View Full Version : Tour de force: as crónicas de André Carvalho
http://i56.tinypic.com/25i2ihk.jpg
O meu nome é André Carvalho e gosto de pedalar por estradas desertas e fascinantes...
Poderia começar assim uma breve e porventura pouco interessante biografia. Pouparei o trabalho de tão maçadora leitura resumindo, em apenas meia dúzia de parágrafos, o que me leva a abrir este tópico.
O ciclismo de estrada começa, para mim, em Dezembro de 2008, com as primeiras voltas em jeito de entrosamento com esta nova realidade. Depois de experimentar alguns dos circuitos tradicionais aqui pelos arredores do Porto, rapidamente percebi que havia um potencial bem maior para este novo paradigma de autonomia. Assim, comecei a aventurar-me em distâncias cada vez maiores e, sobretudo, em rotas cada vez mais alternativas. Primeiro procurando o que de diferente via fazer e depois pensando, ligando e descobrindo os meus próprios puzzles de estrada materializados em figuras e objectivos cada vez mais complexos.
Sou, por isso, um ávido devorador de mapas, conteúdos online e literatura etnográfica, onde tento encontrar novos e inusitados pretextos para criar rotas que me levem a conhecer lugares que povoam o meu imaginário, entregando-me depois à surpresa de ir descobrindo outros pequenos tesouros pelo caminho. O destino não é um fim em si, mas apenas um pretexto para encetar a viagem, essa sim a razão que me move.
Fascinam-me as estradas do interior, as estradas esquecidas e as estradas quase desactivadas. Procuro o desvio, o caminho mais longo e o mais sinuoso. Evito, sempre que possível, estradas principais ou de grande movimentação, bem como os principais centros urbanos. Procuro quase sempre o alto, porque de lá se alcança toda a grandeza desta terra que gosto de cruzar e é lá que o desafio maior se esconde.
Faço ponto de honra em nunca repetir rotas longas na íntegra, reservando raras excepções quando se trata de apresentar a um amigo de pedaladas um percurso que eventualmente já tenha cumprido, tentando, mesmo nesses casos, integrar novos troços que eu próprio ainda não conheça. Felizmente tenho conseguido a ginástica suficiente para manter este pressuposto, embora reconheça que, com o passar do tempo, se torne cada vez mais difícil gerir a rede de estradas ainda por explorar. No entanto prevalecerá a imaginação de tentar encontrar novas formas e novos sentidos de reconverter e (re)imaginar rotas em percursos já trilhados.
Por inúmeras razões, sou um aventureiro solitário. Gosto da solidão de pedalar horas a fio entregue aos meus devaneios, gosto da resistência mental que é necessário cultivar para superar obstáculo atrás de obstáculo em autonomia e gosto de gerir o meu tempo, o meu ritmo e toda a dinâmica de paragens. Gosto de fotografar e de pensar a fotografia e isso demora tempo, obriga a parar, observar, reflectir e por vezes... a não fotografar. E tudo isto se passa a uma cadência muito própria, pessoal e intransmissível.
Não enjeito naturalmente companhia, mas nem sempre há compatibilidade de andamentos ou filosofias que permitam partilhar a estrada em tão peculiares jornadas, embora nas raras ocasiões em que o tenho feito, com as devidas concessões, a experiência tem sido positiva.
Dito isto, não admira que dois anos depois do meu primeiro post no tópico dos Percursos no Porto, muita coisa tenha mudado. As quilometragens aumentaram e a área geográfica por onde pedalo expandiu-se consideravelmente, raramente se encaixando agora no Porto, cidade do meu coração.
Assim, surge a criação deste novo recanto, que servirá não só de repositório das crónicas dos passeios que vou fazendo, mas também como espaço de antevisão e discussão de novas opções de viagem e que espero partilhar com todos os que também se identifiquem com esta forma em particular de pedalar.
Numa primeira fase recupero algumas das últimas crónicas que fui colocando online ao longo do tempo, como forma de apresentação e, à medida que novos desafios forem sendo superados, mais prosa ilustrada por aqui surgirá.
Porque há sempre mais uma estrada deserta e fascinante para descobrir.
Esta crónica ganha aqui lugar por se tratar da primeira incursão nas grandes distâncias e que lançou o mote para todas as conquistas posteriores.
A primeira centena e meia // 16 Mai 2010 // 155Km
http://i44.tinypic.com/vfc9wh.jpg
Já cá tinha falado em ir a Baião, protagonizando assim a minha primeira volta acima dos 150Km. Ontem à noite ainda era esse o plano, mas quando me debrucei no GMaps para finalizar o percurso, reparei que grande parte dos troços de ligação, eram comuns à volta de há dois dias atrás.
Por isso comecei a sondar o mapa em busca de uma alternativa. Olhei para Arouca, olhei para Braga, mas o olho caiu mais a Este. Comecei a ver as estradas que ladeavam o Rio Douro, e a procurar pontes para o atravessar e, rapidamente, cheguei ao percurso que queria.
Assim, partindo de Valongo iria aproveitar o sossego das primeiras horas da manhã para ir directo ao Freixo, fazer a marginal do Douro até ao Torrão e continuar sempre ao lado do rio até Ribadouro.
Em Ribadouro atravessar para a margem sul, subir até Cinfães, continuar em direcção a Castelo de Paiva, atravessando novamente para a margem norte.
O troço de ligação para Valongo seria subindo a serra da boneca por Capela, Sobreira, Recarei, Campo e casa.
Finalizado (ver link (http://maps.google.com/maps?q=41.116349,-8.171296&num=1&t=h&sll=41.096624,-8.503847&sspn=0.05097,0.110979&hl=en&ie=UTF8&ll=41.094198,-8.313174&spn=0.012743,0.027745&z=16)), tinha este aspecto:
http://i39.tinypic.com/rr5us6.jpg
No papel digital pareceu-me uma boa ideia, mas só quando fui para o terreno é que percebi que tinha descoberto uma pequena grande pérola!
Com tudo isto, fiz a conversão e coloquei o GPS na bicicleta eram 3:10 da manhã...
Às 7h15 estava a saltar da cama para a grande epopeia. Queria bater todos os recordes que tinha em cima de uma bicicleta especialmente a maior distância, maior acumulado e maior tempo a pedalar. Por isso, nem acusei as poucas horas de sono.
Portanto, percurso absolutamente trivial até ao Torrão, seguindo a mais que conhecida marginal de Melres, Crestuma e Companhia.
Não coloquei um ritmo muito forte porque a jornada era longa, por isso cheguei a Torrão com 28,5 de média.
A partir daqui estava em território desconhecido de novo!
Saído de Torrão, apanho então a N108. Um quilómetro de paralelo a começar, mas rapidamente deu lugar a alcatrão de elevada qualidade. E começava uma da muitas subidas do dia.
Paisagens interessantes, subidas constantes e um ritmo muito certinho fizeram desta parte uma zona bastante interessante
Mais à frente em Piares, começava um dos mais fantásticos troços do dia.
Tinha o Douro espreguiçado à minha frente, não havia sinais de pontes nem travessias, excepto mais à frente a indicação para a barragem do Carrapatelo, que nunca chegei a ver.
Descida até à bonita margem de Pala, e uma pequena paragem para foto e contemplação. Continuei mais uns quilómetros sempre por borda d'água até a travessia do rio em Porto Antigo.
Estava radiante. E porque não dizer, orgulhoso! O tempo ajudava, o cenário era fabuloso, estava a ser uma brutal manhã de ciclismo!!!
Eis-me chegado à margem sul do Douro. E o GPS já avisava, subida perigosa!
http://i43.tinypic.com/345h7ac.jpg
Foram 8 quilómetros sempre a subir até Cinfães. Permiti-me parar a meio para a foto que abre este post e que mostra um pequeno exemplo do que quem faz esta volta pode encontrar para amenizar os quilómetros e as subidas.
E a brincar estava no distrito de Viseu!
Em Cinfães mais alguma subida, um pequeno troço de paralelo à saída da cidade e depois uma descida bem divertida, em direcção a Escamarão com uma zona de curvas bem rápidas.
De reforçar a qualidade exemplar do piso nos primeiros 100Km. Nada a assinalar, a não ser os pequenos troços de paralelo.
Nova passagem de rio e entrava no Distrito de Aveiro. Já tinha rolado em solo de 3 diferentes, por esta altura.
Aí apanhei a nova variante da N224 que já tem uma configuração de via rápida, e que me levou até à nova travessia em Entre-os-Rios. Metade do caminho a subir, metade a descer.
E porque não sou de me render com facilidade, o último obstáculo do dia era a subida da serra da Boneca, pela N319.
Ao contrário da subida para quem vem de Sobreira, esta é mais curta, mas mais acutilante. A disciplina adquirida nos 120Km anteriores foi fulcral. Consegui colocar um ritmo certo, alternando troços em crenques com troços sentado, cheguei ao topo, o que significava poder descansar durante os próximos quilómetros, aproveitando a descida.
Em Campo acabei por parar mais uma vez, para me oferecer a recompensa do dia: uma Fanta de ananás bem gelada, bebida quase de um trago.
Cruzei pouco depois o limiar estratosférico dos 150Km e, por momentos, esqueci-me que já há muito que não apanhava um empeno assim!
Chegada a casa e, além do cansaço, uma expressão radiante de quem fez hoje um dos melhores dias de sempre desde que me conheço em cima de uma bicicleta. :D
Uma última linha para vos dizer: Se ainda não fizeram, façam esta volta. O troço entre Torrão e Cinfães é mesmo qualquer coisa digna de nota e vale bem a pena parar na margem, em Pala, para apreciar o Douro.
E por favor, parem para comprar umas cerejas. Eu não o fiz e estou bem arrependido. :mad:
Dados finais:
Distância: 155Km
Tempo a rolar: aprox. 6h10m
Média final: aprox. 25,5Km/h
Acumulado: aprox. 2210m
Paragens: 4, que no conjunto não ultrapassaram os 10 minutos. 3 para fotos e uma para a Fanta.
Consumo:
4 Barrinhas da Decathlon
2 Pedaços de marmelada
1100ml de água com sais Decathlon
1 Fanta de Ananás
Pelo marco que representou, esta volta terá sempre um lugar de destaque na minha lista de feitos.
Os primeiros duzentos // 28 Jun 2010 // 223Km
http://i49.tinypic.com/16jiots.jpg
Missão cumprida! Depois de 223Km, 3850 metros de ascenção e 9h40 em cima de um speedneedle, cumpri um dos meus objectivos do ano: Ultrapassar a barreira dos duzentos quilómetros, numa volta exigente mas também turística.
Com o percurso desenhado e carregado no GPS, consegui finalmente deitar-me a horas decentes para uma volta grande, ou seja, antes da 1 da manhã…
Isto foi especialmente importante uma vez que desta feita queria estar a sair de casa antes da 6h30 e portanto, levantar às 5h45 para os preparativos finais.
6h20 estava na estrada e segui com um ritmo muito calmo até, nos primeiros quilómetros. Não só pelos muitos quilómetros que ainda tinha pela frente, mas especialmente porque o início incluía logo a subida do carreiro em Baltar e também a subida de Paredes para Penafiel.
Ritmo certinho até Sobretâmega e, a conselho do Consciousness, subida para Baião pela antiga nacional. Lá tive alguma dificuldade em encontrar o acesso e quando perguntei, por acaso não andava longe do corte correcto para lá. Quem me indicou o caminho ficou muito admirado: “Você vai subir por lá? Vai ter de dar bem ao pedal!!!”. E sabem porquê? O que o malandro do José se esqueceu de contar era que a subida “antiga” começava logo com rampas de 26%! E com rebuçados semelhantes lá pelo meio. Mas custou-me muito menos do que a subida pela variante, já que esta é muito bonita, variada e interessante. Lembro-me de ficar muito admirado quando me surgiu pela frente a placa topomínica de Baião: “Já?!” Pensei.
De facto em menos de nada já estava na estrada que me levaria de encontro à já conhecida N101, vinda de Mesão Frio. Ascenção rápida e já estava a descer novamente a alta velocidade pela encosta do Marão.
Poderia ter descido até aos arredores de Amarante e iniciar a subida desde lá. Mas optei por cortar perto de Bustelo, indo apanhar a N15 na Rovilhã. Este troço de estrada já dava um cheirinho da beleza que me esperava nos quilómetros seguintes. Pena o estado de conservação. Aceitável a maior parte do trajecto mas com uma parte bastante mazinha no final. Nesses metros mais atribulados prometi que iria manter-me fiel aos Krilion Carbon da Michelin, que provaram, mais uma vez, ser de uma resistência assombrosa.
E estava assim na N15. Como o fogueteiro tinha avisado é uma subida constante, na volta dos 5 a 8% sem grande dificuldade, e que se faz com relativa facilidade, com a ajuda da maravilhosa paisagem.
Sempre em bom piso, e com a subida a correr a bom ritmo, começam a passar por mim inúmeros motociclos clássicos, nomeadamente FAMEL e CASAL. Até achei piada às 15 primeiras, mas depois disso, e ainda passaram bem mais, o fumo da gasolina de mistura 2T começou a ser um pouco incómodo…
Passada a zona habitacional, comecei a escalar então o Marão. Como o calor achou por bem começar a fazer companhia, parei numa das fontes improvisadas que me apareceu À beira da estrada. E que maravilhosa água fresca lá bebi! Soube-me pela vida e só tive pena de não poder ter aquela frescura comigo no resto da volta.
Mais um pouco e avistava a Pousada do Marão, o que significava mais uma dezena de quilómetros até lá chegar. Ascensão rápida, sendo que este tipo de subidas me agrada bastante, já que posso estabilizar no meu ritmo.
Passei a pousada e entrei num troço da estrada que não conhecia. Até ao Alto de Espinho, seria mais um par de quilómetros. De referir que desde a caravana de motos, passaram por mim 2 carros e um camião, certamente em direcção às obras do túnel do Marão. Fora isso, sossego absoluto.
Confesso que ia com bastante expectativa para a chegada ao Alto de Espinho, mas fiquei bastante decepcionado quando lá cheguei. Não tem nada de assinalável, nem mesmo uma BoaVista (é mais à frente na estrada) e, por isso, ficaria bastante desconsolado se fosse apenas lá e voltasse sem mais.
Mas como não consigo fazer isso, em boa hora tinha planeado a ida embora pelo Alvão. A paisagem no planalto da Campeã é extraordinária, pejada de minifúndio que parece saído de um postal ilustrado.
Na sardoeira apanhei a estrada que me levaria até ao Alvão, e logo com mais uma longa mas fácil subida, que ia fazendo elevar o acumulado do dia.
No final da subida vejo ao longe uma silhueta bem conhecida. Era o Monte Farinha! E mal descolei os olhos do monte vejo a descida! E QUE DESCIDA! Foram milhares de metros a descer a alta velocidade, com um olho na estrada e outro no fogo de artifício geológico que se perfilava perante mim. E a descida nunca mais acabava!! Mais uma vez, apenas se cruzaram comigo quatro automóveis, o que atesta da pacatez da estrada.
Entrada na zona do Alvão, saudado por abundantes manchas de pinheiros e mais zonas bonitas que me encheram a alma e deram alento para o resto da epopeia.
Corte para o Ermelo e começam as peripécias do dia. Como não tinha estudado bem a lição, assumi que as fisgas fossem visíveis da povoação em si. Fiz umas centenas de metros até Ermelo e depois numa de “deixa ver se é já ali à frente” fui seguindo uns 3 ou 4 quilómetros da estrada que seguia para Fervença. Mas a dada altura, não tendo visto mais do que uma nesga da cascata, decidi não arriscar e virei para trás.
Acabei por comer calmamente a bela (e gigante!) da sandes mista e do Sumol, num cafezito lá no Ermelo e voltei à estrada. Risos quando, 200 metros à frente, me deparo com a indicação para as Fisgas do Ermelo. Como já tinha perdido algum tempo com o desvio anterior, e não sabia a qualidade da estrada nem os quilómetros que faltavam até avistar alguma coisa, decidi não arriscar mais e continuar.
Mais uma subida longa e constante, para o momento decisivo do dia e que me ia custar bem caro. Como não estudei ao pormenor a rota, não reparei que a ligação que eu tinha previsto entre a estrada onde estava e Amarante era, durante 10Km, feita por CM ou seja, caminho municipal, o que equivale a estradão de terra batida.
Depois de perguntar, acabei por chegar à conclusão de que teria de ir por Mondim de Basto e seguir o Tâmega pela margem Norte e não pelo lado Sul, como tinha previsto.
Isto iria naturalmente implicar um acréscimo de quilómetros significativo.
Passei então por Mondim, e pela primeira vez estive no sopé do Monte Farinha, que me lançou o convite para o ir subir assim que possível. A visão é realmente impressionante, já que o monte, se desenvolve rapidamente, logo à saída da cidade, tomando a respeitável proporção que lhe é conhecida.
Mas a idílica visão em Celorico, escondia o pior que estava para vir. Como estava em estrada desconhecida, ia com bastante atenção e preocupação em encontrar o corte para Amarante, uma vez que a estrada tinha como destino Fafe. Por isso, como não abasteci na paragem para almoço nem em lado nenhum até Celorico, dei comigo na N210, a 20Km de Amarante, com uma réstia de água e com o calor no pico.
A confiar nas previsões metereológicas, a meio da tarde estaria um céu muito nublado com 58% de probabilidade de aguaceiros, com uma máxima de 26 graus. Na verdade o céu estava limpo e a temperatura superou os 35 graus. E ali estava eu, no meio de um deserto civilizacional.
Foram, por isso, os quilómetros mais excruciantes que já passei na estrada, com as subidas, maioritariamente as rampas longas típicas deste tipo de estrada, a sucederem-se durante 10 ou 12km, e sem nenhum sinal de civilização em toda a extensão da estrada. A água entretanto acabou e era impossível alimentar-me sem ficar com uma bola na garganta, o que estava a tornar a situação complicada. Com os quilómetros a sucederem-se rapidamente estava a ficar esgotado. Comecei a equacionar a necessidade de me desviar ainda mais da rota para ir a uma das povoações sobranceiras à estrada, mas o receio de mais quilómetros em vão, fizeram-me aguentar, cerrar os dentes e usar as forças com muita sensatez para chegar até Amarante.
Parei no primeiro café que me apareceu e tomei a melhor Coca-Cola dos últimos anos. Mais um litro de água que foi consumido em menos de nada. Ficou a lição que já deveria saber. Em território desconhecido, não se enjeita NENHUMA possibilidade para repor o stock de víveres essenciais.
Para vir embora, escolho novamente a N211-1, apesar de saber que ia apanhar 3 rampas mortíferas em Ataíde. O piso aqui é bem melhor que a N15 e só isso é suficiente para me fazer aguentar o esforço extra.
Duas paragens entre Amarante e a N15, primeiro para me refrescar (poderei dizer, molhar da cabeça aos pés) num fontanário de água fresca e depois para mais litro e meio de água, antes das penosas subidas. O alívio do “banho” durou pouco mais de 5 minutos até estar novamente seco e a água ingerida rapidamente saía pelos poros.
Vencidas as 3 rampas, e com a pedalada já em modo “super económico” fiz o troço da N15 até Penafiel e depois a variante para Paredes.
Respirei fundo para a última dificuldade do dia, a subida de Baltar. Com o aproximar da meta, o psicológico fez a sua magia e enfrentei os restantes quilómetros com um alento e energias renovados.
Cheguei finalmente a Valongo, 12 horas depois de ter saído, com duas centenas de quilómetros nas pernas, completamente exausto, com menos 2 quilos e meio, mas com um enorme sentimento de superação e de missão cumprida.
No entanto, terei de fazer ainda mais algumas voltas abaixo dos 200 quilómetros até tentar novamente uma distância tão grande. Ainda tenho de trabalhar um pouco melhor a resistência e a ponderação para não ter percalços como o de Celorico.
Por isso, voltarão as voltas de 120 a 150km, com a já falada volta com comboio pelo meio e claro, uma perninha no BTT para não perder a técnica.
Ficam aqui os dados da telemetria para registo:
(o sensor de velocidade actuou de forma errática, e portanto a quilometragem do Garmin Connect é inferior ao real. No entanto como tinha a certeza que, com as voltas adicionais que dei teria de fazer mais do que os 207km da rota original, fui hoje confirmar com o export em GPX e daí os surpreendentes 223Km)
http://i49.tinypic.com/25alqom.jpg
Consumos:
Sólidos: Uma sandes e meia mista + dois cubos de marmelada + 2 embalagens de gel + uma barrinha/bolo de maçã
Líquidos: Aproximadamente 7 litros, entre água e refrigerantes (ajudam a levantar a moral!)
Esta volta ilustra na perfeição como o comboio pode ser um parceiro importante na descoberta de novas rotas.
Frecha da Mizarela · o corolário de 2010 // 31 Dez 2010 // 155Km
Estou a aproveitar cada vez mais as possibilidades que o comboio proporciona em termos de criar novas bases para iniciar as minhas voltas, o que expande consideravelmente a área geográfica que consigo alcançar.
Por isso, desta feita voltei a usar a o comboio como rampa de lançamento para mais uma volta.
Já há largas semanas que andava a planear uma visita à Frecha da Mizarela e por conseguinte, a conquista da Serra da Freita. As condições metereológicas andaram sempre desencontradas da minha disponibilidade e, por isso foi in extremis que consegui realizar esta empresa ainda em 2010.
Dado que os dias estão ainda muito curtos, as voltas têm de ser pensadas com cuidado adicional, sobretudo para não anoitecer quando ainda estiver relativamente longe de casa.
Assim, e também tendo em conta que estive afastado das voltas grandes várias semanas, decidi ficar-me pelos 150Km nesta incursão.
A metereologia manteve-se fechada mesmo até à última da hora e só decidi avançar com a volta, minutos antes de partir para o comboio.
http://img524.imageshack.us/img524/7322/acfreita01.jpg
E quase que era uma ideia esfumada. Apesar de ter acordado à hora certa, 6h30, por algum motivo (desconfio que foi da jantarada de véspera no Tatana!), devo ter piscado os olhos durante uma hora exacta. Isto porque passei por vários relógios e só reparei nos minutos. Tudo estava certo, mas uma hora mais tarde que o previsto! Foi por isso com grande surpresa que, quando vim ao mac verificar o horário do comboio, vi finalmente as horas certas no relógio. Eram 8h!
Ou seja, apesar de ter comboio às 8h31, iria iniciar a viagem em Cacia uma hora mais tarde do que o previsto. Fiz umas contas rápidas com a média prevista, fui buscar as luzes de presença e decidi avançar na mesma. A partir de Valongo preciso de apanhar primeiro o comboio para Campanhã e depois tenho 6 minutos para mudar para o comboio da linha de Aveiro. O transbordo correu sem problemas e à saída do Porto o tempo afigurava-se estável e portanto de acordo com as previsões mais optimistas.
http://img141.imageshack.us/img141/525/acfreita02.jpg
A viagem até Cacia demora 1h10m já que o comboio faz muito poucas paragens a sul de Gaia e, portanto, às 9h40 estava a arrancar de Cacia.
O percurso foi desenhado com início em Cacia seguindo depois para Albergaria, até Arões e daí atacar a Freita pela encosta sudoeste em direcção à frecha da Mizarela.
Viagem até Albergaria sem grande história, pequenas subidas e bastante rolante. Serviu sobretudo para acertar a pedalada e encontrar a velocidade de cruzeiro.
Cruzada a N1 começa o percurso verdadeiramente interessante pela N16, em direcção ao Rio Vouga. Começa aqui um troço muito bonito, pese embora seja desolador ver tanto eucalipto a substituir o que deveria ser uma belíssima passagem de floresta autóctone.
Registei com curiosidade uma propriedade na margem sul que tinha direito a uma estreita ponte pedonal de arame para uso exclusivo.
E, distraído com as vistas do rio, só mais tarde reparei que acima da minha cabeça, na antiga via férrea, já existia uma ciclovia. No entanto, pelo que pesquisei ainda não está inaugurada. Além disso, na meia dezena de quilómetros que a acompanhei, até que ela cruza o rio numa bonita ponte de arco, não existia nenhum acesso da estrada para a ciclovia, e muito menos indicações de como lá chegar.
Entretanto a N16 atravessa para para Paradela e eu abandono-a, mantendo-me na margem norte ao longo da EM569 em direcção a Parada. Aqui acentua-se a toada de subida e até à Mizarela, quase 30 quilómetros depois, será quase sempre a subir! No entanto a pendente média é agradável nestes primeiros quilómetros e a paisagem já se começa a libertar do eucalipto e a tomar tons mais próprios desta altura do ano.
http://img818.imageshack.us/img818/2163/acfreita03.jpg
A estrada é francamente má nos primeiros quilómetros, melhorando depois algures em Couto de Cima, onde já foi beneficiada. Parada é uma pequena mas muito simpática aldeia, curiosamente com um traço mais moderno que as restantes aldeias das redondezas.
http://img560.imageshack.us/img560/9652/acfreita04.jpg
Pouco depois apanho alguns quilómetros da N227 que segue em direcção a Vale de Cambra. A partir daqui já não há descanso e a subida é constante até ao cruzamento para Arões. E em Arões piora, com as percentagens da pendente a subirem para valores com dois dígitos em algumas rampas.
http://img443.imageshack.us/img443/4534/acfreita07.jpg
http://img841.imageshack.us/img841/527/acfreita05.jpg
Em breve a Freita apresenta-se por inteiro e começa-se a rir para mim... Estava nos 600m e ainda faltavam subir mais 400. Desde Arões até ao topo foram 9Km a 6.2% de inclinação média, sendo que nos últimos quilómetros, já na encosta da Freita, apareceram as rampas de 15% de inclinação.
http://img257.imageshack.us/img257/6066/acfreita09.jpg
A ascensão foi feita pausadamente, mas com uma enorme motivação. Olhando em volta a paisagem é sublime: Do deserto de quartzo daquela vertente da Freita até à muralha do Caramulo lá no Sul, sem esquecer Montemuro que espreitava ali ao lado. Uma verdadeira delícia!
http://img577.imageshack.us/img577/3070/acfreita08.jpg
O ipod parece que adivinhou a chegada ao planalto e presenteou-me com Ecstasy of Gold do Ennio Morricone, como que a anunciar a conquista e apresentando a respectiva recompensa. Afinal de contas, chegar aos 1020m de altitude já com 1470m de acumulado, e em apenas 60Km, é digno de registo...
http://img171.imageshack.us/img171/6943/acfreita14.jpg
Lá em cima perdi-me em fotografias, e só não tirei mais porque os minutos eram contados. Afinal de contas ainda faltavam mais de 80Km para terminar a jornada. O planalto é deslumbrante e todas aquelas estradas alternativas eram uma verdadeira tortura...
http://img225.imageshack.us/img225/7588/acfreita10.jpg
Depois, sem saber bem porquê, disparei planalto afora até encontrar as fisgas. Devo ter passado em Cabacos em excesso de velocidade, mas o pequeno descendente, o entusiasmo e as suaves curvas convidaram a dar ao pedal.
Nas fisgas mais uma paragem para documentar a razão primordial desta viagem. Deu ainda para olhar a estrada que vai para Póvoa das Chãs e perceber que não seria boa ideia descer 500m para ficar de frente para as fisgas. A inclinação é descomunal ao vivo e acredito que não ande longe dos 1.2Km a 12.3% anunciados pelo RideWithGps, com 23% de pendente máxima. Fica para uma próxima, a descer!
http://img214.imageshack.us/img214/8580/acfreita11.jpg
http://img340.imageshack.us/img340/6089/acfreita12.jpg
http://img687.imageshack.us/img687/9612/acfreita13.jpg
E por falar em descer, estava na hora de abandonar o topo da Freita e descer em direcção a Arouca. A descida foi feita no limite que entendi ser seguro dado a humidade que ainda andava escondida da chúva dos últimos dias. Mesmo assim deu para me entusiasmar, sempre com um olho na fantástica paisagem que por todos os lados se desenrolava.
Apanhei a N224 que me levaria até Castelo de Paiva, um pouco antes de Arouca, em Chão de Ave. A viagem de e para Arouca é sempre curiosa uma vez que a vila se encontra completamente encaixada no meio de vários gigantes e só mesmo no último minuto é que nos livramos das paredes em volta para encontrar algum espaço "para respirar" quase no centro de Arouca.
Entrava agora no troço fantasma da N224. Foram longos os quilómetros sem vislumbrar vivalma. Os automóveis só se fizerem notar novamente nas redondezas de Real e Paradela. O alcatrão aqui está mesmo muito danificado e valeu o sossego da estrada na descida uma vez que o melhor piso estava quase sempre em contra-mão. Com as devidas cautelas sempre fui aproveitando o descanso. Mesmo assim muita pancada levou a máquina e o ciclista...
http://img253.imageshack.us/img253/8440/acfreita15.jpg
Atravessado Castelo de Paiva e o Rio Douro, restava atacar a última dificuldade do dia, a subida da Serra da Boneca, via Capela. De tantas vezes que já regressei a casa por ali, não me recordo de um dia em que tenha feito a subida com tanta regularidade e rapidez como desta. Dei comigo a fazer jogos de eficiência entre relação de mudança, pulsação e cadência o que certamente ajudou a distrair nesta fase mais conhecida do percurso e que, por isso, por vezes é a que custa mais por não oferecer a motivação adicional de outras zonas.
Em Sobreira pequena paragem para colocar as luzes de sinalização e depois foi o pequeno troço até casa a bom ritmo para evitar ao máximo andar na estrada com pouca luz.
Assim, 8h20 depois de ter saído de Cacia, estava de regresso a casa. A metereologia ajudou e não apanhei um único pingo de chuva durante o percurso o que só reforçou a decisão acertada de sair de casa e arriscar.
Como já tinha dito, foi um excelente corolário para o ano de 2010. Pelo caminho muitas alternativas e muitas novas viagens me passaram pela cabeça e muitas outras certamente irão ainda surgir.
Por isso, há que começar a pensar na próxima aventura!
Para finalizar, o percurso e os dados rápidos:
http://img220.imageshack.us/img220/589/acfreita16.jpg
http://img31.imageshack.us/img31/6820/picture23jv.png
Provavelmente umas das voltas mais duras e recompensadoras que cumpri até hoje. Subi 3 das principais elevações da região numa volta a todos os níveis memorável.
Marão + Alvão + Viso · O êxtase da subida // 15 Jan 2011
Porquê o Alvão?
Porque quando olho para um ponto chave no mapa, tenho de passar por lá, dê as voltas que der. E desta feita, foi a aldeia de Lamas de Olo que me chamou a atenção. Daí até pensar numa forma para ir até lá e voltar, foi um piscar de olhos. Tudo bem misturado - e com um bónus chamado Viso que aparece à última hora - temos o irresistível cocktail de quilómetros para mais um passeio memorável.
Mais uma vez utilizei o comboio como rampa de lançamento, evitando assim fazer preciosos quilómetros por zonas que já conhecia. Desta feita ao invés de levar o carro com a bicicleta para Ermesinde e apanhar aí o comboio directo para a Régua - o que implica regressar a Ermesinde e empacotar tudo de novo para voltar a casa - optei por sair directo do apeadeiro do Suzão, mesmo que para isso tivesse de realizar um transbordo em Penafiel.
Ainda não conhecia este sistema e isso notou-se. Em Penafiel andei à procura de uma bilheteira que não existe - os bilhetes são comprados no bar da estação! - e depois estive 10 minutos ao frio à espera do comboio que me levaria até à Régua, quando poderia ter estado, como toda a gente, dentro do urbano que me levou até Penafiel, uma vez que esse só regressa para o Porto 15 minutos depois de partir o comboio para a Régua. Numa próxima já sei: o bilhete para a segunda parte da jornada compra-se no comboio e portanto só saio do confortável urbano quando entrar na plataforma o interregional!
http://img513.imageshack.us/img513/3706/acalvaoviso01.jpg
A viagem para a Régua é sempre um atractivo por si só. A partir de Pala o comboio agarra-se ao rio para não mais o largar. É sempre com alguma nostalgia que revejo Porto Antigo, os magníficos pomares da aldeia de Barco e o imponente maciço da Serra das Meadas que, do alto dos seus 1100m, nunca deixa de me amedrontar tal a forma abrupta com que se lança sobre aqueles que a contemplam. Na estação de Rede, onde há sempre uma paragem mais longa, os simpáticos revisores e o maquinista não se contiveram e ainda me chamaram, tal era a curiosidade sobre a "estranha arquitectura" da BMC. Assim entre duas de conversa e uma espreitadela à cabina do comboio, rapidamente estava a chegar ao destino.
O plano original era então seguir a N2 entre a Régua e Vila Real para cruzar depois o Alvão de Sul para Norte. Há alguns dias tinha lido a notícia de que a N2 estava interdita ao trânsito por causa de uma derrocada que bloqueara uma das faixas de rodagem. No entanto e apesar da notícia referir que era feito um desvio, nunca imaginei que fosse um senhor desvio como aquele que percorri!
Os primeiros dois quilómetros à saída da Régua apresentam uma estrada aborrecida, com perfil de variante urbana, que estava desejoso por abandonar. A verdadeira N2 só se revela quando, timidamente, somos encaminhados para uma saída daquilo que agora é, primordialmente, o acesso à A24.
Aqui começa então a N2 tal como já a conhecia do troço entre a Régua e Castro Daire: uma estrada encorpada, de boa qualidade sem trânsito e com uma interessante envolvente. A subida é constante, à volta dos 5%, e depois de se marcar um ritmo, sobe-se quase sem dar por ela. Curiosamente, e ao contrário do que estava à espera, a estrada não sobe sempre. Depois de passar Lobrigos e até Santa Marta de Penaguião é praticamente sempre a descer. E continuaria a descer por mais dois ou três quilómetros não fosse o facto de surgir, logo à saída da vila, o tal desvio.
http://img688.imageshack.us/img688/3963/acalvaoviso02.jpg
E que desvio meus amigos... Na altura em que a tendência era descer, de imediato começa a escalada a toda a velocidade pela encosta do Marão acima. Isto por que a alternativa era a N304 em direcção a Mafomedes que rapidamente me puxava para bem longe da N2 e, sempre, encosta acima. O piso continuava excelente, excepção feita a um pequeno troço dentro da aldeia de Fornelos em que andei por empedrado (não confundir com Pavé que será alcatifa ao pé disto!).
A subida era de facto uma constante. Apesar de haver bastantes pontos de recuperação, com pequenas descidas ou planos, a tendência era maioritariamente a de subir. E, ironia das ironias, esta foi a alternativa que tinha considerado em primeiro lugar para fazer o percurso até Vila Real, mas acabei por não concretizar devido aos 6 quilómetros extra que implicava, numa zona bastante acidentada. Mas acabou por ser um feliz acaso porque a envolvente é magnífica. A dada altura já nem olhava para a estrada onde circulava mas sim para o fantástico espectáculo que me rodeava e, sobretudo, para o rail reluzente lá ao fundo, que me fazia adivinhar, pela sua inclinação e altitude, que mais uma subida me aguardava.
http://img502.imageshack.us/img502/5977/acalvaoviso03.jpg
Podem ver uma panorâmica de um dos pontos interessantes da subida: AQUI (http://img263.imageshack.us/img263/9345/panoramafg.jpg)
E mesmo quando pareceu surgir uma trégua, logo à saída de Fornelos, numa inclinada descida para o "tanque fluvial" lá do sítio - muito aprazível por sinal e que me teria valido um banho se no pico do Verão estivéssemos - logo de seguida a subida era descomunal, com rampas de 10 e 12%, aliás bastante comuns ao longo dos 16Km do desvio. E as rampas endureceram nesta segunda parte já que era preciso transpor mais uma elevação de respeito até Pomarelhos (acima dos 600m) antes de regressar à N2, já muito perto de Vila Real.
Foi, por isso, um desvio que recomendo vivamente! Tanto pela dificuldade que representa mas, sobretudo, pela tranquilidade e envolvência. Não admira que os locais prefiram dar a volta pelo IP4+A24 para ligar a Régua a Vila Real. O percurso pela nacional será apelativo apenas a quem viaja em passeio, uma vez que o constante zigzaguear pela serra não é nada prático para quem esteja com pressa...
Chegado a Vila Real estava na altura de atacar a subida do Alvão. Modéstia aparte, com o acumulado que já trazia e dadas as rampas que já tinha enfrentado olhei para o Alvão com menos preocupação do que aquela que me assaltou quando desenhei o percurso em casa. O aquecimento tinha sido bom e sentia-me com confiança para a subida.
No meu percurso, o acesso à única estrada que atravessa o Alvão vinda de Vila Real, foi feito via Escola Superior de Enfermagem. Isto implicou começar logo com rampas de 12 e 14% por entre as casas que povoavam o sopé do Alvão, em ruas de paralelo mal calcetado. Só quando apanhei a estrada "principal" é que percebi o porquê do Zé ter dito que a subida era relativamente acessível! De facto, passei a ter inclinações muito mais modestas de 6 a 8%, que fizeram com que o resto da subida fosse muito mais descontraída e suportável, além do piso ser muito melhor.
http://img6.imageshack.us/img6/2852/acalvaoviso04.jpg
Assim, lá fui eu encosta acima com a visibilidade a reduzir-se a cada quilómetro. Um denso manto de nevoeiro cobria as últimas centenas de metros da serra e, por isso, não foi muita a paisagem que consegui ver. Mesmo assim confesso que gostei bastante, já que adoro a atmosfera etérea que estes mantos densos criam. A visibilidade no topo não seria superior a 50m, conseguido-se ver pouco mais do que as a primeira linha de mesas de piquenique na beira de estrada, junto à barragem cujo espelho de água jamais consegui ver.
http://img255.imageshack.us/img255/151/acalvaoviso05.jpg
Ainda a festa estava a começar e já o acumulado metia respeito...
http://img43.imageshack.us/img43/8371/acalvaoviso06.jpg
O roteiro incluía, claro, o pequeno desvio para atravessar a aldeia de Lamas de Olo. Aqui tive a grata recompensa de a aldeia estar numa concha geológica que aqueceu mais rapidamente que o resto do topo da serra, criando uma nesga de céu limpo e visibilidade elevada em comparação com a restante subida.
http://img834.imageshack.us/img834/1453/acalvaoviso07.jpg
E que dia bonito estava lá no alto! É uma daquelas aldeias em que o tempo parece passar mesmo muito devagar ao som do ribeiro cristalino e dos badalos do gado. E aqui não podia falhar a foto com a placa de madeira que assinala os limites da aldeia!
http://img696.imageshack.us/img696/4861/acalvaoviso08.jpg
A estrada que percorre o planalto do Alvão é lindíssima e, de ambos os lados, a paisagem autóctone faz as minhas delícias, já que tenho um enorme ódio de estimação pelo eucalipto, esse eco-parasita. E toda a serra, rica em granito, é um depósito natural de água. Por todo o lado pequenos fios de vida escorriam das bermas e por entre os penedos.
Mas o melhor ainda estava para vir. Faço um par de quilómetros a rir-me sobre o facto do Zé ter falado em orientar-me lá em cima como os pombos, tendo como referência o Monte Farinha. Mas se eu não conseguia ver o monte... estava condenado a "voar" em círculos!
Claro que não seria um problema dar com o caminho certo nesta ocasião, porque a estrada principal é que mandava e essa era sempre em frente!
Mais eis que surge, plantado na berma, um penedo mais colorido que os outros, pintado de branco e com uma garrafal inscrição: "Mondim de Basto". E não é que do lado direito do penedo, o céu estava perfeitamente limpo? Lá ao fundo, o recorte da inconfundível silhueta do Monte Farinha. Uma trégua que permitiu também comprovar a privilegiada vista que o Alvão nos oferece e o paraíso geológico que o rodeia.
http://img560.imageshack.us/img560/9105/acalvaoviso09.jpg
Começam aqui os 1000 ou 1500m que me fizeram abrir a boca de espanto. É um troço deslumbrante, em que o alcatrão é quase branco e nas bermas se alinham os pinheiros, qual paisagem alpina. Indescritível!
http://img715.imageshack.us/img715/2193/acalvaoviso10.jpg
Segue-se a igualmente bela descida para Mondim de Basto, feita ao longo do sopé da crista que culmina com a Senhora da Graça. O convite que o Monte Farinha nos lança, sempre que perto dele passamos, é muito forte, mas desta vez teria de esperar, até porque tinha um encontro marcado com o Diabo, uns quilómetros à frente...
Começa aqui um dos troços menos interessantes do passeio. A ligação do Monte Farinha até Mondim não tem nenhum ponto de interesse em especial e o percurso até Celorico é de má memória para mim. Por isso, foi altura de começar a organizar as ideias e pensar como iria ser feito o ataque ao Viso.
Apesar do espicaçar feito pelo Zé na sexta, já andava a estudar o Viso, no papel, há algum tempo, mas sem nunca dar a pedalada decisiva e de o enfrentar. No seu blog, o Luís Manuel tem um "one shot" em que percorre Lameiras, Senhora da Graça e o Viso na mesma volta e, em sintonia com o ele escreve, por todo o lado lia que o Viso era de facto mais complicado que o seu vizinho de Mondim. Assim, quis saber de que fibra sou feito e, por isso, decido atacar o Viso sem paragens. Sentia-me com força para isso e, a partir do alto, o percurso ia acalmar um pouco em termos de dureza o que permitiria gerir as energias que sobrassem até casa.
A subida do Viso, desde Mondim, está dividida em duas partes. A primeira é uma fotocópia do que se poderia encontrar nas zonas mais complicadas dos primeiros 60% da Senhora da Graça, sem cotovelos mas com iguais inclinações sempre entre os 8 e os 12%. Só que depois, enganados por uma curta descida, entramos no verdadeiro inferno.
A ascenção foi feita desde logo a um ritmo muito muito baixo. Curiosamente para esta volta levei no ipod o concerto Big 4 na Bulgária (Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica) o que implicava ouvir trash metal furioso ao longo de toda a subida, numa altura em que o que precisava era do embalo gentil da Suzanne Vega ou da Corinne Bailey Rae... Mas, partir a batida da música e ritmar a reduzidíssima cadência de pedalada com o elevado ritmo sonoro ajudou a ocupar a cabeça e a ultrapassar esta primeira parte. It's all a mind game...
Mas, depois da descida, chegamos a outro patamar...
Na volta de Cabeceiras de Basto, lembro-me de ter passado aqui no cruzamento que vai para o grand finale do Viso, mas nessa altura consegui fugir. Desta vez, estava destinado a enfrentar o sadismo de quem desenhou aquele troço de estrada.
Só a visão inicial é assustadora. Do nada surge uma parede que, sem respeito pelo pobre coitado que já tinha 85km e 2500m de acumulado nas pernas, se apresenta com uns simpáticos 14% mostrando qual vai ser a toada até ao final. E depois só piora. Rapidamente, estamos nos 17% e... bem depois é o cotovelo que acredito que seja a estocada final para muita gente que tem o atrevimento de desafiar o Viso, já que aí foi preciso morder os dentes e literalmente proibir-me de pôr o pé no chão, tão perto que estava do final. São largas centenas de metros sempre acima dos 14% com o pico nos 19%. O ritmo é penosamente lento atingindo um mínimo histórico: 28 rotações por minuto e uns estonteantes 4.5Km/h!
Apesar de estar um dia fresco, eu suava em bica enquanto, a cada pedalada, tentava vencer mais um metro daquele terrível alcatrão. E aqui entra em campo a preparação psicológica que ao longo do tempo se vai apurando e que é especialmente importante nestas tiradas longas. Manter a cabeça ocupada em não pensar na subida e treinar o "já só falta" em oposição ao "ainda falta tanto". Isto traduziu-se numa maior tranquilidade perante o obstáculo, o que levou ao abaixamento considerável da frequência cardíaca, mesmo numa situação de carga extrema como era esta. Normalmente, não seria preciso uma subida tão complicada para fazer disparar os batimentos cardíacos acima dos 185bpm, o que faz logo soar o alarme do Garmin. Desta feita, consegui manter-me abaixo dos 172bpm durante o percurso todo. Naturalmente que a (muito) baixa cadência de pedalada também ajudou, mas é este tipo de gestão que me interessa aprofundar e melhorar, uma vez que o meu objectivo é a regularidade e não a rapidez. Ainda tenho muitas arestas para limar, mas aos poucos vou aprendendo a ler o corpo melhor e a tirar partido disso ao longo dos quilómetros.
Com o horizonte cada vez mais dominado pelo azul do céu, sinto que o final da subida está próximo. Como não conhecia, ainda hesitei depois de atingir o penedo que efectivamente marca o final do prémio de montanha. Por isso segui as indicações em direcção à capela. Mas a ligeira descida, uns metros à frente, logo confirmou que o Viso estava de facto conquistado.
http://img141.imageshack.us/img141/9440/acalvaoviso11.jpg
Ainda assim optei por fazer o resto do desvio e fui até à capela para ter uma visão ampla da envolvente, cumprindo o troço completo até à cota mais alta. E não são muitas as vezes que temos oportunidade de estar a um nível mais alto do que um gerador eólico, mas ali é precisamente isso que acontece.
http://img59.imageshack.us/img59/6643/acalvaoviso13.jpg
No total, desde a viragem em Celorico até ao penedo no topo do Viso, passaram os 63 minutos mais duros que já enfrentei nestas lides do ciclismo de estrada.
Porque o Viso é de facto como o pintam. Achei-o mais complicado que a Senhora da Graça, não só porque a dificuldade é crescente e o final muito mais demolidor, mas especialmente porque assim de repente não se dá 5 tostões por ele. É um monte "normal" sem aquela geologia assustadora do Monte Farinha e não é muito famoso. Mas esconde uma dureza acima da média e por isso deve constar na lista de desafios a conquistar por todos os que gostam destas maluquices. Com ou sem paragens pelo caminho, chegar lá acima, é extremamente recompensador.
http://img832.imageshack.us/img832/8083/acalvaoviso14.jpg
O Viso estava então ultrapassado, mas o dia ainda não estava ganho. Faltavam mais de 70km para chegar a casa os minutos avançavam rapidamente. A descida é feita a um ritmo alto e o troço no sopé é muito agradável, com pequenas aldeias agrícolas aqui e ali num suave sobe e desce. Em Silvares regresso definitivamente à civilização ao apanhar a N207 em direcção a Felgueiras. A Santa Quitéria não incomodou muito já que a estrada onde eu seguia, contornava o sopé da serra pelo lado Sul.
http://img218.imageshack.us/img218/1412/acalvaoviso12.jpg
Depois de atravessar Felgueiras estava na hora de testar o troço sugerido pelo Indy. Assim tomei a direcção de Lagares e deixei-me levar pelo GPS. Quando, num corte para o interior comecei por apanhar logo duas rampas complicadas, estive tentado a duvidar da eficácia do desvio. Mas foi só uma dificuldade momentânea já que, apesar de implicar uma volta maior, esta alternativa é muito menos massacrante do que a subida directa de Barrosas. Em Regilde foi altura de comer qualquer coisa diferente das barrinhas e do gel, para depois enfrentar a última grande dificuldade do dia: Subir o restante da encosta da Serra do Relógio. A subida final é constante mas de declive suave o que facilita a progressão e acaba por ser simpático para as pernas, que já tinham a sua quota diária de subidas complicadas preenchida.
Aqui os dias curtos fizeram-se notar numa situação algo complicada. Ainda não tinha chegado a Barrosas e já a visibilidade era notoriamente reduzida. Tinha colocado as luzes de presença há uns quilómetros atrás, mas preocupava-me sobretudo o troço isolado, sem iluminação pública, que iria apanhar de Barrosas até à N106. A réstia de luz solar permitia perscrutar a estrada em frente por forma a evitar os buracos maiores, mas o maior receio era com os carros que pudessem vir mais à vontade naquela estrada menos movimentada. O facto de ser um final de tarde de Sábado ajudou a que o movimento de automóveis fosse muito reduzido e assim passei esse bocado sem problemas. Ainda assim, numa próxima prefiro evitar o sobressalto. Com as horas de exposição solar a aumentarem à média de 2 minutos por dia, daqui a mais algumas semanas já haverá alguma margem de segurança para chegar a casa com iluminação natural.
Chegado aos arredores de Raimonda estava na hora de carregar a fundo e dar tudo por tudo para chegar a casa o mais rapidamente possível, escapando à noite já instalada. Conhecia bem o perfil da estrada e sabia que podia aumentar o ritmo uma vez que não havia subidas dignas de nota até ao final. Reflexo disto foi o facto de que, mesmo com o cansaço acumulado de uma volta bem dura, os últimos 30Km foram percorridos precisamente à media de 30Km/h, com as longas rectas de Carvalhosa, Sobrão e Frazão a serem feitas bem próximo dos 40km/h.
http://img152.imageshack.us/img152/5125/picture6uk.png
http://img441.imageshack.us/img441/7902/picture4yr.png
http://img844.imageshack.us/img844/552/picture7ra.png
Cheguei a casa exausto mas radiante. Poderá ter sido exagerado, ou se preferirem "guloso" cumprir este passeio gourmet numa altura em que os dias são curtos e a forma não está no auge, mas estava aqui a remoer e por isso, como os dias favoráveis são raros neste inverno, há que aproveitar até ao último centímetro de alcatrão. Balanço muito positivo e mais uns fantásticos quelhos desbravados para juntar à conta pessoal.
http://i27.tinypic.com/dey1vo.jpg
Como sempre, tudo começa com um olhar para o mapa, para a linha imaginária que limita uma área de 100km/110Km em torno da minha cidade, Valongo. Depois é escolher uma cidade, um local, uma zona que me diga algo e desenhar uma forma de lá ir, e de voltar.
Não sou propriamente conhecedor das clássicas rotas do ciclismo. Por isso faço as coisas um pouco por instinto, somando as dicas que me vão dando, o que vou lendo de outras voltas e o meu interesse pessoal em determinado trajecto. Tudo agitado, misturado e atirado ao mapa, normalmente toma a forma de mais uma maluqueira ciclística, a conjugar zonas clássicas, com as mais improváveis ligações.
Desta feita foi Cabeceiras de Basto que me chamou a atenção. Ainda me martela na cabeça o périplo de 240Km que quero fazer por aquelas maravilhosas terras, mas desta feita o projecto teria de ser a uma escala um pouco mais reduzida. Decidi por isso fazer o percurso Valongo, Guimarães, Fafe, Lameirinha, Tour na barragem do Ermal, S. Torcato, Guimarães de novo, Vizela + Serra do Relógio, Paços de Ferreira, Lordelo, Sobrado, Campo e de volta a Valongo.
Saída manhã cedo, como habitualmente, para aproveitar o primeiro par de horas mais fresco. Mas desta feita a saída foi marcada por um pequeno contratempo com o desviador dianteiro. De véspera tinha estado a colocar o desviador SRAM Force com a braçadeira de carbono e o ajuste não ficou perfeito. Com visitas ao jantar, que acabou invariavelmente tarde, não tive oportunidade de testar tudo como devia de ser e de manhã paguei essa factura. A entrada da corrente no prato 50 não era constante o que me obrigou a voltar para trás 100m depois de começar e reajustar o desviador. Felizmente nada que comprometesse o dia, uma vez que em meia hora estava o problema resolvido, e precisamente um minuto antes das 7 da manhã estava novamente na estrada, agora definitivamente em direcção ao meu objectivo.
Conhecia bem a estrada até Guimarães e um pouco mais acima, até ao cruzamento que corta para Felgueiras. Daí para a frente já não passava há uns anos. Até Guimarães o percurso é maioritariamente rolante, com apenas um par de subidas ligeiras e, por isso, foi com rapidez que cheguei à cidade berço.
De Guimarães até Fafe a estrada é igualmente acessível e em menos de nada cheguei à malha urbana de Fafe. Numa tendência que domina agora, as imediações das cidades estão a ser lentamente desprovidas dos troços originais de estrada nacional, para dar lugar a variantes mais directas, menos subjugadas ao recorte do terreno mas sem interesse absolutamente nenhum em termos ciclísticos. Por isso, de véspera, tive que fazer alguma ginástica para desenhar um percurso que evitasse a variante Guimarães-Fafe e, mais importante, que navegasse por entre a cidade, até conseguir apanhar novamente a estrada nacional, já em direcção a Cabeceiras.
Na teoria, no google maps, parecia algo complicado, com bastantes viragens dentro do centro da cidade. Contudo, no terreno, revelou-se bem mais fácil. O único senão foi o facto de que o centro da cidade de Fafe é todo em pavé e, por isso, houve que levar umas valentes sacudidelas. Será fácil imaginar o quão divertido foi tentar ler o ecrã de um GPS que não passava de um borrão cinzento, tal era a trepidação!
Mas lá consegui encontrar a N311 que me levaria até Cabeceiras, com um rebuçado pelo caminho que nem eu estava a contar. Um pequeno erro na elaboração do mapa levou a que fizesse parte do percurso até Moreira de Rei por uma estrada paralela, por onde passa a Volta a Fafe, a julgar pelas escritas no chão e que me presenteou não só com um agradável percurso mas também com um par de generosas rampas para acordar e preparar o que aí vinha.
Em Moreira de Rei já estava então novamente na N311, pronto a começar a subir. Não sabia bem para onde, mas ataquei a subida com imenso gosto. As eólicas ao fundo, o verde rasteiro e o azul do céu, distraíram-me da inclinação e da duração da subida. Mas nem seria preciso já que com um perfil constante este é precisamente o tipo de subidas que mais gosto, e que ajudam a estabilizar ritmos e a organizar a nossa cabeça para o resto da jornada.
Só no topo da subida, ao ver a placa "Lameirinha", percebi que estava numa das mecas do Rally em Portugal. A descida que se segue é uma boa recompensa, se bem que, a experiência que vou ganhando já me permite antever que quando atravessamos uma ponte depois de uma boa descida, é sinal de que vamos voltar a subir.
E assim foi, mais uma valente subida do outro lado do vale, com a aproximação a Cabeceiras pelo lado de Outeiro. Esta zona conheço relativamente bem, já que pelo menos um par de vezes por ano lá vou. E como são sempre boas as lembranças que trago de Cabeceiras desta vez não ia ser diferente. Não estivesse eu de volta, desta feita em autonomia e movido apenas pelo meu esforço.
http://i25.tinypic.com/b8k077.jpg
Pequena paragem no centro para abastecer e para comer duas ameixas compradas num minimercado da terra. Aliás, cortesia do imenso calor que se fez sentir ao longo de toda a volta, foram dos poucos sólidos que consegui comer. Líquidos, por seu lado, não faltaram e as paragens para comprar água ou para refrescar, sucederam-se.
Saída de Cabeceiras em direcção a Paredes de Coura, com mais uma longa subida à saída da cidade, por Paizela. Os planaltos das terras de Basto são sempre complicados de atingir, mas depois a paisagem é imensamente compensadora. Não matando, estas subidas não deixam de ser traiçoeiras e vão fazendo mossa.
Depois da longa subida foi a vez da descida para Paredes de Coura. Asfalto de óptima qualidade e um suceder de curvas e contracurvas numa zona densamente arborizada, que ajudaram e muito a minimizar o calor. Foi um troço muito divertido e bastante bonito, com a vista do vale que se espreguiçava à direita, as árvores em túnel e o delicioso pormenor dos resguardos da estrada ainda em cimento. Felizmente para a componente turística, os rails de metal ainda não chegaram aqui...
Passada Paredes de Coura, apontei ao segundo objectivo do dia: A albufeira do Ermal. Mais um troço extremamente interessante entre Pombal e Mosteiro, o vértice mais a Norte desta aventura. Zona bastante arborizada, com a barragem a espreitar timidamente por entre a vegetação. Aqui rolei a bom ritmo, mas ainda deu para uma pequena paragem a apreciar um belo espécime de gado barrosão que, com o calor já no pico, inteligentemente se colocou dentro de água a refrescar. Eu faria, com todo o gosto, exactamente o mesmo...
Embora a ideia inicial fosse ir por Anissó, em boa hora mudei os planos, para fazer mais alguns quilómetros em torno das margens do Ermal. Depois de alguma indecisão, bem patente no track GPS, lá consegui atinar com a estrada para Taboadela.
E que estrada! As primeiras centenas de metros eram uma sucessão de rampas acima dos 20% e só estabilizou com a descida para a margem da albufeira, onde tive o primeiro vislumbre a sério do tranquilo espelho de água. Não sem antes passar num mini Stelvio, embora com apenas dois cotovelos e a descer, mas que me fez esboçar um largo sorriso.
http://i27.tinypic.com/1218l76.jpg
Seguiu-se um agradabilíssimo troço à borda d'água com um dos melhores momentos do dia a aparecer sob a forma da Barragem de Guilhofrei. Eu tenho uma pequena fixação com estas estruturas e por isso, parei a meio do curioso tabuleiro da travessia e andei por ali a espreitar todos os ângulos da barragem. Com mais tempo teria certamente descido à cota inferior e esmiuçado todos os recantos.
A vista para a albufeira é fantástica e apesar de ser proibido, apetecia mesmo dar um belo mergulho da plataforma no meio da barragem! Um par de fotografias de recordação e segui viagem, de alma ainda mais cheia.
http://i25.tinypic.com/15cisfn.jpg
E aqui o GPS decide deixar de colaborar (quando troquei o troço intermédio no ermal novamente pelo troço completo da volta) e deixou-me sem grandes indicações durante alguns quilómetros. Um comportamento muito abonatório para um dispositivo desta natureza....
Mas como homem prevenido vale por dois, tinha fixado alguns pontos chave na rota, e um deles era a vila de Castelões. Por isso em Taíde e na dúvida entre Póvoa de Lanhoso e Fafe, bastou-me perguntar por Castelões para ficar na rota certa.
Mais um bonito troço nos arredores de Arosa e uma paragem para a tradicional sandes mista com Sumol em Garfe, antes de atacar a longa subida para Gonça e depois para São Torcato. Subida exigente a exigir ritmo certo e muita cabeça. Eram 13h30, o sol estava impiedoso e a hidratação fundamental.
Daí até Guimarães, é sempre a descer, para alívio do ciclista já que o sol continuava feroz, e as energias iam sendo consumidas a bom ritmo. Recarreguei as baterias na descida, o suficiente para enfrentar o pavé no centro de Guimarães. Podia ter evitado os solavancos, é certo, contornando a cidade. Mas tinha saudades do Toural, e por isso fui lá dar uma perninha.
Até Vizela foi uma luta mental para manter o ânimo para a subida da Serra do Relógio que seria o último grande desafio do dia. Curiosamente, a cabeça era a parte menos confiante e só com a resposta bem positiva das pernas, no primeiro quilómetro a subir, é que me mentalizei que afinal aquela subida, feita já com 150Km nas pernas, não ia ser o inferno que tinha suposto. Aparte dos últimos 500m em que sofri por antecipação de nunca mais chegar ao topo, o restante foi feito com pedalada sólida e com muita bravura.
Conquistada a Serra do Relógio, estava na altura de fazer os chamados "troços de ligação até casa". Estradas que, embora já tenham sido lugares distantes, agora são apenas passagens forçadas entre o desconhecido e o regresso a casa.
Paços de Ferreira, Lordelo, Sobrado e Campo, foram atravessados em modo automático e com o pouco entusiasmo que sobra nesta altura do campeonato. Uma pequena celebração em Campo com a ultrapassagem dos 200Km, objectivo do dia, e chegada a casa pouco depois.
Esgotado mas extremamente feliz, tinha conquistado mais um objectivo pessoal e adicionado mais alguns quilómetros ao meu currículo de pedaladas. Nos últimos dois meses já foram mais de 2300Km, distribuídos entre estrada (2000) e BTT.
Telemetria da volta aqui (http://connect.garmin.com/activity/41724308).
Consumo sólidos: 1 barrinha, um gel, um cubo de marmelada, uma sandes mistas e duas ameixas.
Consumo líquidos: Aproximadamente 5 litros de água, e 3 refrigerantes para alimentar a alma.
Ano e meio depois de começar, parece que o bichinho da estrada ficou bem instalado! Mas não esqueço o BTT e por isso no próximo domingo vou descobrir uns trilhos novos para os lados de Braga. 8 de Agosto marcará o regresso à estrada com a subida à Senhora da Graça, no dia da etapa da Volta a Portugal.
Até lá! :cool:
Ai está o espaço que se impunha! É um prazer ler as tuas crónicas...;)
Danielkezia
10-06-2011, 19:49
Acho que a unica pergunta que se impõe é : vai demorar muito a continuação?!! :)
Simplesmente, lindo!!!! parabéns e continua:::::
Petite force será o nome dado ao relato das voltas mais pequenas ou menos importantes, que não justifiquem uma crónica completa. Normalmente não são crónicas ilustradas.
Petite force: Entre Torrão, Luzim e Abragão
Ontem estava prevista a saída até à base logística de Amarante, para uma aventura de descoberta para os lados da extinta linha do Corgo.
Quando me levantei, às 5h30, no exterior estava uma temperatura bastante fresca o que, aliado ao estado menos famoso dos meus brônquios e garganta me fez ponderar com pés e cabeça se valia a pena arriscar uma saída mais isolada.
Assim, acabei por ouvir a voz da razão e não avancei para Amarante. Ainda assim, queria ir esticar as pernas, por isso fiz rapidamente uma volta alternativa aqui por perto, mas que me permitisse a qualquer altura regressar a casa, caso não me sentisse melhor.
Há uns tempos o fogueteiro tinha falado na opção de seguir até Abragão via barragem do Torrão, mas que na altura tinha falhado a viragem o que o colocou fora de rota.
Como me oriento bastante pior do que ele mas tenho a vantagem do GPG rapidamente desenhei uma rota sossegada para fugir da confusão e ao mesmo tempo ir descobrir o tal troço novo entre a barragem e a subida de Abragão, subida que já conhecia em parte de outras aventuras para o lado do Marco.
Acabei por optar por fazer Valongo > Recarei > Salto > Branzelo > Entre-os-Rios > Torrão > Luzim > Vila Cova > Paredes > Valongo, coisa para dar uns aceitáveis 90Km.
Às 9h00 estava a sair de casa com a ideia de fazer a volta a um ritmo um pouco mais alto do que o costume, para variar também os andamentos.
Até à N108 não há muitas novidades, a estrada está em bom estado, exepção feita à parte final depois de Branzelo. A N108 em si é que está uma miséria. Espero que receba um tapete condigno no final de todas as intervenções. Felizmente depois de Rio Mau a coisa melhora e pude olhar, com nostalgia, para o troço original da N222, lá do outro lado do Douro e que boas recordações trás, nomeadamente do PIF*U.
Estava à espera de encontrar mais gente na estrada, dado o feriado mas acabou por ser um dia não muito diferente do sossego dos sábados a que habitualmente pedalo.
Primeira vez que atravesso a barragem do Torrão, a velocidade reduzida, já que tenho especial fascínio por estas estruturas e, por isso, gosto de perder uns minutos a descortinar as peculiaridades de cada uma.
Obviamente que, depois de uma barragem, obrigatoriamente se segue uma subida e portanto aqui não seria excepção. Subida simples e constante até Rio de Moínhos onde tomaria a direita então apanhando a N312 que me iria acompanhar até Vila Cova.
É uma estrada bastante simpática, bonita até, dado o belo panorama que permite sobre as encostas da Serra da Aboboreira e, mais lá ao fundo, do Marão, que também teima em espreitar.
O vale do Tâmega é amplo e deixa, por isso, que a vista se espreguice. A primavera já vai longa, sendo o florido e o verdejante uma constante. Estrada ondulada com um ligeiro sobe e desce, fixando-se na subida nos quilómetros finais, antes de encontrar a N320, rota mais tradicional de quem quer fazer a subida de Abragão, via Alpendurada. O piso em bom estado e o muito pouco trânsito agradaram-me igualmente.
Curiosamente, se tivesse de reparar nesta estrada vindo na subida da N320, provavelmente não lhe daria importância já que a última centena de metros até ao cruzamento é feita em paralelo, o que eventualmente a excluiria de uma futura incursão.
Já na N320 sobe-se mais um par de quilómetros até Duas Igrejas. Depois é só tomar a direcção da Bracalândia e rapidamente estamos na variante Paredes-Penafiel, felizmente no seu troço final.
Depois de ter abrandado um pouco desde Torrão, para apreciar o tal troço que não conhecia, voltei a impor um ritmo um pouco mais alto até casa para desgastar mais um pouco as energias.
No final, acabou por não ser uma manhã mal passada. Sem a espectaculosidade de outras voltas, ficaram os serviços mínimos cumpridos, numa variação do meu registo mais pausado, mas também consideravelmente mais longo.
Dados finais: 91,04Km // 1216m Ac+ // 25.8Km/h média em 03h31m
pedrolobo7
11-06-2011, 16:30
É realmente uma delicia ler as tuas aventuras Andre.
Danielkezia
12-06-2011, 11:31
Deixa-te das bicicletas e dedica-te á prosa!! Muitos Parabéns! É importante estar a lêr algo e sentir que estamos em cima da bicicleta a sentir o que tu estavas a sentir e tu, consegues fazer passar isso na perfeição. Excelentes relatos!
Boas André!
Parabéns, aqui está o grande ponto de interesse deste fórum.
Abraços
José Pereira
Olá André,
Muitos parabéns pelas crónicas. Estão simplesmente excelentes.
Abraço e continuação de bons posts
Luís
Obrigado a todos pelas simpáticas palavras. Nem sempre a disponibilidade ou a inspiração para a prosa serão as maiores, mas vou tentando partilhar com todos, um pouco desta paixão que me move, e que tem vindo a crescer no fórum, pelos percursos diferentes e inusitados.
Petite Force: Assunção e a citânia de Sanfins
Résumé muito breve da volta de hoje.
Tinha um par de horas livres de manhã e para cumprir o restante dos 160Km que ficaram por fazer na volta grande, decidi fazer algo de 70Km pelas redondezas.
Ia aproveitar para explorar um novo troço de estrada depois da Assunção e por isso fiz o início do percurso do PIF2, com a subida à Assunção via Vilar da Luz.
Nada de muito novo a assinalar, aparte do inesperado "sossego de ciclistas" por aquelas bandas. Fiz a subida em 27 minutos (+3 que o melhor que por lá fiz) sendo que pelo caminho ainda aproveitei para fazer um pequeno troço que ainda não conhecia, em paralelo bastante empinado, pouco antes da viragem para a capela e do paralelo final.
Segui para Monte Córdova e respectivos topos que se seguem e, no início da descida para Bouca, cortei então para o lado da citânia no tal troço que queria descobrir. É uma estrada sossegada, a fazer lembrar Vilar da Luz em termos de envolvente. Piso aceitável sendo que algures lá para o meio, na zona das pedreiras, há um pequeno troço em paralelo. Depois de um par de quilómetros bastante regulares segue-se a valente descida, que ficou já na lista das subidas a fazer, uma vez que me parece ter um grau de dificuldade interessante. Aqui o asfalto é de boa qualidade em termos de superfície, mas extremamente ondulado a ponto de andar para lá aos saltos em algumas partes...
Vim sair às grandes rectas de Paços > Frazão, curiosamente no cruzamento que, do lado oposto, segue para o famoso Tatana. É a lembrar que tenho de lá voltar! :D
Logo aí um terrível vento de frente, que não mais me ia largar até casa.
Tentei colocar o ritmo possível, quase sempre acima dos 35Km/h até Sobrado. Aí o vento piorou e a minha disposição também, pelo que acabei por levantar o pé e fazer o resto do caminho em descompressão.
Sem ser nada de especial, deu para rodar as pernas a pensar aventura do próximo fim-de-semana, algures para os lados da Caniçada. ;)
Dados finais: 68,02Km // 1058m Ac+ // 23.5Km/h média em 02h53m
fogueteiro
14-06-2011, 11:13
Andre,
só pecaste pela demora!;);):D:D:D
Excelente espaço, e pelos vistos promete. Só uma pergunta: Posso colocar aqui uma das minhas fotos?:D:D:D:D:D:D
Espero que num dos futuros relatos o meu nome seja mencionado, porque será sinal que fomos andar por uma estrada desconhecida algures por aí.:D:D
Se for uma fotografia comprometedora onde eu apareça a rolar a alta velocidade no Furadouro... não! Tenho uma reputação a manter! :D
--
Que de facto o teu nome apareça em breve numa volta em conjunto, embora, e de forma indelével, já esteja marcado na Ponte do Silêncio, indicação que em muito contribuiu para esta minha panca das estradas desertas e fascinantes.
http://i56.tinypic.com/2wfp8wn.jpg
Mesmo com os resquícios de uma persistente constipação, não podia deixar de aproveitar mais um fim-de-semana para nova incursão em estradas desertas, fascinantes e sobretudo, desconhecidas para mim.
Apesar de sobejamente conhecido e calcorreado por muitos ciclistas e companheiros de fórum, o Gerês é ainda território desconhecido para a BMC, pelo que está na hora de os apresentar devidamente. E amanhã será!
Apesar de inúmeras hipóteses haver para abordar aquela zona, o facto de ter companhia neste passeio obriga a que seja feita alguma ginástica em termos de percurso, para manter as coisas dentro de valores acessíveis em termos de quilometragem.
Assim, o imperativo que me foi apresentado era o de a volta se quedar pelos 130Km, continuando assim a evolução gradual do Miguel, que me acompanhará mais uma vez, tendo sido o degrau anterior cumprido com os exigentes 120Km de Montemuro. Mas como eu sou malandro, apontei o total da volta para bem perto dos 150Km e 3000m de acumulado. :D
Sendo que o ponto de partida estava estabelecido na Caniçada, não haveria muito por onde inventar quando adicionou meu imperativo pessoal: a volta teria de passar por Espanha. Ou para ser mais sonante, teria de ser "internacional".
Em termos circulares, apenas uma volta se afigurava possível. Bastaria decidir o sentido em que teria de ser feita. Como introdução à região e a pensar num dia de passeio, optamos por fazer a volta no sentido São Bento da Porta Aberta > Gerês.
Tradicionalmente o percurso implica subir pelo lado do SBPA, até à barragem de Vilarinho das Furnas e daí para Brufe, seguindo para Germil e cruzando depois a fronteira no Lindoso.
Nada a inventar até Entre Ambos-os-Rios sendo que aí quis dar um cunho mais pessoal e, ao invés de apanhar logo a N203/N104 para a fronteira, desenhei a rota mais a norte, pela M550 por forma a passar pelo Soajo e também a atravessar a própria estrutura da barragem.
Já em Espanha novo desvio à rota tradicional com a travessia da barragem para o lado norte, visita a Entrimo e a A Herdadiña, mais uns quelhos perdidos e claro, não podia estar perto de mais uma barragem sem a atravessar! Assim, o percurso atravessa a barragem da Concha, no extremo mais a Nordeste desta volta. Depois, rumo ao sul para Lovios por mais uma estrada secundária.
E em Lovios não há mais por onde inventar. Basta seguir a tradicional estrada via Portela do Homem e Portela de Leonte até às Caldas do Gerês onde tentarei encontrar o desvio até ao miradouro da Pedra Bela para o habitual postal do Gerês (não aparece no gmaps embora se veja bem a estrada na vista de satélite), antes de voltar para as Caldas do Gerês e fazer a ligação até à Caniçada.
Tenho pena de não poder incluir a zona de Junceda que fiz de carro há tempos e fiquei deslumbrado. O problema é que obrigava a ficar apontado directamente ao Gerês e/ou a falhar o SBPA que também é um ponto de interesse na volta.
Não se pode ter tudo e novas oportunidades surgirão, até porque já está combinado fazer a outra asa da "borboleta", ou seja Caniçada > Gerês > Lovios > Tourém > Paradela > Gerês.
E pronto, fica a ideia. Podem ver o mapa (sem a Pedra Bela) > aqui (http://bikeroutetoaster.com/Course.aspx?course=264379)
Vamos ver se a concretização corre como previsto e se a meteorologia se apresenta melhor do que hoje. Rumo a norte!
André parabéns pela volta programada!
Eu normalmente quando vou para o Geres levo a RCZ para poder desfrutar de tudo o que o Geres tem para nos dar e apenas levo a minha Scorpio quando é de passagem.
Se soubesse há mais tempo desta tua voltinha talvez tentasse fazer-te companhia... mas... fica para uma próxima... quem sabe...
Abraço e boa sorte para a tua volta
Obrigado Jaime. Como sempre estas coisas ficam decididas muito em cima da hora mas numa próxima, vamos tentar sincronizar agendas!
De facto não duvido que a verdadeira experiência no Geres passe pela fruição dos caminhos não asfaltados, remotos e desafiantes.
Está já planeada uma incursão em roda grossa daqui a uns tempos, para ir descobrindo essa outra fachada dessa fantástica região. Aliás ainda há pouco fiquei a babar por um singletrack que se vê das arcadas do São Bento da porta aberta, lá do outro lado do vale...
Entretanto vai-se mirando ao longe e aproveitando alguns dos excelentes troços de asfalto que por lá se escondem.
A grande diferença entre tu e eu Duchene, é que acabas por ires fazer essas voltas, eu fico só a brincar a traçar uns percursos desse género em casa !!!! Este fez me lembrar um que fiz a bem pouco tempo, "quase" idêntico ;)
Boa volta ;) Vai ser com certeza espectacular !!
Ó Nikes não é por falta de convites meus, seja roda grossa ou fina!
:D:D:D:D
NiKES,
Depois do rascunho inicial no BikeRouteToaster está o caldo entornado... Já não consigo adiar a concretização muito mais!
happymeal
18-06-2011, 08:34
Boas, grande tópico!
Vais para o gerês no domingo, aceitas companhia?
Fotolegenda
"Un bocadillo de jamon, por favor!"
http://i53.tinypic.com/28wjm78.jpg
Missão cumprida.
147Km, 3250m acumulado positivo
--
Melhor volta do ano até agora e candidata ao trono de melhor de sempre. Estreia absoluta de um troço de estrada alucinante em Castro Laboreiro que nunca terá visto uma bicicleta de estrada, quanto mais duas! E mais do que molhar o pé, um banho completo com estradas desertas e fascinantes também em Espanha. A juntar a tudo isto, a melhor companhia que poderia desejar numa volta destas. Obrigado Miguel (que também tirou esta fotografia)!
Em breve, a crónica.
--
--
@happymeal
Raramente pedalo ao domingo. Como podes agora ver, a aventura no Gerês + Espanha foi cumprida hoje. Ficará para uma próxima!
Boas André,
Porque é que eu já sabia que ias adorar?? :D:D:D
O Gerês é magico!!!!!
Essa foto foi após a barragem de Vilarinho das Furnas e antes de começar a subir para Brufe!
Abraço e pra próxima avisa!! :D:D:D
Essa do bocadillo foi em Lobios!!! :D:D:D:D:D:D:D
Simplesmente fantástico, por ter companhia na Segunda feira devo ir fazer um bocado deste circuito ;)
Aguardo mais fotos, pois as tuas fotos são sempre qq coisa !
Boas pedadalas ;)
Mas porque raio eu tinha de morar aqui para os lados do Oeste?!?
***** que inveja. Estradas maravilhosas :)
@duchene
Muitos parabéns, mais uma excelente volta.
@Miro
Nutro o mesmo sentimento... :) Ao ler este post fico cheio de inveja... :)
Abraço,
Luís
@Geo
De facto o Gerês tem o seu encanto, especialmente descoberto fora da avalanche turística que invade a região. E não haveria muito que enganar quanto à foto. Gritaram-se vivas ao projectista de tal pérola de asfalto!
Quanto ao bocadillo, Lobios seria a opção óbvia no percurso típico por aquelas bandas, mas como andamos a passear pela margem norte sabíamos que íamos chegar lá tarde e a fome já ia apertando.
Almoçamos, por isso, um pouco antes, em Entrimo, do lado norte da barragem. E o bocadillo era muito bem servido!
--
@NiKES
Vou tentar fazer a crónica, quando estiver inspirado... fotos há algumas, pelo menos até à Portela de Leonte. Depois o apelo para desfrutar descida falou mais forte e não houve mais registos até ao carro. :D
Na segunda espero que te divirtas tanto como eu, hoje!
@miro e rodd
Quando quiserem pedalar um dia com a malta do Norte avisem. Arranja-se já uma comissão de boas vindas e uns canapés com algumas rampas de 20% de inclinação e/ou subidas com 15km e 1000m de acumulado para degustarem. Oferta especial incluída no pack: serão com a exibição de "Júlio Isidro: Best of dos 50 anos de carreira". :)
RuiQuinta
19-06-2011, 01:59
Muito boas crónicas! Força nas pernas e nos dedos para escrever :)
Amigo duchene... Não prometas muito que se não ainda te calha :)
Já não era a 1ª vez que agarrava no carro fazia 200 km só para ir subir a Serra da Estela e fazer mais 200 para baixo :)
De qualquer das formas 5ª feira pelas 7 da manhã já devo estar a pedalar pela zona do Gerês... http://travessiabtt.blogspot.com/ :)
Mais um passeio de meter inveja. Imagino que tenha sido de cortar a respiração.
Parabéns a ti e para o Miguel por mais uma fantástica epopeio cicloturística.
Abraços,
fogueteiro
21-06-2011, 09:06
Mais uma! Quando é que páras?:D:D:D
Queres um conselho? Não pares! Continua. São esses recantos exigentes que nos dão ânimo e força para continuarmos. Só tenho pena de não ter ido convosco.
"Benha" de lá esse relato.
É de facto assim que se deve ver o ciclismo, seja ele estrada ou BTT.
É um prazer sem duvida ler as crónicas do nosso amigo " duchene "
Continua a ver e a sentir o ciclismo desta forma.
Parabéns...
paradawt
21-06-2011, 21:43
duchene / fogueteiro,
Sexta-feira vão participar em alguma aventura?
Abraço!
fogueteiro
22-06-2011, 08:19
Respondi aqui (http://www.forumciclismo.net/showthread.php?148-Percursos-no-Porto.&p=53833#post53833)
Parada: apesar destes dias todos disponíveis para grandes aventuras, o trabalho trocou-me as voltas. Portanto serão dias de contenção em termos de pedaladas. Muito provavelmente só 100Km no sábado de manhã para esticar as pernas e pouco mais...
Mais aventuras com "A" grande, só lá para a primeira semana de Julho...
Petite Force: Festas, feriados e regresso à rotina.
Sábado: Um bocadinho de Hitchcock...
Com a onda de calor que nos últimos dias assolou o país, mandou a prudência, conjugada com a agenda preeenchida, que se cumprissem apenas os serviços mínimos no que toca a pedaladas por estradas desertas e fascinantes.
Assim, dos 4 dias disponíveis para pedalar no final da passada semana, consegui reservar apenas a manhã de Sábado, sendo que depois ainda tive o bónus de conseguir ir desentorpecer as pernas no Domingo de manhã.
Sábado estava convidado a pegar na batuta e ir apresentar estradas desertas e fascinantes para os arredores de Alvarenga a um grupo de amigos curiosos com o que se escondia para lá do rio Douro.
Com o limite de tempo bastante apertado, já que havia quem tivesse de estar pronto a trabalhar às 2 da tarde, não me poderia esticar muito nos quilómetros, tendo em conta também que a orografia da região não é propriamente macia o que atrasa ainda mais a progressão.
Candidato natural a percurso de eleição por aquelas bandas seria o bloco central do PIF*U, que integrava a zona de Castelo de Paiva, o vale do rio Paiva e as aldeias do vale, fazendo depois a escalada da encosta da Serra do Gamarrão, para a espectacular descida até Paradela.
Obviamente que não conseguiria simplesmente replicar o percurso sem acrescentar nada de novo e, portanto, não deixando créditos por mãos alheias, desenhei um pequeno aperitivo de Montemuro, com um desvio que subiria parte da encosta do maciço até à aldeia de Vilar da Arca, para depois retomar a N225 uns escassos 2km à frente do ponto de desvio inicial.
Sem ter de me preocupar com a logística só tive de esperar que a Toyota Hiace bege me fosse buscar a casa, para carregar as trouxas e rumarmos ao Torrão, base logística da passeata.
Às 08h00 faziam-se as primeiras pedaladas em cima da ponte Duarte Pacheco, em direcção a Entre-os-Rios. Ritmo calmo e descontraído, a marcar a toada que se queria para o restante da manhã.
Atravessada a nova Hintze-Ribeiro seguimos a N224 em direcção a Castelo de Paiva, comentando pelo caminho a tortura que seria, há alguns anos, fazer a viagem entre Resende e o Porto ou simplesmente ir da travessia do Douro até ao centro de Castelo de Paiva... as variantes vieram mudar tudo isso e agora, felizmente para que gosta de apreciar as velhas estradas nacionais a pedalar, estas são sempre preteridas em favor das alternativas mais rápidas, o que garante um baixo volume de tráfego automóvel e mais sossego.
Depois de abandonar os arredores de Castelo de Paiva entra-se, de facto, noutra dimensão. A relativa urbanidade dá lugar a um cenário bem mais rural, natural e até agreste, com íngremes e escarpadas encostas a fecharem-se sobre nós, precipitando-se em direcção ao rio Paiva que, quase impoluto, se passeia lá em baixo.
Agora os automóveis são uma verdadeira raridade, a ponto de passarem menos de dez por nós, em todo o percurso que se seguirá, até bem depois de Canelas, já do outro lado do rio. Pedalamos aos 4 em linha na estrada, aproveitando o deserto de veículos motorizados que por lá se vive.
Continuando a despercebida subida (que mesmo assim ultrapassa a dezena de quilómetros) e distraídos que estávamos com a envolvente, rapidamente chegamos ao vale das Aldeias. Chamo-lhe assim porque neste enfiamento do vale do rio Paiva, existem uma série de aldeias plantadas ao longo da estrada nacional e outras, mais acima, implingradas na encosta. Vila Viçosa, Faval, Aziboso, Vila Chã, Vista Alegre, Pereira, Nespereira, Pertença e Lourosa sucedem-se em apenas 11Km de estrada
Em Faval arranca o desvio para visitar um dos patamares da encosta do Montemuro, o último mais acessível antes da serra se erguer definitivamente acima dos 800m para não mais os largar.
Foram 10Km de subida constante, primeiro para Norte e depois para Este, que rapidamente nos colocam acima dos 700m e com uma vista deslumbrante e privilegiada: primeiro sobre todo o vale do rio Paiva e depois, à passagem de Sarabagos, uma impressionante panorâmica que abarca o Rio Douro desde Entre-os-Rios até bem acima de Cinfães. Fantástico!
Vilar de Arca marca o final da ascensão e daí se pode escolher fazer a ligação até à N222, do outro lado da encosta, ou voltar para o lado de Alvarenga, encetando a descida do Montemuro.
E que descida! Que descida! O que se segue é perigosamente entusiasmante, mesmo antes de efectivamente começarmos a descer, já que a vista do percurso que nos espera é divinal, com uma enorme recta que serpenteia ligeiramente encosta abaixo e que desde logo anuncia o que se seguirá. Para terem uma ideia, vamos descer em 5Km, o que subimos em 10!
O início foi feito ainda um pouco anestesiados com o magnífico tapete que à nossa frente se desenrolava e a recuperar do susto de ter visto um dos cotovelos da estrada para Ervilhais, que surgia pendurado uma centena de metros acima, na íngreme encosta.
Mas eis que... o sangue na guelra que me acompanhou não se conteve e, quando eu encabeçava a mais de 65Km/h fui passado como se parado estivesse! Há registo de conta quilómetros a marcar 83Km/h mesmo antes de entrarmos na zona de ganchos do final e não era o chefe de fila! Muita prudência se aconselhava porque as rampas eram convidativas mas logo seguidas de fechadas curvas em que mesmo os M5 se tinham de aplicar para segurar os 100Kg de massa rolante. Apesar da ajuda da gravidade a minha prudência valeu-me o último lugar na Cavalgada das Valquírias do Montemuro...
No final da descida a satisfação era por demais evidente, não só pelo sorriso rasgadíssimo na cara de todos mas também por inúmeros impropérios que, naquela altura, serviram para apelidar carinhosamente a descida!
Não demoraria muito mais para nova descida se fazer, desta feita o tesouro que se esconde entre Donim e Espiunca e que foi um dos ex-libris do PIF*U. Esta, muito mais técnica, não permite tanto entusiasmo, mas é muito mais intimista e leva-nos para um desconhecido ainda mais místico e inusitado: a travessia do rio Paiva, em Espiunca.
A ponte de Espiunca é um extraordinário pedaço de isolamento. Ali estamos encaixados entre as íngremes encostas do Montemuro e da Serra do Gamarão e tudo o resto está longe, distante e numa dimensão aparte. O aconchego daquele pequeno pedaço de betão e paralelo é difícil de explicar, mas continua a ser dos sítios mais pacíficos onde já tive oportunidade de passar.
Misticismo aparte, the show must go on e a Lei de Murphy é extremamente clara nestes casos: Depois de uma importante descida e da travessia de uma ponte segue-se, invariávelmente, igual subida. E este caso não seria excepção. No nosso caminho tínhamos agora a Serra do Gamarrão e a longa subida da M505 por Canelas, ao encontro da N326 que, praticamente sem descanso, completa a ascensão à crista da Serra.
Mas antes, depois de 12Km de implacável subida, um último par de rampas fazem disparar as percentagens de inclinação para bem perto dos 20%, e esgotam ainda mais os aventureiros, já há muito espezinhados sob um sol abrasador.
Porém, a conquista é bem sucedida, e lá em cima tudo se esquece. A visão é magnífica, e as serras, montes e topos são incontáveis. Por muito que se espreite as rugas do terreno num mapa no computador, só estando lá se tem a real noção de como esta zona, habitualmente descurada, esconde inúmeras pérolas para os amantes de um carrocel asfáltico de exigentes subidas premiadas com deliciosas descidas.
E deliciosa é a descida para Paradela pela M1138. Apesar de todos os pensamentos já estarem na paragem para o abastecimento, especialmente líquido, no simpático café/mercearia à entrada da povoação. Ainda assim não deixamos de apreciar o magnífico carrossel que nos leva a espreitar consecutivamente, ora à esquerda, ora à direita, os dois vales que se formam graças à Serra do Gamarão com o vislumbre da N224 de um lado e da N225 do outro... Um regalo numérico consecutivo!
Um pouco de massagem à entrada de Paradela, atravessando a velha carvoeira de Palmira Ferreira Soares, que resistiu à colocação de novo asfalto e, por isso, obriga a cuidados redobrados. Ainda assim, permite uma mirada ao processo de fabrico de carvão vegetal, ou pelo menos à sua face mais visível, os fornos.
Estacionadas as montadas à porta, entramos no café, quintuplicando, assim de repente, a população daquele estabelecimento. À admiração da proprietária em receber tão inusitados visitantes por aquelas paragens seguiu-se um segundo de reflexão e um "Ainda há pouco tempo estiveram aqui uns colegas seus, lembro-me bem!". Não tardei a completar o seu raciocínio com a confirmação de que lá tinha estado a 1 de Maio com os participantes do PIF*U e que agora tinha vindo mostrar a outros amigos, os encantos daquelas estradas recônditas, retribuindo a hospitalidade.
De sandes de presunto, coca-colas e cerveja traçada servida em geladas canecas de metal se fez o divinal lanche e, assim se fintou, ainda que por pouco tempo, o tórrido calor que nos fustigava desde o vale das Aldeias, há largas dezenas de quilómetros atrás.
Entre um convite para a festa do Vinho Verde daí a uma semana e as festas da aldeia no fim-de-semana de 9 e 10 de Julho, despedimo-nos, prometendo voltar sempre que por aquelas bandas se pedalasse.
Permitisse o tempo e teríamos seguido a N224 para sul, apanhando mais umas estradas secundárias até Oliveira do Adra e daí de volta a Torrão. Mas os minutos eram contados e estava na hora de encetar o regresso directo ao ponto de partida.
Tomamos então a direita, em direcção a Castelo de Paiva, seguindo o trajecto original da N224, pelo centro, em paralelo, descendo depois à nova ponte Hintze-Ribeiro, cumprindo agora no sentido inverso e a descer, os quilómetros iniciais do passeio, percorridos horas antes.
Chegada com mais 89Km de asfalto gourmet calcorreados. A satisfação evidente e generalizada. Ficou desde logo expressa a vontade de repetir a experiência, num outro cenário idílico. De minha parte só tenho a elogiar a forma como o espírito proposto foi escrupulosamente cumprido: apesar de termos entre nós alguns pares de pernas com rotina de competição, neste dia deixaram de lado os galões para apreciar o prazer de pedalar... por prazer.
Regresso a Valongo de janelas abertas e com o vento a bater na cara, ao som do característico roncar de proximidade do motor da Hiace. Sobejava a sensação de contentamento e a certeza de uma manhã de ciclismo muito bem passada, a compensar completamente a ausência de mais ousadas aventuras...
(A minha máquina ficou na Toyota Hiace a dormir e por isso ainda espero por uma foto de telemóvel de um dos amigos que foi comigo, para ilustrar o passeio...)
--
Domingo: Desentorpecer ao amanhecer
Tive oportunidade de descomprimir com uma volta em ritmo muito desanuviado, em circuito entre Valongo e a Trofa, usando as estradas mais interiores.
Ida por Alfena, Água Longa, Camposa e Trofa, sendo o regresso pela N14, Carriça, São Romão do Coronado, Agrela, Sobrado e finalmente Valongo. Perfil muito simples mas, ainda assim, totalizou 750m de acumulado positivo.
Nada de especial a assinalar em 60Km cumpridos bem cedo, pela fresca, o que permitiu estar a arrumar a bicicleta um bom pedaço antes das 11 da manhã, hora em que o sol já se anunciava implacável, neste que foi o dia mais quente do ano.
--
Terça-Feira: Dia municipal da talega
Ontem queria fazer uma volta mais intensa do que o normal, focando-o especialmente na manutenção de um ritmo elevado. Já há muito que não fazia saídas a pensar na média e desta vez apeteceu-me fazer um auto-desafio e animar o andamento.
Como a BMC nunca tinha estado no alto da Serra da Boneca, já tinha um destino. Faltava agora o percurso. Tendo em vista as aventuras que normalmente faço, o meu interesse é praticar a regularidade nas subidas e não propriamente o sofrimento momentâneo em 5Km para depois passar 15Km a descer sem fazer nada.
Com isto em mente desenhei um percurso circular de 70Km, saindo de Valongo ao encontro da longa subida até ao Ecocentro da Boneca, pelo lado de Capela. Descida rápida para a marginal, em Sebolido, regressando pelo interior, por Branzelo, Aguiar de Sousa e Recarei, até casa. Assim teria pelo menos 1 subida bastante longa e vários retalhos consideráveis de ascendente para me exercitar.
Tinha como limite as 3h00 de percurso e portanto, desde cedo, tentei estugar o passo. Sem pensar muito nisso, cheguei Sobreira sem tirar a telega e, em jeito de auto-desafio, estabeleci um novo objectivo para esta volta: Chegar ao final sempre em prato 50, facto inédito, já que sou habitualmente um spinner, sempre à procura da relação mais leve possível e portanto, algo dependente do prato 34.
Relativamente modesta à beira de outras andanças que já percorri, a altimetria não deixava de ser interessante para uma passeata de final de tarde, como confirmam os 1100m de acumulado registados no final.
Foi curioso fazer a gestão entre pulsação, cadência e "feeling" das pernas ao longo do percurso, e aos poucos ir ultrapassando algum receio que existia de não conseguir fazer esta ou aquela porção de subida. Apesar de alguma desconfiança inicial, lá consegui resistir à tentação e adaptei a pedalada na volta das 70RPM e tentei manter a pulsação abaixo dos 170bpm, o que para mim é desafiante, já que facilmente encosto nos 185bpm em meia dúzia de pedaladas mais descontroladas.
A parte em que senti uma quebra mais notória foi logo a seguir à descida da Boneca, porque perdi um pouco o "fio à meada" em termos da gestão que tinha feito nos 13 ou 14Km de subida anteriores. Mas pouco depois já estava de novo em velocidade de cruzeiro e a subida de Aguiar de Sousa, a que (infundadamente talvez) mais me preocupava, acabou por ser feita mais rapidamente do que nunca.
No final consegui completar o desafio proposto e fiz a totalidade do percurso em talega o que, confesso, não deixou de me admirar embora reconheça que as longas tiradas não são o melhor local para fazer experiências do género "deixa ver quantos quilómetros aguento em talega até estourar" e por isso nunca tinha surgido a curiosidade de experimentar tal configuração de andamentos nos últimos meses.
No final foram cumpridos 71Km, com 1100m de acumulado e feitos à média de 26Km/h.
--
Saldo final dos últimos 4 dias: 3 saídas, 220Km e 4050m de acumulado positivo.
Chega agora um pequeno interregno marcado por um fim-de-semana longe dos crenques por terras do Gerês, para depois regressar às voltas a solo na primeira semana de Julho.
Até lá!
fogueteiro
30-06-2011, 08:48
Boas André,
conseguiste um feito ainda não conseguido por mim, este ano: Saír durante a semana. Há sempre alguma coisa que emperra a engrenagem e me impede de dar ao pedal durante a semana.
No final dizes que so vais pedalar na 1º semana de Julho. É no dia 6?????;);););):D:D
BMC+Boneca? Fica a faltar a foto do 'casal' André!
De vez em quando também sou cliente do dia municipal da talega... é um desafio interessante e bastante 'compensador' no final de uma volta com algumas subidas longas!
Na terça feira passaste por mim em Recarei.... a minha caad passa despercebida, mas a bmc atrai logo o olhar!.. e diz lá que aquela estrada do salto não é uma dessas (quase) deserta e fascinante?!
@Zé
Acuso o toque, mas dia seis é um bocadinho a meio da semana para mim :(
Devo ir dia nove para me despedir dos vintes e preparar a entrada na terceira idade :D
@Altino
Bem me parecia!
Sabes que fiquei a matutar uns bons metros depois de me cruzar contigo entre Rio Mau e Melres, porque me parecias mesmo tu. Fiquei só na dúvida porque o jersey era colorido demais para o que estou habituado em ti! E agora confirma-se... era o dia flower power? ;)
Mas cumprimentei-te e fui devidamente correspondido! :D
Quanto à estrada de Salto, depende do dia! :D
Ao domingo é uma romaria mas durante a semana gosto imenso de lá passar. Quando tenho mais tempo faço este circuito entre a Boneca e o Salto, para matar saudades dos quelhos d'outras paragens. E, apesar de ser um serviço remendado, à portuguesa, a R108 já está em muito melhor estado o que só torna as coisas mais agradáveis.
Já agora, lá para os lados de Branzelo, no final da primeira subida que vem da R108, mal a estrada fica plana, há ali um corte à esquerda que, segundo o gMaps vai dar "uma ganda volta" indo ter a Saint Peter de la Buraca. (mapa (http://maps.google.com/maps?saddr=R.+da+Central&daddr=41.122985,-8.5016809+to:R.+Aldeia+de+Beloi&hl=pt-PT&ll=41.122297,-8.477883&spn=0.021401,0.045447&sll=41.127082,-8.463936&sspn=0.0428,0.090895&geocode=Fdj4cgIddF1__w%3BFal8cwIdUEZ-_yn_XGMBTH0kDTGhYaG0vesAEw%3BFRy0cwId1mV-_w&mra=dme&mrsp=2&sz=14&via=1&z=15)) Tens ideia do interesse/estado dessa estrada? Quando vinha para o Salto, um grupo de ciclistas que ia mais à frente virou para aí e deixou-me intrigado...
Quanto a fotos, desta feita não houve. Mas numa próxima subo pelo lado Sul, pelo temível ecocentro, e documento o momento.
Boas pedaladas!
fogueteiro
30-06-2011, 09:35
Essa da 3ª idade após os 30 eu é que acusei!!!!:mad::mad::D
A estrada que mencionas tem algum interesse, já que 'rapidamente' se consegue chegar a S Pedro e Valongo/Sta Justa, no entanto não a frequento muito uma vez que logo depois da subida inicial, na descida para Covelo, existe um troço de 500m em muito mau estado e mais à frente um outro de 800m em cubos irregulares e a descer... Por estes dias colocaram lá 300m de tapete, pode ser que os outros 1300m tenham a mesma sorte!
Tens também um outro atalho para a bela localidade de Saint Peter de la Buraca por aqui (http://maps.google.com/maps?saddr=Av.+do+Castelo%2FN319-2&daddr=41.1331872,-8.4575818+to:S%C3%A3o+Pedro+da+Cova,+Gondomar,+Por tugal&hl=pt-PT&ie=UTF8&ll=41.136714,-8.466511&spn=0.056692,0.132093&sll=41.110852,-8.456297&sspn=0.056714,0.132093&geocode=FaOJcwIdEy5__w%3BFYOkcwIdk_J-_ynzrfq7DIgkDTFhq-i3vesAEw%3BFbP0cwIdcyN-_yk_ZreCmmIkDTHw7ZDkvesABQ&mra=dme&mrsp=0&sz=14&via=1&z=14), por Aguiar de Sousa, bem mais agradável (menos transito, melhor tapete), ainda que com uma última parte da descida em pavé... Esta já é uma alternativa que faço uso nas minhas 'rapidinhas' de final do dia!
- Foi no centro de Recarei que me cruzei contigo
@Zé
Tu já estás na quarta idade! :D
@Al
Obrigado Altino... entretanto a trocar impressões com outro amigo descobri que já tinha feito a estrada ao contrário, vindo da Serra da pia e subindo depois por uns quelhos de BTT para Branzelo e daí para o "monte do meco" para regressar pela crista até valongo.
De facto ali a seguir ao rio (para quem sobe) está algo maltratada, acrescentando o facto de a rampa ser bastante empinada, mesmo para as desmultiplicações de BTT. Até tem por lá uma tabuleta que diz "Serra".
A alternativa que indicas também conheço e às vezes quando tenho vontade de apanhar um bocadinho de pavé, faço-a a descer e vou até Valongo pela Santa Justa. Já tenho visto muito maluco por lá, a descer das mais variadas formas, incluindo de patins em linha!
Quanto aos encontros... bolas... a proximidade terceira idade já me está a afectar! Será que tens um sósia? Em Recarei lembro-me de passar por ciclistas e um deles perto do cruzamento principal, mas de facto não fixei nenhum em particular... :(
Numa próxima usa o método milenar de comunicação verbal que incluí um berro e o nome próprio do interlocutor!
Petite Force: Metade 34, metade 50!
Não, hoje não foi dia municipal da talega. :D
Foi uma pequena fugida de final de tarde com um percurso misto bem vincado.
Valongo > Vilar da Luz > Assunção > Frazão > Sobrado > Valongo.
Metade inicial a subir, culminando com a subida da Assunção e a segunda metade extremamente rolante sem subidas dignas de nota, interessante para espremer as minhas parcas qualidades de rolador.
O final de tarde estava ainda bastante quente e isso notou-se bastante na primeira parte da volta e em especial na subida da Assunção.
Na zona de S. Miguel-o-Anjo e Vilar da Luz ainda consegui acompanhar um colega do pedal que vinha da Areosa também para subir a Assunção mas na grande subida ele descolou e seguiu por lá acima a muito bom ritmo.
Fiz a subida em 28:30, uns 3 minutos mais lento do que o meu melhor tempo naquelas bandas. De qualquer forma não ia propriamente para lá marcar o tempo, senão tinha optado por ir pela N105 para ir mais fresco e atacar a subida com menos acumulado nas pernas.
Lá em cima inicia-se a segunda parte da volta, mais rolante a partir dos topos finais da serra e que deu para manter a média bem acima dos 35Km/h quase até casa.
No final foram 59Km, com 980m de acumulado à média de 25.8Km/h.
Está fechada a semana com 120Km que já devem compensar, de certa forma o interregno do fim-de-semana.
--
A todos os que vão pedalar nos próximos dias, boa viagem!
Olá Duchene,
Recuperando o post da tua volta de sábado, a descida que fizeste por Ervilhais é a que vem ter a Pereira cá em baixo? O cotovelo que falas por acaso não é aquele em Pindelo?
Se puderes posta aí o mapa por favor.
Abraços e boas pedaladas
Olá Mingus!
A descida que fizemos é um pouco mais ao lado. Mas olhando para o mapa, o cotovelo mais saliente é de facto nos arredores de Pindelo, pelo que deverá ser esse o que avistamos.
Podes ver o report Garmin aqui >> mapa (http://connect.garmin.com/activity/94743522)
De facto é a estrada paralela à que eu fiz a subir. Obrigado pelo track. Pode ser que ainda venha a dar jeito. :-)
Abraço
Na altura ainda pensei castigar toda a gente com a subida por Ervilhais, mas depois ficávamos num "beco sem saída" forçados a ir para o lado da N321. Daí ter sido um pouco mais modesto na abordagem. Mas o susto que apanhei a olhar para lá, vai valer certamente uma visita, um dia destes.
Se quiseres mais ideias que se materializam à volta desse track, podes ver o track do PIF*U no tópico do evento.
Abraço!
Petite force: Ainda a talega
Mais um dia Municipal da Talega, desta feita com a subida da Agrela para uma saída de final da tarde de descompressão. O trabalho tem andado impossível e precisava mesmo de ir estourar alguma energia.
Depois de Capela, a semana passada, já posso dizer que tenho pernas para fazer a Agrela sempre em talega, assim como o fiz no restante do percurso:
Valongo > S. Miguel-o-Anjo > Camposa > Covelas (Ecocentro) > Santo Tirso > Vilar da Luz > Água Longa > Agrela > Seroa > Lordelo > Sobrado > Valongo
O resultado até foi engraçado: 64Km, 1005m de acumulado, 27,1Km/h média.
A Agrela, feita à média de 19Km/h, foi subida em 15:32. Ainda assim isto é mais um minuto e quinze segundos do que a minha melhor subida, conseguida há exactamente um ano atrás. Mas percebo que os andamentos mais pesados tenham atrasado ao invés de se traduzirem num mais rápido deslocamento... e a minha regularidade é muito pior do que era há um ano atrás.
__
Tenho tentado quebrar a monotonia com estes pequenos desafios, mas na verdade estou desejoso é de voltar onde me sinto como um peixe na água: as longas tiradas.
Felizmente se correr tudo como previsto, afigura-se próximo esse regresso! Espero é que não seja ambicioso demais para um quase trintão! :D
Olá Duchene,
No fim de semana também andei por esses lados. Como morei muitos anos em Alfena, às vezes dá-me a saudade de ir para aí pedalar, mas ainda só consigo fazer metade da Agrela na talega. :-) Como o conta-kms avariou só consegui controlar a hora em que começei a subida e a hora em que terminei. Às 10:12 estava a passar a torre e às 10:28 estava na rotunda, o que dá um tempo entre os 16 e os 17 minutos, mas acho que dá para melhorar um pouco.
Quanto às grandes tiradas cheira-me que vai ser bem acima dos 200kms com uma fantástica ascenção inicial já tua conhecida e final em grande com conquista de nova altitude. Cuidado com o calor.
Não me digas que foi um passarinho que te contou os meus planos? Eu até o castigava mas a esta hora já deve estar a ter castigo que chegue com um Castro Laboreiro a tentar morder-lhe os calcanhares! :D
Mas os meus planos serão qualquer coisa por aí... com o objectivo de passar pelo menos mais um recorde pessoal... vamos ver se a ferrugem não atrapalha :) Espero que o tempo se mantenha assim entre o fresco e o primaveril já que, embora a zona não seja muito agreste, sempre ajuda...
E tu não te desleixes! Ainda tens aí uns planos por cumprir!
_
A Agrela é um engraçado laboratório. Eu não sou muito dedicado, e por isso o melhor tempo é "normal", mas com jeitinho e perseverança, tudo se melhora. O que custa fazer com a talega são os cotovelos que ficam +/- a meio. Mas depois de ultrapassados em crenques, dá para voltar ao ritmo suficiente para não ter de baixar da talega. Pessoalmente acho que é mais uma questão psicológica do que física e é também essa preguiça que tenho andado a tentar contrariar.
So é pena é não haver nenhuma daquelas subidinhas de 20Km aqui pelos arrebaldes... essas sim são interessantes em termos de gestão de pedalada e podiam ajudar, e de que maneira, à progressão de forma.
Se calhar estamos a falar de planos diferentes, visto que os que eu referia foram-me contados por ti. :-) De qualquer forma devem ser graaaandes planos.
Eu estou aqui às voltas com o mapa da tua sugestão para o Marão. A ver se é possível no sábado....
Quanto à Agrela é exactamente nesses cotovelos que baixo a mudança, mas deve ser como dizes, mais psicológico que físico. O raio do vento que por lá faz também não ajuda muito.
E olha, gostava de ter os arrebaldes de Valongo para as voltinhas rápidas semanais. Aqui por baixo, perto de casa, a única "subida" para treinar é do freixo até à Areosa. :-)
Boas pedaladas
http://i56.tinypic.com/349dy7c.jpg
Do avassalador e majestoso reino do granito ao (quase) espalmado império Minhoto, Sábado foi dia de regresso às aventuras de estrada a solo.
E nunca tinha feito nada com tamanha variação quer de perfil quer de paisagem. Do assombroso maciço granítico da serra da Peneda, com os seus segredos bem escondidos nas inclinadas estradas das encostas da Gavieira, passando pelo espraiar do terreno junto ao rio Minho e, finalmente, uma espreitadela aos encantos da serra de Agra.
Foram 160Km, com 2900m de acumulado positivo em 9 horas de relaxada viagem por terrenos em constante mutação. Uma espécie de reconhecimento tudo em um, a preparar 2 voltas mais dedicadas que tenho pensadas para esta zona, que ainda não tinha visitado a pedalar.
Mas para já o pensamento está no PIF*à nossa moda (http://www.forumciclismo.net/showthread.php?3259-PIF*%E0-nossa-moda...) e na forma sádica como posso apimentar o percurso, presenteando assim os atrevidos que aparecerem... :D
Boas pedaladas!
fogueteiro
18-07-2011, 09:48
André,
cuidado com os Castro Laboreiros!! Eles são grandes e tem uns dentes a condizer.:D:D:D
Nada disso! Até ajudam a melhorar a já excelente zona e paisagem. Qaundo andei por lá, há duas semanas, tirei umas fotos a uns aflorametos rochosos impressionantes mas as fotos saíram uma miséria (nem sei como aconteceu...;);))
Gostaste da Gavieira? Encaixada entre duas vertentes, ficou-me na retina de tal maneira que não mais me esquecerei. Passaste na Gavieira a descer ou a subir?
Mostra e escreve mais.
Eu também sou grande, tenho um bidão de litro cheio com bebida isotónica reles da Decathlon e não tenho medo de a usar! :D
Danielkezia
18-07-2011, 17:29
E isto agora é assim? meteres fotos destas para meter inveja?
A mim em particular não me estás a fazer inveja pois ja conheço bem a zona através dos seus trilhos e caminhos de pé posto, segundo as cartas militares o dizem!! Que sitios excelentes!! Acho que se andam a descobrir muitos caminhos..........
Eu tou farto de dizer isto por aqui. Mas fico todo ruído quando vejo os locais por onde este pessoal passa...
E volto a dizer... Mas porque raio havia eu de viver no Oeste???
tranquilo
18-07-2011, 20:52
Touché Miro, Touché.
E eu até fui simpático. Se quisesse ser mauzinho colocava esta imagem (http://i56.tinypic.com/2z3ozmd.jpg)...
Eu nem é pelas imagens. Felizmente levo 12 anos de bicicleta. Já percorri Portugal na sua grande maioria de bicicleta de BTT. É mesmo pela questão das estradas. É que eu adoro trepar. E isto aqui, vais a Montejunto e ficas-te por aí... Já tou farto de Montejunto...ehehehehe
se quiserem dar uma olhadela por estas fotos. Também tem umas paisagens jeitosas :) http://travessiabtt.blogspot.com/p/fotos.html
Então, quanto à geografia, nada feito... Nesse aspecto pensa sempre positivo: se estivesses para os lados do Spartaan era bem pior! :D
boas quando se diz que a agrela serve para testar as nossas capacidades,e concordo, que dizer da assunção aí sim já se consegue alguma gestão de pedal, e já será uma boa ajuda para se melhorar o rendimento, (digo eu) pois as duas são perto uma da outra ,e prefiro a assunção para treinar subidas.
realmente isso é ser mauzinho!!!!parabens
Duchene, seu filho duma grandesíssima ....!!!!! :P eheehhe
Eu aqui para os meus lados tenho a arrábida e pouco mais em termos de subidas a sério, de resto é tudo (+-) plano...
A malta daqui mostra as subidas intermináveis, a malta das zonas planas mostra o conta quilómetros do TGV... cada qual com o seu entretenimento! :D
Mas no final, tudo se resume a empurrar e puxar, alternadamente, cada um dos pedais, fazendo mover a paixão pelas bicicletas!
http://i53.tinypic.com/6htbio.jpg
Uma zona tão esquecida, que nem o olho que tudo vê do Google desvenda o que por lá se esconde. A descobrir amanhã, em mais uma aventura a solo por estradas desertas e fascinantes...
Depois conto como correu!
Paulo V.
29-07-2011, 16:33
E onde é essa zona esquecida? Norte?
Danielkezia
29-07-2011, 18:23
Metes-me um nojo....
Deverá ser algures em Portugal !
Boa volta amanhã ;)
Grandes voltas !!!! Parabens Duchene !!!! Vais sempre sozinho ????
http://i52.tinypic.com/16a85mf.jpg
Já está!
170Km, 3300m de acumulado positivo e oito horas e meia a rodar crenques ovalizados sob um tórrido sol de Julho que ainda não ouviu falar da baixa de temperaturas no litoral...
Sonhei, quis e fui descobrir as costas do Alvão. Andei por estradas que quase posso jurar nunca viram um cicloturista e vi um lado da serra que escapa ao circuito tradicional de Lamas de Olo. Pinduradouro nunca mais será o mesmo e eu também não. Quem diria que um engraçado nome no mapa escondia tantos segredos...
Mas também conheci a estação mais florida de 1969, fui às Fisgas de Ermelo e dei por mim completamente espezinhado nos 14Km demolidores de Campanhó sob uma implacável temperatura acima dos 38 graus.
Mais um dia pleno de estradas muito desertas e incrivelmente fascinantes, para adicionar ao meu rol pessoal, este especialmente saboroso.
--
Um obrigado especial ao Zé por ter acertado na mouche e pelo ânimo necessário para levar de vencidos os últimos 4Km de Campanhó. Depois do terror passado o Alto de Espinho pareceu bem mais fácil e foi feito em talega!
--
Desculpem as respostas não terem saído logo mas não vim ver o fórum desde ontem ao final da tarde
@Paulo: Agora já posso dizer. Sim é cá no norte
@Nikes: Obrigado, correu tudo bem!
@guzz: Por norma sim. Gosto de gerir o ritmo à minha maneira e ainda para mais, fotografo muito.
Paulo V.
30-07-2011, 19:14
Finalmente algum fumo branco ;)
Todo o dia em suspense ;)
Duchene . . .
Estava para aqui a pensar com os meus botões "gostava de o acompanhar um dia destes" . . . lol . . . invejo essas paisagens que tu desfrutas . . . costumas a sair logo a pedalar de casa ? ou levas a bike com algum transporte ?
Depende muito da volta, mas como já conheço praticamente todas as vias possíveis e imaginárias para sair de casa a pedalar, ultimamente tenho aproveitado o carro ou o comboio para ganhar alguma vantagem, começando as voltas mais perto da zona que quero explorar.
Os 80 ou 90km que ganho com isto, permitem alargar bastante o leque de estradas a descobrir. Por exemplo, para fazer a volta de ontem, saindo de casa, teria de percorrer mais 120km, o que está bem longe das minhas capacidades!
o comboio é 1 grande ajuda :P lá issooo
Simplesmente fantastico. Gostava de ter a mesma capacidade para criar assim os percursos.
Deve ter sido um lindo passeio. Ainda não fui descobrir a Serra do Alvão... apesar de já estar agendado há muiiiitoo =/
O comboio dá um raio de acção muito maior, além de ser um meio de transporte barato !! ;)
O duchene deverá confirmar isso... mas não é preciso capacidade nenhuma para criar percursos. É preciso ter tempo para pesquisar as estradas nos mapas google. Pessoalmente sou um doido por essas pesquisas, estou sempre a criar percursos, ver estradas, ver a altimetria... há tanto para descobrir !!! A parte pior... é concretizar os percursos na prática :D
Boas pedaladas !!!
Eu a conta do amigo Duchene e não só, também me aventurei no planeamento de rotas... Depois de comprar o Edge 500 e começar a planear as rotas, tem sido a loucura :)
Por enquanto ando a descobrir os quelhos à volta de casa, isto porque não tenho tido tempo para tirar 1 dia só para a bike. Mas já tenho planos para o próximo mês iniciar as minhas viagens de comboio ;)
Danielkezia
01-08-2011, 07:59
Muito bem feito e pedalado companheiro! Faz a fineza de meter aí o mapa ou percurso disso e mais algumas fotos!
fogueteiro
01-08-2011, 08:44
André,
é isso mesmo... está já ninguem ta tira!!! É tua de pleno direito. Conquistaste o Campanhó, com as condições climatéricas a não ajudar nada. Deve ter sido terrível, sem sombras, cafés, tascos, e fontes. Mas já está.
Quanto ao telefonema, não custou nada, e pelos vistos acertei na hora, minuto e segundo. Os amigos são para os momentos mais difíceis:D:D.
Acredita que depois foi mais complicado tentar explicar (o inexplicável) à minha mulher, que pela nhésima vez me perguntou: "Que é que vos leva a andar sózinhos, com este calor, a subir serras e a martirizar o corpo dessa forma?"
Parabéns, mais uma vez.
De facto planear os percurso não é propriamente física nuclear. Mas implica queimar a pestana de volta do Google Maps, Bing, ViaMichelin e inúmeros websites que reúnem informação sobre os locais onde pretendo passar. Depois é juntar uma dose de rebeldia e uma grande aversão a estradas principais, e temos os ingredientes de algo que pode ser interessante...
--
@Daniel
Quando estiver bem disposto, escrevo o relato. Entretanto, podes ver o mapa aqui (http://connect.garmin.com/activity/102835232).
@Zé
De facto para quem está de fora não é muito concebível as tolices que se fazem pela paixão à bicicleta mas, sobretudo, por paixão ao nosso património natural, edificado e populacional.
--
Ao rever os dados de Campanhó, fica claro como o homem da marreta andou bem perto. Foram precisas praticamente 2 horas para levar de vencida a serra, com várias paragens e com o pico de temperatura a registar-se sensivelmente a meio da subida.
É uma vertente mesmo muito desprotegida. Haverá como te disse poucas dezenas de árvores a dar sombra ao longo dos longos quilómetros de subida. Há apenas uma fonte à entrada de Tijão e tanto esta aldeia como Campanhó ficam consideravelmente afastadas da estrada principal e a uma cota mais baixa, o que torna pouco prudente qualquer tentativa de ir lá abastecer.
Apesar de tudo e olhando agora com o devido afastamento, é uma subida extremamente interessante, e de uma complexidade maravilhosa, quando comparada com a aparente linearidade que transmite no papel...
Já tenho uns bons quilómetros de subidas naquelas encostas, mas ainda há muito mais para explorar, especialmente na vertente Sul do Marão, entre o Alto de Espinho e o rio Douro.
Quem sabe, já numa próxima aventura... :D
Danielkezia
01-08-2011, 10:05
André, passaste por aqui?
Se foi, já passei em Btt e apenas cruzei a estrada que estava bem pintada por outros tempos da Volta a Portugal certamente! Pareceu-me ser uma boa empreitada para fazer na fininha!
Se quiseres apago a foto depois!
http://img823.imageshack.us/img823/7972/gedc3007.jpg (http://imageshack.us/photo/my-images/823/gedc3007.jpg/)
Passei pois e com a língua bem de fora! Aquela indicação de Centro de Campanhó é bastante optimista :D
A subida ainda o ano passado fez parte da volta, assim como fez (não sei se também o ano passado) a N206 acima de Ribeira de Pena, já que a estrada estava também pintada com incentivos ao Cândido.
Num dos rails da estrada que seguia para os arredores de Ermelo havia também um autocolante com um ciclista, já bastante queimado do sol, mas a denunciar que eventualmente também já por lá tinha passado o circo da Volta.
Danielkezia
01-08-2011, 10:44
Aquilo pareceu-me ser duro, mas tenho de falar com conhecimento de causa!! Tenho de me localizar no espaço e no tempo. Na pagina da garmin não consigo ver como descarregar o percuso. estou a ver mal ou não está disponivel?
André se passaste nesta subida, se calhar tb já a tinhas cruzado em btt ou nem por isso?
Nunca andei de BTT concretamente em Campanhó. Passei perto ou à vista na Douro Bike Race e na maratona do Marão 2010. Mas não me atreveria a ir para aqueles lados com este calor em versão offroad. Destilo a uma velocidade ainda maior e aí é que apanhava certamente uma valente marretada!
-
A subida em si não tem grande dificuldade. 80% do tempo rolas abaixo dos 5%. Aqui e ali, uns troços a 8 e a 11%. Nada que assuste. Nem a distância é problema, porque no Montemuro já subi mais Km, mas com menos mazelas. E também depende de onde vens. Eu cheguei à entrada da subida já com 100Km e 2000m de acumulado nas pernas e desde a N206 que não havia um único café ou similar na minha rota. 50Km de vazio em que foram apenas as muitas fontes ao longo da estrada e das aldeias a assegurar o abastecimento de líquidos. Nada de coca-colas para animar o espírito...
O grande problema ali é mesmo o facto da subida ser muito desprotegida e sobretudo muito árida. O xisto branco reflecte o calor de uma forma incrível!
Num dia de muito calor como no sábado, às 2 da tarde, vais literalmente a tostar. E apesar de estar devidamente alimentado e hidratado, cedi um pouco no plano psicológico, o que complicou as contas da subida. Andei na terra dos Zombies uns 8Km até engatar nos últimos 3Km e disparar na descida até Campeã, para abastecer de algo mais biológico. Belas tangerinas!
--
O percurso mando-te depois por mail.
Já é um pouco redundante dar-te os parabéns por estas empresas a solo...;) parabéns!
Quando andei por esses lados, ainda olhei para o vale a seguir a Bilhó, mas não achei boa ideia descer até lá a baixo :p... pelos vistos há que subir bastante para regressar à "civilização"!
Vai riscando... qualquer dia lá vou eu na roda de um dos teus percursos!:cool:
Danielkezia
01-08-2011, 12:14
Hum, cedeste no plano psicologico foi? É coisa que não me tem acontecido porque desde á muito tempo e porque tenho o corpo bem treinado para o que pretendo fazer.
Não é facil bem sabes ir sozinho por uma subida fora algo desconhecida e a tostar, a cabeça começa a facilitar e quando dás por ti estás quase parado.
Convem relatar as coisas desta forma para que o pessoal não pense que os homens das grandes tiradas solitarias não passam maus bocados. Eu pessoalmente á muito que não os passo, mas é preciso força e coragem. Não é só força nas pernas que importa e não são os treinos durante a semana que nos preparam para isto a nivel psicologico.
Uma coisa que estou admirado é a quantidade de fontes de agua que existem. Eu tenho a opnião que nesses sitios agua pelo menos no meio do monte é uma falta enorme.
fogueteiro
01-08-2011, 13:35
Acredito que a força psicológica é a mais forte de todas e a mais necessária. As pernas, com mais uma sande e uma cola, lá vão rodando, mas a cabeça não.
Eu também já passei por isso, não pelo que estava a passar no momento, mas sobretudo por pensar que ainda me faltavam tantos kms para percorrer. Esse sentimento, a mim, mata-me, por isso é que eu vou sempre a fazer contas de cabeça, tipo: Se eu fizer esta média chego às tantas horas? se eu parar 5 minutos, que andamento devo impôr para recuperar o tempo perdido?
Já me acontceu, não estar com vontade de fazer contas, então pús-me a cantar em altos berros. Aproveito para pensar na vida, colocar as ideias em ordem, mas fugir ao máximo dos pensamentos que me possam prejudicar. A cada volta é reforçada esta capacidade, e estou certo que o André depois desta ficou ainda mais forte.
Quanto às fontes, por vezes descoramos este aspecto, mas esquecemo-nos que elas são mais frequentes nos vales do que nas encostas. Por isso é mais que obrigatório ir parando nas que pelo menos existem.
O cérebro é como qualquer outro músculo, treina-se! :D
E apesar de na altura não estar propriamente positivo a ponto de ver as coisas de uma perspectiva evolucionista, a verdade é que a cada solavanco destes, há mais um mecanismo de defesa que se cria e mais bem preparado ficarei para enfrentar novos desafios. Aliás, mossa fizessem e tinha logo arrumado os pedais o ano passado, quando me vi em apuro semelhante para os lado de Celorico.
Em todas as voltas tenho um momento destes, mais ou menos prolongado. Longe de ser fatal, cria ali algum arrasto que é preciso saber vencer. E não há uma causa comum ou garantida. Hoje poderia fazer a mesma volta e não vacilar. O clique é dado por um determinado conjunto de factores que só na hora se conjugam de forma negativa. Claramente em Campanhó o problema maior foi o extremo calor.
Fisicamente havia energia de sobra (aliás notou-se a subir para o alto de Espinho) mas animicamente faltava alguma coordenação. Subi bem até Tijão, quebrei até acima de Campanhó e depois voltei a recuperar. Eventualmente sofri por antecipação e paguei o respectivo preço.
A cabeça prega-nos estas partidas mas, ainda assim, continua a ser uma maquineta fascinante. Em 10 ou 12h de viagem solitária há muito em que pensar e muitas estratégias para enganar o tédio. As minhas preferidas são as perguntas filosóficas sobre geografia e etnografia: "Porquê aqui?" pergunto eu mirando uma aldeia perdida na solidão árida da serra...
Depois há todo o cálculo de distâncias e médias e cadência e pulsação como o Zé referiu e bem. E o constante "fotografar" e fotografar. Ora com os olhos, ora com a maquineta digital...
Aqui e ali lá se passam os maus bocados, mas também é desse sal que vive esta salada de emoções servida nas longas tiradas.
Como diria o quarteto metálico de São Francisco: O que não te mata, faz-te mais forte!
--
As fontes são mais abundantes nos maciços graníticos, aquíferos por excelência. Por isso o Gerês e o Marão são tão bem fornecidos destes pequenos oásis. Nas aldeias do Alvão há quase sempre uma bica central, que garante um abastecimento precioso, mesmo a grandes altitudes. Confiança para beber, só mesmo nas fontes mais remotas. As que são mais próximas de zonas densamente povoadas serão apenas para refrescar...
A título de curiosidade, a fonte do parque de merendas à face da estrada depois de Ermelo debita qualquer coisa como 100l de água fresquíssima por hora ou, se preferirem, um bidão de litro em apenas 6 segundos! Um regalo para um viajante acossado pelo calor como eu!
Cada vez que faço voltas longas passo sempre por um bocado "mais complicado". Nunca senti problemas físicos, mas a cabeça começa a fraquejar e parece que as pernas seguem hahaha isto acontece sempre entre as 14h e 17h, passado essa fase... parece que poderia andar mais 10h :D
Boas pedaladas !!
Danielkezia
01-08-2011, 15:33
Nikes, porque não parar entre essa hora num café ou programar uma descida de 3horas? ou tipo Fogueteiro, tiras ar ao pneu e pedes boleia e depois enches de novo!!
André, eu até te fazia mais umass perguntas para entreteres a malta com os teus textos todos chikes como eu já te disso, mas depois ias perder tempo de treino/passeio e isso depois servia de desculpa!
É assim mesmo que gosto de lêr, convem que as pessoas entendam tudo o que sentimos ao logo de uma viagem soltaria para depois nao dizerem que empenaram da cabeça e as pernas estavam categoria!!
Eu nos momentos de tédio começo a pedalar feito maluco a cantarolar musicas de anuncios parvos de tv!! é certo que se passar por uma boa vaca lavadinha paro a imaginar o prazer que o boi tem ao ver aquela quantidade de bife soculento ali a reluzir....pah cada um com a sua panca, mas ha cada vaquinhaaaaa hehehe
http://i53.tinypic.com/34qpp9w.jpg
A festa da Volta na Senhora da Graça já viu melhores dias, diz quem por lá já assistiu a dezenas de chegadas. Ainda assim continua a ser um peculiar pedacinho desta forma tão simples de ser português, que incluí vinho tinto, cerveja, churrasco, música aos berros e muita boa disposição.
Ao contrário do ano passado em que apenas subi desde o sopé e fiquei por lá a passar tempo, este ano houve tempo para uma pequena volta de 50Km antes de atacar a subida. Munido de boa companhia, fizemos o percurso de Mondim até Bilhó, seguindo depois para as fisgas de Ermelo, regressando a Mondim para então degustar o prato principal.
Já conhecia o percurso na sua totalidade, mas por ali não há muito por onde inventar com os quilómetros tão contados, sendo que ou era Ermelo ou era a circum-navegação do Monte Farinha. Ganhou a cascata!
Bilhó já tinha feito o ano passado no sentido contrário e às fisgas fui a semana passada. Apesar de tudo há sempre algo novo para ver, especialmente no troço até Bilhó, já que a descer se perde muito do que nos rodeia, cortesia da velocidade. Como desta vez a velocidade era mais reduzida, ficou a ganhar a vertente turística.
Em Mondim paragem para um compal e siga montanha acima. Destilei a bom destilar sob o calor das duas da tarde, e a pulsação andou sempre animada ao longo dos oito quilómetros e meio da subida. Cheguei lá acima em 39m55s e bastante satisfeito com a forma como resisti a baixar o ritmo. Normalmente sou preguiçoso para estas coisas dos treinos de alta intensidade, mas ontem lá fiz o sacrifício.
Desci e acompanhei o meu amigo nos dois quilómetros finais de subida antes de regressarmos novamente ao pórtico dos 4Km para a meta, onde tínhamos a nossa base logística instalada. Banho, almocinho e 5 minutos de papo para o ar, antes de começar a pré-arrumar tudo.
Agitação maior com a chegada dos ciclistas e levanta-se o habitual coro de incentivos. Pelo meio distribuímos umas coca-colas geladinhas que fizeram as delícias dos menos desconfiados, especialmente dos que, na cauda do grupo, já suspiravam por algum açúcar. :D
Feita que estava a festa, toca a empacotar e a secar nas filas até passar o centro de Mondim.
Para o ano, se o senhor presidente da câmara de Mondim de Basto quiser, há mais!
André, fizeste quase a mesma coisa que eu no ano passado, também fui de manha até ao ermelo. A diferença é que eu optei por abastecer com "drei Bier bitte" antes de enfrentar o monte, o que me custou uma penosa subida até ao último dos 8km, com uma paragem 'técnica' pelo meio! Este ano era para lá ir fazer uma espécie de vingança, mas o aquecimento de manha correu mal...
Obrigado pela lembrança
Abraço
*e nos próximos dias cuidado com os relatos que colocas por cá, é que não vou poder 'ir na roda'
Danielkezia
10-08-2011, 08:02
Tu até tens jeito para o fotoshoph! Essa cara limpa e sem suor é claramente á saída de tua casa e o sitio já se sabe qual é, mas nada a apontar. Acho que trabalhas muito bem com os computadores e tal :) brincadeira amigo, boa foto!
André, hás-de me explicar porque as tuas fotos têm sempre uma nitidez e contraste de cores fabulosa. Isso é tratamento pós-foto ou é mesmo a máquina que é muito boa?
Desculpem o "ligeiro" off-topic
@mr.al
Vontade seja feita! De facto só volto ao pedal daqui a uns longos dias... mas não há de faltar por aqui boa gente que possa fazer a minha vez em voltas mais malucas. Se daqui a semana e meia já estiveres fino, falamos...
@Daniel
Não sabes estar calado? Se não falasses ninguém ia reparar! Eu sabia que a serra da boneca lá atrás me ia denunciar o esquema, mas até agora tinha resultado...
@Ricardo
Se achas que as minhas fotografias são interessantes, tens de espreitar as do jimlizard!!! :D Pena que ele se dedique mais aos RWD e menos à Willier... :D
Na verdade a máquina é apenas parte da equação. Tanto fotografo com o telemóvel como com uma máquina XPTO. Se o momento for bom e a composição estiver à altura mais de meia foto está feita.
Depois há claro os pózinhos que se dá no pós-processamento. Normalmente como não tenho muita paciência fico-me só pelo básico e, não raras vezes é deveras "martelado". :o
O mundo é mesmo pequeno, já comprei material fotográfico ao jimlizard. Sorry pelo off topic.
http://i54.tinypic.com/t988et.jpg
Este fim-de-semana prolongado fez-se de mais de 600Km de passeata automobilizada em busca de desertas e fascinantes estradas, dispostas a serem calcorreadas de roda fina.
Foi uma missão extremamente bem sucedida e, por isso, já fervilham ideias para novas aventuras. Viagens plenas de paisagens verdadeiramente deslumbrantes mas cujos encantos, certamente, não se deixarão conquistar facilmente...
Olha ela (estradinha) a chamar pela malta....
Que foto fabulosa.
paradawt
17-08-2011, 17:37
Dá vontade de lhe dar gás :D
http://i56.tinypic.com/wve96w.jpg
(clicar aqui (https://sites.google.com/site/marioandrecarvalho/deposit/reino_do_granito_r.jpg) para ver em tamanho mega super ri fixe gigante)
Aqui já tinha passado por alturas da minha incursão às estradas da Peneda a pedalar, mas é sempre bom recordar um dos magníficos bilhetes postais da região.
Em Setembro podemos ter novidades para quem queira conhecer esta e outras estradas desertas e fascinantes... ;)
Pronto, já passei aqui uns minutos a babar-me para cima do teclado. Muito fixe ver a estrada a serpentear a serra e as aldeias lá em baixo. Faz-me lembrar um dos passeios que fiz ao Montemuro onde se pode ver um pedaço da estrada e a aldeia de Noninha lá em baixo. Desculpa mas tomei a liberdade de pôr a foto no teu tópico. Apaga se achares por bem ;-)
http://img192.imageshack.us/img192/8051/img036rw.jpg
Vai ser um mês de Setembro quente :-) :-)
Que apagar?! Coisas bonitas são sempre bem vindas. :D
O Montemuro é de facto um microcosmos fascinante. Das encostas bravas do lado sul à imensidão da vertente Norte há mesmo MUITO para lá explorar. Pena(?) que passe ao lado de muito boa gente...
Quanto a Setembro, tenho os dias contados porque vou de férias a 19 e só volto a pedalar a 8 de Outubro, mas conto que ainda dê para fazer umas aventuras porreiras nas primeiras semanas, incluindo mostrar a certas pessoas a utilidade de um prato 34 nas estradas secundárias desta ondulante região Norte. :D
Apesar de já conhecer a enorme utilidade do 34 espero conseguir juntar-me a esse grupetto e comprovar essa mesma utilidade em outras estradas desertas e fantásticas. :-)
A tua primeira foto parece ser a mesma estrada do que esta:
http://img593.imageshack.us/img593/528/imagem082.jpg
Boas pedaladas em estradas desertas e fascinantes !
paradawt
18-08-2011, 12:39
Tenho 3 palavras para classificar estas fotos/estradas/subidas...
FAN - TÁS - TICO!!!
Se essa é a estrada de Germil, é de facto a mesma estrada. A primeira vez que a vi foi num tour do Indy por aquelas bandas e não descansei até lá passar primeiro a pedalar e desta feita de automóvel.
A segunda foto foi tirada do miradouro na estrada Soajo > Senhora da Peneda. Também já a tinha estreado a pedalar e desta vez quis fazer a subida pelo lado da Senhora da Peneda depois de já ter subido pelo lado da Gavieira. Pelo lado do santuario é muito mais suave, a fazer lembrar a subida do Marão, só endurecendo um pouco no par de quilómetros finais antes de entrar no planalto de Lamas de Mouro.
Mas desafio desafio é fazer a subida de Rouças, a aldeia que aparece no enfiamento da estrada, do lado esquerdo do panorama, até ao miradouro. Se ao carro já custou... :D
Enfim muitos são os encantos por aqueles lados e certamente muito mais vezes por lá irei dar ao pedal.
Boas pedaladas!
Velhos tempos...em que aproveitava essas estradas para fazer as ligações por monte :)
http://img206.imageshack.us/img206/3839/p1000647ls2.jpg
http://img385.imageshack.us/img385/1264/p1000668lq8.jpg
http://lh4.ggpht.com/FotosJosant/SEzrYnt1zrI/AAAAAAAAAJo/tdypGo1SmPw/P1010085.JPG?imgmax=800
ps: Quem sabe para experimentar o 34/50-11-26 :D
Quando quiseres experimentar a cassete mariquinhas basta vires um dia treinar até Rebordosa. Levo-te aí a um rebuçado onde podes aferir no imediato se trocas essa por uma 11-34 ou não... :D
Figueiredo
18-08-2011, 13:41
@ Josant
A terceira localidade dessa placa deve ser um espectáculo;);), desculpem o offtopic mas não resisti...
Boas voltas e continuem a postar aqui as vossas aventuras vai-nos alimentando a alma!
@duchene
Muitos parabéns pelo tópico. Fico maravilhado a olhar para as fotos e para os textos imaginando-me a percorre-los... :)
Cassete mariquinhas (11-26) do Josant?! Então o que dizer da minha 11-28... :( Isso é mesmo para desanimar a malta... E digo-te que faço uso algumas vezes do 34-28... :) :)
Abraço,
Luís
Luís, obrigado pelo elogio. É minha filosofia pedalar com exigência mas, sobretudo, com a calma necessária para absorver os inúmeros estímulos que se oferecem ao longo destes passeios.
Por isso, e já que lá estou, porque não trazer comigo um bocadinho das maravilhas que vou encontrando? Afinal de contas, dar ao pedal é muito mais do que simplesmente dar ao pedal. :cool:
A escrita tem estado relegada para segundo plano já que não tem havido o tempo necessário para construir a prosa com a riqueza que gosto de transmitir, mas em breve voltará a preencher este tópico.
--
Quanto à cassete... é uma brincadeira que vem de um outro tópico e mais irónica se torna porque a minha cassete também é uma 11-26. Portanto é uma auto-piadola!
E às vezes mal não fazia ter mais 2 dentes atrás :)
consciouness
18-08-2011, 15:01
André da próxima vez que se organizar um PIF tens que levar o pessoal a Rebordosa. Normalmente só a subo uma vez por ano.
Duchene muitos parabéns pelo tópico! Está simplesmente fantástico. As fotos que tiras, de excelente qualidade, aliado à boa qualidade do discurso faz-nos imaginar a percorrer esses maravilhosos caminhos (como disse o rodd).
Petite Force: O sacrilégio e a redenção...
Sábado: "Já não morro estúpido - Parte II"
Apesar de ter uma volta diferente planeada para sábado, trocaram-me as voltas e por isso tive de estar por Valongo de tarde, o que implicou que a volta grande tivesse de ser adiada. O tempo também não estava propriamente famoso e confirmei mais tarde que, para onde estava a pensar ir, o calor era implacável, apesar das doentias nuvens, ora cinzentas, ora amareladas...
Assim, aproveitei para colocar algum do sono em dia, já que vinha de uma semana com apenas 5 horas de sono, antes de me fazer à estrada.
Eram 10 horas certas quando saí de casa, sem saber muito bem para onde iria... Fui em direcção a Este e decidi começar por subir o Carreiro para Baltar. Daí talvez fosse até Recarei, Capela e depois logo se via. Rapidamente transpus o Carreiro e apontei a Recarei. No entanto uma coluna de fumo denso surgia dos lados de Capela o que significava que o ar devia estar pouco recomendável para aqueles lados. Pois num raro impulso de comodismo, decidi que ia fazer uma volta mais preguiçosa e rolar por rolar, ali pelos lados da R108.
Em Recarei segui para o Salto e fui até Branzelo, apanhando aí a R108. O troço já era conhecido por isso foi só manter o pedal a rolar e cruzar a margem do Douro até ao Freixo.
única nota digna de registo foi o facto de ter passado junto ao ponto de início daquele que viria a ser o grande incêndio do dia e que chegou a ameaçar algumas casas e indústrias. Quando por lá passei as chamas apesar de ainda muito confinadas já eram bastante ameaçadoras. Como não tinha comigo telemóvel, pedi a um local que chamasse os bombeiros já que ainda se poderia segurar o fogo no seu estado inicial. Infelizmente tal não se veio a revelar tão linear e os soldados da paz, pelos vistos, ainda se viram bem atrapalhados para conter as chamas.
Chegado ao Freixo tinha a hipótese de de subir para Valongo directamente pelo Seixo ou então continuar e ir dar uma volta maior. acabei por preferir a opção turística.
Marginal do Douro, túnel da Ribeira e bom ritmo até ao Passeio Alegre, onde parei para abastecer. Fiquei deveras surpreendido por encontrar uma mercearia que ainda pratica preços à moda antiga, bem ali no interior da zona mais abastada do Porto. Viva os 60 cêntimos por uma garrafa de água de litro e meio!
Mais uma tirada de plano pela Av. do Brasil fora, mas no alcatrão. Deixo a ciclovia para outras pedaladas....
No Castelo do Queijo decido virar para o interior, para cruzar o centro do Porto, cidade do meu coração. A subida desde a rotunda do Castelo do Queijo até à Rotunda da Boavista não tem muita história. Ou melhor tem uma história triste de uma avenida emblemática completamente arrasada e exclusivamente repensada para as corridas automóveis. Sem alma, sem personalidade e sem interesse em si, salva apenas pelos interessantes exemplos de arquitectura que a ladeiam. A faixa central que deveria ter agora uma ciclovia no lugar dos carris do eléctrico pura e simplesmente não existe até chegarmos ao Parque da Cidade, onde temos o previlégio de apanhar o último troço de árvores sobrevivente da configuração original da avenida. Infelizmente é isto que nos distingue, pela negativa, em termos de ordenamento das cidades. Tudo é pensado em função não das pessoas, mas sim dos automóveis. A cidade torna-se uma passagem, mais do que um espaço que convida à passagem. Enfim...
Na Boavista aproveitei para fazer um pouco mais de turismo. Passei o Palácio, Cordoaria, Clérigos, desci à Praça da Liberdade, Bolhão, Campo 24 de Agosto, Antas, Areosa, Alto da Maia, Ermesinde para dar uma beijoca à minha mãe e finalmente Valongo.
No final os serviços mínimos representaram 94Km, com uns incríveis 830m de acumulado, percorridos à média de 27.4Km/h.
Sem ser uma volta que tenha odiado, não me trouxe propriamente grande entusiasmo. É, tal como o Furadouro e a ida a Esposende pela N13, uma daquelas voltas para se fazer uma vez só para não morrermos estúpidos, e depois arruma-se lá na gaveta, fazendo de conta que não existiu. Pelo menos para mim uma vez chega...
Terça-feira: "Dois recordes pessoais para compensar!"
Na terça apetecia-me fazer uma pequena volta de final de dia, para girar um pouco as pernas e pensei em ir até à Agrela enfrentar o cronómetro, numa volta sem segredos: Alfena > Água Longa > Agrela > Lordelo > Sobrado > Valongo.
Estava estipulado que seria um dia municipal da Talega, por isso logo desde casa o prato 34 soube que seria dia de descanso.
Ritmo animado, bem animado e rapidamente estava a carregar no botão de Lap para marcar a contagem.
Ataquei então a subida em talega, conseguindo manter uma rotação mais constante e elevada (acima das 70RPM) do que a minha primeira tentativa em talega, há um mês e meio. Já consigo aguentar o 50/25 até aos primeiros cotovelos, subo para 26 nessa zona mas sinuosa e volto a engatar no 25 antes do parque de merendas, para depois levar até final. Nesta última parte apanhei algum vento mas que não considero que tenha provocado grandes estragos em termos de velocidade e do registo final.
Outra novidade foi o facto de ter levado o pulsómetro com o campo da pulsação a exprimir os valores em percentagem. Andei nos 90% da minha FCE até ao final das casas e 95% no restante percurso, excepção feita aos cotovelos com 97% e à zona final em que, no último esforço, encostei nos 100%.
Fui bastante mais exigente do que em vezes anteriores, um pouco como fiz na Senhora da Graça, mantendo o máximo de empenho, mesmo quando o meu ldo preguiçoso mandava levantar um pouco o pé do pedal e reduzir o andamento.
Mas a recompensa chegou com o esforço e tirei 21s ao meu melhor registo, que já tinha mais de um ano. Subi a Agrela em 13m54s o que para um mamífero de 90Kg já começa a ser um tempo interessante.
Provavelmente hão de passar uns tempos até que volte à Agrela, também para não saturar. Vamos ver se, quando regressar, consigo fazer melhor...
A volta em si representou outro recorde, penso eu. Não me recordo de ter feito uma volta com média superior a 30Km/h e desta feita isso aconteceu! Obviamente que o perfil bastante suave ajudou consideravelmente. Não admira! Ao longo dos 36Km apenas superei 431m de acumulado o que ajudou então a média a fixar-se nos 30.2Km/h.
De facto não é esta a minha praia e conto em breve voltar aos 19 e 20Km/h de média, sinal que trago muito mais satisfação comigo, fruto de uma volta mais ao meu estilo.
Hey ma, hey ma look it's me!
Uma última nota de rodapé para assinalar a minha conversão ao Strava como ferramenta de registo de treino. Assim sendo o registo da volta de Domingo pode ser consultado aqui (http://app.strava.com/rides/1354429) e o registo da subida da Agrela na terça-feira poderá ser consultado aqui (http://app.strava.com/rides/1354427). O meu perfil, que ainda não conta com as voltas registadas pelo Edge 500, está aqui (http://app.strava.com/athletes/andrecarvalho).
Boas pedaladas!
AndreSchleck
25-08-2011, 20:49
Ora viva duchene,
parabéns por todas as grandes voltas magníficas que tens feito, e também pela melhora de tempo na Agrela. No post mais acima escreveste:
"Quando quiseres experimentar a cassete mariquinhas basta vires um dia treinar até Rebordosa. Levo-te aí a um rebuçado onde podes aferir no imediato se trocas essa por uma 11-34 ou não..."
Penso que estás a falar da subida por Nabeiros, certo? Ou será outra que não conheço?
Abraço.
Se falas da que vai dos bombeiros em direcção ao complexo desportivo do monte Azevido e depois segue para Reiros, é essa. Bom rebuçado! :D
Há tempos criei um tópico da subida ao cronometro aqui (http://www.forumciclismo.net/showthread.php?2096-Ao-Cron%F3metro-Subida-do-Monte-Azevido-Rebordosa).
AndreSchleck
25-08-2011, 21:49
Exacto duchene, é essa mesma. É um petisco daqueles... :D
Eu não sou de Lordelo, mas entretanto casei e mudei-me para cá, a minha mulher apresentou-me logo essa subida :p, diz-me ela: "Gostas de subidas, não gostas? Então anda conhecer esta!" Bem simpática...;)
Não sabia que tinhas medição de potência. Granda pinta ;)
Não tenho! Ate porque não saberia o que fazer com ela...
O STRAVA é que faz uns cálculos manhosos para determinar uma pseudo potência baseada nos nossos dados biométricos e perfil do terreno e da pedalada.
Mas, como qualquer calculo genérico num universo tão cheio de variáveis, vale o que vale. Ou seja, muito pouco.
hummm. Programa marado... Iventorices ;)
http://i53.tinypic.com/ix3uid.png
Mais uma vez a tecnologia se revela completamente impotente para revelar segredos escondidos nos locais mais remotos do nosso país. Não é nada que desmotive, antes pelo contrário! A vontade é agora ainda maior de descobrir o que se esconde por detrás do vazio do satélite e de adicionar mais quilómetros ao meu rol de conquistas pessoais.
Conto cruzar locais únicos, múltiplas regiões administrativas, estradas outrora importantes e agora despromovidas e até estradas que nem sequer aparecem em nenhum mapa, apesar de existirem na realidade no terreno. Vou passar num local geograficamente único no país e farei questão de por três vezes gozar dessa característica peculiar.
Por tudo isto vou certamente ter uma das melhores voltas de sempre em estrada!
E apesar de encarar cada volta com um enorme entusiasmo, esta supera claramente a escala e tenho a certeza que será com facilidade que irei acordar às 4h30 da manhã para me ir perder para estradas completamente desertas e, seguramente, incrivelmente fascinantes.
Daqui a umas horas conto como correu...
http://i56.tinypic.com/11bnjuh.jpg
Complicado de descrever.. mesmo complicado. As expectativas eram altíssimas e ainda assim foram largamente superadas! Mais um dia de pedalada a solo, mais uma aventura e mais uma vitória do planeamento e do esmiuçar dos mapas.
De Caniçada à Portela do Homem, passando pela imponente Calcedónia. De Torneros a Tourém, com direito a longas subidas e sossego total. De Tourém a Tourém, nada mais nada menos que 3 fronteiras terrestres com espanha! De Pitões das Júnias à Paradela que se espreguiça em direcção às rampas desumanas de Pincães e Ermida...
Um deslumbre para a alma, um castigo enorme para o corpo. Foi a volta das Barragens com a Caniçada, o Lindoso, Salas, Paradela e Salamonde a cruzarem-se no meu caminho. Nada mais nada menos do que cinco! Sim cin-co atravessamentos de pontos de fronteira diferentes. Três troços que não aparecem no mapa e que tiveram de ser criados à mão, terra batida, piso em estado de abandono, paralelo, empedrado, atapetado asfáltico e quilómetros e quilómetros e quilómetros e quilómetros e quilómetros de estradas desertas e fascinantes que ficarão para sempre gravadas na minha memória.
Depois do Marão, do Montemuro, do Alvão, da Agra, da Peneda, da Freita, da Cabreira, da Santa Helena, da Serra das Alturas e de muitas outras serras do norte deste fantástico país, hoje fiquei com a ementa mais completa ainda, com a conquista dos dois lados do Gerês, somando esta à volta pelo lado Este, que já tinha feito há uns tempos.
Foram 168Km, com uns demolidores 3865m de acumulado "rompe pernas" que estão agora pendurados na minha galeria de conquistas. Os curiosos podem ver o percurso aqui (http://app.strava.com/rides/1397094)
Um dia, se tiverem bem dispostos, arrisquem a explorar estradas espanholas. Não é por nada que eles são os reis do caramelo, porque por lá, também há muitos e bons rebuçados!
Boas pedaladas!
Com tanto acumulado "rompe pernas" ainda tiveste força para pegar num grande CALHAU para fazer de descanso da BMC.;);););)
E o teu ar sério?!:cool:
Como eu me imagino por esses lados (again). Quem sabe um dia mais tarde não te farei companhia, se assim permitires e não te importares de arrastar um tipo "martelo"!
Grande volta!
fogueteiro
28-08-2011, 20:25
Boas André
mais uma que ninguém te tira. Imagino-te sentado no alto dum penedo a saborear o feito. Aquelas bandas resevam-nos imensos petiscos, e como disseste, que nem a tecnologia os identifica. Ainda te falta a Pedra Bela, embora já a andes a rodear.
Parabéns pelo bom gosto, acima de tudo.
Danielkezia
28-08-2011, 20:49
Olá miss....Sim pareces uma miss nas fotos, quase que aposto que levaste uma toalhita para limpar a carita :)
André excelente volta, coisa que andaria eu a pensar um dia destes fazer e talvez vá ser o meu proximo passeio para eu me entreter um bocado! Não há duvida que esta nossa zona norte é mais bonita que o resto que conheço, na minha opinião, mas há muito para explorar...Até acabei de ter uma ideia!!
Parabéns amigo!
Há no proximo fim de semana vou fazer btt na Régua, se quiseres.....
@pantani
A foto foi tirada na barragem de Salas, ainda havia algumas forças. E aquela é a minha cara típica das fotografias. Fico sempre melhor atrás da câmara. E já agora, era um calhau pequenino...
@josant
Olha que pode haver aí por breve outro PIF*à nossa moda. Toca a gastar esses pratos Force! Quero-te ver por lá!
@fogueteiro
Ali somos D. Afonso Henriques a estabelecer os limites da nacionalidade. Sentimento fantástico!
Quanto à Pedra Bela, e depois de ter feito a Calcedónia, já não me tira o sono. Especialmente porque tenho de fazer o mesmo caminho de ida e volta, o que não me motiva muito...
@Daniel
Nunca se pode dar parte de fraco. Pose altiva e muito pro peloton para impressionar e demonstrar a forma gélida com que encaro a adversidade! Gostava era de ver a minha pose nas rampas finais! Quase que sentia a língua a raspar no alcatrão...
Se fores para aqueles lados não darás o tempo como mal empregue. Muita coisa bonita por lá se vê, especialmente para quem adora a imponência do granito e a simpatia das gentes. E para ti em especial aconselho MESMO a que pares no primeiro café que aparece a quem entra em Paradela vindo de Norte. Se tiveres sorte, ganhas logo energia para mais 200km! :D
Danielkezia
29-08-2011, 09:08
Olá bom dia amigo!
Eu por aqueles lados conheço bastante embora daqui de casa não esteja a jogar tudo na cabeça, e gosto de sair de casa com o plano mais ou menos na cabeça. Com o novo gps a coisa muda um pouco de figura. Há conheço a zona não só de carro mas através do btt também! Podias partilhar mais fotografias da tua volta, sem a tua cara medonha e reformada claro!:D
Depois da minha abstinencia estival...mais um topic que me levou uns minutos do meu "back to work day"!
Parabéns André... e permite-me deixar aqui o toque ao Daniel e ao Zé que contribuiram também para o 'excelente rendimento' do meu dia de trabalho hoje :D!
Também acho que faltam mais fotos nesse relato...:cool:
E ainda bem que já posso começar a pedalar!
Mais uma excelente volta Duchene, eu bem que tinha dito em tempos "remotos" :) para ires dar uma espreitadela para os lados de Tourém/Fronteira de Espanha.
Quanto a um assunto de que falaste á algum tempo atrás e uma vez que andas "lambusão" ;) por rebuçados, este fim de semana fui aí á terra (Campo) e aproveitei por passar na estrada que perguntas acerca do seu interesse ( uma que sai da Foz do Sousa, passa por Covelo e vai sair um pouco antes de Senande), passei por aí porque lembro-me de ter passado por ela aí umas duas vezes dos meus tempos de TT por essas bandas, e de como ela era jeitosa ;). Pois realmente é como o teu colega de BTT te disse lol, a estrada está um pouco desgastada, mas a subir até dá para se fazer bem, desde que sigas mesmo por essa, pela que segue mais á direita para Broalhos é mesmo para esquecer, já andei em melhores estradões de terra que aquilo. O único mal é mesmo o rebuçado, quando chegas cá em cima tem uma tabuleta no sentido contrário com uma indicação preciosa, 16,5% ;) por isso é que vias a maior parte dos ciclistas em sentido contrário que é bem mais fácil.
Paulo V.
30-08-2011, 13:56
Mais uma excelente volta a solo, pena é não ser documentada com mais fotos.
Hum, li aí para cima que vem um PIF para breve... aguarda-se novidades ;). Vamos a ver como estarei fisicamente, porque depois de ter comparecido no ultimo PIF a minha condição fisica tem vindo a baixar consideralvelmente e inexplicavelmente as minhas ultimas voltas de bike têm sido um sacrificio em vez de um prazer... coisas que não se conseguem explicar como ter uma falta de força e quase sempre sentir um vazio permanente mesmo uns minutos após sair de casa.
Olá Paulo!
Vamos ver como dará para fazer o PIF. Eu vou de férias não tarda nada e só regresso em Outubro. A contar comigo na organização, se calhar só por essa altura. Mas ainda dará para fazer uma volta engraçada...
De facto a volta não só merecia mais fotografias como uma crónica a condizer, mas entre o trabalho e a montagem da B'Twin, não sobre muito tempo para a prosa. Mas vou tentar compensar em breve.
Quanto às tuas voltas, experimenta parar por uns tempos para deixar descansar não só o corpo mas também a cabeça. Ás vezes também precisamos de nos afastar deste desporto que tanto gostamos, para respirar um bocadinho outros ares. Vais ver que depois voltas em força!
Abraço!
Danielkezia
30-08-2011, 16:44
Paulo, utilizando o topico te dar uma opinião. Exprimenta dar um passeio com alguém, ou alguns passeios a vêr se animas um pouco mais e se ganhas outra força. Abraço.
Paulo V.
30-08-2011, 17:02
Viva Daniel e aproveitando também a deixa respondo ao André, o meu estado fisico em baixo penso que neste momento seja mais um factor psicologico do que um factor fisico. Não sei como explicar, mas talvez a melhor forma de o fazer seja tu esperares ou mandares o treu corpo fazer uma determinada quantidade de força e o teu corpo recusa-se e só aplica um terço ou um quarto dessa força e que depois se segue um vazio angustiante em que se desespera para recuperar e que depois de recuperar só se consegue ir no mesmo ritmo baixo sem conseguir fazer oscilações, o corpo vai naquela mudança e por mais que se queira outra o corpo não responde. E isto parece que não, mas torna um volta/treino desesperante que em vez de trazer prazer trás só sacrificio para chegar a casa e pedir para encostar a bike.
Já aqui há anos atrás tive um periodo identico, mas isso foi por excesso de treino, pois treinava quase todos os dias a intensidades elevadas e isso depois pagou-se com o corpo a recusar responder ao esforço e a pedir descanso, mas não é o caso agora, pois há meses que não faço nenhum tipo de treino á semana e só vou dar o meu treinito ao domingo e nestas ultimas semanas tenho ido acompanhado por mais dois ou três amigos e a fazer medias bem baixas.
Quanto a paragens, custumo fazer a minha paregem de inverno mais ou menos a partir da ultima semana de Outubro que coincide com o fim de semana do Festibike, o qual faço a minha preparação depois em casa, quer em rolos quer com caminhadas até aos inicios de janeiro onde volto novamente á estrada.
Danielkezia
30-08-2011, 17:38
Paulo, mas realmente a força do corpo só vem se a cabeça mandar e se agora não manda só tu vais saber se vais têr força ou vais encostar.
Eu sei o que isso é, à minha maneira mas sei bem o que é. Se calhar se te sentes cansado e sem vontade fazes já a tua paragem extratégica e descansa o corpo e a cabeça.
Senão quiseres fazer isso, vais ás compras para ti ou para a bicicleta e sei lá isso é capaz de te dar uma vontade extra e leveza também.
São os meus 5cent para a tua causa, e são estes trocos que contam para a gente erguer a cabeça!
Abraço
Duchene nas tuas saídas de bicicleta presumo que utilizes uma máquina fotográfica compacta, devido ao peso, pode-se saber qual é ? É que apesar de trabalhares as fotos, a qualidade da máquina também tem de ser boa para o resultado final, que no caso das tuas fotos é muito bom.
Nuno, a máquina que utilizo para registar as voltas é uma Canon Ixus 130 IS, escolhida precisamente pelo seu formato compacto uma vez que tem as dimensões de um cartão de crédito: 85x55x15mm.
Agora já só falta dizer quais os "pós mágicos" usados após a foto ;) Será o "lojafoto"?
Desculpa o off topic mas as tuas fotos são sempre fantásticas.
Obviamente que há sempre algum grau de pós processamento. As máquinas são objectos estúpidos e portanto, mesmo quando lhes dizemos o que fazer, elas tendem a fazer de maneira ligeiramente diferente. Tanto mais quando se trata de máquinas compactas sem grande controlo manual.
Basicamente antes de publicar faço o ajuste de curvas e um pouco de sharpen. Aqui e ali, um crop e pronto!
Produções mais elaboradas têm rotinas de pós-processamento também mais elaboradas mas não é este o caso...
Cancellara
02-09-2011, 14:31
Isso é tudo do kit de unhas :)
56 habitantes, 3000 cabras e 9000m de respeito.
Depois conto como correu...
Duchene gostei do resultado final da B'twin!!!!
Abraço
Danielkezia
02-09-2011, 22:44
Vê lá não encontres um pastôr benfiquista maluco!
Estou mesmo desgostoso da vida porque hoje estava a planear uma voltinha assim daquelas que a gente sabe, mas ás 7h da manhã chovia copiosamente e ás 8h tb portanto já foste! Amanha como tenho um compromisso betetista, estou desgostoso.....
Aproveita por mim amigo! Depois conto-te uns tesourinhos que descobri através do earth.... Abraço
Obrigado pela resposta Duchene, eu agora estou mais numa de Nikon, mas também já tive duas Canon, a G5 compacta que tenho deve pesar à vontade mais de 500gr é em metal. Tenho de pedir ao pai natal uma Ixus.
http://i56.tinypic.com/34xqgcm.jpg
Este foi o último sábado de pedaladas mais a sério, antes de uma paragem de um mês para férias e compromissos sociais diversos. Assim impunha-se fazer algo dentro do estilo Épico. E neste caso em particular nem foi a quilometragem o mais interessante, já que ficou pouco acima dos 100Km, mas sim o acumulado. Foram praticamente 3000m de acumulado positivo o que faz desta uma das voltas mais duras que já planeei e executei.
O objectivo do dia era o S. Macário mas com o requinte e factor diferenciador que tento colocar em cada trajecto. Por isso, antes de atacar a famigerada vertente sul do S. Macário, comecei o dia logo a subir a vertente norte da Serra da Freita. Revisitei assim uma velha amiga de quem gostei particularmente e criei um patamar de dificuldade acrescido para o ataque ao proclamado "inferno" de São Pedro do Sul.
E pelo caminho ainda houve tempo para um saltinho às Termas, depois de uma bela incursão em terras de Lafões.
Foram hoje desvendadas mais estradas desertas e fascinantes na Freita, sobretudo o troço em paralelo no planalto que é verdadeiramente soberbo. E claro, fiquei a conhecer o magnífico Portal do Inferno cujas fotos que por essa internet circulam nunca serão lisongeadoras o suficiente para transmitir tamanha imponência.
Mais um percurso que orgulhosamente vou juntar ao caderninho das conquistas e que, seguramente, estará muito bem cotado em termos de qualidade. O Gerês que se cuide!
No final foram 112Km, com 2955m de acumulado, cumpridos em 6h20 de vigorosas pedaladas e praticamente 2h de paragens, muito por culpa das imensas oportunidades de fotografia que iam surgindo. Podem ver o registo completo aqui (http://app.strava.com/rides/1483258).
--
PS: Já que lá fui, aproveitei para fazer a cronometragem da subida do S. Macário. Podem espreitar aqui (http://www.forumciclismo.net/showthread.php?2136-Ao-Cron%F3metro-S%E3o-Mac%E1rio&p=62659&viewfull=1#post62659).
fogueteiro
03-09-2011, 18:22
Bem, se este homem diz que não foi tão duro como dizem, tiro-lhe o chapéu!!;););):D
Ò André, boa volta sim senhor. Aquela Freita tem encantos mil...
Hoje também fui, numa voltinha de jeans e sapatilhas, ao S. Macário cá da minha zona... nem aos calcanhares chega!!!
Foi a expectativa sabes...
Obviamente que seria hipócrita se dissesse que se faz sem suar. Cheguei lá acima de barriga cheia. Mas achei que ia ser trucidado mais depressa se fizesse Arouca > Portal do Inferno > S. Macário do que fazendo S. Macário por Sul como fiz.
Um dia destes comprovo esta teoria.
A Freita disse que tinha saudades tuas... Subi a vertente que fizeste há uns tempos, mas não continuei para Tebilhão. Cortei antes, para conseguir ir acima dos 1000m. Ali o complicado é mesmo escolher. E eu que o diga que andei indeciso mesmo até à ultima da hora, sobre que trajecto fazer, de tantas e tão boas opções.
Vai documentando as tuas redondezas. Pelo menos fizeste RESET às estradas que conhecias e agora vais passar aquela fantástica fase em que é tudo novo! :D
Abraço! E nunca percas o Norte!
Boas férias André e volta rápido para eu continuar a ter prazer de vir a este fórum ler as tuas magnifícas foto-crónicas.
Abraços e boas férias
Pereira
Danielkezia
04-09-2011, 22:04
Epah quase quase que tiraste a foto perfeita...O quase és tu de perfil como é obvio;)
Boa volta meu caro, é pena não juntares mais algumas fotos e para isso acho que tem de se pedir, portanto: Põe lá mais umas fotos!
Boas férias!!
@pantani
Tem havido pouco que ler e sobretudo pouco que ver, mas vou tentar inverter a situação...
@daniel
Tenho ali uma sem ser de perfil, mas nesta ainda se safa metade da fotografia! :P
Quanto às fotos não é preciso pedir, eu é que tenho tido pouco tempo e inspiração para escrever (e por arrasto de ilustrar) as crónicas das voltas. Mas vou tentar fazer jus ao título do tópico e voltar em breve com uma crónica e as tão esperadas fotografias, que desta vez foram mais do que muitas!
Danielkezia
05-09-2011, 18:20
Boas!!
Sim dizes que estiveste parado duas horitas portanto esse dedo funcionou bastante!
A vêr se sabado te dou o troco hehe
Petite force: A telega na Assunção
Não, não me transformei no incrível Hulk da noite para o dia! ;)
Na verdade nem só da exigente subida de segunda categoria, conhecida da Volta a Portugal, se faz a Assunção.
Há várias formas de a subir, e uma delas inicia-se nos arredores da Vila das Aves, seguindo em direcção a Paços de Ferreira, via Roriz.
Mas, aparte da proximidade geográfica, esta é em nada comparável à subida clássica. São 8Km a uns modestos 3.6% de inclinação, embora haja secções a 8%, mas relativamente curtas. Perfeitamente acessível, mesmo fazendo de talega.
O resto da volta estava planeado indo pela N105 via Água Longa, sendo o regresso feito pelas rectas de Frazão, Lordelo e Sobrado.
Perfil muito plano, óptimo para fazer uma primeira habituação à nova posição de condução e ao comportamento diferente da B'Twin face à BMC.
Sim, porque agora estas voltas de final de dia passarão a ser feitas exclusivamente na B'Twin, poupando assim a BMC a estas pedaladas menos importantes.
Tentei fazer a volta a um ritmo alto, embora os quilómetros iniciais ainda fossem de ambientação e, por isso, menos espicaçados. Mas depois carreguei no pedal e a segunda metade da volta foi feita à média de 34Km/h o que para quem ia sozinho e de peito ao vento, acaba por ser um valor interessante.
Mais uma vez fiz a volta de talega metida, o que não prova rigorosamente nada, apenas me obriga a ser menos preguiçoso e a dar ao pedal com mais força… :D
Assim, cumpridos foram 62,7Km com 690m de acumulado à média de 28.8Km/h.
Dados completos aqui (http://app.strava.com/rides/1512463).
Xiça, que susto quando juntaste Aves, Assunção e Talega na mesma frase :p
Fiquei mais descansado quando percebi que te referias à subida para Codeços por Roriz. Realmente muito agradável. Mas já fica um 'cadito desviada da Assunção.
É que pensei que estavas a falar desta: http://connect.garmin.com/activity/95737695
Quando vieres para aqui, experimenta. Começa quase no mesmo sítio dessa, é bastante mais curta mas não deixa de ser um desafio interessante ;)
350m de acumulado em 3Km... hum... cheira-me a rebuçado!
Tenho de ir lá experimentar! :D
Obrigado pela dica, e mais houver aqui pelos arredores... mais se experimenta...
Danielkezia
06-09-2011, 19:20
Hei oh André, não vás na conversa deste homem pah!! Brincadeira :)
Aquilo até de carro é lixado por ser em paralelo! Mais vale subires até minha casa, já que vivo aí ao pé e bebes um copo de água!
Petite Force: Os tesouros debaixo do nariz...
Os últimos dias têm sido extremamente complicados em termos profissionais, com pouquíssimas horas de sono e muito stress. Isto, aliado ao facto de já não pedalar desde quarta-feira da semana passada, exigiam que hoje fosse descomprimir um pouco ao final da tarde numa das voltinhas curtas que o cada vez mais tímido sol, ainda vai permitindo.
Tinha andado há uns tempos a perscrutar o mapa em busca de alternativas às rotas comuns de final de tarde. E acabei por esbarrar em dois troços de estrada que atravessei muitas vezes em BTT, mas que nunca tinha feito em roda final.
Um fica entre Alvre e Santa Comba, ligando a estrada sem saída que serve as duas aldeias a Sobreira. Quando faço a volta "das Mesas" cruzava sempre esta estrada e sabia de onde a onde ia, mas lá está, nunca me tinha dado para lá passar... fui hoje.
O outro troço também já conhecia das lides do BTT e da volta da "Cidade Morta" que não é mais do que o Castro de Monte Mozinho. Esta é a estrada que liga Lagares a Galegos e que já tinha feito em parte, da estrada principal até ao Castro. Hoje fiquei a conhecer o restante.
Nos planos estava fazer apenas a de Santa Comba e depois noutra oportunidade fazer a do Castro de Monte Mozinho, mas comecei com bastante vivacidade e, no final da subida de Santa Comba, já que estava apontado para lá, acabei por seguir para Galegos e somar mais subida à conta do dia.
Ritmo então muito forte a tentar contrariar o vento que, a espaços, se mostrava nas zonas mais desprotegidas. Cheguei a Sobreira, já com a subida de Santa Comba pelo meio, com praticamente 30Km/h de média...
A subida de Santa Comba é impecável, piso excelente, excepção feita à parte final da descida (dentro da aldeia de Casconha) em que se apanha umas boas centenas de metros em paralelo. Como diriam os ingleses: "instant classic". É muito pequena, mas enquadra-se no estilo de Vilar da Luz, com a vantagem de não passarem rigorasamente carros nenhuns. Até parecia um troço daqueles malucos que descubro lá no meio do nada....
Já a subida para o Castro não é para a paciência de todos já que não 3Km sempre a subir, em paralelo pouco regular. Para mim é prato de pequeno almoço já que tolero estes pequenos amuos da estrada com alguma facilidade...
A descida de Galegos ficou automáticamente inscrita na lista de subidas a fazer e depois ainda vai dar para explorar um novo troço até apanhar a tradicional subida de Capela, para quem vem de Entre-os-Rios/N016. Já estou aqui a magicar... :D
O ritmo, esse continuava animado até porque a descida até Paço de Sousa permite recuperar o fôlego e manter a média, para depois enfrentar o último topo em Parada de Todeia.
Chegada ao topo do Carreiro, via Baltar foi um piscar de olhos, sendo a descida do Carreiro feita, para variar, com elevada cautela já que as rajadas de vento lateral eram bastante fortes e claro, imprevisíveis.
Cumprir calendário até casa e estava cumprida uma voltinha que me deixou com especial satisfação. Primeiro porque o casório que tive no Sábado não deixou muita mossa, e depois porque há mais opções para me entreter ao final do dia.
Para quem faz o circuito Salto/Recarei, aconselho a fazerem, pelo menos uma vez, o desvio por Santa Comba.
Resta dizer que foi mais uma volta patrocinada pela talega, que esteve presente do princípio ao fim, apesar dos rebuçados que aqui e ali ainda se mostraram.
Vamos ver agora quando dá para voltar à estrada já que o pânico laboral vai entrar numa escalada até quinta-feira e, depois no domingo arranco para umas mui merecidas férias.
Para os curiosos, o registo da praxe (http://app.strava.com/rides/1601497).
Danielkezia
14-09-2011, 12:17
Muito bem André...Não percas a forma com as férias! Abraço
Este tipo vai de férias, mas aposto que leva o monociclo para não perder o ritmo :D
http://www.circos.com.pt/monociclo_vermelho.jpg
Como sempre foi uma boa leitura!
JOsant
Como é que se pode "roubar" esse track?
Apesar do Strava não permitir o export dos tracks nativamente, já houve que tratasse de resolver isso.
Assim vais a http://cosmocatalano.com/strava-gpx-export/ e colocas lá o URL da volta que queres exportar. O resultado final será um ficheiro .gpx com o track.
Serve-te à vontade :D
--
@Josant
Nas férias vai ser para não fazer rigorosamente NADA! 2 semanas de papo para o ar e com um casamento no final, para estragar ainda mais. Depois no PIF*ANM logo se faz a contabilização dos danos... :D
Danielkezia
16-09-2011, 12:23
André obrigado pela partilhada dessa pagina!
Já exportei aqui um track que eu queria, mas nao aparece nada mais do que numeros....Muitas cordenadas vá!
Que estou a fazer de errado?
Depende do browser que estiveres a usar...
Por exemplo no Safari aparece-me uma página de resultado com esses números mas no Camino (em mac é o equivalente ao Firefox) já se inicia o download do ficheiro .gpx
Nao tenho a certeza se funcionará mas podes tentar colocar esses números no notepad, gravar com extensão gpx e com encoding UTF e ver se o GPS aceita o resultado...
André esse link foi precioso. Gracias. ;)
Há pouco tempo registei-me no Strava e ainda não tinha explorado este handicap.
Eu experimentei com Firefox v3.6 e abri com o Trackmaker e correu tudo bem.
Hehe espetaculo. Obrigado André e boas férias.
Abraço.
Danielkezia
17-09-2011, 12:27
Obrigado pela partilha, perfeito!!
Hehe eu já fiz esta voltinha. Muito fixe.
E estamos de volta! 10 dias passam num instante por um lado, e são uma eternidade torturante por outro...
Fui passar uns dias de campo + praia e, para não variar, encontrei fabulosas pérolas no que toca a estradas desertas e fascinantes, estradas pouco desertas mas fascinantes e até auto-vias fascinantes. Tudo era fascinante! :D
A tortura a que me refiro é obviamente o facto de não poder dar largas ao pedal em tão merecedoras paragens. Fica o bichinho para um dia voltar, apenas em duas rodas. Afinal de contas não estamos assim tão longe de tais inusitadas paragens. Um abraço daqui ao Patrick Pires que além de morar na Sintra do Nordeste, ainda tem um quintal invejável para estas coisas da aventura ciclista. Como confirmei o quão sortudo és! :D
Mas são paragens para já inacessíveis nas voltas que se avizinham. Por isso vamos voltar à realidade.
A agenda está limitada. Amanhã vou ter direito a uma centena e tal de quilómetros para espairecer, para a semana é uma volta em jeito de ensaio para o PIFANM e depois o grande dia 16 de Outubro, para o que espero ser mais um excelente dia de exigentes mas recompensadoras pedaladas. E depois, regressa o BTT, com muitas novidades... mas isso são outras contas...
A preocupação agora é... onde ir amanhã! :D Não me apeteceu colocar as barras de novo no carro, por isso ou vou partir de casa, ou vou de comboio para norte ou sul. Vamos lançar os dados e ver o que diz o BRT! Não prometo nada ao nível paisagístico das últimas voltas... apenas um esticar de pernas agradável...
Enquanto matuto aqui no que fazer, deixo-vos com uma ínfima amostra dos tesouros que tive o privilégio de calcorrear nos últimos dias.
http://img853.imageshack.us/img853/4470/acestradas02.png
http://img195.imageshack.us/img195/8622/acestradas05.png
http://img714.imageshack.us/img714/1904/acestradas04.png
http://img194.imageshack.us/img194/6871/acestradas03.png
http://img33.imageshack.us/img33/1885/acestradas01.png
Dá vontade de ir lá não dá? :D
Boas pedaladas neste solarengo Outono!
PS: Já pus a leitura em dia, na diagonal, e assim que puder vou colocando também a escrita, especialmente no tópico do PIFANM!
patrick pires
30-09-2011, 08:11
André não me digas que estiveste no berço do Nordeste Transmontano e não tive noticias tuas?? eheheh
Sem duvida que para quem gosta de paz, muita dureza e um leque de paisagens fantasticas aqui é o lugar ideal.. isto aliado a uma gastronomia de encher o olho!!!
Pelas fotos desconheço a zona, mas certamente foram uns dias bem passados..
um abraço
Danielkezia
30-09-2011, 11:51
Que fotos André...Altamentes mesmo! Uma já está no meu ambiente de trabalho! Abraço
@Mariz
Ainda bem que gostaste. Já devias conhecer de lá passar nas lides do BTT, como eu. E o mix que fizeste foi bem interessante: A volta dos 4 concelhos! O pavé faz parte. Ainda hoje apanhei um par de km mais trepidantes... Pior é da Maia até Viana... todo o santo quelho que não seja estrada nacional é em paralelo... nem vale a pena inventar.
@Patrick
Na verdade só fui até Bragança, vindo de Sanabria, mas deu para perceber que Vinhais está bem cotada :D Até o turismo espanholez a refere. A visitar numa próxima e claro, tento dar uma apitadela. Já sei que basta perguntar pelo ciclista no café que toda a gente sabe quem és! :D
@Daniel
São fotos de ocasião, nada de muito elaborado. Se a quiseres em tamanho maior diz qual foi a eleita e eu envio-te.
Já agora, e para os curiosos, ficam aqui as localizações:
1 - Estrada Bragança <-> Sanabria
2 - Monteferro - Baiona
3 - Barragem do rio Bibei em Viana del Bollo (nome muito pituresco :D)
4 - Estrada do Lago de Sanabria <-> Laguna dos Peces
5 - Estrada Rio de Honor <-> Sanabria
__
Hoje foi então o regresso à estrada depois das férias. Andei os últimos dias a matutar onde queria ir e não chegava a nenhuma conclusão... Ontem às horas simpáticas do costume lá esbocei 2 alternativas, uma para norte e outra para sul, tendo como base o comboio. Acabou por ganhar a hipótese a Norte. Ás 4 da manhã estava a carregar o track no GPS e às 5h15 já trincava o pequeno almoço, para apanhar o comboio das 6h11 aqui no apeadeiro.
A volta pretendia preencher uma lacuna de um par de subidas conhecidas mas que ainda não tinha feito de bicicleta, pelo menos a subir. Pelo caminho o habitual rebuçado perto dos 800m de altitude e mais uma subida que já é uma velha conhecida. Tudo isto em volta dos quintais de alguns colegas aqui do fórum e claro, sempre que possível, por estradas que não lembra o diabo!
Deu ainda para descobrir um saco de gomas escondido perto do tal rebuçado do dia e que, depois de ir lá subir, aqui o revelarei, juntamente com os dados completos desta volta. Há que manter o suspense!
Tudo junto, foram 120Km em modo de ataque, com 1850m de acumulado à média de 23Km/h. E mais 70Km de estradas novas para o currículo!
Já há muito tempo que não fazia uma volta neste ritmo. Parei apenas um total de 10 minutos, quando comparado com as 2h de paragens que faço em média nas voltas longas. Daí as pernas, ainda entorpecidas pela abstinência de bicicleta, se queixem um pouco. Mas são ossos do ofício!
Durante a semana talvez comece a introduzir o BTT na rotina de treino e regresso à estrada no próximo sábado, para preparar o PIFANM que não vai ser macio!
Boas pedaladas!
patrick pires
30-09-2011, 15:44
André tinhas Vinhais só a 25min... quase nada.. já sabes que aqui faz-se um encontro de escandalo!!
Essa zona da Sanabria tem o seu encanto num misto de beleza e dureza, tiveste oportunidade de ir ao Lago da Sanabria??
Aquilo com neve é ESPECTACULAR...
PS: Uma pena o PIFANM ser nesta fase, mas para mim é complicado.. é que com o nascimento do meu segundo pequeno torna-se tudo uma aventura..
PS1: Gostei dessa do café.. jajajaj
http://i56.tinypic.com/2elr0bs.png
Pergunta retórica: Será que algum dia vou conseguir desenhar percursos a horas decentes? :D
Amanhã é dia de coisa modesta, para descobrir uns quelhos novos cá do burgo: 120Km, 2000m de acumulado e uma espreitadela ao que nos espera no PIF à nossa moda, lá para os lados de Amarante.
Depois conto como correu!
pedrolobo7
08-10-2011, 08:35
Amanhã por acaso vou efectuar uma voltinha (BTT) para os lados de baiona :)
Petite force: O regresso à primária.
http://i56.tinypic.com/117cljb.png
Depois de revisitar há uns tempos a estação da Livração, que tão boas memórias me trazia dos meus tempos de petiz, hoje foi a vez de rever outro importante marco da minha infância.
Dada a minha preguiça em me levantar hoje de manhã, acabei por só sair para a estrada perto das 9h00. Assim os 120Km previstos já ficariam algo longos em termos de horas. Mas rapidamente encontrei um plano B, pegando em metade do percurso que tinha feito.
Fui então descobrir novos troços de estrada. Primeiro em Rans, depois em Abragão e finalmente em Recezinhos.
Mas o momento alto da viagem estava reservado para o regresso à escola onde fiz a minha primeira classe, há mais de 25 anos.
Apesar de já ter passado tanto tempo ainda me lembrava perfeitamente de muitos pormenores e, diga-se de passagem, pouco mudou. Agora é amarela, e as árvores estão mais crescidas, fora isso está como me recordo. E continua a ter a mesma vista fantástica sobre o vale!
Feita a nostálgica visita, segui para casa.
No final acabei por fazer uma volta que ficou perto dos objectivos esperados para hoje: 101Km e 1635m de acumulado positivo, feitos à média de 24Km/h.
O STRAVA diz que foi... assim (http://app.strava.com/rides/1898183)!
--
Talvez encete uma pequena voltinha a meio da semana para desenferrujar, mas o pensamento já está no PIFANM e naquelas paredes de 18%... ou mais... :D
Depois segue-se o regresso ao BTT, com um brinquedo novo sendo a BMC desmontada para a revisão geral de outono, depois de mais um ano em cheio por estradas desertas e fascinantes.
Boas pedaladas!
Danielkezia
10-10-2011, 19:32
Andas muito contido nas fotos amigo!! A julgar pela mudança engatada digo que vinhas a descer aquele belo alcatrão :cool:
Continuo a dar-te os parabéns pela imaginação na escrita :o
Eu ando aqui com uma volta atravessada, mas o vento e também algumas noites mal dormidas não andam a facilitar as minha ideias!!
Entretanto durante o passeio do proximo domingo temos de marcar um passeio de btt, há por aqui malta muito imaginativa :D
Abraço
André,
O teu relato também a mim fez pairar alguma nostalgia, uma vez que passaste numa terra que me trouxe muitas memórias de infância - Vila Cova, onde muitas vezes descíamos as ladeiras com velhas bicicletas todas enferrujadas com o sofisticado sistema de travagem de entalar a sapatilha na roda... A diversão era garantida, bem como, a sova pelo restyling das sapatilhas. :)
Agora que já começo embrenhar-me em algumas voltas mais atrevidas, essa será uma das zonas que tenho em mente para incluir numa das minhas próximas saídas.
Grande Abraço,
fogueteiro
11-10-2011, 09:52
André,
o Douro norte conquistou-te por completo. Já nem tens tempo para ouvires o silêncio do lado sul.
Cá para mim andas mesmo empenhado em não empenares no PIFANM.:D:D
@Pedro
Aquela zona é muito bonita e sempre surpreendentemente sossegada, apesar de já lá ter estado em pleno Agosto. Mas nesta altura do ano é uma maravilha. Pena que a casa dos gaufres só tenha estado aberta um dia...
@Daniel
Entre o restauro da cannondale, o PIFANM2 e "a minha vida não é só isto" não sobra muito tempo para os relatos. E fotos desta feita também não foram muitas. Só parei para fotos nessa zona e na minha antiga escola, que não terá tanto interesse para aqui. A talega engatada foi para passar mais depressa pelo paralelo, já que asfalto só depois de entrar nos domínios do Marco de Canaveses.
Poe lá essas ideias em prática!
@Ricardo
Não hesites! Há muitas estradas simpáticas por aqueles lados que servem perfeitamente para uma voltinha mais caseira. Vens pela N108, atravessas a barragem de Torrão e já tens muito onde te entreter!
@Zé
Não calhou ir para os lados do Douro sul... mas um dia destes quero lá voltar para fazer uns troços de maneira diferente e descobrir outros que estão ali a chamar por mim. A metereologia e a agenda até têm ajudado, mas de vez em quando também é preciso investir meio sábado na família. :)
Se estivesse empenhado em não empenar no PIFANM tinha de me esforçar bastante mais! Por exemplo fazer séries de subida no Viso ou no Monte de São Cristóvão no Montemuro. :D
Acima de tudo interessa-me é pedalar para descobrir coisas novas e claro, ter o enorme gosto em partilhar com outros malucos estradas desertas e fascinantes a descobrir!
Tour de force: O outro lado do São Macário
http://i54.tinypic.com/uwyet.jpg
Ontem foi dia daquele que deverá ser o remate final nas grandes aventuras de estrada em 2011. E, por isso, teria de ser feito em grande (e não necessariamente no que toca a km!), e com a melhor companhia possível. Posso categoricamente afirmar que ambos os objectivos foram plenamente cumpridos. Primeiro porque foram 95Km com uns respeitáveis 2470m de acumulado positivo. Aos 60Km já havia 2000m no papo, graças às rampas de Covelo de Paivô e ao Portal do Inferno. Belo concentrado de asfalto inclinado! E depois porque já tinha saudades de pedalar com o eterno companheiro destas aventuras, o Miguel Oliveira. Também para ele foi uma volta especial já que, além de ter o privilégio e honra de me aturar, ainda recordou algumas das aventuras vividas o ano passado, nessa prova altamente masoquista designada Geo-Raid.
Com saída de Arouca, o objectivo foi, tal como já por aqui tinha aqui referido, conhecer a subida ao São Macário, desta feita pelo lado do Portal do Inferno, para ter um ponto de comparação com a subida tradicional, pelo lado da aldeia de Sul. Ainda assim, tive de dar o tal toque especial e, ao invés de subir directamente desde Ponte de Telhe, ainda alargamos um pouco mais o percurso fazendo a volta por Covelo de Paivô.
Que estrada magnífica! E que reflexão filosófica sobre geografia e sobre como é possível as populações se fixarem em lugares tão recônditos nos proporcionou...
http://img543.imageshack.us/img543/4534/acfreita07.jpg
As reflexões pararam momentaneamente, na rampa logo após a ponte sobre o Rio Paivô já que o inclinómetro disparou rapidamente até aos 25% e manteve-se bem acima dos 18% por umas boas centenas de metros! A toada era claramente de subida, primeiro até reencontrarmos a estrada do Portal do Inferno, a tal que vinha directa de Ponte de Telhe e, depois, por lá acima já com o São Macário no Horizonte.
Melhor ainda foi a nossa cara ao dar de caras, passe a redundância, com o troço final do Portal do Inferno, depois de passar o corte para Regoufe e já com as vistas em Drave. A única coisa que se vê são cotovelos de estrada pendurados lá no alto (muito lá no alto!), e nós tão cá em baixo!...
Desde Ponte de Telhe até ao alto do São Macário são 27Km onde impera a subida, e a prova-lo, os 1250m de acumulado que coleccionamos só nesta primeira fase.
http://img854.imageshack.us/img854/3070/acfreita08.jpg
http://img856.imageshack.us/img856/7588/acfreita10.jpg
Como esperava, a subida bate aos pontos a tradicional. Menos complicada, muito mais longa e muito, muito mais agradável em termos visuais e de mutação do terreno. E o bónus do Portal do Inferno é im-pa-gá-vel!
http://img811.imageshack.us/img811/6066/acfreita09.jpg
http://img707.imageshack.us/img707/6087/acfreita06.jpg
Último arranque até à capela de São Macário, com o Miguel a esquecer-se que hoje era dia de roda fina...
http://img710.imageshack.us/img710/527/acfreita05.jpg
Na capela, uma agradável surpresa! Cruzamo-nos com alguns ciclistas que já vinham a descer a zona do parque de merendas e, já lá no alto, vem uma figura ter comigo e pergunta-me se eu não serei o Duchene. Confirmo e devolvo a pergunta da identificação, porque sou péssimo com caras... Quem era? Era o flavorflav aqui do fórum, mais conhecido por Filipe.
Nem há 2 minutos tinha estado a falar dele e das subidas recorrentes em sprint ao São Macário e dá-se a coincidência! 2 de letra, de onde vimos, para onde vais... e lá descobrimos que provavelmente nos íamos encontrar novamente já que o Filipe e o amigo iam descer o portal do Inferno e subir para a Mizarela, precisamente onde íamos passar no final da volta. Ora de facto a coincidência mais uma vez deu-se e, poucos metros antes do parque de campismo do Merujal, lá os apanhamos de novo!
Entretanto do São Macário seguimos em direcção à Coelheira para mais um troço de belíssimas vistas. Aliás, o facto do miolo da volta ter sido todo feito acima dos 700m fez com que as vistas panorâmicas fossem uma constante.
Descida até Póvoa das Leiras e ligação a Candal. Daqui seguiríamos para as eólicas da Freita, num agradável sobe e desce, não sem antes apanhar mais um brinde de 20% de inclinação à saída de Candal. Fiz o percurso pela estrada antiga, evitando assim a nova variante que foi construída há pouco. A estrada é super agradável e manteve orgulhosamente a média de zero carros que trazíamos já desde o São Macário.
http://img402.imageshack.us/img402/8580/acfreita11.jpg
Aliás, de Ponte de Telhe até ao Parque de Campismo do Merujal, em praticamente 70Km, cruzamo-nos com apenas 6 veículos automóveis, a maior parte na estrada do Portal do Inferno com uns estonteantes 4!
Nas eólicas da Freita mais um belíssimo troço do percurso...
http://img710.imageshack.us/img710/6089/acfreita12.jpg
E não podia faltar a habitual paragem na torre de vigia para a vista panorâmica de Arouca, o que implica fazer uns metros de ciclocross...
http://img718.imageshack.us/img718/9612/acfreita13.jpg
http://img64.imageshack.us/img64/9652/acfreita04.jpg
Seguimos depois pelo interior, pelo coração do planalto, por 5Km de paralelo até perto de Cabaços, onde apanhamos a rota tradicional da Mizarela. Aqui o carbono ajuda e muito, mas a envolvente compensa bem a vibração extra deste troço da viagem...
http://img6.imageshack.us/img6/2163/acfreita03.jpg
http://img694.imageshack.us/img694/525/acfreita02.jpg
Novamente com alcatifa debaixo das rodas, toca a rolar planalto fora até aos arrebaldes da Mizarela!
http://img197.imageshack.us/img197/6943/acfreita14.jpg
Sandes de presunto no miradouro, regresso pelo Merujal onde encontramos de novo o Filipe e o amigo e ataque ao último topo de subida até ao Radar Metereológico, que marcaria a despedida do planalto da serra.
http://img155.imageshack.us/img155/7322/acfreita01.jpg
Daqui foi sempre a descer até Arouca, pela descida de Chão de Espinho. O estado rugoso do piso torna a descida trabalhosa e não dá tanto descanso como seria expectável em 12km sempre a descer.
Estavam cumpridos os objectivos do dia e restava agora empacotar tudo e regressar a Valongo. O timing da volta foi perfeito, pela foto nota-se que a meteorologia esteve de feição mas do alto da Freita já se avistavam as más notícias para sul que hoje se confirmaram com chuva aqui em Valongo.
Foi por isso um belo dia de ciclo+turismo pelo São Macário, Serra da Freita, Frecha da Mizarela, aldeias serranas e arredores! Que dia! Que paisagens! Que volta! Registo completo em http://app.strava.com/rides/2062724.
pedrolobo7
23-10-2011, 14:42
Trata-se de facto de uma volta soberba!
O meu local de eleição. Hoje tinha planeado la ir mas o tempo não deixou... Parabens
Pedro, de facto o tempo ontem já estava a fechar e as previsões não eram animadoras para hoje. Aqui já chove copiosamente...
Espero que a meteorologia melhore, para não deixares os teus planos por concretizar!
--
Já editei o pequeno relato com algumas fotos de ocasião...
Paulo V.
23-10-2011, 15:46
Fantastica volta e fotos bem bonitas.
Aquelas eolicas na Freita também são umas amigas minhas bem conhecidas da roda fina.
flavourflav
23-10-2011, 17:34
Viva,
Foi um prazer encontrar/conhecer colegas de fórum no topo da serra que mais gosto de visitar, sendo que fizemos uma volta (http://app.strava.com/rides/2062524) com partes comuns, se bem que em sentido inverso.
Pena só o frio que se começa a sentir e complicar a vontade de andar nos cumes das serras que nos rodeiam, aplaudo a coragem que de enfrentar umas horas de pedal às altitudes que andaram de calções e manga curta com o vento e temperatura que estavam.
Realmente, toda essa zona é deslumbrante. Apesar de ser de perto nunca me tinha aventurado para os lados de Arouca, passar no portal do Inferno de bicicleta é uma experiência a repetir, a subida desde Arouca até a Mizarelaé acessível, muito abrigada com uma vegetação densa e agradável, o planalto com o Frecha da Mizarela e a descida até Manhouce são absolutamente fabulosos. Foi provávelmente a volta de bicicleta que já fiz com melhores paisagens.
Assim que a meteorologia permita volto a esses lados para visitar com mais calma a zona da Mizarela (também ainda não vi as pedras parideiras).
Fugindo um pouco ao tópico, foi com pena minha não pude estar presente no PIF da semana passada na zona do Marão, mas teria todo o gosto em estar presente no próximo que for organizado.
Espero que não tenha sido tua última grande epopeia ciclística de 2011, o ano ainda tem muito para dar e há por aí muita estrada por descobrir. A leitura dos teus relatos também proporciona muito prazer, essa forma tranquila de fazer turismo de bicicleta é algo que começo também a apreciar muito.
Abraço,
Filipe Oliveira
Danielkezia
24-10-2011, 08:12
Lindissimo isto tudo André...As fotos estão de topo e essa zona cada vez me chama mais a uma visita.
Se o mundo não acabar no fim do ano, como dizem alguns, no próximo ano tenho de me aventurar a essa zona! Talvez no proximo fim de semana, já que devo estár por São Pedro do Sul, faça uma visita em jeito de reconhecimento a essa zona!
Com tantas e excelentes fotos que muitos de nós temos oportunidade de partilhar aqui no forum de paisagens do nosso país, livrem-se de dizer que Portugal é uma porcaria;););)
Cumps
@Filipe
Não estava assim tanto frio como isso! Em Arouca, às 9 da manhã estava bem pior! :D
E eu sou particularmente calorento, por isso não noto muito o frio. Já o Miguel queixou-se da frescura mas lá aguentou, mesmo com 4 passagens (a espaços, ventosas) acima dos 1000m!
Aquela zona é de facto muito interessante e só me está a faltar fazer a subida pelo lado Sul, ali por Landeira, para completar as 4 principais vertentes cardinais da Freita.
Quanto aos PIF, pode ser que existam companheiros interessados em organizar um nos próximos tempos. Por minha parte, as energias estão concentradas apenas no PIF*Ultra de 2012.
O final das aventuras grandes prende-se com o facto de estar a terminar um projecto de BTT que vou certamente usufruir e por isso a estrada, terá agora um período de maior descanso. Talvez faça o remate no final de Dezembro, tal como o ano passado. Mas até lá, ficarei pelas voltas mais caseiras.
@Paulo
Para a próxima época já sabes, há que voltar lá e relembrar a arte da subida!
@Daniel
Não percas a oportunidade de lá ir, especialmente se estás tão perto! Ficas logo a conhecer a vertente pela aldeia do Sul, O portal do Inferno e se o passeio for com tempo ainda vais até Arouca e atravessas a Freita para regressar à base. Depois de fazeres de carro, não sei se consegues aguentar uns meses para fazer de bicicleta...
Portugal de facto não é uma porcaria. As auto-estradas e vias rápidas esconderam muito do que precioso cá temos. Mas felizmente contrariar o óbvio também faz parte do desafio de procurar o inesperado. Com o acesso que todos nós temos às ferramentas digitais em termos de mapas de estradas, todos estes tesouros estão ali à mão de semear. E estradas desertas e fascinantes são como as cerejas... umas atrás das outras!
Paulo V.
24-10-2011, 12:27
Por acaso tens razão André, a Freita é um belo bocado de rocha que nos demonstra o quão belo e tão dificil pode ser a arte da subida, mas o brinde no final com aquelas paisagens magnificas supera todas as dificuldades. Aliás, acho que por a zona de Arouca o que não falta são paraísos, eu conheço relativamente bem Arouca dado a ter lá familia e de cada vez que lá vou é um deleite para os sentidos e para a vista.
Sim, na proxima epoca tenciono lá voltar à Freita, mas não queria ir sozinho.... se aparecer por aí um convite à maneira.
Cancellara
24-10-2011, 13:54
Fu**ing amazing, como diriam os Domingueiros de Valongo.
Só tenho memória de por aí andar uma vez, em roda grossa e há muitos anos atrás. Tenho que aí voltar, sem dúvida. Um PIF/PIFU por essas bandas é que era ;) ...
pedrolobo7
24-10-2011, 18:16
Gostei da ideia "um PIF/PIFU por essas bandas" .... meditem nisso:cool:
Parabéns André. Não sou muito de comentar por aqui, mas dou-te os parabéns pelo excelente ano que tiveste em pedaladas! Não é para todos nem são todos os que partilham da forma como tu o fazes, por isso obrigado ; )
Guarda todos estes conteúdos bem guardados, pois eles serão fruto de orgulho no futuro!
Grande abraço e obrigado por toda a tua ajuda e sinceridade!
Jorge Santos
flavourflav
25-10-2011, 09:42
André:
A subida por Landeira é mais curta que a do São Macário por Sul, mas com inclinações semelhantes e sem praticamente nenhuma zona de descanso. No entanto as inclinações baixam bastante nos últimos 2 kms, onde a paisagem é também mais interessante.
Dados Strava:
http://app.strava.com/segments/776365
@Jorge
Não custa nada partilhar, quando se faz por gosto! :)
@Filipe
De facto no cruzamento de Coelheira e olhando para os lados de S. Pedro do Sul a vista era mais ampla do que em Sul. Mas a "queda" era valente. Um dia destes vou de comboio até Cacia e faço a subida por esse lado... Quem sabe no final do ano, como o ano passado! :)
fogueteiro
26-10-2011, 11:23
André,
já te disse por outro meio mas venho transmitir publicamente o meu contentamento, por gostares de andar por aquela que foi a minha zona de eleição quando morava aí. Conheço essa serra como a palma das minhas mãos: A pé, de bicicleta, de carro... e quantas vezes fazendo campismo selvagem.:)
Tiveste muito bom gosto... continua assim. Só ainda não consegui fazer essa subida que o Filipe fala. Já a desci, e pelo que vi, em sentido contrário deve ser mesmo muito dura, à semelhança de todas as outras "irmãs".
Esses encontros "imediatos" com pessoal do fórum são bastante interessantes, e dá-nos uma alegria engraçada. O mesmo se passou comigo. Onde nem o diabo pudesse lembrar encontrei o OSICRAN. :):):D
E reconheceste-me, que ainda foi o mais espectacular nas circunstâncias em que foi!...:eek:
Samuel.R
27-10-2011, 19:21
Viva!
Mais um seguidor das tuas aventuras André, sempre que posso venho ver se há novidades. Parabéns pelas fotos e claro pelos excelentes relatos das tuas voltas que automaticamente nos transportam para outras paisagens.
Cumprimentos
:confused:
Eu que ando à procura da minha primeira "fininha", fiquei "embasbacado" com estes reports, com estas paisagens... :D
Muito obrigado pela partilha...
:p
CarlosP
Danielkezia
31-10-2011, 18:26
Com licença!!
Não achas isto mais bonito sem a tua pessoa ali?!
http://img856.imageshack.us/img856/627/gedc3768.jpg (http://imageshack.us/photo/my-images/856/gedc3768.jpg/)
Andei em estudos!!
@Samuel e Carlos
Obrigado pelo incentivo. Tento passar para aqui um pouco deste combustível cénico que me move ao longo das voltas por lugares inusitados...
@Daniel
Fica tão desconsolada a fotografia assim... parece apenas um monte de pedras. Sem alma, sem vida! :P
Estudaste demais, agora vais ter de pedir muito ao S. Pedro que ofereça um dia de sol para voltares lá, em duas rodas. :D
Por onde andaste? E que tal?
Danielkezia
02-11-2011, 17:20
André digamos que estiquei-me bem, mas nada de bicicleta....Visitei aquela area quase toda que se vê na foto, até a parte azul :D:D:D
Faltou talvez as eolicas da Freita em todo o seu explendor!!
http://img810.imageshack.us/img810/3416/gedc3821.jpg (http://imageshack.us/photo/my-images/810/gedc3821.jpg/)
O fim de semana foi tão grande que ainda deu para vêr isto... Conheces?!
Eu não conhecia, mas te garanto que a proxima vez que ali passar vou fazer parte da paisagem e não apenas vêr-la!
http://img210.imageshack.us/img210/8335/gedc3852.jpg (http://imageshack.us/photo/my-images/210/gedc3852.jpg/)
Há e desculpa lá meter um certo nojo!!:cool::cool:
Malandro, andaste a passear mesmo muito. Os locais das duas fotografias ainda distam uns quilómetros!
E claro que conheço essa fantástica estrada, felizmente já tive o enorme prazer de a percorrer quer de carro quer de bicicleta. É daquelas que nos fica na memória! Eu como sou menino, só a fiz a descer. O maluco do Pedro já a subiu... :) Quase de certeza que também passaste noutra que nos deixa sem palavras, ao chegar à barragem de Vilarinho das Furnas...
E não metes nojo nenhum! Fico muito contente de rever aqui sítios que me trazem tão boas memórias...
Danielkezia
02-11-2011, 18:27
;)
André a zona mais centro adorei mesmo. Fiquei em Figueiredo das Donas e de lá a São Macario foi meia hora.
Aquela aldeia da pena no fundo merecia uma visita mas só tem uma estrada o que desanima um pouco a ideia!
A estrada do inferno é lindissima sem duvida e o pôr do sol no são macário consegue ser quase tão bonito como o do Marão nos 14xx metros de altitude!
É uma zona fantastica e para quem vive perto que se livre de tentar ir à serra da estrela porque é comparar o incomparavél, com vantagem a serra que vai da Freita até á serra das Meadas.
Quanto ao Gerês, ele que me aguarde!!:D
Petite force: Livração ao contrário
Este fim-de-semana voltei aos tempos repartidos entre o BTT e a estrada e, tal como já tinha preconizado, as voltas de estrada são agora mais "caseiras" e menos ambiciosas. Há que dar algum espaço a que a paixão "respire", para não causar saturação. Tal como em tudo na vida, também nas pedaladas, o que é demais é erro…
Assim desta feita teria uma dupla de grandes amigos como companhia e, por isso, fui encarregue de criar um percurso com o máximo de 90Km para ser cumprido numa manhã.
Não houve hipótese de ser muito criativo até Penafiel. O pragmatismo falou mais forte e por isso fomos directos pela N15, com a subida do Carreiro a terminar com qualquer réstia de sono que ainda pudesse resistir. :D
Até Recesinhos não há história, a não ser uma vontade enorme de nos pirarmos da Estrada Real 15, que continua uma lástima, apesar dos remendos que aqui e ali vão sendo feitos…
Viragem em direcção a Sobretâmega, mas não iríamos fazer a descida directa. Ao invés fomos pela estrada interior, por Castelões e Livração, alongando o percurso um pouco mais para Oeste.
A paisagem está particularmente bonita neste Outono e foi a um ritmo muito moderado que fizemos este troço, apreciando a beleza que nos era oferecida, com a paleta avermelhada das árvores a contrastar com o verde da vegetação rasteira. A completar o quadro, uma fantástica sinfonia auditiva oferecida pelos inúmeras aves que aproveitavam os abundantes raios de sol para esticar as asas. Uma delícia!
Aqui e ali os mini-solares e a tal ruralidade ainda genuína que há tempos já aqui tinha falado e que ainda abunda por aquelas bandas.
Uns quilómetros à frente encontramos o Tâmega, que se espreguiçava à nossa frente. Foi na sua margem, já com o Marco de Canaveses à vista, que fizemos uma pequena paragem para abastecer e preparar a segunda fase da volta que seria a mais dura.
Quem fez o PIFANM do Torrão lembra-se certamente da vertiginosa descida que antecedia a chegada ao Tâmega que, desta feita, seria feita no sentido contrário.
Já tinha descrito esta parte dos montes de Raposeira anteriormente e volto a reforçar que não é muito comum encontrar rampas de 17% e subidas de quase 3Km a 8.6% por estas bandas…
Por isso estavam reunidos os condimentos para fazer crescer o acumulado de forma significativa nos próximos quilómetros.
Mas a envolvente é compensadora, com pouca civilização, muito arvoredo e alguns assados no forno!
A subida lá se vai conquistando, com as famosas zonas de descanso... a 6%! :D
Fomos escalando até Vila Cova, ponto mais alto da jornada. Mas daqui para a frente não seria mais fácil, com mais 2 topos e uma subida longa - Parada de Todeia - antes do descanso final até casa.
Apesar de já conhecer 90% da volta, é sempre um desafio diferente fazer em sentido contrário. Por isso, e sobretudo pela companhia, foi uma manhã muito bem passada.
Contas finais: 96Km com 1617m de acumulado. Registo > STRAVA (http://app.strava.com/rides/2219143)
Para comparação, uma brincadeira com os mesmos quilómetros na Freita teve mais... 1000m de acumulado :)
--
E ntem foi dia de BTT com mais 40Km a conhecer trilhos novos para os lados da Maia, Vilar da Luz e arredores. Para os curiosos, fica também o registo (http://app.strava.com/rides/2233590).
--
Vá o tempo permitindo estes bons bocadinhos de pedal!
fogueteiro
07-11-2011, 10:12
Ainda não percebi o teu gosto pelas serras. Bolas!!! Tens coisa tão boa e muito menos difícil pela costa e andas tu por onde nem o diabo quer andar!!:D;););):D
Pancas... vá-se lá perceber...
flavourflav
08-11-2011, 11:42
Eu sou igual, voltinha que não passe no cimo de um monte (ou vários) muito dificilmente me satisfaz.
Hoje, a propósito de actualizar o meu registo de voltas no strava, deu-me a nostalgia ao relembrar algumas das fantásticas aventuras de estrada que vivi este ano. Quase sempre a solo, mas sempre na companhia da minha fiel máquina fotográfica.
Fui vasculhar os arquivos e descobri algumas fotografias que gostava de ir partilhando, singelas amostras da beleza que este nosso rectângulo esconde e que, entre brumas e tempestades económicas, sempre estarão ali para me alegrar a alma.
E com a chuva que agora nos castiga, acho que vai saber bem um bocadinho de ar puro... ainda que virtual!
Assim, aos pouquinhos de cada vez, vou deixando aqui alguns pedaços das minhas boas memórias a pedalar...
--
http://img577.imageshack.us/img577/7870/accyclograph01.jpg
As pontes da Caniçada às 5h30 da manhã...
.
http://img33.imageshack.us/img33/8689/accyclograph02.jpg
A Calcedónia oferece sempre vistas magníficas!
.
http://img5.imageshack.us/img5/5038/accyclograph03.jpg
Nada mau, para 30 quilómetros... Já só faltavam 150!
.
http://img703.imageshack.us/img703/7341/accyclograph04.jpg
Nuestros hermanos também sabem fazer estradas desertas e fascinantes.
.
http://img100.imageshack.us/img100/7197/accyclograph06.jpg
O dia em que entrei em Portugal 4 vezes, depois de outras tantas vezes ter passado para Espanha.
.
http://img209.imageshack.us/img209/8086/accyclograph05.jpg
O infinito é já ali...
Venham essas fotos, é sempre bom vermos estas fantásticas estradas portuguesas e os fantásticos locais por onde tens passado...
Gostei da imagem do Garmin, 9 da matina e já com 1150 de acumulado! :eek:
http://img72.imageshack.us/img72/6213/accyclograph07.jpg
A 1000m de altitude, muito se estende aos nossos pés...
.
http://img534.imageshack.us/img534/396/accyclograph08.jpg
5Km do mais belo paralelo que já cruzei.
.
http://img703.imageshack.us/img703/8749/accyclograph09.jpg
Não é por pedalar a solo que deixo de aparecer nas fotografias. E nem sempre é de perfil, como se diz por aí!
.
http://img263.imageshack.us/img263/8465/accyclograph10.jpg
Já tinha dito que o Portal do Inferno me tira do sério? :D
.
http://img23.imageshack.us/img23/6716/accyclograph11.jpg
Ao cruzar o planalto da Serra da Cabreira, em Janeiro, tive direito a um dos momentos mais fantásticos do ano: Neve!
.
http://img829.imageshack.us/img829/4016/accyclograph12.jpg
E para contrastar, em Maio, com 40 graus e sob um sol tórrido, que bem que soube este "meio mergulho" naquela água tão gelada como a neve de Janeiro!
A beleza está lá mas também é imprescindível ter talento para a fixar... Que maravilha, venham mais!
Já tinha dito que o Portal do Inferno me tira do sério? :p
A sério :p, as tuas fotos é que me tiram do sério :rolleyes:
Muito bom... mostra mais (sff) :)
:cool:
CarlosP
paradawt
10-11-2011, 09:06
Muito boas fotos sim senhor!
Excelente mesmo!
fogueteiro
11-11-2011, 08:47
Essa última fez-me lembrar qualquer coisa, lá para os lados de Castro d'Aire;);)
Danielkezia
11-11-2011, 17:40
Meu caro só agora vi as tuas fotos e actualizações....
Magnificas fotos amigo, muitos parabéns!:cool:
Samuel.R
11-11-2011, 18:08
André, peço desculpa pelos direitos de autor, mas algumas fotos vão mesmo parar ao meu phone como wallpaper :)
Se não te importares claro :)
cumprimentos
silvioferraz
11-11-2011, 22:43
Mas que brutalidade... vou ter de te bater pela tortura! :)
Muito obrigado a todos pelas simpáticas palavras! Mesmo aquelas que ameaçam a minha integridade física! ;D
É com todo o gosto que vou mostrando estes bocadinhos de paraíso, dentro do espírito de partilha que vai movendo o fórum. Cada uma destas aventuras foi especial e praticamente todas foram irrepetíveis, graças aquela minha panca de nunca repetir as grandes voltas. Assim, vão havendo muitos e diferentes sítios para mostrar!
Por isso, não podia deixar de aproveitar para juntar mais seis pequenos retalhos de paraíso a este pequeno sortido...
http://img651.imageshack.us/img651/6391/accyclograph13.jpg
Fascinado com o isolamento das margens, na albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas.
.
http://img3.imageshack.us/img3/5130/accyclograph14.jpg
De um lado, Portugal. Do outro, Espanha. Até lá abaixo, à Várzea, a maior percentagem de inclinação que já desci em estrada! Surreal!
.
http://img822.imageshack.us/img822/2606/accyclograph15.jpg
Quando 350Kg de carne munidos de tamanha armação se cruzam no nosso caminho, convém manter um certo distanciamento...
.
http://img828.imageshack.us/img828/2289/accyclograph16.jpg
Curiosa marcação: O quilómetro 108 da Estrada Nacional 108 (agora desclassificada para R108).
.
http://img853.imageshack.us/img853/435/accyclograph17.jpg
Alegria primaveril no planalto de Montemuro...
.
http://img846.imageshack.us/img846/2686/accyclograph18.jpg
No alto do monte de Santa Helena, mais um dos muitos topos com mais de 1000m que já tive o prazer de conquistar.
Danielkezia
12-11-2011, 11:46
Isto assim no fim de almoço até me dá a volta à barriga :P
pedrolobo7
13-11-2011, 21:21
Não há palavras ... simpesmente sublime!!!
Cancellara
14-11-2011, 23:07
Muito bom, grandes chapas!
André ainda te hei-de conseguir acompanhar... quando ganhar coragem para tais feitos!! :D
Parabéns pela "inveja" que me causas!!! :D
Abraço
Belas fotos, sim Sr.
Parabéns
Obrigado mais uma vez... :o
Daniel, se voltares a ver o teu almoço, depois de semi-digerido, não é responsabilidade minha!
Com a chuvinha que está, logo vou tentar colocar mais uma série, para trazer um pouco de sol virtual a este meu cantinho e para alegria de quem o visita...
pedro silva
15-11-2011, 15:35
parabéns por este teu espaço que me tem deliciado com todas estas fotos e relatos.
sem duvida que é um incentivo a modalidade e mostra que não é só pedalar de olhos pregados no asfalto... se levantarmos um pouco a cabeça por mais pequeno que seja... em treino ou pelo prazer de pedalar e sair de casa podemos nos deslumbrar com o que a natureza nos oferece todos os dias :).
realmente com esta chuva está complicado sair de casa :(
abraço
Pedro
ao menos neste tópico só chovem belas fotos ;) continua, talvez um dia posso ver inloco esses lugares aqui postados parabens!
Como o prometido é devido...
http://img810.imageshack.us/img810/6361/accyclograph19.jpg
Panorâmica sobre o Rio Lima, com a Serra Amarela em pano de fundo.
.
http://img9.imageshack.us/img9/1589/accyclograph21.jpg
No alto da Peneda, um misterioso manto de nevoeiro ocultava alguns segredos que ficaram por desvendar...
.
http://img337.imageshack.us/img337/9747/accyclograph22.jpg
A incrível estação do Arco de Baúlhe! Que coisa maravilhosa, que gosto, que detalhes, que aprumo! Infelizmente só assim se mantém porque agora é atracção turística. Mas nos anos 60 foi considerada a estação mais florida do país. Verdadeiros tesouros que se perdem com a garra implacável do progresso.
.
http://img213.imageshack.us/img213/5913/accyclograph23.jpg
Mais uma passagem acima dos 1000m. Pinduradouro, a face oculta do Alvão, onde a rudeza do lado Sudoeste dá lugar a uma vasta "planície" de montanha que se espreguiça até Chaves.
.
http://img542.imageshack.us/img542/9242/accyclograph24.jpg
Azul, verde, amarelo, uma massa ruminante e a geometria humana...
Desculpa-me, mas... já estou como o outro...:p
Não te conheço, mas se te conhecesse, batia-te... :rolleyes:
(é que ainda não consegui tirar a minha "fininha" da arrecadação :eek:)
Fotos fantásticas... obrigado!
:cool:
CarlosP
Obrigado Carlos!
Ainda bem que entretanto já conseguiste dar boas pedaladas na tua companheira de roda fina.
--
Finda a passagem nostálgica das fotografias que aqui fui colocando, amanhã vou voltar à estrada para, literalmente, meter o nariz onde não sou chamado. :D
Esta é uma volta que já tinha idealizado, numa outra configuração, há uns tempos. Feita a maturação da ideia, vai ser agora cumprida, cortesia do tempo seco. Posso adiantar que existirá um atractivo muito, muito especial nesta volta, atractivo que irei revelar mais tarde, na crónica.
.
Como a tradição já não é o que era, tenho o percurso traçado a horas decentes! Por isso hoje vou tentar deitar-me cedo, até porque amanhã às 5 e meia da manhã tenho de estar a sair de casa, em direcção à base logística de mais uma aventura daquelas engraçadas.
Haja perninhas, que o resto já a Mãe Natureza se encarregou de fazer.
Depois conto como correu!
Sem duvida excelente este post, sem comentários...
Figueiredo
07-12-2011, 16:45
Boa volta duchene, não te esqueças da máquina fotográfica:), habituaste-nos mal ainda por cima colocaste a fasquia elevadissima com estes teus últimos posts, estou curioso com o que vai sair dai...
pedrolobo7
07-12-2011, 17:42
Boa sorte duchene. Venha depois o relato amigo. Confesso que fiquei curioso. Amanhã tambem vou sair da minha zona de conforto e vou parar a outras bandas...
:rolleyes: Fico à espera de mais...
Mas amanhã também vou sair :rolleyes: :rolleyes: :rolleyes:
:p Bom passeio e brinda-nos com mais umas excelentes fotos, sff. :)
:cool:
CarlosP
Danielkezia
07-12-2011, 20:42
Meu caro amigo, só agora vi essa porcaria de fotos!!!
A estação do Arco de Baulhe confirmo a sua beleza e confirmo também que à sua volta tens uns belos petiscos para as fininhas. Como por exemplo a descida/subida até ao Tâmega(acho eu) e respetiva continuação até Parada de Atei.
Coisa para dar uso aos pratos mais reduzidos!!
A proposito, deixo a informação que a linha ferrea antiga está em requalificação e dentro em pouco tempo será ciclovia!
Bem, quanto à tua volta amanha, esse "meter o nariz onde não és chamado", soua-me a meter o nariz no mundo mas não digo mais nada!!
Abraço
Venha delá essa estória! E mais importante essas fotos...
Cumpts
Então ela sai do forno ou não? :)
Como resposta aos pedidos que me vão fazendo, e penitenciando-me da preguiça que por vezes me afasta da escrita com pés e cabeça, hoje deixo-vos com 23.000 caracteres e 30 fotografias que em conjunto criam o que julgo ser bom pedaço de entretenimento ciclo-turístico. Espero que divirtam a ler tanto como eu me diverti, quer a pedalar, quer a relembrar, escrevendo.
--
Paleta de Outono no coração da Serra da Cabreira // 8 Dezembro 2011 // 130Km // 3197m AC+
http://img859.imageshack.us/img859/1428/accabreira31s.png
No feriado lancei-me de novo à aventura, pedalando ao longo de um percurso que andava a congeminar há um par de semanas...
Tenho este objectivo pessoal, não obsessivo, não competitivo e não doentio, de cruzar em estrada todas as elevações acima de 1000m do nosso belo rectângulo continental. Para já, está a correr a bom ritmo, sorte minha que vivo relativamente perto de muitos desses topos. A norte da Serra da Estrela restam apenas uma mão cheia de resistentes e um deles era precisamente a Serra da Cabreira. Por isso estava na hora de virar para lá a minha atenção, tratando de passa-la para a crescente lista de conquistas.
O atractivo para este passeio seria então encontrar o ponto mais alto da serra que fosse possível cruzar em estrada e, com base nesse referencial, construir um percurso de qualidade. A reposta óbvia para a questão da elevação poderia ser... Nariz do Mundo (que é como quem diz, Moscoso...)! Mas na verdade não é! Aliás nem sequer é o segundo ponto mais alto da Serra, esse fica bem mais perto de Uz. Na verdade a passagem asfaltada a maior altitude da Serra da Cabreira situa-se do outro lado da estrada do Salto, perto de Torrinheiras. Era, portanto, esse o grande referencial para esta volta.
Como tenho mais do que uma simples costela transmontana (toda a minha família materna é de lá), o apelo que as Terras de Basto fazem é sempre irresistível e facilmente me deixo seduzir pelos encantos desta região. Gosto particularmente de a visitar no Outono porque a paleta de cores é absolutamente incrível. Há manchas consideráveis de floresta autóctone que se transformam ao longo desta estação, criando um matizado de cores único: dos verdejantes lameiros pontilhados pelo castanho do gado barrosão ao vermelho fogo das copas mais frondosas, intercaladass aqui e ali com o calor do amarelo torrado e dos tons laranjas... E como o dia esteve pouco nublado, o azul do céu também marcou presença. Um inebriante cocktail para os sentidos!
Originalmente esta volta estava pensada para ter a base logística em Fafe, abordando a serra pelo lado Oeste, via Agra ou Borralha. Mas como isso implicava a repetição de umas dezenas de quilómetros que já conhecia ou estender o percurso para lá dos quilómetros que pretendia fazer, optei por alterar a direcção e o balanceamento da volta, estudando um novo ponto de partida. Isto implicou também uma nova rota para a subida, que se veio a provar, in loco, num valioso acréscimo à qualidade do percurso.
Analisadas as opções para assentar arraiais, a escolha acabou por recair em Mondim de Basto. Primeiro porque servia perfeitamente o propósito em termos de percurso, e depois porque fica bastante acessível, comparativamente a outras opções. Até Amarante uso a A4 e depois até Mondim sirvo-me da famosa variante à N210. Pouco mais de uma hora chega para ir de casa até lá. Tendo em conta que agora amanhece mais tarde, bastou sair de casa às 6h30, para conseguir estar a pedalar por volta das 8h00, sem pressas, como convém.
http://img94.imageshack.us/img94/6899/accabreira01s.png
Aliás a viagem até Mondim foi feita sob um cerradíssimo nevoeiro e por isso, em velocidade contida. A visibilidade era de apenas poucas dezenas de metros. De tal forma limitada que entre Penafiel e o alto da Lixa circulei em caravana, com outros condutores, a uns meros 60km/h... No alto da Lixa o manto ficou a uma cota inferior e revelou o carrossel de encostas que se estendem pelo vale do Tâmega, envolvendo-me o nevoeiro, novamente, na descida para Amarante. O mesmo se passou a caminho de Mondim. Ora estava dentro de um copo de leite, ora tinha um tapete de algodão aos meus pés. E como Mondim fica a uma cota baixa, já sabia que ia iniciar o passeio com muito pouca visibilidade...
http://img841.imageshack.us/img841/750/accabreira02s.png
8h00 da manhã: vestido a rigor para enfrentar o frio matinal (2 graus positivos, sem contar com o windchill!), activei o percurso, calquei o pedal esquerdo (sempre o esquerdo!) e comecei a rolar.
Dizer "rolar" é no mínimo irónico... o percurso estava destinado a percorrer desde logo as fraldas do Monte Farinha e, portanto, brindou-me com um belo aquecimento madrugador ao longo de 20Km de subida, desde Mondim até aos arredores de Macieira. A estrada percorre inicialmente a encosta sul da Senhora da Graça, em pendente ascendente até Bilhó, onde inflecte para Norte, por Covelo, mantendo a tendência de subida por mais alguns quilómetros.
http://img861.imageshack.us/img861/4495/accabreira03s.png
Até Bilhó já conhecia a estrada nos dois sentidos. Mas desta vez estava particularmente interessante, recoberta no seu sector inicial pela espessa camada de nevoeiro... Apesar dos topos que se sucedem desde o primeiro quilómetro, a subida estabiliza sensivelmente a meio e faz-se sem grande dificuldade, aproveitando também algumas secções mais planas ou mesmo pequenas descidas. Relativa facilidade pelo menos até chegar ao famoso e empinado "S" que passa pelo centro de Bilhó. 1Km a 9.8%, com uma série de rampas e o cotovelo de 16% a meio, para acordar os mais ensonados. Aqui é bem preciso puxar pelos galões, que é como quem diz, pelo carreto 26! Pequeno preço a pagar para que ousa brincar aos ciclistas, entre o Alvão e o Monte Farinha...
http://img706.imageshack.us/img706/8319/accabreira04s.png
Em Bilhó, segui então em direcção à zona de Limões. O primeiro par de quilómetros foi pedalado aqui e ali em pequenos retalhos de estrada que já conhecia, nas imediações de Bobal. Mas rapidamente entrei em território novo. Esta estrada já povoava o meu imaginário há uns tempos, desde que a avistei quando cruzava o Alvão, na volta de Pinduradouro. Nessa altura pedalava na fabulosa M1143 que é a continuação natural desta M1142. Quem desce o Alvão avista, lá ao longe, esta tira de asfalto de um negro forte, salpicada pelo branco das marcações e que serpenteia pela encosta até desaparecer algures na descida para o vale. Tinha ficado desde esse dia a ideia de a encontrar no mapa e de fazer um percurso que por lá passasse.
E aqui estava eu no cruzamento de Macieira, a virar à esquerda para finalmente conhecer esta pérola...
A estrada é de facto muito recente e de altíssima qualidade. Fez-me lembrar os troços dos arredores da Gralheira, no Montemuro: Estrada relativamente estreita, percorre a crista da Serra da Alvadia sendo ladeada por muros de pedra e campos de cultivo. Com uma vista deslumbrante no topo - sempre com o Monte Farinha ao fundo, a dominar as atenções - a estrada atira-se depois encosta abaixo, com curvas e contracurvas que a tornam muito divertida e agradável de percorrer. O entusiasmo na descida foi moderado pelo piso bastante molhado, já que toda a encosta que agora calcorreava estava mergulhada ainda na sombra das primeiras horas da manhã. A cada cotovelo mais apertado correspondia uma abrupta variação da elevação, com as escarpas que ladeiam a estrada a ameaçar atirar para o abismo aqueles que fora dos domínios do asfalto se aventurassem...
http://img10.imageshack.us/img10/1631/accabreira05s.png
O óbvio, nesta fase seria descer esta encosta até Cerva, cruzar o rio e percorrer a estrada que contorna a serra seguinte, até Ponte de Cavez. Mas o óbvio é aborrecido pá! Tinha descoberto nas fotografias de satélite e já nos domínios de Ribeira de Pena, uma pequena estrada que liga Portela de Santa Eulália a Ponte de Cavez, atravessando a crista da serra, pelo meio de uma mancha florestal. Era por aí que imediatamente quis ir, ainda que chegar a esse troço implicasse descer mais um pouco, atravessar o rio Poio e subir toda a encosta oposta do vale, com um acréscimo de 15Km em relação à opção óbvia e linear. Mas dei de barato o desvio, porque tinha a certeza que seria recompensador.
http://img847.imageshack.us/img847/8519/accabreira06s.png
Ia tão distraído com a deslumbrante paisagem que se me oferecia no vale em baixo, com o manto de nevoeiro a ser de novo protagonista, que nem olhei para o GPS. Falhei, por isso, o cruzamento que me levaria até Cabriz. Detectado o erro a tempo, voltei para trás e comecei a descer as ruelas que conduziam à travessia do rio Poio. Ali, alguém andou a poupar na terraplanagem! O GPS marcou inclinações assustadoras e de facto, junto à ponte, uma placa advertia que a estrada que eu tinha acabado de descer era só para veículos ligeiros... Pudera!
http://img69.imageshack.us/img69/7299/accabreira20s.png
Felizmente a subida pela encosta oposta era mais suave, ainda assim, facilmente se pedala acima dos 15%, nas rampas que se sucedem até encontrar a N312. Entrando na estrada principal a subida torna-se mais suave, e os quilómetros seguintes, são bastante agradáveis: estrada larga, piso em excelente estado, enquadramento cénico com o Alvão em pano de fundo e quase nenhum trânsito. Ao contrário da última vez, em que segui para Este, em direcção às costas do Alvão, desta feita na Portela de Santa Eulália apontei a Noroeste, cruzando a zona industrial e apanhando a tal estrada que segue ao longo da crista da serra.
http://img829.imageshack.us/img829/293/accabreira07s.png
http://img31.imageshack.us/img31/6073/accabreira08s.png
Foi aposta ganha! Estradinha tímida mas magnífica, a oferecer uma panorâmica abrangente do que já tinha feito e do que me esperava a seguir: primeiro uma varanda para o vale do rio Poio, e para as encostas onde tinha andado nos quilómetros anteriores e depois, um plano aberto a Norte revelou o maciço da Cabreira pela primeira vez, descortinando a longa subida que me esperava.
http://img685.imageshack.us/img685/367/accabreira09s.png
Encontro mais à frente a estrada que vem directa de Cerva e sigo-a ao longo da descida para Ponte de Cavez, serpenteando por entre pequenos aglomerados de casas. Há que aproveitar porque este será o último descanso digno desse nome que terei durante os próximos 27Km...
http://img546.imageshack.us/img546/6687/accabreira10s.png
Mais uma vez, há várias formas de apanhar, esfolar e cozinhar um coelho que é como quem diz, uma subida. Podia desde logo subir a serra de elevador expresso, por Leiradas ou Viela. Podia também fazer metade da serra, subindo por Vilar de Cunhas. Podia, mas não era certamente a mesma coisa... No meu caso queria fazer a refeição mais saborosa e, por isso, escolhi o percurso mais longo, seguindo a estrada que percorre toda a encosta sobranceira ao rio e que, depois de se desprender do Tâmega, embrenha-se para Norte, acompanhando o Rio Beça e os vales que vão de Ribeira de Pena até aos montes que rodeiam Boticas. Aí, em Gondiães, roda novamente para Este e Nordeste coincidindo o final da subida com uma linha vertical imaginária traçada desde o ponto de início, quase três dezenas de quilómetros antes.
Dividindo em blocos, a conquista seria feita 3 momentos principais: De Cavez a Gondiães ficaria com metade da ascenção feita, de Gondiães a Uz era a parte mais complicada e íngreme, restando depois os topos entre Uz e Moscoso.
A subida desenrola-se numa primeira fase com uma pendente constante e agradável. O piso é aceitável embora mais perto de Gondiães se torne de fraca qualidade. Presumo que seja pelo facto de existir uma ligação mais directa à parte de cima da serra a partir de Cunhas e, por isso, quem usa o restante da estrada normalmente só irá para Gondiães, o que certamente lhe retira alguma importância na altura de priorizar as manutenções...
Nesta primeira abordagem à serra, além do Tâmega e do Beça, lá no fundo, consigo ver a crista da Portela de Santa Eulália onde tinha passado pouco antes. A subida é à minha feição: muito longa e constante, permite-me estabelecer um ritmo agradável e, com isso, nem dou pela passagem dos primeiros quilómetros. Os cruzamentos vão ficando cada vez mais escassos e, finalmente, surge o último ponto de fuga à montanha, por uma estrada que desce a encosta até Ribeira de Pena. Daqui para a frente, apenas a M518 se apresenta como opção de progressão.
http://img824.imageshack.us/img824/1466/accabreira22s.png
Uma última e vasta mancha florestal rodeia Gondiães. Do lado esquerdo da estrada temos cedros, do lado direito o imenso vale apenas com restos de eucalipto, já que todas as encostas estão agora desnudas fruto do recente desmate. Vejo, lá ao longe, a N312 onde passei há tempos na volta a Boticas. Acho sempre interessante este saltitar entre a imagem mental que construímos de uma determinada estrada ao vê-la ao longe e o que realmente experiênciamos ao percorre-la. Como bónus, o poder olhar agora no sentido inverso, da observada para a observadora, repetindo o ciclo...
http://img64.imageshack.us/img64/3056/accabreira11s.png
Gondiães fica completamente isolado no extremo da serra. Sair dali só voltando para trás ou então enfrentando os estadões da Serra do Pinheiro em direcção a nenhures, já que não há mesmo nada parecido com civilização ali perto. Este estranho desejo de isolamento foi motivo para mais uma daquelas profundas reflexões geo-filosóficas que me assaltam durante estas tiradas solitárias. Não poderia, por isso, faltar a pergunta da praxe: "Porquê fixar uma população aqui? Quem terá tido tal ideia aparentemente absurda?"
Mas os pensamentos são bruscamente interrompidos com a viragem para Este, em direcção ao centro do maciço. Imediatamente, e sem grande aviso prévio surgem, em catadupa, as rampas de 15%. É a fase mais violenta e em que mais rapidamente me desloco verticalmente. Em apenas 7Km colecciono 500m de acumulado, quase metade do que iria amealhar na totalidade da subida. Sou recebido com 2Km a 8.5% só para deixar a prateleira de serra onde se encaixa Gondiães. A Cabreira vende cara a conquista!
http://img834.imageshack.us/img834/8381/accabreira12s.png
A caminho de Samão revejo agora em grande plano toda a subida que já fiz e tenho o espectacular vislumbre do que ainda falta fazer, à medida que a estrada deriva para nordeste, para a zona que será o corolário da subida.
http://img835.imageshack.us/img835/8601/accabreira13s.png
Por falar em Samão, atravessar a aldeia é uma aventura! A estrada principal insiste em querer descer a encosta e é preciso olhar duas vezes para encontrar a direcção certa, que me levará para as estradas do topo da serra. Não bastasse o desvio escondido, ainda é preciso vencer uma larga centena de metros em calçada muito, muito irregular. E claro, mais subida logo à saída da aldeia. Nada de novo já que, por esta altura, ainda faltava coleccionar uns bons metros até aos 1035m, a cota mais alta deste lado do maciço.
Pouco depois, mais uma viragem pronunciada para Norte e definitivamente para o topo da serra. Esperam-me agora quilómetros agrestes, despovoados e apenas com vegetação muito rasteira a pintalgar o crescendo de pedra que se vai instalando. A serra manda na estrada e a estrada obedece: não há atalhos abertos à força de retroescavadora...
http://img708.imageshack.us/img708/1539/accabreira25s.png
http://img64.imageshack.us/img64/2391/accabreira26s.png
Há uma interessante mutação ao longo da subida. Primeiro as miudezas agrícolas e humanas nos arredores das aldeolas perto do rio, depois o maciço forrado a vegetação rasteira, as pedreiras que esventram a serra, mais minifúndio e miudezas, mancha florestal e, finalmente, com esta inflexão final para Norte, a transformação definitiva na paisagem com o granito a dominar.
http://img713.imageshack.us/img713/7765/accabreira24s.png
Avisto Uz: um pequeno oasis em que a manta de retalhos formada pelos lameiros se sobrepõe estoicamente ao domínio implacável do granito que povoa o planalto. Mais uns topos, mais um par de subidas e pouco depois dos 80Km de viagem, chego ao ponto mais alto deste lado do maciço.
Aqui, o rasto humano limita-se à existência da estrada. À estrada e a um um pequeno paralelepípedo de cimento com a inscrição "Beços / Carvalho". Para onde aponta, pensei? Aqui só há monte! Mas um olhar mais atento revela um esbatido estradão que a serra há muito reclamou de volta. Mais tarde confirmei: de facto aquela era a antiga via de ligação até estas duas aldeias. Benesse do progresso, agora há uma estrada asfaltada, mais abaixo.
O topo da serra é verdadeiramente avassalador! A estrada ondula ao sabor da geografia, ora com subidas suaves, ora com descidas curtas e rápidas, contorcendo-se em torno dos topos, penedos e encostas. E a panorâmica é única: os monstros do Marão e Alvão são ladeados pelas inúmeras serras vizinhas. Menos imponentes, mas que ainda assim não se envergonham do alto dos seus 600 ou 700 metros, ombreando orgulhosamente os gigantes com o dobro da sua altura.
http://img194.imageshack.us/img194/7518/accabreira27s.png
Ainda não falei dos automóveis que cruzam estas estradas desertas e fascinantes... e não há muito para dizer, porque de facto por aquelas bandas automóveis é coisa rara. Passaram 3 por mim durante toda a subida. E uma motorizada, a penar quase tanto como eu, para levar de vencida a inclinação. Foi uma sensação boa, a de ter a estrada emprestada por umas horas...
http://img202.imageshack.us/img202/7100/accabreira23s.png
Hipnotizado com o planalto, abordo agora o famoso desfiladeiro que disputa, com o restaurante de mesmo nome, a atenção dos forasteiros que se deslocam a Moscoso. O vale do Nariz do Mundo é de facto impressionante, embora este não seja o seu melhor ângulo para absorver toda a sua magnificência. Nem foi coisa que me aborrecesse muito. A descida que ladeia o início do desfiladeiro concentra toda a minha atenção. Foi, para mim, o verdadeiro corolário da subida. Palavras para quê? A fotografia diz tudo!
http://img202.imageshack.us/img202/1038/accabreira19s.png
Atravesso o desfiladeiro a Norte, quando ainda se encontra na sua forma embrionária. Permanecerá assim por pouco tempo já que rapidamente encorpa e ganha a dimensão que se lhe conhece. Curioso aqui é o facto de que apenas a ponte e alguns metros de asfalto de cada lado ficarem inseridos na divisão administrativa do distrito de Vila Real. Regressando ao distrito de Braga, subo agora para Moscoso, cruzando uma mancha de pinheiro, a primeira desde que larguei Gondiães.
http://img600.imageshack.us/img600/3843/accabreira15s.png
Não atravesso a aldeia. A minha rota leva-me mais para Norte, descendo em direcção a Lodeiro de Arque. Mas não sem antes subir um pouco mais e cruzar uma daquelas manchas mágicas de cedros, carvalhos choupo, musgo, caruma e neblina. Já aqui tinha descrito essa sensação de percorrer poucas centenas de metros mas ficar com a impressão que estive ali mergulhado por intermináveis minutos. Foi exactamente assim que este troço me fez sentir.
http://img835.imageshack.us/img835/6900/accabreira16s.png
http://img845.imageshack.us/img845/9343/accabreira28s.png
É um pedacinho de estrada insignificante em extensão mas impressionante no conteúdo...
Deixo para tras a anomalia no espaço/tempo e a simpática casa do guarda florestal agora certamente transformada em residência pessoal. Em menos de nada estou a atravessar a estrada que vai de Cabeceiras até ao Salto. Aqui faço apenas umas escassas centenas de metros, cortando à direita para Torrinheiras e para o grande atractivo altimétrico da volta. Na verdade são poucos os metros de vantagem que esta passagem no topo da serra leva em relação à que já tinha feito depois de Uz, mas são esses metros que fazem a diferença no papel e na conquista...
http://img545.imageshack.us/img545/6671/accabreira17s.png
Não há que subir muito para estar nos 1038m que marcam o ponto mais alto da passeata. Um agradável passeio entre muros de pedra e campos que se espreguiçam pela encosta abaixo. Olho uma última vez para o vale de Riodouro e para a encosta Oeste da Cabreira, atravesso meia dúzia de casas que formam a aldeia de Torrinheiras e já está.
http://img851.imageshack.us/img851/810/accabreira14s.png
Depois de uma curva na estrada a subida acaba e tudo o que resta é uma estrada que desce timidamente, numa recta serpenteante. Estava ultrapassado o terceiro topo de 1000m do dia, o mais alto dos três.
http://img11.imageshack.us/img11/8962/accabreira29s.png
Conquistado que estava o referencial que serviu de mote ao passeio, iniciam-se os 40Km finais, numa toada mais descendente. Percorri o minifúndio dos arrebaldes de Torrinheiras, que esbarra nos maciços graníticos e por ali fica confinado. Tento não me entusiasmar muito nesta primeira fase da descida, para conseguir absorver mais alguma da beleza da zona envolvente a Busteliberne a Porto D'Olho. E ainda faltava um pratinho de sobremesa...
http://img708.imageshack.us/img708/8140/accabreira18s.png
A passagem nos viveiros de Moinhos de Rei foi curta, mas deu para relembrar a espectacularidade do local. De repente estava no meio de uma densa floresta ao estilo nórdico onde mais nada se fazia ouvir senão a abundante água corrente, a invulgar algazarra de pássaros nesta altura do ano e o som das minhas rodas a calcarem primeiro o asfalto e, por alguns metros, o estradão de terra num desvio exploratório. Não me aventurei muito mais pelo meio do parque de merendas, até porque o propósito desta vez era pedalar e não caminhar (e muito menos atravessar o ribeiro a pé!), mas certamente regressarei com mais tempo para revisitar (e fotografar) esta pequena esfera de paraíso bucólico.
http://img20.imageshack.us/img20/6936/accabreira30s.png
A despedida do coração dos viveiros é feita da mesma forma que a recepção, com o milhares de cedros a ladearem a estrada numa belíssima pintura de Outono. Acentua-se a descida que me leva rapidamente até Gondarém, marcando a chegada a terrenos mais povoados. Ficava para trás o bloco mais "selvagem" do percurso.
Entro agora na N205, companheira de outras aventuras para os lados da albufeira do Ermal. Passei acima de Baloutas, aldeia da minha bisavó, e que será alvo de uma próxima incursão exploratória com mais tempo, para relembrar alguns bons retalhos da minha infância, por lá passados. Segui caminho até ao centro de Cabeceiras de Basto, numa toada descendente que iria manter-se nos próximos quilómetros.
A partir de Cabeceiras já conhecia o restante percurso até Mondim, embora, em grande parte, apenas o tivesse feito de carro. Resisti com dificuldade ao apelo de parar para uma sandes de vitela no Luís do Outeirinho e lancei-me estrada abaixo em direcção à N206. Não sem antes cruzar mais umas largas centenas de metros em paralelo... nada que incomode muito, depois da calçada de Samão!
A N206, onde desemboquei à saída do Arco de Baúlhe, já me tinha acompanhado noutros tempos, durante a volta ao Salto. Desta vez estava a subi-la, fazendo um pequeno troço direcção a Oeste. Ainda pensei em pedalar mais um par de quilómetros para ir lanchar uma patanisca no pão e um sumol a um restaurante simpático que há mais acima - e que já me abasteceu noutras aventuras, mas não quis atrasar mais o regresso. Desta vez não haveria lanche volante! Assim sendo cortei logo para Mondim, via Fontelas.
Chegar ao Tâmega é fácil e rápido! Sempre a descer a direito! Largar o Tâmega e chegar até à entrada clássica da Senhora da Graça, antes de começar a descer para Mondim, já é outra história!
Logo a seguir ao rio há que vencer 2km a 8% de média, povoados com rampas de 13 e 14% intercaladas com curtos descansos. E depois são mais alguns quilómetros de pequenos topos que nesta fase já moíam um bocadinho. Fiz esta parte em modo económico, a pensar mais no lanche que tinha à minha espera no carro do que propriamente na estrada que, na generalidade, não é particularmente fascinante...
Uma última mirada à Senhora da Graça (que não haverei de subir tão cedo) e fiz o resto da descida até Mondim num ápice.
Finito! Estava cumprida mais uma daquelas aventuras a solo especiais!
No final os números confirmavam a barrigada e deixaram-me bastante satisfeito. Apenas 130km mas com uns simpáticos 3200m de acumulado positivo de elevada qualidade. Como costumo dizer, uma volta tipo Sunquick: bem concentrada e saborosa!
--
Os mais curiosos podem ver o registo > aqui (http://app.strava.com/rides/2620995).
--
Não tenho, para já, planos concretos para nenhuma volta deste género, diferente... Há apenas uma ou outra ideia rabiscada para pequenas voltas de circunstância em zonas que ainda não conheço, mas nada de muito elaborado. No entanto, nunca se sabe quando surge um daqueles rastilhos que acicatam a minha curiosidade e vontade de me fazer novamente à estrada à procura de uma tira de asfalto qualquer, perdida no meio do mapa...
Por enquanto o BTT tem ganho predominância e acredito que assim continue, esperando o regresso da meteorologia mais estável para voltar à estrada.
Ate lá, boas pedaladas, sobretudo se forem feitas por estradas desertas e fascinantes!
Lo Scalatore
14-12-2011, 20:36
Bellissimo!!..Lindissimo,nao tenho outras palavras para descriver estes relatos Duchene.
"Porque há sempre mais uma estrada deserta e fascinante para descobrir."
Isso é o espirito que empurrou o nosso progresso!!Pode ser aplicado em qualquer lugar das activitades umanas......pensa só ao Da Vinci que foi o inventor da bike...pensa nos exploradores ou nos investigadores que andam contra corrente e acabam por mudar o rumo da umanidade!!;esta estrada nao é só uma estrada fisica material mas é a estrada onde a nossa alma vive e se alimenta de novas emoçoes e as descobertas sao só um pretesto para continuar....bem estou ser demasiado filosofico mas quando olho para as fotos deste genro sento-me como a voar...pena que nao vivo mais perto daquelas zonas,mas neste caso acabavam de ser desertas:-);eu tambem ando esclusivamente por estradas desertas da Beira Litoral...por entanto; é curioso porqué naquelo que escrive reconheço o mesmo espirito de um colega italiano que neste momento está a percorrer 40.000 km em solitaria e em plena autonomia na America do Sul (usuaia-anchorage )....o mesmo espirito!!.
Obrigado pela fotos e pelos comentarios
Abraço
Fabrizio
Ps:um dia se quiser descubrir estradas esquecidas nestas bandas é bem-vindo!
:p :p :p
Não tenho palavras que consigam expressar o que senti :eek: :eek: :eek:
Só me sai uma... OBRIGADO.
:cool:
CarlosP
Mais uma vez, fascinante, esses lugares parecem feitos para estas voltas de descobrimento, e que saboroso deve ser esse "silencio" dos passaros tendo essas belas paisagens despovoadas(na maioria)e sempre repletas de cor.
Parabens.
Quando eu for grande, quero ser como tu! ...
Abraços
Pereira
Ao longo destes últimos três anos, em que passei a ter mais tempo para me entreter a rebuscar na net narrativas de aventuras cicloturísticas, encontrei muita coisa escrita manifestamente interessante, não só de Portugal como de outras paragens mais afastadas. Os relatos e as fotos do André estão, contudo, no meu top de leituras do género e este último coloca-se no top do top. Por tudo, pelo relato, pelas fotos, pelo encantamento que me transmitem. Parabéns e obrigado!
Figueiredo
14-12-2011, 21:36
@ duchene
A recompensa está á vista de todos, mas é preciso coragem para te aventurares completamente sózinho por esses ermos onde o diabo perdeu as botas... só de imaginar que me podia saltar um canídeo selvagem ao caminho a qualquer altura já me fazia pensar 2 vezes, parabéns pela aventura e obrigado mais uma vez pela partilha!
fogueteiro
15-12-2011, 08:07
Foi por estas e por outras que deixei de colocar as minhas fotos.:D:D:D:D Até a minha mulher disse: "Diz lá ao teu amigo que as fotos estão lindíssimas!" Nunca ela me disse isso das fotos eu costumo tirar!!! PorquÊ?;);););)
Parabéns André! Mais uma volta magnífica, daquelas ao meu gosto. De facto esta época do ano é deliciosa nos matizes, e ainda na última volta que fiz, por aqui, apreciei esse facto.
Continua... porque ainda há tanto para descobrir neste rectângulo.
Haaaa, já me esquecia! Há por aqui uns objectivos para ti, acima dos 1000 metros: A serra da Lousã e a de Alvelos. Um dia destes combino contigo;););).
F...nix! Mesmo em 'época baixa' continuas a surpreender!
É isso mesmo André, parabéns pela jornada e pela prosa! ...e excelentes fotos (parece que aumentaste a tua própria fasquia, é que estão mesmo muito boas as fotos! Apetece mesmo saltar para lá!)
Olá
Muito novo por aqui, fiquei agradavelmente surpreendido pela qualidade da “reportagem” fotografias fantásticas.....
Parabéns ao “duchene” pela partilha, pelo texto ,fotos...coragem, a temperatura nas descidas deve ter ajudado a arrefecer, e pelas pernas...percurso duro de roer.
Obrigado.
Abraço .
Mário
vBulletin v4.1.11, Copyright ©2000-2012, Jelsoft Enterprises Ltd.