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Tópico: commuting

  1. #21
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    Ricardo a minha ideia do Bike Festival é experimentar capacetes, se tiver sorte claro, e depois comprar na net ou assim, dúvido como tu que saia de lá com um.
    vamos a ver se tenho sorte.... mas gosto sempre de ir lá sentir o cheirinho a borracha nova ehehe
    Zé, então já sabes ao que vais. Pensei que fosses estrear-te no Bike Festival com a ideia errada, e que leva lá muita gente, de ir comprar material. A esmagadora maioria está lá para expor e apresentar produtos e, nesse sentido, é a oportunidade ideal para experimentares capacetes de várias formas e feitios.

  2. #22
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    Parabéns josepemota.

    Como pai de um rapaz de 20 meses consigo sentir a tua felicidade ao partilhar essas viagens. E saber que eles adoram, ainda melhor.
    Em 2013 e 2014 cheguei ir para o escritório de bicicleta. Mas como é longe (50kms) não ia e vinha no mesmo dia. Ocupava muito tempo e seria desgastante.
    Então ia de manha de carro, levava a bike no carro, regressava a casa a pedalar e no dia seguinte de manhãzinha, ia para o trabalho a pedalar. Tinha que ser assim. Sempre se poupava algum combustível, o ambiente e aproveitava para treinar.
    Actualmente, vou de vez em quando buscar o meu filho ao infantário. Ele adora andar na cadeirinha e eu gosto muita da companhia dele enquanto pedalo.
    No entanto, no início, não pude deixar de estranhar as caras que alguns pais/mães faziam à porta do infantário ao ver ir buscá-lo de bicicleta...lol.
    Fiquei com a ideia de que neste país, quem o faz, ou é pobre ou é tontinho.
    Trek Madone 5.9
    On-One Dirty Disco [Gravel Bike]

    STRAVA

  3. #23
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    a este propósito, a minha forma de pensar é não esperar que hajam condições para que se comece a fazer alguma coisa.
    as ciclovias são um exemplo, elas estão a surgir porque andam mais pessoas de bicicleta, e não foi o contrário ou seja vamos lá fazer umas ciclovias a ver se o pessoal anda mais de bike.

    tenho orgulho que num trabalho anterior que tive era o único que ía de bike, depois começou a ir mais um ou dois, depois começou-se a falar em estacionamento na garagem para as biclas e em chuveiros e até à data só têm o estacionamento, mas pronto tudo começou com um gajo que ía todos os dias de bicla.

    mas ainda hoje assisto ao fdx "ganda maluco", algo tão normal como andar de bicicleta ainda é vista como uma cena de malucos.... não entendo.
    ainda outro dia estava a sair do trabalho com a bicla com a cadeira atrás e um tipo que apareceu nas escadas, "eish mas o que é isto" como se fosse algo que não se faça, senti um tom repreensivo.... se calhar foi só paranoia

    a cena do banho é o argumento nº1 em conjunto com o das subidas para o pessoal não andar.
    o que faço é, levo uma t-shirt para mudar e uma toalha para me limpar, claro que os níveis de suor não têm nada a ver com os de um treino ou volta, e para mim é perfeitamente aceitável esta situação.
    Quantos gajos já tive à minha volta no trabalho que ainda não os estava a ver e já sentia o fedor que emanavam...

    ab

    Uii...quanto ao cheiro de alguma malta, fazia falta a alguns era ir andar de bicicleta para ver se arejavam e vinham a cheirar melhor...

    Lá está, voltamos à eterna e difícil questão da mudança de mentalidades. Não vale a pena gastar-se milhões em ciclovias, em estacionamentos, em campanhas inúteis e em cortes de fita para a fotografia se, a base de tudo, não for mudada. Claro que, havendo condições mais propícias ao uso da bicicleta numa base diária e rotineira, poderá levar a que as pessoas adiram com mais facilidade. Mas primeiro é preciso derrubar muitos preconceitos, agitar consciências, engolir sapos e, aos poucos, as mentalidades talvez mudem. Principalmente se fizermos esse trabalho junto das gerações mais novas.

    A questão do banho depende muito da distância que percorras e do emprego que tens. No meu caso, que vivo a 30 kms do emprego e que tenho de estar minimamente apresentável e com ar lavadinho para o resto do dia, convém tomar um banho ou, pelo menos, ter oportunidade de trocar de roupa. Mas lá está, quando se quer, tudo se faz e começa-se a partir pedra. No meu emprego actual não venho de bicicleta (já o fiz no anterior) porque a minha esposa vem comigo, logo há sempre um carro que tem de sair da garagem e que vai para o mesmo destino. No entanto, aproveito muitas das horas de almoço para ir correr e já me habituei aos comentários de desdém e de como se quem toma opções diferentes fosse uma espécie de extraterrestre.

    Extraterrestres parecemos nós, portugueses, aos olhos de um dinamarquês, de um holandês, de um sueco ou mesmo de um inglês quando se dão conta que em Portugal (um país de sol e de clima ameno) apenas 1% da população usa a bicicleta como meio de transporte diário e que 76% usa o automóvel.

  4. #24
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    Fiquei com a ideia de que neste país, quem o faz, ou é pobre ou é tontinho.
    Nem mais! Mas é que não tenhas dúvidas que é essa a mentalidade reinante. Enquanto muitos povos do norte já perceberam que a sustentabilidade passa pelo abandono do transporte individual e poluente, nós ainda encaramos o automóvel como uma questão de status e que é entendido como a "norma". Quem usa a bicicleta para deslocações diárias, aos olhos da maioria, ou é pobre ou tontinho, como bem dizes. E olha que aqui também incluo os próprios colegas ciclistas. A não ser na bicicleta de estrada ou em aventuras mais exigentes, nunca uso calções de lycra, gosto de roupas mais casuais, e já tive malta da bicicleta a sair-se com comentários infelizes quando se deparam com algo que sai da norma estabelecida. As coisas vão mudando e aos poucos, muito devagarinho, vai-se chegando a algum lado. E, mesmo que não mudem, mudamos nós, desde que nos sintamos bem com as nossas opções e com os valores que incutimos aos nossos filhos.

  5. #25
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    Boas José,

    Impecável...ver-te com os miudos deixou-me com um sorriso "parvo" na cara, muito bom e continua assim. Parabéns pelo tópico, mesmo!!!

    Eu estou a espera que a minha filha ganhe mais cabedal para começar a leva-la a dar umas voltas comigo (na cadeira), e com isso veio-me á cabeça uma dúvida que tenho desde há algum tempo, vais pelo passeio ou pela estrada? Corrige-me se estiver enganado, mas o presente código apenas autoriza a circulação nos passeios até aos 10 anos de idade, certo?

    É que sinceramente não me sinto á vontade em circular na estrada com a miuda na cadeirinha, mas por outro lado também não me parece sensato circular nos passeios, percebes? Então no teu caso é que não saberia como fazer, um na cadeira e o outra na sua bicicleta....como é que geres a situação?

    Grande abraço e vai postando novidades!!

  6. #26
    Nem sabe o que é uma bicicleta
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    Partilho aqui um pouco da minha experiência de commuter:

    Comecei (voltei) a andar de bike na deslocação casa/trabalho à cerca de dois anos. No inicio eram 6/7 km, neste momento a distância é cerca de 14 km. Demoro mais uns 15 minutos do que num bom dia para ir de carro (com pouco trânsito).

    Não tenho chuveiros no trabalho, mas a questão resolve-se levando muda de roupa nuns alforges e utilizando toalhitas, claro que quando vou para o trabalho não forço o ritmo para evitar suar, mas a voltar..

    Com chuva, como tenho um horário flexível de entrada / saída posso organizar-me para escolher as horas em que a probabilidade de chuva é menor.

    A brincar a brincar, esta ida/volta fica nos 140 km semanais.

    Neste momento não me vejo a voltar atrás. Aconselho a todos os que tenham oportunidade de o experimentar

  7. #27
    Já se equilibra aos poucos Avatar de Paulofski
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    Fiquei com a ideia de que neste país, quem o faz, ou é pobre ou é tontinho.
    Mudanças de hábitos raramente são súbitas. As coisas evoluem ao longo de um certo tempo, proporcional à intenção e adaptação pessoal para a mudança. A motivação e receptividade para alterarmos as nossas rotinas normalmente resultam da tal “força maior”, mas se nos libertarmos dos preconceitos e optarmos pelas alternativas, planeando o benefício, sabemos que escolhemos o melhor para nós.

    No meu caso, já lá vão uns bons anos, trocar a meia hora de carro para o centro da cidade, isto numa boa hora de ponta incluindo a demanda por um lugar de estacionamento, ou os 45 minutos de caminhada mais metro e autocarro, para chegar ao trabalho que dista 5km, de bicicleta “perco” cerca de quinze minutos. Faça sol ou faça chuva: Vestuário, calçado, bicicleta de aço, tudo casual, só o percurso de ida não é casual. Já o pós-laboral é muitas vezes alternativo, puxado e alongado.

    O que comutou a minha rotina diária? À medida que fui ficando mais velho, o papel desempenhado pelas minhas bicicletas deixou de ser apenas o passeio pelo parque, o treino ao domingo, as aventuras para lugares inexplorados. Tornei-me suficientemente fino para levar a bicicleta a expandir os meus horizontes e usá-la como meio de transporte. O que mudou? A mentalidade e todo o benefício que advém desta alternativa e que a bicicleta promove: Não gastamos tanto e ganhamos tempo. Pobres e tontinhos ficam aqueles que permancem engarrafados no tempo

  8. #28
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    A questão do banho depende muito da distância que percorras e do emprego que tens. No meu caso, que vivo a 30 kms do emprego e que tenho de estar minimamente apresentável e com ar lavadinho para o resto do dia, convém tomar um banho ou, pelo menos, ter oportunidade de trocar de roupa. Mas lá está, quando se quer, tudo se faz e começa-se a partir pedra. No meu emprego actual não venho de bicicleta (já o fiz no anterior) porque a minha esposa vem comigo, logo há sempre um carro que tem de sair da garagem e que vai para o mesmo destino. No entanto, aproveito muitas das horas de almoço para ir correr e já me habituei aos comentários de desdém e de como se quem toma opções diferentes fosse uma espécie de extraterrestre.
    tb já trabalhei a 34 km de casa, nessa altura cravei o cozinheiro para me deixar tomar banho nos balnearios deles e ele deixou. mas não ía todos os dias, depois tive que desistir por causa da logistica familiar.
    mas agora voltei a ter oportunidade de ir de bike e não perdoei, já tenho o carro a apanhar pó ehehe

  9. #29
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    Boas José,

    Impecável...ver-te com os miudos deixou-me com um sorriso "parvo" na cara, muito bom e continua assim. Parabéns pelo tópico, mesmo!!!

    Eu estou a espera que a minha filha ganhe mais cabedal para começar a leva-la a dar umas voltas comigo (na cadeira), e com isso veio-me á cabeça uma dúvida que tenho desde há algum tempo, vais pelo passeio ou pela estrada? Corrige-me se estiver enganado, mas o presente código apenas autoriza a circulação nos passeios até aos 10 anos de idade, certo?

    É que sinceramente não me sinto á vontade em circular na estrada com a miuda na cadeirinha, mas por outro lado também não me parece sensato circular nos passeios, percebes? Então no teu caso é que não saberia como fazer, um na cadeira e o outra na sua bicicleta....como é que geres a situação?

    Grande abraço e vai postando novidades!!
    boa questão...

    ora bem a escola do mais velho é na minha rua, olha que sorte eheheh, por isso vamos em cima do passeio devagarinho e tal, tenho medo de ir para a estrada com ele, acho que ainda é cedo. é um percurso muito pequeno tipo 300/400 metros
    não gosto de andar em cima do passeio, faço-o apenas por ele. acho que sim o código diz isso.
    ao fim de semana já demos voltas maiores e andamos sempre em cima do passeio, "prontes" podem bater-me à vontade por não respeitar as regras

    Quando o deixo e vou sózinho com ela na cadeira, meto-me na estrada na boa, mas devagar baixei um pouco o selim para chegar melhor ao chão, tenho mesmo muito cuidado claro, outro dia até sonhei que caia com ela na cadeira e acordei todo stressado eheheh cenas de pai...

    Mas é tranquilo, dá umas voltas mais tranquilas para te habituares ao peso atrás e depois correrá tudo bem.

    ab

  10. #30
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    Mudanças de hábitos raramente são súbitas. As coisas evoluem ao longo de um certo tempo, proporcional à intenção e adaptação pessoal para a mudança. A motivação e receptividade para alterarmos as nossas rotinas normalmente resultam da tal “força maior”, mas se nos libertarmos dos preconceitos e optarmos pelas alternativas, planeando o benefício, sabemos que escolhemos o melhor para nós.

    No meu caso, já lá vão uns bons anos, trocar a meia hora de carro para o centro da cidade, isto numa boa hora de ponta incluindo a demanda por um lugar de estacionamento, ou os 45 minutos de caminhada mais metro e autocarro, para chegar ao trabalho que dista 5km, de bicicleta “perco” cerca de quinze minutos. Faça sol ou faça chuva: Vestuário, calçado, bicicleta de aço, tudo casual, só o percurso de ida não é casual. Já o pós-laboral é muitas vezes alternativo, puxado e alongado.

    O que comutou a minha rotina diária? À medida que fui ficando mais velho, o papel desempenhado pelas minhas bicicletas deixou de ser apenas o passeio pelo parque, o treino ao domingo, as aventuras para lugares inexplorados. Tornei-me suficientemente fino para levar a bicicleta a expandir os meus horizontes e usá-la como meio de transporte. O que mudou? A mentalidade e todo o benefício que advém desta alternativa e que a bicicleta promove: Não gastamos tanto e ganhamos tempo. Pobres e tontinhos ficam aqueles que permancem engarrafados no tempo
    grande paulofski, leio-te noutras paragens, obrigado por passares aqui e deixares a tua experiência, é daquelas que qdo se lêem dá vontade de agarrar na bike e ir andar

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