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Tópico: La vélo Duchene: As crónicas de André Carvalho

  1. #11
    Sempre a subir! Avatar de duchene
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    Petite force será o nome dado ao relato das voltas mais pequenas ou menos importantes, que não justifiquem uma crónica completa. Normalmente não são crónicas ilustradas.

    Petite force: Entre Torrão, Luzim e Abragão
    Ontem estava prevista a saída até à base logística de Amarante, para uma aventura de descoberta para os lados da extinta linha do Corgo.

    Quando me levantei, às 5h30, no exterior estava uma temperatura bastante fresca o que, aliado ao estado menos famoso dos meus brônquios e garganta me fez ponderar com pés e cabeça se valia a pena arriscar uma saída mais isolada.

    Assim, acabei por ouvir a voz da razão e não avancei para Amarante. Ainda assim, queria ir esticar as pernas, por isso fiz rapidamente uma volta alternativa aqui por perto, mas que me permitisse a qualquer altura regressar a casa, caso não me sentisse melhor.

    Há uns tempos o fogueteiro tinha falado na opção de seguir até Abragão via barragem do Torrão, mas que na altura tinha falhado a viragem o que o colocou fora de rota.

    Como me oriento bastante pior do que ele mas tenho a vantagem do GPG rapidamente desenhei uma rota sossegada para fugir da confusão e ao mesmo tempo ir descobrir o tal troço novo entre a barragem e a subida de Abragão, subida que já conhecia em parte de outras aventuras para o lado do Marco.

    Acabei por optar por fazer Valongo > Recarei > Salto > Branzelo > Entre-os-Rios > Torrão > Luzim > Vila Cova > Paredes > Valongo, coisa para dar uns aceitáveis 90Km.

    Às 9h00 estava a sair de casa com a ideia de fazer a volta a um ritmo um pouco mais alto do que o costume, para variar também os andamentos.

    Até à N108 não há muitas novidades, a estrada está em bom estado, exepção feita à parte final depois de Branzelo. A N108 em si é que está uma miséria. Espero que receba um tapete condigno no final de todas as intervenções. Felizmente depois de Rio Mau a coisa melhora e pude olhar, com nostalgia, para o troço original da N222, lá do outro lado do Douro e que boas recordações trás, nomeadamente do PIF*U.

    Estava à espera de encontrar mais gente na estrada, dado o feriado mas acabou por ser um dia não muito diferente do sossego dos sábados a que habitualmente pedalo.

    Primeira vez que atravesso a barragem do Torrão, a velocidade reduzida, já que tenho especial fascínio por estas estruturas e, por isso, gosto de perder uns minutos a descortinar as peculiaridades de cada uma.

    Obviamente que, depois de uma barragem, obrigatoriamente se segue uma subida e portanto aqui não seria excepção. Subida simples e constante até Rio de Moínhos onde tomaria a direita então apanhando a N312 que me iria acompanhar até Vila Cova.

    É uma estrada bastante simpática, bonita até, dado o belo panorama que permite sobre as encostas da Serra da Aboboreira e, mais lá ao fundo, do Marão, que também teima em espreitar.

    O vale do Tâmega é amplo e deixa, por isso, que a vista se espreguice. A primavera já vai longa, sendo o florido e o verdejante uma constante. Estrada ondulada com um ligeiro sobe e desce, fixando-se na subida nos quilómetros finais, antes de encontrar a N320, rota mais tradicional de quem quer fazer a subida de Abragão, via Alpendurada. O piso em bom estado e o muito pouco trânsito agradaram-me igualmente.

    Curiosamente, se tivesse de reparar nesta estrada vindo na subida da N320, provavelmente não lhe daria importância já que a última centena de metros até ao cruzamento é feita em paralelo, o que eventualmente a excluiria de uma futura incursão.

    Já na N320 sobe-se mais um par de quilómetros até Duas Igrejas. Depois é só tomar a direcção da Bracalândia e rapidamente estamos na variante Paredes-Penafiel, felizmente no seu troço final.

    Depois de ter abrandado um pouco desde Torrão, para apreciar o tal troço que não conhecia, voltei a impor um ritmo um pouco mais alto até casa para desgastar mais um pouco as energias.

    No final, acabou por não ser uma manhã mal passada. Sem a espectaculosidade de outras voltas, ficaram os serviços mínimos cumpridos, numa variação do meu registo mais pausado, mas também consideravelmente mais longo.

    Dados finais: 91,04Km // 1216m Ac+ // 25.8Km/h média em 03h31m

  2. #12
    Sempre a subir! Avatar de pedrolobo7
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    É realmente uma delicia ler as tuas aventuras Andre.

  3. #13

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    Deixa-te das bicicletas e dedica-te á prosa!! Muitos Parabéns! É importante estar a lêr algo e sentir que estamos em cima da bicicleta a sentir o que tu estavas a sentir e tu, consegues fazer passar isso na perfeição. Excelentes relatos!

  4. #14
    Sempre a subir! Avatar de pantani
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    Boas André!

    Parabéns, aqui está o grande ponto de interesse deste fórum.



    Abraços
    José Pereira

  5. #15
    Sempre a subir! Avatar de rodd
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    Olá André,

    Muitos parabéns pelas crónicas. Estão simplesmente excelentes.

    Abraço e continuação de bons posts
    Luís

  6. #16
    Sempre a subir! Avatar de duchene
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    Obrigado a todos pelas simpáticas palavras. Nem sempre a disponibilidade ou a inspiração para a prosa serão as maiores, mas vou tentando partilhar com todos, um pouco desta paixão que me move, e que tem vindo a crescer no fórum, pelos percursos diferentes e inusitados.

    Petite Force: Assunção e a citânia de Sanfins

    Résumé muito breve da volta de hoje.

    Tinha um par de horas livres de manhã e para cumprir o restante dos 160Km que ficaram por fazer na volta grande, decidi fazer algo de 70Km pelas redondezas.

    Ia aproveitar para explorar um novo troço de estrada depois da Assunção e por isso fiz o início do percurso do PIF2, com a subida à Assunção via Vilar da Luz.

    Nada de muito novo a assinalar, aparte do inesperado "sossego de ciclistas" por aquelas bandas. Fiz a subida em 27 minutos (+3 que o melhor que por lá fiz) sendo que pelo caminho ainda aproveitei para fazer um pequeno troço que ainda não conhecia, em paralelo bastante empinado, pouco antes da viragem para a capela e do paralelo final.

    Segui para Monte Córdova e respectivos topos que se seguem e, no início da descida para Bouca, cortei então para o lado da citânia no tal troço que queria descobrir. É uma estrada sossegada, a fazer lembrar Vilar da Luz em termos de envolvente. Piso aceitável sendo que algures lá para o meio, na zona das pedreiras, há um pequeno troço em paralelo. Depois de um par de quilómetros bastante regulares segue-se a valente descida, que ficou já na lista das subidas a fazer, uma vez que me parece ter um grau de dificuldade interessante. Aqui o asfalto é de boa qualidade em termos de superfície, mas extremamente ondulado a ponto de andar para lá aos saltos em algumas partes...

    Vim sair às grandes rectas de Paços > Frazão, curiosamente no cruzamento que, do lado oposto, segue para o famoso Tatana. É a lembrar que tenho de lá voltar!

    Logo aí um terrível vento de frente, que não mais me ia largar até casa.

    Tentei colocar o ritmo possível, quase sempre acima dos 35Km/h até Sobrado. Aí o vento piorou e a minha disposição também, pelo que acabei por levantar o pé e fazer o resto do caminho em descompressão.

    Sem ser nada de especial, deu para rodar as pernas a pensar aventura do próximo fim-de-semana, algures para os lados da Caniçada.

    Dados finais: 68,02Km // 1058m Ac+ // 23.5Km/h média em 02h53m
    Última edição de duchene : 13-06-2011 às 00:30

  7. #17
    Moderador Avatar de fogueteiro
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    Andre,

    só pecaste pela demora!

    Excelente espaço, e pelos vistos promete. Só uma pergunta: Posso colocar aqui uma das minhas fotos?

    Espero que num dos futuros relatos o meu nome seja mencionado, porque será sinal que fomos andar por uma estrada desconhecida algures por aí.

  8. #18
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    Se for uma fotografia comprometedora onde eu apareça a rolar a alta velocidade no Furadouro... não! Tenho uma reputação a manter!

    --

    Que de facto o teu nome apareça em breve numa volta em conjunto, embora, e de forma indelével, já esteja marcado na Ponte do Silêncio, indicação que em muito contribuiu para esta minha panca das estradas desertas e fascinantes.

  9. #19
    Sempre a subir! Avatar de duchene
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    Mesmo com os resquícios de uma persistente constipação, não podia deixar de aproveitar mais um fim-de-semana para nova incursão em estradas desertas, fascinantes e sobretudo, desconhecidas para mim.

    Apesar de sobejamente conhecido e calcorreado por muitos ciclistas e companheiros de fórum, o Gerês é ainda território desconhecido para a BMC, pelo que está na hora de os apresentar devidamente. E amanhã será!

    Apesar de inúmeras hipóteses haver para abordar aquela zona, o facto de ter companhia neste passeio obriga a que seja feita alguma ginástica em termos de percurso, para manter as coisas dentro de valores acessíveis em termos de quilometragem.

    Assim, o imperativo que me foi apresentado era o de a volta se quedar pelos 130Km, continuando assim a evolução gradual do Miguel, que me acompanhará mais uma vez, tendo sido o degrau anterior cumprido com os exigentes 120Km de Montemuro. Mas como eu sou malandro, apontei o total da volta para bem perto dos 150Km e 3000m de acumulado.

    Sendo que o ponto de partida estava estabelecido na Caniçada, não haveria muito por onde inventar quando adicionou meu imperativo pessoal: a volta teria de passar por Espanha. Ou para ser mais sonante, teria de ser "internacional".

    Em termos circulares, apenas uma volta se afigurava possível. Bastaria decidir o sentido em que teria de ser feita. Como introdução à região e a pensar num dia de passeio, optamos por fazer a volta no sentido São Bento da Porta Aberta > Gerês.

    Tradicionalmente o percurso implica subir pelo lado do SBPA, até à barragem de Vilarinho das Furnas e daí para Brufe, seguindo para Germil e cruzando depois a fronteira no Lindoso.

    Nada a inventar até Entre Ambos-os-Rios sendo que aí quis dar um cunho mais pessoal e, ao invés de apanhar logo a N203/N104 para a fronteira, desenhei a rota mais a norte, pela M550 por forma a passar pelo Soajo e também a atravessar a própria estrutura da barragem.

    Já em Espanha novo desvio à rota tradicional com a travessia da barragem para o lado norte, visita a Entrimo e a A Herdadiña, mais uns quelhos perdidos e claro, não podia estar perto de mais uma barragem sem a atravessar! Assim, o percurso atravessa a barragem da Concha, no extremo mais a Nordeste desta volta. Depois, rumo ao sul para Lovios por mais uma estrada secundária.

    E em Lovios não há mais por onde inventar. Basta seguir a tradicional estrada via Portela do Homem e Portela de Leonte até às Caldas do Gerês onde tentarei encontrar o desvio até ao miradouro da Pedra Bela para o habitual postal do Gerês (não aparece no gmaps embora se veja bem a estrada na vista de satélite), antes de voltar para as Caldas do Gerês e fazer a ligação até à Caniçada.

    Tenho pena de não poder incluir a zona de Junceda que fiz de carro há tempos e fiquei deslumbrado. O problema é que obrigava a ficar apontado directamente ao Gerês e/ou a falhar o SBPA que também é um ponto de interesse na volta.

    Não se pode ter tudo e novas oportunidades surgirão, até porque já está combinado fazer a outra asa da "borboleta", ou seja Caniçada > Gerês > Lovios > Tourém > Paradela > Gerês.

    E pronto, fica a ideia. Podem ver o mapa (sem a Pedra Bela) > aqui

    Vamos ver se a concretização corre como previsto e se a meteorologia se apresenta melhor do que hoje. Rumo a norte!
    Última edição de duchene : 17-06-2011 às 16:06 Razão: representação visual do percurso

  10. #20

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    André parabéns pela volta programada!

    Eu normalmente quando vou para o Geres levo a RCZ para poder desfrutar de tudo o que o Geres tem para nos dar e apenas levo a minha Scorpio quando é de passagem.

    Se soubesse há mais tempo desta tua voltinha talvez tentasse fazer-te companhia... mas... fica para uma próxima... quem sabe...

    Abraço e boa sorte para a tua volta

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