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Tópico: Deixando cair o pé

  1. #21
    A pedalar desde...
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    04-06-2012
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    Relato de uma pequena volta, de como não é necessário ir para muito longe, nem ter grande material, nem bicicleta para viajarmos para onde mais interessa e usufruir de um dia na estrada.

    Dia de chuva, estava planificada uma volta em grupo com o pessoal do costume. Sete da manhã, recebo mensagem, mau tempo volta cancelada. Ainda bem, penso, no quentinho é que se está bem. A almofada no entanto sugere outra coisa: e se pegasse na bicla do dia a dia, com grade de carga e para-lamas, para dar uma volta. Chovia mas as protecções estavam lá para ajudar, além disso podia colocar uma muda de roupa seca no alforge. Já não dava para dormir, era tempo de me fazer ao caminho.

    Decidi ir às clarinhas, a Fão, aproveitando o facto de não ir em grupo para poder parar e comer o que me apetecesse. A indumentária escolhida foi algo entre o trajo de lixeiro e o de pescador, calça impermeável largueirona e capa para a chuva, sapatilhas normais, pois a bicicleta não tem sistema de encaixe. Após atirar comida, uma muda de roupa e material de reparações para o alforge, fiz-me ao caminho. O ritmo foi lento, o tipo de bicicleta, o vento e os pneus 700x28 não dão para grandes velocidades.


    Elástico ajustando as protecções às sapatilhas.

    Primeiros quilómetros com problemas, as calças, com o vento, faziam balão, batiam no quadro e no pedaleiro, as protecções para os sapatos também não se aguentavam, deixando-os expostos à água. Felizmente estava na Varziela, grande Polis chinesa dos arredores de Vila do Conde, ali nunca falta a alta tecnologia. Comprei uns elásticos para o cabelo que, neste caso, serviram para ajustar as calças facilitando o pedalar. Além disso deu para ver mais de perto a realidade, um tanto ou quanto fantasmagórica, daquela zona.



    Segui para Vila do Conde, já que era um dia diferente, aproveitei para uma paragem inédita, no convento de Santa Clara, para ver as vistas.





    Tanta paragem e estava a fazer-se tarde. A partir daí foi fechar na bicicleta e forçar a velocidade da minha velhinha, pensando na pastelaria ao subir da rampa e nos doces, que seriam a recompensa ao chegar a Fão. Chegado ao destino foi possível saborear as guloseimas, perante o olhar espantado dos poucos e enregelados clientes, e ainda trazer para o caminho.



    Num dia como o de hoje só os ciclistas mais persistentes e bem equipados enfrentavam as condições atmosféricas.



    O regresso fez-se quase pelo mesmo caminho, apenas cortando à esquerda para subir a Santa Eufémia. Aqui o nevoeiro era tanto que, por razões de segurança, entendi ser melhor dar uso ao dínamo, para marcar a minha presença. E foi com o ronronar do velho Union que cheguei a casa, feliz por ter aproveitado uma manhã tão pouco promissora.



    A bike portou-se bem, se calhar ainda a levo a um Randonneur.


  2. #22
    Elos Rápidos Avatar de Armando
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    Volta "Sol", que é para eu não me sentir pequenino ao ver estas fotos e relatos!

    Parabéns pela coragem e ousadia de enfrentar um dia como o de hoje.

    Não tiveste medo de ser assaltado ao pavonear-te com um monumento desses?

  3. #23
    A pedalar desde... Avatar de pedro30
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    27-12-2011
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    águas santas maia
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    excelente, amigo André

    até me fez lembrar aquela volta que fomos a baiona,e onde pelo caminho trazias a caixa dos bolos que já não chegaram a casa.... hi hi hi
    é este espirito que te conheço,que tão bem te define,naquela tua velhinha a vir de baiona embora era sempre a carburar.....
    a bike não interessa,o que interessa é disfrutar.
    mas posso te dizer que quero dar uma voltinha.
    estou a cozinhar ai umas voltinhas para a primavera,depois apito.
    grande abraço,amigo

  4. #24
    A pedalar desde...
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    04-06-2012
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    Armando e Pedro obrigado pelas vossas palavras, fico à espera de notícias Pedro.

  5. #25
    A pedalar desde...
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    Folga muito bem passada, como quase sempre, a pedalar. Foi bom voltar a andar por aí num dia de sol, sem pressas, sem relógio, sem parar de olhar. Como diz a canção "A vida tão simples é boa, quase sempre."


  6. #26
    Elos Rápidos Avatar de Armando
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    Marinha Grande
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    Grande "Steven Spielberg"!!...Bonito

    Queremos maiiis.

  7. #27
    A pedalar desde...
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    Maia / Famalicão / Ceide / Joane / Brito / Póvoa do Lanhoso / Cerdeirinhas / Gerês / Calcedónia / Campo / Vilarinho das Furnas / Brufe / Germil / Ponte da Barca / Ponte de Lima / Darque / Esposende / Póvoa Varzim / Casa

    200 e muitos kms nos pedais, não sei exatamente quantos pois do meu velocimetro só funciona o relógio.

    Excelente resposta da Ditec, no seu primeiro teste a sério, e, também, das pernas.

    Problema com a alimentação ou por estar a antibióticos, grande enjoo após a volta. Nada que uma sopinha não curasse.

    Volta com grande camaradagem acompanhado por pessoas que sabem tirar muito gozo da sua bicicleta. O user Pedro30 também participou, não sei se ele irá contar como foi, de qualquer forma ainda espero por aqui mais alguns detalhes daquilo que foi o passeio.



  8. #28
    A pedalar desde... Avatar de pedro30
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    27-12-2011
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    águas santas maia
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    TENS AQUI:http://www.forumciclismo.net/showthr...%FAltimo/page5 O RESCALDO obrigado amigo grande dia e parabéns pela máquina. grande abraço

  9. #29
    A pedalar desde...
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    Sexta feira, feriado, dia de andar de bicicleta. Não era, contudo, uma volta como as outras. Ia juntar-me a três "monstros" das voltas longas. Para se ver a fibra deste homens refiro só que um deles veio para o passeio após uma noite inteira a trabalhar.

    A conversa era a do costume: "aparece que vai ser tranquilo", "vamos nas calmas", "faz-se bem". Nem quis ouvir falar em detalhes do percurso, só sabia que era para o Gerês, há coisas que é preferível não saber.

    A partida foi no Castelo da Maia, a ideia era ir por Braga em direcção a Póvoa do Lanhoso. Sugeri ir antes por Famalicão, Ceide e Brito, numa estrada mais calma e que me parecia mais perto. Fomos por lá mas a todos pareceu mais longe...se calhar foi por causa da paragem nos bolos.



    A partir da entrada na Póvoa do Lanhoso foi sempre a subir quase até às Cerdeirinhas. Pelo meio um furo que foi boa desculpa para uma cafézada.



    Cerdeirinhas até Rio Caldo. Descida rápida e perigosa, mas com a beleza do Gerês a fazer-se anunciar.

    Pontes do Rio Caldo, conversa, fotos e boa disposição, tal como em todo o percurso.



    Subida à vila do Gerês, apesar do nevoeiro a paisagem era fantástica. À saída da vila umas rampas tão duras que a placa da estalagem "Moderna" parecia ter escrito "Medonha".



    Continuando a subir, serra acima até à Calcedónia, dureza, cada um por si no meio da bruma, respirando o ar húmido e pedalando em silêncio, entre árvores e penedos.

    Chegados ao cume foi só descer até Campo do Gerês. Hora de almoçar, sítio bonito mas para servir só tinham panikes, ou lá o que é aquilo. Valeram os momentos de galhofa e amizade.





    Pouco reconfortado segui marcha, ainda havia que chegar a Germil. Barragem de Vilarinho das Furnas, duas torres que fanstasmagoricamente emergiam do nevoeiro, força da água apenas pressentida num intenso rugir que inundava o silêncio.



    Nova subida primeiro para Brufe e depois, após uma rampa assassina, para Germil. Passagem nas aldeias, caminhos, casas em pedra, água correndo nas ruas, animais nos campos, fontes, espigueiros...outro mundo, outro tempo, tão longe, tão perto mim.

    Descida pelo paralelo de Germil, cuidados para não cair foram mil, horizonte menos carregado e de uma beleza atordoante.




    De Ponte da Barca para a frente foi só devorar estrada, meter ritmo certo e esquecer o cansaço. Perto de Ponte de Lima juntou-se o reboque ciclista Tomás. Darque, Esposende, Fão, Póvoa foram passando até chegarmos cansados e contentes à rotunda das Guardeiras.



    Por tudo mas especialmente por um sentimento que quase posso descrever como de felicidade esta é das que fica.

    Bela estreia da Ditec nas voltas maiores.


  10. #30
    A pedalar desde... Avatar de pedro30
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    27-12-2011
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    águas santas maia
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    sem palavras.....
    belo rescaldo,não mexe mais está bom assim
    um dia mágico com grandes amigos
    obrigado AMIGO ANDRÉ

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