada de gajos reclamar logo do processo, querem que volte a ser manual, voltamos a dizer mal porque de outra forma parece que alguns não dizem nada e não se podem mostrar
Não, eu não tenho nada a ver com isso, mas gostava de fazer umas alterações a meu gosto e a contragosto de muitos
 

NULL

Moderador
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SOIGNEUR
É estranho mas será que não aguardam alguns anos para comprovar que aquelas alterações são mesmo anomalias? Outra coisa que pode acontecer é que têm pessoal a menos para conseguir fazer monitorização disto tudo. Certamente deveria ser tudo informatizado mas estando em Portugal arrisco-me a dizer que ainda é tudo feito "à mão"

Tenho um amigo que teve problemas de passaporte no mesmo ano, foi suspenso 3 anos e já está livre para voltar a correr... ;)

Edit: Em condições normais basta valores de 2 ou 3 recolhas para obter a variação anormal. Portanto... 6 meses a 1 ano é mais do que suficiente para recolher esses elementos. Mais 6 meses a preparar a nota de infração e notificação acho que seria suficiente... mas realmente deve haver falta de meios...
 

Aslume

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É sempre um tema complexo, mas o ciclismo é quanto a mim a única modalidade que tenta transmitir uma imagem de credibilidade em relação ao doping. Claro que perante esforços e performances excepcionais, muitas vezes está numa zona limite da fronteira.
 

tuga

O homem faz o que pode, o destino o que quer...
SOIGNEUR
E todos os anos de novo, estrategicamente, pouco antes do Tour, sómente o evento mais mediático para o público fora da bubble do ciclismo. Não se diz nada de concreto por se temer consequências legais mas mantém-se a lenga-lenga do doping no ciclismo a girar, a bem dizer.
Sabem perfeitamente que se metessem o bedelho em desportos negócios infestados como o futebol, seria o harakiri pessoal e jornalístico.
Já não dou crédito nem atenção a estes pulhas de jornalistas.
 

elchocollat

Well-Known Member
SOIGNEUR
Concordo plenamente @tuga !
É o dopping no ciclismo e os esteróides no bodybuilding.
Mas jogadores a recuperarem de lesões em apenas algumas semanas... ah isso não é estranho!

Além do ciclismo vejo malta a ser apanhada no Ténis e Atletismo.
De resto, pouco se fala...
 

Carolina

Well-Known Member
No bodybuilding tudo é legal, nem faz sentido a comparação. Não existe qualquer tipo de controlo, porque tudo é permitido. É como no strongman ou em algumas federações de powerlifting.
 

Presbítero

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Na altura da polémica do Lance, um ex ciclista Português publicou algo do género numa rede social que a diferença entre ciclistas, é que uns dopan-se mais que outros.
 

NULL

Moderador
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SOIGNEUR
Se alguém tiver subscrição e quiser partilhar aqui, agradeço!
Doping nos "gradesfundos" :)


Não tenho dúvidas que é uma realidade mas na verdade nunca vi tantos controles em granfondos como no ano passado e este ano cá em Portugal.
 

Trizade

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SOIGNEUR
Não tenho dúvidas que é uma realidade mas na verdade nunca vi tantos controles em granfondos como no ano passado e este ano cá em Portugal.

Houve controlo nos GF's cá em Portugal? Em quais? E alguém foi apanhado já agora?
 

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Moderador
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SOIGNEUR
Houve controlo nos GF's cá em Portugal? Em quais? E alguém foi apanhado já agora?

Desde Setembro do ano passado até Setembro deste ano houve controlo anti-doping em 3 granfondos. Clássica Douro Internacional 2024, Granfondo Coimbra UCI 2025 e Bragança Granfondo 2025. Não tenho conhecimento de qualquer caso positivo. Nós próprios tivemos vários atletas controlados em Setembro do ano passado e Março / Julho deste ano, e, à exceção do de Julho, que ainda não houve tempo para notificações, não tivemos qualquer problema.
 
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