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Tópico: Porto Cycling Team: As Histórias e Estórias

  1. #1
    Sempre a subir! Avatar de Plobo
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    06-02-2013
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    Lightbulb Porto Cycling Team: As Histórias e Estórias

    Caros companheiros do Forúm, este tópico acabado de abrir, servirá para os relatos associados às voltas que vamos (des)organizando e participando por aí. Esperamos que seja o início de uma longa história, recheada de muitas estórias, capazes de contribuir para o dinamismo deste fórum que, de forma gratuita e provavelmente pouco reconhecida, muito tem feito pelo ciclismo de estrada.

    E façam lá favor de encaixar os cleats, que a viagem vai começar de seguida! Segue dentro de momentos o primeiro contributo para a comunidade: a "fotorreportagem" do reconhecimento do trajeto do Gerês Granfondo.

  2. #2

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    Bom tópico...

    Estou curioso para ler os relatos.

    Abraço.

  3. #3
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    06-02-2013
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    Predefinido Reconhecimento Gerês Granfondo 2014

    Considerações Prévias:

    A descrição que faremos do percurso do Gerês Granfondo deve ser vista como um humilde contributo que fica à disposição por parte de quem pretende participar no desafio deste ano e, tal como nós, gosta de conhecer, na medida do possível, o que o espera neste jovem, mas já mítico evento desportivo nacional.
    Como é óbvio, o resultado final da experiência depende do “material” utilizado, e importa referir que, infelizmente, a nossa vida profissional não passa pelo ciclismo, pelo que as referências de índole mais qualitativa, como “difícil”, “longo” e por aí fora têm que ser colocadas no contexto do ciclista de fim-de-semana. Aos que não querem estragar o efeito surpresa e que, consequentemente, não devem ler o resto do texto, fica apenas uma consideração: os 160 kms são um desafio, mas ao alcance de qualquer um com uma preparação mínima para enfrentar este tipo de distâncias. Com a exceção da última subida, feita já entrada da Vila do Gerês, denominada Pedra Bela e que é, na nossa opinião, um “erro de casting”, o percurso não regista mais dificuldades que as “normais” num trajeto com esta distância e acumulado.


    O Percurso

    No site oficial do Gerês Granfondo, para além do track com o percurso, é possível visualizar o perfil dos 158 kms. O gráfico ajuda, mas não muito e, a exemplo do ano passado, em que fizemos o Mediofondo, a decisão de fazer um reconhecimento foi tomada logo após a inscrição.




    0- km

    O trajeto inicia-se em plena vila do Gerês e os primeiros 5 Kms são feitos em descida, até às pontes do Rio Caldo. Nada a referir, exceto uma nota relativamente à experiência do ano passado. Não é fácil descrever o ambiente que se viveu numa pequena localidade, situada num local paradisíaco, totalmente “invadida” por ciclistas em festa. Quanto à partida propriamente dita, é justo dizer que, tanto quanto nos pudemos aperceber, ocorreu de uma forma muito organizada, com muito civismo e consciência por parte de todos. Salvaguardadas as questões relativas à temperatura, recomendam-se dois bidões mas, em princípio, na partida bastará levar um deles cheio de água ou bebida isotónica. Estão previstos abastecimentos em todas as subidas relevantes e, se for como em 2013, a impecável organização da prova dará uma segurança acrescida.



    Como não poderia deixar de ser, a foto da partida, com os dois elementos destacados para o reconhecimento e as suas impressionantes camisolas “Porto Cycling Team”, que garantem o sucesso de qualquer empreitada ciclista...


    Km 5 - Km 45

    O percurso até ao Km 45 praticamente não tem nada a assinalar. No fundo, trata-se de uma longa sucessão de pequenas subidas e descidas onde a única dificuldade séria é a gestão do esforço, porque os desafios são muitos e encontram-se bem mais à frente.
    Um pormenor curioso, lá mais para o final deste troço, que tem um significado especial para os ciclistas, a passagem na “Torre”. Nós já lá estivemos e temos foto para o provar.




    Km 45 - Km 51 “O aquecimento”

    Falar de aquecimento ao km 45 pode parecer estranho, mas quem fizer o percurso perceberá perfeitamente o significado da expressão. Ao km 45 inicia-se a primeira subida, para Portela de Vade, a qual tem direito a segmento no Strava, designado “Pico de Regalados – Portela de Vade”. As inclinações não são particularmente duras, uma vez que são 6 km a uma média de 3,7%, onde raramente se consegue visualizar uma inclinação de 6% no GPS. No fim dessa subida, encontra-se o primeiro abastecimento.

    Km 51 - Km 68 “Descida até aos Arcos de Valdevez”

    O troço seguinte é composto pela descida de Portela de Vade até aos Arcos de Valdevez e, de seguida, por um percurso relativamente plano até ao km 68. Nada a referir, exceto o facto de ser exatamente o fim deste troço que marca o início das maiores dificuldades. E, pensando bem, mesmo sem subidas de grande dimensão, serão poucas as pernas que chegarão aos Arcos sem quaisquer mazelas. O cansaço pode não ser visível, mas já andará a pairar no ar. Uma vez mais, o desafio é a gestão do ritmo. Só uma nota: quando virem os fantásticos campos de rugby dos Arcos, preparem-se: Vão sofrer....



    Km 68 - Km 81 “Primeira subida a sério do dia”

    No km 68, começam os primeiros desafios do dia. Assinalada no Strava com o nome “Arcos-Boimo”, esta subida é apelidada pela organização do Gerês Granfondo de “Mezio”. São 13 kms a uma média de 4,5%, que fazem lembrar muito a primeira subida do Skyroad Aldeias de Xisto do ano passado. A maior dificuldade está na extensão da subida, que acaba por ser feita com uma inclinação muito constante. São várias as lições a tirar, mas a mais importante é esta: MUITO CUIDADO quando tirarem uma foto à frente de uma placa de uma localidade cujo nome é BOIMO. É a (senhora) da morte do artista...



    No fim desta subida existe novo reabastecimento. Coincide também com o início do Parque da Peneda-Gerês, e dá-se uma completa transformação no tipo de paisagem do percurso.


    Km 81 - Km 91 “Tudo o que sobe, tem de descer.”

    Os 10 kms que se seguem são feitos em descida. O piso não é mau, as curvas exigem respeito mas não há muito a dizer. Já quanto à paisagem, o caso muda de figura. Há muito a dizer, mas não é fácil conseguir fazê-lo...




    Km 91 - Km 101 “Tudo o que desceste, voltas a subir”

    A descida passa depressa e termina na antiga barragem do Lindoso. O sítio é fantástico e reserva uma pequena surpresa logo no início: Um piso em pavé, mas daquele que consegue fazer trepidar o próprio cérebro, acompanhado por inclinações que superam os 7%.... A boa notícia é que são poucos os metros a fazer na modalidade de “semi-btt”. Em teoria, esta segunda subida é ligeiramente menos inclinada e mais curta que a anterior. Não se questiona a validade científica de tal afirmação. Pode ser uma subida mais fácil que a anterior, mas ninguém diria... São 10 kms, a uma média de 3,3%, em que se destaca o primeiro km, o tal que começa em pavé, com mais de 6% de inclinação média.
    Uma foto do início da subida em pavé.



    Por curiosidade, esta rua chama-se “Rua Electra del Lima”. E não, ainda não passámos a fronteira para Espanha.



    Km 101 - Km 121 “Afinal, nem tudo o que sobe, desce”

    O termo que melhor designa este troço de “apenas” 20 km, é o “falso plano”. Olhando para o perfil, parece uma linha mais ou menos reta, mas na prática, de plano tem muito pouco. É aqui que se faz a entrada em Espanha, a passagem por Lobios e a chegada a nova subida. Como todos sabemos, Espanha é uma terra onde se percebe muito de ciclismo e não faltam oportunos sinais de trânsito, em galego, com questões muito pertinentes: “Chego-lhe um gel?!”. Se calhar é melhor, porque a Portela do Homem está ali à espreita…




    Km 121 - Km 134 “Nova subida: O regresso a Portugal após uma longa viagem”

    Nova subida, denominada Portela do Homem e o regresso de um pensamento recorrente: “Esta é a pior subida do dia, descontadas todas as outras”. O efeito do cansaço já deve estar bem instalado, mas será contrabalançado com a beleza da paisagem. Ou talvez não, mas o que é certo é que cumpridos os 13 kms a uma média de 3,7% que compõem esta subida, ainda ficaremos a uns bons 25 kms da meta.

    Em boa verdade, esta não é uma subida, mas duas. A primeira parte são quase 8 kms, que ligam Os Baños, em Espanha, à Portela do Homem (segmento “Os Baños > Portela do Homem”, no Strava). A subida vai crescendo gradualmente até à fronteira. Nesse preciso local, ou seja, no momento em que as rodas da fininha voltam a tocar solo português, a subida acaba. Mas não por muito tempo, claro.
    Os cerca de 2 Kms intermédios, em descida, são feitos no meio de uma paisagem maravilhosa e de um piso em mau estado, que requer alguma atenção.
    Sensivelmente ao km 132, regressam as subidas e com inclinações mais respeitosas. A paisagem ajuda o espírito, mas atrapalha as pernas e basicamente, cada um imprimirá o ritmo que conseguir, sendo que, seguramente, a maioria já não vai conseguir grande coisa para além de se focar na pedalada e pensar que depois é só descer. Não é, mas recomenda-se vivamente que pensem assim…

    A foto do local onde acaba a subida da Portela do Homem.




    Km 134 - Km 139 “Quem veio até aqui, chega ao fim… mas só se tiver muito cuidado nesta descida!”

    Já está! Agora é só descer até ao Gerês. Mas com muito cuidado, porque o mix cansaço / perigosidade da descida é um fator muito importante a ter em consideração, e não queremos estragar o dia de festa. As curvas são fechadas, o piso tem buracos e pode ter irregularidades como areia, etc., pelo que toca a descer com muito juízo. Sem stresses, mas com juízo. Fotos do reconhecimento? Já não há, vá-se lá saber porquê…


    Km 139 - Km 143 “Pedra Bela: O erro de casting”

    À entrada da Vila do Gerês, a escassos metros da linha de meta, com 139 kms percorridos por uma imensidão de paisagens diferenciadas, 3000 m de acumulado nas pernas, subidas e descidas incontáveis, que faz a organização? Acaba a prova em beleza? Claro que não. Há que provar qualquer coisa que nós não percebemos, provavelmente porque somos uns fracotes, e daí resulta a inclusão da “Pedra Bela”. É, na nossa opinião, o chamado “erro de casting”. Pelo perfil, pela descida miserável a que vai obrigar de seguida e pela paisagem, que não acrescenta nada. Enfim, colocamos o perfil da subida, tal como está no site da organização e abstemo-nos de mais comentários. Fotos, não há por motivos que são óbvios:



    Km 143 - Km 157 “O Fim de uma experiência única”

    O fim do percurso é composto, como foi atrás referido, por uma miserável descida de 12 km’s, com mau piso, curvas fechadas, algumas com areia, quase todas com buracos, enfim… Sugerimos muita cautela, a qual não vai ser fácil com o acumulado do dia, e esperamos o melhor para todos. Não é a pior descida do mundo, há coisas mais difíceis, mas esta tem uma particularidade que, na nossa opinião, a torna particularmente má: Era dispensável. E não censuro aqueles que, à entrada do Gerês, vão mandar a Pedra Bela dar uma bela volta e descerão diretamente para a meta. É compreensível, e muito.
    A parte final são apenas 2 kms em subida ligeira para a entrada no Gerês e respetiva receção apoteótica. Parabéns e venha lá essa merecida mini com a sandes de presunto. Puxadas as orelhas à organização pela inclusão da Pedra Bela, é tempo de dizer:

    “Gostei muito, para o ano há mais !”

  4. #4

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    Bom relato sim senhor.

    Deu para ficar com a ideia do percurso e das dificuldades que se apresentarão.

    Será que vos faço companhia este ano??? Terei que recuperar muito rápido do braço mas... quiçá!

  5. #5
    Sempre a subir! Avatar de Plobo
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    Meu caro, seria um enorme prazer. Não sei se já estás inscrito, mas aproveito para alertar todos os interessados que faltam menos de 100 vagas para completar o limite dos 1400 ciclistas previstos. Não sei se irão prever algum tipo de alargamento deste número, pelo que é melhor andar da perna. EU vou lá passar o fim-de-semana pelo que é preciso combinar um ponto de encontro do pessoal do fórum, mas ainda há muito tempo...
    Dentro de pouco tempo iremos fazer o reconhecimento do percurso do mediofondo, mas avisaremos com antecedência os eventuais interessados em mais um empeno.

  6. #6

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    Então comunica isso quando for para o Mediofondo

  7. #7

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    O teu relato é fantástico e está aqui um belo roadbook para quem quiser participar!
    No ano passado fiz o percurso uns tempos antes da prova, não fui à prova, e em comparação com o relatado aqui o percurso do ano passado era mais duro talvez. Basicamente o que muda é a subida principal do dia. No ano passado subiu do Lindoso para Germil, essa sim uma subida brava para quem já vem cansado, e este ano sobe pelo lado da fronteira que é uma subida mais longa talvez mas com um pendente mais baixo e sem paralelo pelo meio.

    A organização pode dar muitas condições à malta e faz parecer que estão numa prova daas que vemos no sofá mas ao nível do trajecto estão muito fracos.

  8. #8
    Sempre a subir!
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    Muito bom tópico.

    Obrigado, Plobo, já fiquei a conhecer o percurso!

  9. #9
    Sempre a subir! Avatar de petrix
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    Grande relato, muito bom para quem vai fazer o Granfondo, já deu para ter uma ideia daquilo que vai encontrar.

  10. #10
    Sempre a subir! Avatar de pedrolobo7
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    14-12-2010
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    A descida final realmente é má demais para uma prova deste calibre, era totalmente desnecessaria. Tudo o resto é aceitavel, pecando talvez pela falta de originalidade no percurso inicial (haviam tantas variantes a explorar), mas enfim....

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