View Full Version : BMC SLT01 Team Machine - Queijo, vacas, relógios, montanhas e a rebeldia helvética!
BMC SLT01 Team Machine
Queijo, vacas, relógios, montanhas e a rebeldia helvética!
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Esta análise está em actualização. Mais conteúdo, brevemente.
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http://i54.tinypic.com/uwyet.jpg
O quê?
Quadro: BMC SLT01 Team Machine Carbon + Alu
Forqueta: Easton EC90 SL custom BMC
Rodas: Montagem artesanal com cubos Chris King, Aros ZTR Alpha 340 e Raios Sapim SuperSpoke e Sapim Race
Pneus: Michelin Krilion Carbon
Câmaras de Ar: Decathlon
Guiador: Syntace Racelite 2 CRD Carbon 31.6/44cm
Manetes: SRAM Force 2010
Fita de guiador: Specialized S-Wrap
Avanço: Syntace F109
Espigão: Syntace P6 31.6/280mm
Selim: Tune Speedneedle Marathon
Chavetas: Planet-X Ti
Travões: M5 Brams
Espiral e cabos: Yokozuna Cable Reaction
Pedaleiro: Rotor 3D Compact c/pratos Rotor Q-Rings 50/34
Desviador dianteiro: Shimano Force braze on + braçadeira em carbono
Desviador traseiro: SRAM Force caixa curta
Corrente: SRAM PC-1071 com elo de engate rápido.
Cassete: SRAM PG-1070, versão 11-26
Pedais: Time iClic Carbon
Grades de bidão: Planet X Carbon
Ciclocomputador: Garmin Edge 800 // Branco
Na balança: 7,178g (com sensor de cadência e suporte do GPS)
Porquê?
Versão curta? Porque tropecei nesta maravilha do design suíço e fiquei rendido.
Versão longa? Essencialmente porque intrinsecamente queria algo de diferente. Algo que fugisse do convencional, do igual e do vulgar. Um projecto que combinasse o prazer de pensar e chegar a um objectivo a partir do zero, sem preconceitos ou limitações iniciais. Algo que contrariasse algumas das escolhas óbvias apenas pelo prazer de o fazer, só para ser do contra. Algo que mais ninguém tivesse, visto de um prisma que mais ninguém tivesse visto ainda. Mas essencialmente um projecto que coubesse na minha carteira, com um investimento tipo migalha a migalha até ao bolo final.
Munido destes preconceitos, olhei para o panorama: hoje em dia, abundam os "quadros de carbono sensual". Linhas fluídas, orgânicas, melosas e dengosas. Tudo é calmo e harmonioso, pacífico e tranquilo. Nada de mal com eles, é certo, apenas não me despertam tanto interesse como modelos mais arrojados, mais rebeldes e atrevidos.
Sempre fui fascinado pela crueza da mecânica industrial, sem carenagens, autocolantes bonitos ou maquilhagem. Coisas com linhas ríspidas, letras garrafais e cores fores. Objectos arrogantes e altivos, afastados dos olhares curiosos, como se de bestas maquiavélicas se tratassem.
Mas, na frieza industrial também pode haver beleza e paixão...
Se pudesse fazer uma analogia, esta bicicleta seria a Ditta Von Teese transformada num aglomerado de carbono, alumínio e plástico. Tudo encaixado, aparafusado, soldado e colado numa conjugação ousada, burlesca e tremendamente provocante. Algo que fizesse com que as avozinhas conservadoras se benzessem, que fizesse com que os pais escondessem e trancassem as filhas em casa e que despertasse os instintos mais primitivos das tímidas bibliotecárias de óculos.
Na realidade, aparte deste fogo de artifício literário, este é o projecto que eu pensei e me propuz a realizar.
Esta é a minha BMC SLT01 Team Machine!
Quem?
Um mamífero pedalante, oscilando entre os 88 e os 89 quilos, que predominantemente faz BTT mas que aos poucos se rendeu aos encantos da estrada. Sou por isso novato nestas andanças da estrada. Não conheço por isso as praxes, as regras, os tiques e não sei se as fitas devem ser enroladas em noite de lua cheia ou em quarto crescente.
Não sou de muitas picardias, gosto de rolar tranquilo já que não me interessa a quantidade, mas sim da qualidade da pedalada. Não significa que não tente superar os meus limites e de impor novos objectivos mais ambiciosos, mas gosto de o fazer ao meu ritmo, como amador.
Gosto por isso de subir com calma. Gosto até mais do que de descer depressa. Gosto de rolar em estradas sossegadas, longe da confusão, e que normalmente são emparelhadas com uma paisagem apelativa e motivadora. Tenho dentro de mim um cicloturista competitivo, mas sem a parte da patuscada no final. Gosto de pedalar em grupos pequenos e também sozinho, num claro exercício de introspecção. Gosto de pedalar por prazer e não por obrigação.
Não faço corridas nem tenho pedalada para quem vive a estrada em andamentos mais pesados. Quero chegar a casa com a sensação que apreciei a viagem, mais do que com a sensação que fui o contador ou o Armstrong, a manter uma média altíssima durante muitos quilómetros. Não quer dizer que não faça as metas volantes da praxe com os amigos ou que não tente melhorar o tempo da subida X ou Z, apenas não perco o sono à conta disso.
Tudo isto define portanto a direcção que imprimi ao meu novo projecto de estradista e, consequência disto, o resultado final é feito de escolhas pouco ortodoxas aqui, menos racionais ali e sem grandes preocupações com a performance acolá. No entanto, dentro das escolhas que fiz, tentei ir buscar os melhores elementos possíveis, e que coubessem no orçamento destinado a este projecto.
Quando?
Este foi um projecto iniciado em Janeiro de 2010 quando me surgiu a oportunidade de comprar um quadro verdadeiramente especial. A partir daí foi dar forma à ideia e, apesar de a meteorologia ainda não se ter tornado constante, já fiz umas centenas de quilómetros e já tirei algumas conclusões que permitem ir escrevendo esta análise.
No entanto a ideia global que almejo (ou a montagem que eu faria se carregasse já no botão "comprar tudo"), digamos assim, será atingida algures no último trimestre do ano com a chegada dos componentes que fecharão praticamente em definitivo a minha visão para este projecto. Para já estará cerca de 80% completa.
Onde?
Os meus percursos estão para já balizados algures entre a Póvoa a Este, Guimarães a Norte, Amarante a Oeste e Cinfães a sul. O primeiro ano de estrada não deu ainda para explorar muito mais, uma vez que não foi um ano exclusivamente de estradista (como não serão todos os próximos), e porque foi também um ano de adaptação a esta nova realidade. Entretanto começo a magicar algumas voltas mais longas, essencialmente turísticas, e que poderão expandir em muito a área geográfica que actualmente percorro.
Fruto da orografia própria desta zona, as voltas são quase sempre recheadas de subidas e boas subidas, sendo que aqui e ali existem algumas subidas excepcionais! Mas também se rola e se desce rápido, assim o justifique a estrada.
O estado de conservação dos pavimentos é regular, sendo que existem alguns troços mais complicados com mais buracos ou fendas no pavimento.
Neste bloco, tentarei fazer uma análise consistente e minimamente detalhada de todos os componentes que constituem esta montagem da BMC, sendo que em posts posteriores poderão ser introduzidas alterações ao comportamento e características dos itens aqui analisados, bem como a substituição destes por outros, naturalmente tendo em vista um ganho ou melhoria concretos.
Espigão de Selim - Syntace P6 Carbon Raceblack
Depois de uma epopeia que durou mais de dois meses e exigiu a devolução de dois espigões à Bike24, finalmente a montagem pôde contar com o espigão de selim que eu sempre quis.
Discutivelmente este será um dos melhores espigões de selim do mercado (sem que isso signifique o mais leve) e olhando para as características, percebe-se porquê.
Para começar são 3 espigões num só. A sua cabeça de fixação tem um engenhoso sistema de plataforma que permite colocar o selim numa posição com recuo, sem recuo e com avanço face ao tubo do espigão. E consegue-o com um total suporte dos carris do selim, mesmo nas posições mais extremas. Isto significa um ajuste de 1 ou 2 tamanhos de bicicleta, apenas no espigão!
Mesmo na posição mais recuada, com o selim já fora dos limites do fabricante, o apoio proporcionado pela cabeça é fantástico e não creio ser fácil partir carris de selim com este espigão. Mesmo os carris de carbono que são massacrados pelos espigões mais minimalistas, ficam protegidos e envolvidos.
Continuando na cabeça temos as ferragens de aperto em titânio, sendo que os parafusos são colocados com um ângulo pronunciado o que permite ajustes mesmo com chaves em L de oficina, normalmente com a sua cabeça de plástico volumosa. Noutros modelos a chave está sempre a bater no tubo porque os parafusos saem na vertical.
São pequenos pormenores mas que para mim valem bem os 40 ou 50g de diferença face a um espigão mais leve, da moda e justificam também o dobro do preço pago face aos concorrentes.
O corpo do espigão é feito em carbono unidireccional, com uns simpáticos 9cm de inserção mínima. Todos os logos e marcações de altura estão por baixo do verniz o que lhes garante a longevidade e protecção adicional.
Adicionalmente a todas estas características a Syntace oferece 10 anos de garantia ao espigão que, tal como a maioria do itens de carbono da marca, está certificado para uso em Downhill e não possui limite de peso o que é no mínimo um garante da confiança que a Syntace tem nos seus produtos. A confirma-lo, recordo-me de ter visto algures uma bateria de testes destrutivos em que o P6 foi o último espigão do grupo testado a partir.
Para terminar o ar robusto e a exclusividade foram factores que vieram dar um ar único ao conjunto. Foi desde o primeiro momento a escolha emocional, à qual se juntaram todos os outros detalhes racionais, para reforçar a certeza do que era este o único espigão que poderia integrar esta montagem.
Avanço - Syntace F109 - 110mm
Quando pensei nos periféricos que iriam equipar este novo quadro, não tive muitas dúvidas para onde apontar o holofote da escolha. Poucas são as marcas que apresentam uma gama consistente de periféricos e, quando isso acontece (Cinelli, 3T, Easton ou Deda e Ritchey por exemplo), as opções pareceram-me sempre pouco interessantes para a filosofia industrializada deste projecto.
Não foi por isso de estranhar que a escolha tenha recaído no coração industrial da Alemanha e na tríade de sobriedade, robustez e qualidade da Syntace.
Dentro dos avanços que poderia escolher na Syntace, o topo de gama para guiadores oversize será o F109. O avanço tem por isso uma construção irrepreensível. O anodizado é de elevada qualidade e, pessoalmente, só acho que seja superado pelo tratamento mais polido dado por exemplo pela Thomson. Se somarmos o facto de ter os 6 parafusos em titânio, não há muito mais por onde melhorar este avanço. O peso? Há soluções mais leves, mas não me interessa ter um fio de esparguete cozido, a segurar o guiador à coluna da forqueta.
E daí... Talvez haja uma melhoria a fazer...
O logotipo poderia ser gravado a laser para garantir uma maior longevidade mas, com o devido bom trato que uma bicicleta de estrada tem, não me parece que a serigrafia dê de si nos próximos tempos.
De referir ainda que o avanço foi testado e aprovado nos rigorosos braços da VR3, a diabólica máquina de testes da Syntace. Não invalida no entanto que haja um cuidado acrescido na montagem dos arcos que fazem de placa frontal uma fez que o aperto deve ser uniforme, para evitar causar zonas de esforço no alumínio.
Nota positiva também para a inclusão de uma tampa. Sim, o avanço trás a sua própria tampa e também uma saqueta de pasta de carbono para a montagem em colunas de direcção... de carbono. Pormenores, pormenores...
Chavetas - Planet-X Ti
Vi umas boas dezenas de chavetas à procura de alguma que me enchesse realmente as medidas. Penso que só as Tune DC16 conseguiram isso com o seu vermelho e preto em contraste. Em todas as outras ou faltava algo, ou havia algo que não batia certo com a minha ideia para a montagem da BMC.
Poderia ter perdido a cabeça e optado pelas Tune, é certo no entanto, por uma questão de racionalidade acabei por optar por uma das muitas cópias deste modelo. E das muitas cópias, optei pelas mais baratas, que foram precisamente as chavetas da Planet-X, que custam sensivelmente metade do preço das chavetas da Tune.
Com o seu eixo em titânio e batentes e alavanca minimalistas, estas chavetas acusam 44g na balança, aproximadamente o mesmo peso que apenas uma das minhas antigas chavetas A2Z. Leve o suficiente para o meu lado weightweenie pouco vincado.
A princípio duvidei da resistência da alavanca de fecho em carbono (mesmo no caso do original Tune), no entanto depois de ter as chavetas na mão, constatei que além de ser muito mais resistente do que aparenta à primeira vista, não é sobre a alavanca que recai todo o esforço de fecho. A pista do batente que encosta à forqueta, e onde a alavanca se move, facilita o movimento pelo que se consegue um fecho seguro sem ser necessário efectuar um esforço descomunal na alavanca.
Este é um daqueles componentes que abaixo de um certo peso se torna numa escolha quase estética e penso que neste caso resultou de forma interessante acrescentando mais uma pincelada de vermelho anodizado ao conjunto.
Pedais - Time iClic Carbon
Com os meus Look Keo Easy feridos de morte com folgas gigantescas, estava na hora de trocar de pedais.
Claro que os substitutos teriam de se encaixar no perfil deste projecto e, como tal, a lista de opções era bastante reduzida.
Entre Look, Speedplay, Time e Exustar havia algumas propostas válidas sendo que cedo descartei os Speedplay.
Uma proposta bastante sedutora eram os novos topo de gama da Exustar. Com 88g por pedal são extremamente leves, no entanto têm dois problemas que os afastaram prematuramente da corrida: O facto do eixo ser em titânio e de usarem um casquilho como ponto de apoio.
Com os meus 88 quilos, os eixos de titânio ficam fora de questão devido à sua grande flexão e uma maior tendência para o desgaste, o que só seria agravado pela utilização de um casquilho ao invés de um rolamento.
Isto retirou da lista também os Look e Time de titânio. Ficava a batalha entre os Keo2, os Time RXS e Time iClic.
Os Time RXS ficaram um pouco de parte porque já são um modelo com alguns anos, e portanto em vias de ser substituído, apesar de ainda aparecerem juntamente com os modelos de topo, na linha da Time para este ano. Adicionalmente o facto de haverem bastantes relatos de pontas partidas, fizeram-me ficar de pé um pouco atrás em relação a eles. Apesar disto as opiniões que tinha recolhido eram extremamente positivas os que me fez olhar com atenção para os seus sucessores, os iClic.
Os iClic Carbon apresentavam-se com uma série de características interessantíssimas, nomeadamente o sistema de lâmina de carbono que substituía a tradicional mola e que a Time entretanto licenciou à Look que aplicou este sistema nos seus pedais Blade.
A outra característica interessante era o facto de o pedal ser basicamente uma armadilha. Ou seja, ao passo que nos pedais tradicionais, quando engatamos o pé a parte de trás do cleat empurra a parte móvel até haver espaço para o cleat encaixar no seu sítio, nos iClic quando retiramos o pé do pedal, a parte móvel fica já na posição aberta sendo que é mantida assim por uma pequena travessa. Quando pousamos o pé, o cleat toca na travessa, e automaticamente o pedal "morde-nos" o cleat trancando tudo na posição correcta. Exactamente como numa armadilha.
Mas as fotos que via na net não me convenciam quanto ao aspecto dos Time. Curiosamente eram todas iguais, a 3/4 e mesmo as fotografias das apresentações nas feiras internacionais não eram esclarecedoras porque o ângulo era sempre o mesmo! Os pedais pareciam balofos e desproporcionais...
Mas num momento de Eureka, lá encontrei um site que tinha uma vista a 360º e aí tudo ficou claro! Eram tão agressivos, esguios e ousados como os RXS o que me deixou de imediato rendido.
Encomendei e quando me chegaram ás mãos, efectivamente não desiludiram. Eram fantásticos ao vivo!
Apesar de terem um peso modesto, acima dos 230g, todas as restantes características se adaptam ao que esperava dos pedais.
Primeiro são bastante versáteis na montagem. Cada cleat tem orientação e consoante seja usado no pé esquerdo ou direito, proporciona uma variação significativa no q-factor, sem que com isso seja necessário colocar o cleat em esforço ou fora do centro do sapato. Aliás, ao contrário dos cleats da Look, os dois parafusos posteriores não têm regulação lateral.
Já agora, os parafusos são de cabeça sextavada, usando-se uma chave 4 para apertar o que me permitiu aperta-los ao torque correcto com a chave da Ritchey que só tem o bit de 4mm.
No meu caso coloquei na versão com menos q-factor o que se traduziu de facto numa sensação diferente ao pedalar, mais compacta e sólida.
Ao contrário dos Look, que têm duas molas de carbono com resistências diferentes que é preciso trocar para alterar o feeling do engate do pedal, a Time conseguiu incorporar o sistema de regulação da resistência no próprio pedal, pelo que podemos alterar em 3 níveis, a força exercida pela mola. Posso garantir que na posição mais radical a mordida é impressionantemente sólida e iria certamente satisfazer o mais exigente dos profissionais.
Eu uso-os na posição mais leve e mesmo assim têm mais mordida que os Keo Easy e a sua regulação única.
E o engate é realmente algo de fascinante. Mas confesso que se os experimentasse numa loja, à pressa não os traria para casa. E passo a explicar: Nos Look, tudo é arredondado e suave. O arco do pedal recebe gentilmente o cleat, e o encaixe é fácil, mesmo sendo feito atabalhoadamente.
Já nos Time a lança do pedal tem um formato de arpão, com muitos ângulos e arestas, o que complica um pouco os primeiros encaixes. Mas assim que se domina a abordagem correcta (por volta da segunda saída), é incrível sentir como ao mínimo toque do calcanhar no "gatilho" todo o pé é sugado para a posição correcta com a fixação sólida e imediata.
Outra característica dos Time que apreciei bastante é o seu cleat. A parte inferior está revestida a borracha e têm uns "pés" na traseira do cleat que ao entrarem em contacto com o chão, protegem a parte que normalmente assenta no pedal. Apesar destes pés serem algo altos e fazerem um ângulo pronunciado com o calcanhar, proporcionam uma passada segura e sem os malabarismos e piruletas que já tinha feito em algumas ocasiões, com os cleats dos Look. Então para quem tem tijoleira no percurso entre a oficina e a rua, é uma dádiva esta segurança adicional!
Na estrada comportam-se como esperado, depois do engate sólido e das primeiras pedaladas, a generosa plataforma de apoio proporciona uma pedalada muito confortável e eficaz. Em carga não senti flexão do eixo embora não seja dotado de instrumentos de medição, é uma mera constatação empírica, e o rolar é, naturalmente, suave e silencioso, mesmo a pedalar em pé.
O generoso float é outra das características destes pedais. Nos primeiros tempos estranhei, sobretudo quando fincava a ponta do cleat no pedal em arranques e sentia ali alguma oscilação, no entanto, já fiz tiradas de 170Km sem qualquer tipo de problemas nem dores ao nível dos joelhos e tornozelos, o que me garante que, além dos cleats estarem bem regulados, a flutuação certamente ajudou a aliviar algum do stress nas articulações da perna e pé.
Vamos agora ver no teste de longevidade como se comportam os rolamentos e sistema de engate, para que eu possa aprovar a 100% esta opção pela Time e pelo seu sistema iClic.
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Este espaço encontra-se arrendado
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Em acção
A BMC no seu habitat natural
Muito naturalmente, um projecto como este, pensado ao pormenor e com a dedicação que lhe foi imposta, só poderia produzir uma bicicleta que fosse um prazer levar para a estrada. Assim, e desde Janeiro de 2010, são já mais de 3500 de aventuras, sempre com o pensamento no percurso mais turístico possível, favorecendo claramente a qualidade dos quilómetros, pese embora os melhores passeios serem normalmente os mais longos.
Primeira foto, no dia em que chegou a casa...
http://i50.tinypic.com/2d9pvlh.jpg
E alguns registos da BMC no seu habitat natural:
http://i27.tinypic.com/dey1vo.jpg
http://i25.tinypic.com/b8k077.jpg
http://i30.tinypic.com/1pfno5.jpg
http://i49.tinypic.com/16jiots.jpg
http://i48.tinypic.com/o01cme.jpg
http://i48.tinypic.com/rkwlty.jpg
http://i50.tinypic.com/2vcdf05.jpg
http://i47.tinypic.com/8x0tom.jpg
http://img512.imageshack.us/img512/9415/accpaivaarouca.jpg
Lol!
Este espaço encontra-se arrendado para conter o 1º comentário! :D
pre_historico
21-05-2010, 21:33
eu sou invejoso. é ponto assente.
por alturas da primiera nuvem de cinzas estava eu na terra dessa maravilha e de outras (Biel, bem pertinho do Mont Chasseral que até apadrinhou umas belas rodas da dt swiss)
com 4 dias à espera do novo vôo da easyjet dediquei-me a visitar lojas da especialidade e foi quando vi as maravilhas que são as BMC
a SLR01 é uma beleza só é pena ter a fronha do Hincapie num muppie em tamanho real bahh
e a BMC SSX01 por 1300€ deixou-me a pensar e muito...
também vi uma Litespeed de carbono ?? confesso a minha ignorância pelo facto de eles não fabricarem apenas em titânio
e uma cinelli starto por «apenas» 10000€ .... o nível lá é outro
chega de off topic: tens uma bela máquina que ao vivo ainda é mais bonita
Burning Dogma
22-05-2010, 16:32
Ò Duchene, esqueceste-te dos canivetes no título do tópico, essa maravilha suíça:D Tenho aqui à minha frente um belo Victorinox Swisschamp:D
Estou super ansioso pelas fotos, além da máquina já ser um assombro de modelo, com as tuas fotos então ainda fica melhor:D
Tchivalo
24-05-2010, 23:11
Sai mais uma magnífica análise com fotos fantásticas... 8D
http://i46.tinypic.com/2q40dpw.jpg
http://i50.tinypic.com/j59v0g.jpg
http://i49.tinypic.com/33kt2qx.jpg
http://i46.tinypic.com/2wrhj5t.jpg
Chegou hoje um dos upgrades mais esperados para a BMC, o conjunto de manetes SRAM Force com cobre manetes em branco.
Estas manetes encaixam que nem uma luva no projecto que idealizei.
Agora, dependendo do lado para o qual acordar virado amanhã, poderei mandar vir o não o guiador, o que permitira poupar o trabalho de desenfitar e enfitar, além dos cabos que se perdem depois de cada instalação.
Siga a rusga que só falta o selim, o guiador e o kit de cabos para terminar a grande fase de investimentos.
UPDATE:
Hoje tirei as manetes 105 e pesei tudo:
Sram Force com cabos de mudança = 349g
Shimano 105 com cabos de mudança = 522g
Redução de Peso = 173g
Custo da redução = 1,53 euro por grama
Man_In_Blue
15-06-2010, 08:33
Realmente já era tempo de vires aqui dar noticias :) Após todas aquelas grandes tiradas que tens relatado no outro tópico...:)
Está impecável a máquima que tás a montar!
Parabens!
Ontem foi dia de montar as manetes Force, e de ser introduzido à nova realidade de não ter o famoso "estendal" na frente do guiador, cortesia das manetes Shimano.
Tinha tido a indicação que as manetes Force poderiam ser compatíveis com os desviadores da shimano, no entanto essa compatibilidade não se veio a confirmar.
Em 10 mudanças só 6 entram correctamente, sendo que ao tentar ajustar para uma das 4 que faltam, desregulo uma das 6 que funcionava bem.
Conclusão: Nada de remedeios e ainda hoje segue o pedido para mandar vir os dois desviadores Force.
Era uma situação que podia ter resolvido logo que encomendei as manetes mas fica provado que o barato sai caro. Agora tenho o tempo de espera e o custo dos portes adicionais para suportar.
Entretanto na minha senda por um selim que se entenda melhor com o meu real ponto de contacto na bicicleta, encomendei o Tune Speedneedle Marathon, baseado nos relatos extremamente positivos que tenho lido.
Apesar de alguns mails trocados com a Tune, e de bastante insistência, mesmo assim não se mostraram interessados em fazer por encomenda um SNM com a cobertura em pele branca, que julgo iria ficar muito interessante no meu conjunto.
Não quis arriscar no modelo normal, esse sim existente em branco, e portanto vamos ver como resulta o preto na montagem final.
Com tudo isto aproximo-me a passos largos dos objectivos finais.
Por um lado em termos de componentes irá ficar a faltar apenas o guiador para completar a ideia que, em Janeiro, magiquei para esta bicicleta.
Por outro lado, em termos de peso, os actuais 7,690g dão boas perspectivas para que, com os upgrades em falta, se possa baixar então da fasquia pretendida, e colocar a BMC nuns respeitáveis 7499g.
Tchivalo
21-06-2010, 13:55
Podias arranjar uma fotonite não? É que ando um bocado ansioso para ver isso...;):p
É só uma bicicleta, não é motivo para ansiedade...
Entretanto já existem algumas fotos no tópico Percursos no Porto, da bicicleta no seu ambiente natural.
Fotos de estúdio com a qualidade que pretendo para ilustrar este tópico, provavelmente só quando chegarem os próximos componentes. O que ainda poderá demorar uns dias. Não sou muito adepto de documentar exaustivamente cada pequena alteração.
Antes das fotos ainda colocarei o restante da análise escrita aos componentes.
http://i50.tinypic.com/6qz784.jpg
Hoje chegaram, directamente da Alemanha, os dois desviadores Force e também o Tune Speedneedle Marathon (TSNM).
Como a encomenda dos desviadores chegou de manhã às minhas mãos, aproveitei a pausa para almoço para instalar o desviador traseiro.
Para já apenas será instalado o traseiro uma vez que, para a frente, encomendei a versão braze-on e o meu quadro não tem este sistema de aperto. No entanto a compra foi propositada uma vez que a versão braze-on permite, além da colocação de uma braçadeira mais leve (quiçá carbono), a colocação de um “chain catcher”.
Felizmente ainda não tive problemas com a corrente a cair para o quadro, desde que tenho o BMC, mas sinceramente não me apetece ficar com a pintura e até o tubo de carbono danificados. Daí a instalação do referido dispositivo.
A instalação do desviador foi trivial e em menos de 5 minutos tudo estava funcional. Praticamente nem necessitei de alterar os limites de fábrica, só realizei um pequeno ajuste no limite inferior.
A indexação é agora, naturalmente, correcta. As passagens de mudança são muito mais sólidas e positivas do que no funcionamento melancólico do sistema Shimano. A alavanca Double Tap é bastante prática e, ao contrário do Shimano, é relativamente confortável de levar à sua amplitude máxima. Já para não falar no facto de que a alavanca do travão serve exclusivamente para… travar!
Entretanto à tarde instalei o Speedneedle. Quando me chegou às mãos, surpreendeu-me naturalmente a leveza, e a solidez da carcaça. A construção artesanal está bem presente sendo que a parte inferior não tem em consideração qualquer estética e apresenta-se com o acabamento em bruto. Os carris são sobredimensionados e parecem uma vespa enfurecida com o amarelo e preto do kevlar. Felizmente o facto de serem bastante sobredimensionados, não é problema para o Syntace P6 já que a cabeça do espigão abriga sem qualquer problema e sem inflingir stress desnecessário nos carris.
Foi com algum cepticismo face à ergonomia que o instalei na bicicleta e à segunda afinação, tinha a posição grosseiramente ajustada.
Munido da chave sextavada, fiz-me à estrada para uma pequena volta de afinação e ambientação.
Os primeiros quilómetros são de surpresa. A minha cabeça dizia-me que eu estava sentado numa tábua dura de carbono com pequenas almofadas de um suposto material acolchoado, mas a minha percepção sensorial dizia-me o contrário.
Tal como o Nuno afirmava na análise da sua Scott, não se explica muito bem como nos sentamos num TSNM, apenas sentamos e ficamos efectivamente encaixados numa posição bastante confortável. E a afinação grosseira parece ter resultado bastante bem.
Foi então uma hora e trinta quilómetros de teste. Aproveitei e ultrapassei a barreira dos 1000Km em 40 dias, o que prova a utilização que a BMC tem tido.
Utilizei neste treino uns calções OndaBike de gama média e não senti qualquer incómodo quer durante a utilização, quer após.
Mais satisfeito fiquei com a total ausência de pressão na zona perineal, facto que era mais ou menos evidente nos outros selins que já experimentei até hoje. O facto da zona central não ter qualquer acolchoado, cria um vão que permite à minha anatomia ter algum espaço vital e a sensação é muito bem-vinda.
Gradualmente irei aumentar o número de quilómetros, para me ambientar, sendo que quinta-feira são esperados 100km e sábado eventualmente 180km.
Naturalmente a redução de peso foi substancial. Melhor ainda quando o TSNM pesa menos que o anunciado, acusando apenas 102g na balança.
Com as alterações de hoje, a BMC desceu para os 7560g, o que deixa para os últimos retoques a missão de eliminar os 61g acima do objectivo.
__________
Tune speedneedle Marathon: 102g
Desviador traseiro SRAM Force: 172g
vs
Fizik Arione: 256g
Desviador traseiro Shimano Ultegra 6700: 188g
Total de peso retirado: 170g
Custo por grama: 1,58€
paradawt
23-06-2010, 12:00
Duchene,
Aguardo ansiosamente por novidades da tua parte.
Valorizo imenso estes projectos unique. Acredito que vai sair daí um maquinão!!!
Muito por tua causa, estou a valorizar imenso a BMC. Além de que já li umas criticas muito boas.
Isto é como os carros. Quando temos dinheiro, até fica dificil escolher :D
110Km ontem para aferir da habituação ao Speedneedle, em 4h.
Quilómetros feitos com uns calções cofides de gama média, maioritariamente sentado e a rolar em cadência, numa volta até Esposende.
Apesar de ainda não estar a afinação a 100%, não ficaram mazelas rigorosamente nenhumas nas zonas de contacto com o selim.
Hoje sentei-me novamente no selim, com uns calções "à civil", sem acolchoado e não notei nenhum ponto dorido, o que deixa boas perspectivas para utilização moderada a longa.
Amanha se tudo correr bem, teste de longa duração, com calções de alta qualidade e a chave sempre presente para a afinação refinada, que espero, seja final.
Cancellara
25-06-2010, 14:07
É realmente surpreendente o quão confortáveis são os selins em carbono. O meu não tem qualquer almofada - é apenas uma fina folha de carbono - mas é, seguramente, o selim mais confortável que já tive.
Quanto ao funcionamento das manetes SRAM com os desviadores Shimano, ao contrário de ti - e como tinha dito antes - tivemos experiências diferentes. Da primeira vez que utilizei essa combinação (aproximadamente 120Kms) apenas 1 carreto não estava a engrenar correctamente (um dos intermédios). Ontem, depois de 1 mês dedicado inteiramente ao btt, peguei na fininha para uma voltinha curta, e desta vez ainda funcionou melhor, todas as velocidades entraram bem. A única coisa que continua a não me agradar muito é a força necessária para accionar os desviadores. Não sei se será por os Shimano terem molas mais fortes, o que os torna inadequados (também por esse motivo) para interagirem com as manetes SRAM.
Como é com a combinação SRAM - SRAM? Achas a força razoável?
O sucesso do selim para o meu tipo de voltas, dependerá dos resultados de amanhã. Só aí, ficarei rendido, ou não, a este tipo de selim.
Quanto às mudanças, no meu caso, apesar de experimentar afinar o melhor que conseguia, o funcionamento não era perfeito.
A força extra necessária para mover os desviadores shimano com manetes SRAM prende-se seguramente com o facto de que a alavanca das manetes SRAM é muito mais pequena, comparativamente à grande alavanca dos Shimano. Por isso custa mais realizar o movimento de deslocação do mesmo desviador. Adicionalmente a forma como o paralelogramo do SRAM é desenhado e o facto da sua posição ser mais horizontal (desviador traseiro) poderá facilitar o movimento.
Com o desviador SRAM, colocar mudanças mais leves torna-se perceptivelmente mais fácil sendo que baixam com igual facilidade e com resposta muito positiva.
Para já, perfeitamente satisfeito com a troca.
Boa noite Duchene... Bem me parecia que passei por ti em Esposende na 5ªfeira. Reconheci a tua BMC.. Ias acompanhado de um amigo com uma Canyon, certo?? Estive quase tentatado a gritar "ora viva Duchene"!!! Passei por vocês perto da 1ª Rorunda em Esposende, onde depois vocês seguiram para o centro de Esposende e eu segui para Viana, ia numa Cannondale, com o equipamento da Póvoa de Varzim... Eu fiz menos Km... Fui até a S. Luzia e depois fiz o regresso (bem tentei fugir à N13, mas acabei por me enganar e tive de regressar à "velha" estrada), no final deu 100Km, em 3h20...
Abraço e Boas pedaladas (peço desculpa por este aparte neste tópico, mas não resisti!!)
Caramba, bem podias ter dito qualquer coisa! Também queria espreitar a cannondale, já que gosto bastante delas.
Lembro-me de ter passado um grupo junto aquele grande armazém de antiguidades, e de os deixar de ouvir, antes da ponte de Fão. E realmente quando olhei para trás na Rotunda a chegar a Esposende, vi de relance alguém com o equipamento azul, mas não reconheci, naturalmente...
Numa próxima, já sabes!
Boas pedaladas!
Pois, nessa altura eu ainda vinha muito cá traz... Pois é... Esse relance "apanisgado" de azul eramesmo eu!!!;);)
Para a próxiam não perdoo... Vou mesmo GRITAR!!! :)
Abraço
trepadores da Figueira
26-06-2010, 10:01
Ola Pessoal
Mais uma mg que nada têm haver com a BMC Team Machine do Duchene
Com já está mais que visto os jerseys do Fórum Ciclismo já fazem muita falta.
nogueira.nuno
28-06-2010, 09:19
Boas, tenho andado sem possiblidade de vir aqui e só agora dei uma olhadela.
Gostei dessa ideia do Marathon em Branco, foi pena eles não quererem se dar ao trabalho.
Quanto ao ajuste do Marathon espero que já tenhas tudo a 100%, no entanto vou dar uma dica porque pode ou não te ser-te Util e como que parece estranha e contraria um pouco a afinação que fiz no meu Tune, já a tinha ouvido mas nunca recebido nenhuma de quem o usasse desta maneira.
O Utilizador em questão de um outro Forum perguntou-me se não tinha problemas de circulação assim com o Selim, ou seja a parte da frente a direito.
Disse que a ideal posição do Selim era com a parte traseira a direito, ou seja com o nariz em cima!!
Neste momento não consigo testar e dizer algo mas ainda vou estragar as minhas afinações e ver.
Como eu disse contraria, porque parece mais que em vez de se ir encaixado se vai mas é cair para trás.
Espero que tenha sido util, porque no entanto o Tune é mesmo 5 estrelas e nisso não há duvidas, só não é facil de ajustar e agora ainda fui talvez complicar mais.
De resto parabéns pela escolha da Bike e componentes e pela excelente analise.
Nuno, vou experimentar, já que não se perde nada em tentar novas opções.
No meu caso a ponta do selim está um pouco levantada, para evitar que eu escorregue para a frente. Recordo-me que gosto do encaixe na curva traseira quando a ponta do selim está mais baixa, mas lá está, escorrego e causo mais pressão nas mãos e na zona perineal.
Assim como coloquei fica no meio termo. Acredito que ainda possa ser melhorado, no entanto, fiquei impressionado com o conforto em tiradas de longa duração, agora que já passei 9 horas de viagem, de uma só vez, no speedneedle.
Não vou dizer que não dei por ele, mas pelo menos até às 7 horas, não me causou incómodo nenhum. Mesmo em subidas longas e demoradas, sentado. Daí para a frente, alguma pressão nos ísquios e respectivos tecidos moles adjacentes, mas que não me recordo de ser superior ou mais incomodativa do que a que experienciei com outros selins.
Mas já estava preparado para a necessidade de uma afinação cuidada e demorada, pelo que se vai experimentando as variações até encontrar o "ponto caramelo".
Pequeníssimo update só para registar a entrada da BMC no universo das bicicletas sub 7500g.
Chegaram hoje as grades de bidão novas que retiraram 38g às anteriores e, com a remoção dos extractores do pedaleiro KCNC e de uma anilha de direcção, o conjunto pesa agora 7480g.
Bem queria fazer a brincadeira de a manter mesmo nos 7499g, mas como ainda falta o guiador, e o peso ainda vai descer mais, terá de ficar de parte a ideia engraçada.
Entretanto também já vem a caminho, desde Hong Kong, a braçadeira do desviador (obrigado pela dica Rafael!) para poder colocar o desviador Force na frente e completar a transmissão.
O guiador deve ser encomendado por estes dias, para chegar a tempo de me auto-presentear no meu aniversário.
Falta por isso muito pouco para fechar a montagem que idealizei e para agendar a sessão fotográfica que será o corolário destes meses de evolução.
Entretanto este fim-de-semana será mais dedicado ao BTT com a Maratona do Bike Camp, sendo que no próximo volto à estrada com mais uma epopeia de pelo menos 180Km.
Eis que chegou a braçadeira do desviador:
http://i28.tinypic.com/34qwj1d.jpg
http://i28.tinypic.com/10x57x2.jpg
Na verdade não era bem assim quando chegou. Tinha umas horríveis letras garrafais na lateral que já tinham como destino traçado a destruição. Lixei a camada superior de verniz e as letras com lixa 1200 e levou 4 demãos de verniz brilhante, mais o polimento no final, para ficar como se apresenta agora.
Não estava propriamente à espera de uma BTP ou de uma McfK em termos de qualidade (e não fossem estes custar o dobro), e de facto o chinês que a fabricou correspondeu à expectativa. Sem ser uma prodigiosa obra de engenharia, cumprirá certamente a sua função de manter o desviador SRAM Force agarrado ao quadro.
Acusou 6g na balança o que faz com que o desviador completo fique a pesar 92g contra os 99 do Ultegra 6700 actual. Mas o interesse aqui nem era a redução de peso, mas sim de aproveitar que precisava de uma braçadeira e pelo preço de uma SRAM Red de 22g em metal, veio esta de 6g, em carbono.
Entretanto "ofereci-me" de prenda de aniversário o guiador da Syntace que está à espera de umas pequenas peças que não estavam em stock, para ser enviado da Alemanha.
Assim, com quase 2000km em menos de 2 meses, a BMC está cada vez melhor. E para quem já desespera por fotos, já estiveram mais longe...
Was ist das?
http://i28.tinypic.com/nnwl1d.jpg
Alles Gute!
http://i25.tinypic.com/ej8k5x.jpg
Apesar de, 5 dias atrasada, lá chegou a minha prenda de aniversário!
E claro, a estrela da encomenda só podia ser o tão aguardado guiador Syntace Racelite CDR em carbono!
Vieram também na caixa o expansor Tune GumGum e ainda a tampa em carbono da Tune. Na verdade não vou usar o Tune GumGum para tirar a folga da caixa de direcção, mas sim o expansor da KCNC que é muito mais robusto. Mas depois de tudo apertado sai o KCNC e entra o kit da Tune que, com os seus 9g, cumpre a função na perfeição.
Na imagem aparece ainda a fita preta da syntace, que mandei vir só para ser picuinhas e tornar a montagem ainda mais uniforme.
Finalmente vieram também mais algumas coisas que faltavam na minha oficina ciclística, nomeadamente cola de parafusos e massa branca.
Os próximos dias serão por isso dedicados a montar e ajustar tudo para tentar fazer o primeiro teste de estrada já no Sábado.
Nuno Félix
15-07-2010, 15:01
Bike-Components.de rulezzzz...... ;-)
Comprar material alemão é a tipos alemães. :-D
São os que têm os melhores preços em material Syntace e Tune, pelo menos nas coisas que eu precisei. Embora também jogue com a Bike24 quando quero mandar vir coisas que a BC não tem, uma vez que a Bike24 iguala o preço da BC, caso esteja mais barato.
Nada como os por à guerra uns com os outros!
Burning Dogma
15-07-2010, 16:34
Epá essa de igualarem os preços não sabia eu! Basta dizer-lhes que na BC é mais barato e eles baixam? É que a Bike24 é onde quase sempre compro tudo e os preços são excelentes mas pode haver uma ou outra cena mais barata na BC.
Nos itens marcados com "PriceGuarantee" consegues sem grande problema igualar o preço, embora eles se façam de esquecidos a responder a esses mails.
A BC cumpre todos os requisitos que a Bike24 pede para igualar os preços, portanto é só fazer cumprir com a publicidade. Nos artigos que não estão marcados com o bestprice, dependerá da tua capacidade de argumentação! ;-)
Podes ver as normas de funcionamento aqui (http://www.bike24.com/popup_price_guarantee.html).
Melhor ainda, a Bike24 da primeira vez ainda me "intimidou" dizendo que faziam exactamente as mesmas condições que a BC, incluindo o preço dos portes. Maravilha disse eu, porque os portes na BC são mais baratos que os vossos!
Man_In_Blue
15-07-2010, 17:56
A internet virou feira? :)
Nunca tinha reparado que dava pra se fazer dessas coisas... Que ignorante sou...
duchene e pra quando sao as fotos? :)
Burning Dogma
15-07-2010, 19:05
Virou feira mesmo!:D Já tinha lido alguma coisa sobre essas políticas mas pensei que fosse daqueles casos que eles depois arranjam sempre desculpa e nunca baixam nada. Mas parece que me enganei. Vou andar mais atento.
Como eu disse, depende muito da capacidade de argumentação e isso é potenciado por um valor de encomenda significativo. Garanto que eles não perdem uma encomenda de 400 euros por causa de 10 euros. ;-) Naturalmente não vale pedinchar, é preciso mostrar que os tipo "ali ao lado" têm efectivamente o artigo mais barato.
Back 2 topic!
Conforme pedido, aqui vai uma foto do work in progress:
http://i30.tinypic.com/33pdfeo.jpg
Chão a 0º, sloping do quadro 5º, drop do guiador a 10º com o chão. Falta ajustar as manetes e fitar tudo. De repente o guiador da Ritchey parece um cabide desengonçado e enorme.
A posição das mãos no Syntace é, à primeira apalpadela, super confortável, muito graças aos 6º de recuo. E como é um guiador mais largo, ajusta-se melhor às minhas mãos grandes. A plataforma entre o guiador e a manete também me parece mais ergonómica neste. Para ficar igual no Ritchey, tinha de ficar com o drop muito inclinado.
218g acusou o Syntace na balança, contra as 244 do Ritchey, o que se traduz em menos uns estonteantes 26g! O preço por grama fica desta vez em segredo, porque nunca se divulga o valor das prendas. ;-)
Man_In_Blue
15-07-2010, 20:38
Que máquina espetacular que estás a montar! Como és aqui de perto qualquer dia tenho de a ver ao vivo e a cores :)
Parabéns pelo bom gosto e dedicação!
Faço minhas cada uma das palavras do Man_In_Blue.
Muitos parabéns pelo aniversário e pela excelente máquina ;)
Sexta-feira acabei então a instalação do guiador da Syntace, acertei as medidas e posicionamento das manetes e fitei-o.
Como tenho bastante atenção aos detalhes e aos pormenores, tive de pensar um pouco como ia resolver a colocação de fita no guiador. Isto porque, como a parte central onde aperta o avanço é protegida por uma malha de kevlar, os logotipos estão colocados mais perto dos drops, e de um dos lados o logo é comprido, já que diz "Racelite 2 CDR".
Um parêntesis para falar da protecção em malha de kevlar na zona de aperto. Com a introdução deste reforço a Syntace garante resistência para apertos até 8nm nesta zona o que, do que me lembro, será um recorde em termos de aperto em tubos de carbono. O próprio avanço está limitado a apertos de 6nm.
Só isto diz muito da resistência do guiador neste ponto tão crítico do interface guiador-avanço. Com a massa de carbono, ganha-se mais 1 ou 2nm face ao aperto original que no meu caso é sempre 5nm, mais que suficiente para manter tudo no sítio.
Voltando então à fita. Como não queria tapar os logos, a fita teria de começar mais perto do drop do que do avanço.
Conhecendo a minha forma de posicionar as mãos no guiador e experimentando com este guiador, rapidamente cheguei à conclusão de que não haveria muito problema em ter o centro do guiador sem fita, uma vez que não utilizo muito essa zona para segurar o guiador em andamento, e quando o fizer, o perfil mais plano do guiador dará o conforto necessário.
Um outro aspecto a considerar é o facto de usar um anel que, a ficar em zona não protegida, poderia danificar o verniz com o uso. O facto é que com a mão na posição normal, e apesar de ficar meia-mão com fita e outra meia-mão sem fita, a zona do anel fica sempre em contacto com a fita e nunca com o guiador.
Estipulada a zona de abrangência da fita decidi, mais uma vez, cortar com o convencional. Normalmente fita-se o guiador desde o drop até o avanço, rematando no final com a a vulgaríssima fita-cola isoladora.
Mas o Syntace foi fitado começando de cima, sendo que o remate final é dado pela tampa do guiador. Fica um acabamento muito melhor, sem fita-cola ou outros elementos além da fita em si. A transição para o guiador é suave e agradável ao toque uma vez que é apenas a fita esponjosa. E como não utilizo luvas, estes pormenores são importantes para mim.
Nos últimos 1500Km, utilizei a fita da Fi:zi:k em microtex. Tem um toque parecido com a napa, a imitar pele, e é bastante flexível. Isto que permite, por exemplo, que tenha fitado 5x o guiador da Ritchey com a mesma fita!
No entanto, é um pouco fina demais para proporcionar o máximo de conforto em piso degradado e em longas tiradas. Por isso, e apesar de ter lá um kit de Fi:zi:k novo para instalar, optei por experimentar novamente as fitas em espuma. E a fita que utilizei desta vez foi então a fita da Syntace, em espuma preta com pedacinhos de cortiça à cor natural.
A fita tem o toque normal destas fitas de espuma, com o consequente volume acrescido no guiador. Pessoalmente não me incomoda porque como tenho as mãos grandes, o volume extra até ajuda a dar solidez ao guiador.
Já estava destreinado a fitar com espuma, por isso ainda necessitei de fazer pequenos ajustes e mesmo assim não ficou perfeito. No entanto já vi fitas bem pior colocadas em bicicletas novas...
Estreia então na estrada, com 120Km em torno das Minas do Pejão, para confirmar o que já temia: O guiador parece que foi feito de encomenda para mim.
A começar pela formato do guiador. Apesar de normalmente as versões compactas serem destinadas a ciclistas mais baixos, e consequentemente com os braços mais curtos, para mim há uma outra aplicação bem mais prática. Como não tenho a flexibilidade de um contra-relogista e, também por isso, praticamente não uso os drops nas minhas voltas, ter o drop mais perto do hood é uma vantagem óbvia.
Além disso, o compact alemão, não é o típico compact em que parece que as manetes foram apertadas num torno e é algo desproporcional. O syntace é antes um, meio compact, que não parece tão desengonçado como o Ritchey, nem tão esquisito como por exemplo o FSA.
A curvatura é também do meu agrado, já que não sendo um ângulo tão pronunciado como outros modelos ergonómicos, proporciona um encaixe da mão mais confortável, com a alavanca de travão perfeitamente ao alcance e, mais importante, sem bater com os pulsos na curva superior já que o guiador é cerca de 2cm mais curto na parte superior do que nos drops.
E já que falo da parte superior do guiador, devo dizer que estou encantado com os 6º de recuo do guiador nessa zona. Apesar de exigir mais rigor na pedalada, com os joelhos a passar bem perto da curva superior quando pedalo em pé, este recuo proporciona uma colocação das mãos muito mais ergonómica, reduzindo o stress nos pulsos já que a mão pousa no guiador na sua posição natural.
A plataforma no topo do guiador não é cilíndrica, mas tem um perfil espalmado o que, mais uma vez contribui para um maior conforto nas longas tiradas.
Sinceramente ainda não atentei muito ás questões da rigidez até porque como procuro o conforto, alguma flexibilidade não trará mal ao mundo. No treinos da semana, mais explosivos, terei oportunidade de experimentar isso.
Para terminar, dois ou 3 pormenores soltos. O guiador começa com um acabamento preto opaco nos drops, com o logo da Syntace (a cube começa a fitar os guiadores só depois do logotipo no drop) mas depois da zona de aperto das manetes o revestimento preto desaparece e revela-se a malha do carbono que fica em toda a zona visível do guiador.
Cada guiador tem um número de série que permitirá certamente saber bastante informação sobre a sua fase de produção. Este número está gravado depois da zona de revestimento de Kevlar, na parte inferior.
Existem guias côncavas para as espirais de mudança e travão, tanto à frente como atrás do guiador, embora no meu caso passem as quatro espirais pela frente.
Além do selo de aprovação num dos drops, no interior do tubo e dois dois lados do guiador, está colada uma etiqueta com a data de produção (Setembro de 2009 no caso do meu) e a assinatura do operário. E no meu espigão P6, acontece o mesmo.
Assim de repente, acho que não me esqueci de nada.
Agora a BMC vai ao banho para depois lhe instalar o desviador dianteiro SRAM Force, com a respectiva braçadeira de carbono.
Como nem tudo pode ser um mar de rosas, este fim-de-semana marcou o primeiro grande revés na montagem da BMC.
Depois da volta ao Ermal, estive a lavar a bicicleta e a fazer a habitual inspecção atenta de todos os principais componentes, quando descobri uma bela surpresa...
http://i32.tinypic.com/25sapog.jpg
Ao fim de 3500Km de cicloturismo, o alumínio cedeu na zona da aranha. Partiu em 2 locais distintos, sendo que a quebra maior já é visível na parte interior do pedaleiro. Notei uns pequenos cliques durante a última parte da volta, provavelmente terá sido aí que cedeu.
Já tinha visto alguns pedaleiros KCNC partidos na zona da rosca dos pedais, mas tanto pela pesquisa que fiz online, como em conversa com pelo menos 2 lojas que vendem KCNC em grandes quantidades, este é um caso inédito pela zona onde partiu, a aranha.
Já foi contactada a Fizzbikes, que me vendeu o pedaleiro, e hoje irei envia-lo para avaliação em garantia. O processo irá demorar pelo menos 3 semanas, entre viagens da encomenda e período de férias do distribuidor francês da KCNC. Agosto é sempre uma má altura para estragar o que quer que seja...
Se me aborrece esta situação? Mais pela altura em que foi do que pelo problema em si. Problemas acontecem em todo o lado, e sinceramente só me interessa que a garantia funcione devidamente e que o produto seja substituído.
Evidentemente que ao comprar online soube do "tradeoff" que estava a consentir, portanto encaro este percalço com a possível naturalidade sabendo de antemão a demora e os gastos em que vou incorrer. De qualquer forma se gastar 8 euros no envio para França, ainda tenho 77 euros de poupança no bolso face ao PVP em Portugal.
Mas há males que vêm por bem e, apesar de não ter planeado investir tão cedo na BMC, já encomendei o pedaleiro que efectivamente sempre quis montar neste projecto: A ousadia espanhola que dá pelo nome de Rotor 3D.
Apesar de nesta fase não colocar os pratos Rotor, aproveitando uns Truvativ que aqui tenho, será esse o próximo passo, muito provavelmente financiado pela venda da KCNC que venha da garantia.
Espero sinceramente que, tendo sobrevivido aos maus tratos do Thor Hushovd e restantes comparsas na Cervélo, aguente o meu ritmo de passeio.
Entretanto entre amanhã e quinta-feira já deverá chegar ás minhas mãos. Nessa altura coloco fotos da peça.
Man_In_Blue
27-07-2010, 12:10
Txiii é sempre chato pra caraças quando essas coisas acontecem. Espero que tudo te corra pelo melhor!
Vai dando noticias do desenrrolar do processo da garantia.
Original
27-07-2010, 13:10
Foi mesmo azar, eu ponderava comprar esse pedaleiro ja tinha ouvido falar em alguns problemas mas como sempre tive material KCNC na minha montada de btt nao me preocupava muito.
Agora depois do que vi, e do que me têm falado vou pensar duas vezes.
Boa sorte aí com isso, e axo que o Rotor 3D fica aí a matar nesse projecto.
Burning Dogma
27-07-2010, 13:16
E ainda há quem me venha dizer que KCNC é só material de qualidade e a bom preço. Para mim, nem dado.
Acredito que fiques muito melhor servido com o Rotor, embora eu esteticamente não o aprecie, mas a nível de qualidade fica, certamente, uns furos acima do KCNC.
Fevereiro
27-07-2010, 13:30
Muito sinceramente da Kcnc não espero muito mais.
Original
27-07-2010, 13:34
E ainda há quem me venha dizer que KCNC é só material de qualidade e a bom preço. Para mim, nem dado.
Acredito que fiques muito melhor servido com o Rotor, embora eu esteticamente não o aprecie, mas a nível de qualidade fica, certamente, uns furos acima do KCNC.
Alguns componentes deixam algo a desejar, mas tem outros que ja tem mais que provas dadas que sao optimos para a funçao deles.
Eu vi logo que este post ia animar aqui o tópico. :-)
Na verdade, se tivesse ainda apanhado o KCNC compacto em promoção na dulight, podem ter a certeza que o colocava de novo. O Rotor foi uma excentricidade que acabei por cometer face ao custo de arranjar um pedaleiro para substituir o meu enquanto a garantia vai e vem.
Não sou da opinião que se deva reconsiderar ou cancelar a compra de um determinado componente, ao primeiro problema. Como disse, o meu caso não é muito comum e portanto não deverá ser a regra mas sim a excepção. Da mesma forma que nem todas as Mavic R-Sys colapsaram sem aviso... Naturalmente que se a situação é recorrente, a probabilidade de também nos tocar o mesmo problema, é maior.
O material da KCNC está perfeitamente encaixado numa excelente relação qualidade preço e revolucionaram o mercado dos componentes leves acessíveis a todos. Mais a mais, apesar de utilizarem algumas ideias já existentes, são das poucas marcas leves e acessíveis que se preocupam em ter uma divisão de investigação e desenvolvimento, não se limitando a copiar e a re-copiar cópias, como por exemplo a hi-temp e companhia.
Neste caso acredito que o pedaleiro partiu por defeito desta peça em particular, e não por erro de concepção. Aliás, acho bastante interessante a mistura de ISIS com rolamentos externos que o sistema k-type deles utiliza bem como outras soluções utilizadas nos produtos da marca.
Agora tudo se resume às escolhas pessoais e ao que queremos dos projectos. Eu estive, e estou disposto a arriscar em componentes mais alternativos, em prol de um conjunto diferente e que me encha as medidas estéticas e claro, de performance funcional. Neste caso não correu bem. Mas como não posso afirmar a pés juntos que 10 pedaleiros KCNC que eu colocasse, seriam 10 problemas garantidos, mantenho a minha confiança na marca. Até porque o guiador que tenho na montagem de BTT é um KCNC e nunca coloquei em causa a sua resistência, caso contrário já o teria removido.
Não sou um devoto de usar estas peças em todos os cantinhos dos meus projectos grandes, mas certamente que se procurasse algo para um projecto leve e acessível para os dias de festa, especialmente em BTT, haveria muito material deles ao barulho.
Cancellara
27-07-2010, 16:39
É caso para dizer "a força é tanta que até parte... cranks" ;)
Da KCNC, se não me falha a memória, só possuo o batido espigão Ti Pro Lite, ou seja, não falo com grande conhecimento de causa. Mas também acho que não é caso para ostracizar já a marca. Há tantos componentes, de qualquer marca, que falham. Esperemos simplesmente que a garantia funcione.
...
Quem diria que havia tanto a dizer sobre um guiador, fantástico. ;)
Habemos Rotor 3D!
http://i32.tinypic.com/33bh7k9.jpg
Ao mesmo tempo que o pedaleiro KCNC já viaja para França, onde deverá ser visto para efeitos de garantia, chegou-me às mãos a excentricidade espanhola chamada Rotor 3D.
Com linhas arrojadas, uma decoração ousada e um fabuloso acabamento CNC esta é uma fantástica peça de design industrial e que se reveste do espírito agressivo que caracteriza a BMC e portanto acredito que ficará muito bem enquadrada no conjunto.
Para já será montado com uns pratos Truvativ, até chegarem os pratos ovais da Rotor. Na sua versão final, deverá ficar pelas 780g, o que se traduz num acréscimo de 40g face ao conjunto KCNC.
Vamos agora ver se esta aguenta a minha pedalada!
viva!
Esse pedaleiro é lindo e muito bem acabado...aspectos que vistos ao vivo ainda impressionam mais...
Como ninguém elogia o meu...venho elogiar este:D:D:D
Olha quando comprei o meu, o pack incluia os pratos, 50-34. Comprei, considero a um bom preço: 350 € o conjunto na ekonobikes e com portes de borla.
Depois diz em que ponto regulaste os pratos...
Abraço
Ainda estive a sondar esse site mas já não tinham o kit com os pratos para entrega. Como queria a pedaleira "para ontem" acabei por comprar cá em Portugal. O preço da pedaleira com o movimento pedaleiro e portes não andou muito longe do site que indicaste, o que acabou por justificar a compra uma vez que a recebi em 24h e já está montada e pronta a andar.
Os pratos ainda não são para já, até porque agora pesei os pratos Truvativ que aqui tinha e são bem mais leves do que estava à espera. A pedaleira completa, neste momento tem mais 12g do que os 740g da KCNC. Além disto, como os Rotor significam no mínimo 120 euros de investimento, vão esperar mais uns tempos.
Mas naturalmente estou curioso com o sistema e como poderei beneficiar dele nas tiradas mais longas.
Desculpa não percebi bem...
O meu pedaleiro + movimento pedaleiro + pratos foi o mesmo que só o teu pedaleiro + movimento?
Compraste ao importador? O Pedro? Se sim conheço e é um tipo porreiro...
Sim, comprei ao Pedro.
Mas a comparação é com base no mesmo material em espanha: Só os crenques + movimento!
Naturalmente que se tivessem ainda o kit com os pratos tinha comprado fora, porque são 70 euros de poupança, contas feitas, sobre o preço das 3 coisas em separado.
Para 2011 a BMC vai passar a produzir os tubos em carbono por robotização, a produção dos quadros é feita por robots e pela primeira vez completamente automática. Segundo a BMC assim evitam-se as falhas que os operários normalmente cometem em dias menos bons. A boa notícia também é que todos os quadros são feitos na Suíça. (Pelo menos uma marca que não produz na China). Fonte:
http://bike-magazin.de/?p=3437
PS. As máquinas de tear, são desenvolvidas pela BMC
"O que não te mata, faz-te mais forte!"
http://img833.imageshack.us/img833/9325/accrash.jpg
Espero sinceramente que seja verdade...
O que aconteceu? Espero que não te tenhas magoado...
pedrofeijo
04-08-2010, 21:54
Espero que os estragos tenham ficado só pelo material,nomeadamente pelo guiador.Pena é este ser novo,mas é assim quem anda à chuva molha-se.Eu este ano também já tive a minha dose.
Pois ... nada como um bom guiador de liga.
Espero que o único estrago tenha sido material.
fogueteiro
05-08-2010, 07:19
Ei, André, assim não vale, amigo.:(:(:(
São os ossos do ofício, mas oxalá que os teus tenham ficado no sitio.
Mais um argumento para os tais cépticos... mas nem isso te moverá de certeza.
http://img508.imageshack.us/img508/1867/accrash2.jpg
Lambidas que estão as feridas, vamos ao damage report. Na verdade, no meio ciclístico, isto seria uma queda normalíssima, portanto nada de sensacionalismo.
Na pele, fiquei com abrasões feiotas no cotovelo, na anca e no joelho, mais uns raspões na coxa e nas costas. Aqui a pele volta a crescer.
No material, um corte no speedneedle, aperto de roda traseiro raspado, fita para o lixo como se vê na imagem, abrasão na ponta do guiador, e manete esfolada em todos os pontos expostos incluindo um furo no cobre manete, sapato todo raspado e calções e jersey com 2 ou 3 rasgões.
O motivo deste aparato todo foi uma rotunda mal calculada, 100% erro humano. Passo ali centenas de vezes e ontem nem 2km de treino tinha ainda. Coisa mixuruca porque ia só experimentar a pedaleira aqui ao lado de casa. O Krylion tentou tudo por tudo para se agarrar mas não conseguiu. Fui de rojo e às cambalhotas para o lado oposto. Queda para o lado esquerdo, feridas feias do lado direito, go figure...
As medalhas no corpo, vou exibi-las agora durante as férias. As da bicicleta (que neste momento que doem mais que as da pele) vão sendo tratadas.
A integridade do guiador não foi comprometida. A ponta ficou sem resina mas não há mais danos visíveis no verniz de ambos os lados, após cuidadosa inspecção. Mesmo no rasgão superior, apanhou só a fita cola. O único pensamento de vantagem face a um guiador de alumínio nesta situação foi que, caso os danos fossem mais graves, o prejuízo era bem maior. Fora isso nem ponta de hesitação quanto a manter o carbono.
Trocadas as fitas e os cobre manete, 80% dos danos ficará resolvido. O aperto traseiro vai ser pintado. Resta o Tune que vai ter de ficar assim, uma vez que é uma zona pouco visível (rasgou na aresta, virado para o chão) e a manete que terá de ser envernizada de novo, dentro dos possíveis. Mas mais certo é fazer horas extra para comprar uma manete nova em condições... já me conheço...
Vou fazer os possíveis para sábado já conseguir voltar à estrada e domingo atacar o Monte Farinha como previsto. The show must go on!
Penso que ainda não tinha participado neste tópico, já estava para o fazer há muito dada a natureza do projecto. Uma bike personalizada e bem bonita, penso que não se pode pedir muito mais.
Essa do guiador é que...deve doer na alma e na carteira.
Espero que estejas inteiro. Abraço
Duchene na parte danificada do guiador lima as pontas das fibras que ficaram salientes e sela com cola epoxi de 2 componentes.
Obrigado pela dica. Na verdade tenho ali resina de outros projectos de bricolage e que vou utilizar para selar a zona afectada que será uma área de aproximadamente 1x2cm mesmo na ponta. A camada interior de resina resistiu, mantendo por isso o formato tubular.
Depois de fitado, fica quase como novo...
viva duchene!entao pah tas bem?o mais importante e que estejas mesmo bem acredita que o dinheiro nao paga nenhuma mazela com que fiques..em relaçao a bicicleta e triste realmente porque acabas de mandar projecto para a frente e ja tas a regredir :-( mas isso com calma vais la outra vez..aproveito para dizer que a bicicleta ta linda continua o projecto.boa sorte.
abraço
Burning Dogma
05-08-2010, 13:43
O pior nestas quedas é que acontecem por motivos estúpidos, já caí assim numa rotunda onde passo centenas de vezes e nunca esperava cair lá. E é sempre nestas quedas que se estraga mais material. Mas o importante é estares inteiro, a bicicleta só vem em 2º lugar.
A manete basta um pouco de trabalho manual para ficar com as marcas mais disfarçadas. Diz-me que não vais comprar uma manete nova só por causa das esfoladelas!:eek: As bikes ficam bem é com as marcas, é sinal que tem uso e as quedas fazem parte desse uso. A minha tem esfoladelas nas manetes, selim, pedais e assim é que ela anda bem:D
Original
05-08-2010, 13:53
As quedas tambem fazem parte das nossas voltas mas ainda bem que so foram apenas uns arranhoes, porque o mais importante é estares bem..
Agora o material é secundario, apesar do imenso esforço que fazemos para o ter mas com tempo e bricolage como tu disseste domingo ja estás a pedalar a sra da graça...
Boa recuperaçao
mas devo dizer que te percebo duchene porque eu sou igual qualquer coisa esmurrada e eu pumba ou novo ou tento remediar da melhor maneira.sou perfecionista gosto de tudo impecavel e limpo :-) mas com calma sei que isso vai voltar ao seu melhor estado..IMPECAVEL..
abraço
Obrigado a todos pelas palavras de incentivo. De facto ao pé de alguns acidentes bem mais graves, a minha queda foi uma ninharia. Mas talvez por isso tenha ficado ainda mais aborrecido. Nem um historinha mirabolante para contar aos netos. Nada. Só um "calculei mal uma rotunda de nada e espalhei-me no chão!".
Hoje já estou mais bem disposto que ontem, e já comecei a preparar as reparações. Logo já devo conseguir fitar o guiador, novamente de branco, fita fizik que por acaso tinha aqui por casa.
Amanha vou à ciclocoimbrões comprar os cobre manetes e grande parte dos danos já fica oculta. Depois é tratar dos pormenores. As manetes vão ficar a moer. Mas para já vão levar verniz nas zonas esfoladas e tentar disfarçar o melhor possível...
Sábado já rola!
isso e que e falar.força nisso..e bota ai mais fotos que e um regalo para as vistinhas ver essa bicicleta :-)
abraço
http://img180.imageshack.us/img180/4736/achincapie.jpg
Nada como um bom analgésico sob a forma do kit oficial da equipa BMC, cortesia do senhor Hincapie e do Stephan da BMC, para esquecer as mágoas recentes!
Domingo vou parecer um pintas, BMC da cabeça aos pés!
Man_In_Blue
06-08-2010, 07:31
Realmente esse equipamento é muito bonito. Assim já passar pro um ciclista pro ;) Só é pena estares na volta errada...
Não te preocupes que, com o meu andamento, é impossível confundir-me com um pro. Aliás sinto-me muito melhor na liga dos turistas de bicicleta do que na correria do pro tour. Por isso, na melhor das hipóteses serei um fã equipado a rigor. ;)
Então és o verdadeiro cicloturista :)
rotiv1959
06-08-2010, 08:50
Boas André,
Ainda não mostraste os novos óculos OAKLEY Jawbone, que seguramente, detalhista como és, são pretos( ou brancos) e vermelhos!!!
Esse equipamento espectacular, pelos pormenores, é o original, pareceu-me entender que foi oferecido, se não foi o caso onde o compraste? e a famosa replica set team BMC, chegaste a receber?
Faço votos que as mazelas da queda sarem rápido porque as da bicla seguramente já não se notam!!!
@Josant: Tirando a barriga dos almoços convívio... ;)
@rotiv1959: Não fui tão longe porque os óculos são também para o BTT, por isso tinha de ser uma versão neutra. São brancos com as lentes verde jade e tenho ali um par suplente em vermelho iridium:
http://i25.tinypic.com/15cisfn.jpg
Quanto ao kit, foi uma cortesia oferecida pela BMC por causa do atraso no kit replica. Reclamei porque paguei em envio expresso e mesmo assim já ia a demora em 4 semanas! Só ontem chegou a carta da alfândega. Ou seja, ainda vai demorar mais uns dias até me chegar às mãos. O kit oficial demorou 2 dias, já que o enviaram por UPS expresso. Apesar de tudo, foram impecáveis.
As minhas mazelas evoluem positivamente, e amanha já devo ir contemplar de novo o Douro na fantástica marginal de Pala. Quanto à bicicleta está quase nova. Fica só a manete coçada de recordação..
Man_In_Blue
06-08-2010, 10:02
Andar de bike por gosto e para apanhar ar é que é altamente :)
Olha, acho que te andas a esquecer das verdadeiras fotos da maquina a mostrar cada pormenor :)
Votos de umas rápidas melhoras
Epá...que chatice essa da rotunda, mas o importante foi fisicamente não ficares com nada de especial.
Como és artista vi logo que as mazelas da máquina ficariam bem tratadas.
Um abraço e para a frente é que é caminho...
[QUOTE
http://i25.tinypic.com/15cisfn.jpg
QUOTE]
amigo duchene a bike ta lindissima como ja disse varias vezes e o equipamento ta de facto divinal vais parecer um ciclista lol mas a tua cara e fenomenal lololololol parabens pela cara lolololol (tou na brinca contigo meu)
fica bem
abraço
rotiv1959
06-08-2010, 17:22
Amigo João49,
Talvez llololol seja da minha idadelololol mas gostaria lolololde te fazer uma pergunta, lolololque só tem a verlololol com ciclismo porquelololol estamos no forumlololol:
SERIAS lolololCAPAZ DE ESCREVER lolololSEM TANTO lololollololollololollololollololollololollololol! !!!
Leio sempres os teus comentários e seguramente são sempre bem vindos, mas não leves a mal, um gajo perde-se com tanto lololol!!! .... e não é só aqui!!
duchene, só agora vi o que te aconteceu. Faz parte. És um ciclista e tanto.
Boas rapaz,
Neste caso ate a chapa nos provoca "dor", né?
Mas fazem parte da vida de um ciclista e fará sempre parte de uma realidade sempre presente.
As melhoras das mazelas físicas e a BMC que fique o melhor possível. São os meus votos.
Boas pedaladas
Amigo João49,
Talvez llololol seja da minha idadelololol mas gostaria lolololde te fazer uma pergunta, lolololque só tem a verlololol com ciclismo porquelololol estamos no forumlololol:
SERIAS lolololCAPAZ DE ESCREVER lolololSEM TANTO lololollololollololollololollololollololollololol! !!!
Leio sempres os teus comentários e seguramente são sempre bem vindos, mas não leves a mal, um gajo perde-se com tanto lololol!!! .... e não é só aqui!!
e que sabes eu sou um gajo bem disposto e gosto do meu riso..por isso digo piadas e rio me eu proprio com elas...mas vou mudar de tactica e começar a escrever (piada) :-)
abraço
@joão49: Vou tomar isso como um elogio, acho!
@geo: a chapa foi mesmo o pior porque não se regenera. A pele, essa, já está a crescer a bom ritmo.
Obrigado pelo incentivo!
Hoje fui comprar os cobre manetes. Acabei agora de fitar e colocar tudo no sítio. Os raspões no aperto traseiro já foram disfarçados e o corte no speedneedle reforçado com um pouco de Araldit para não abrir por ali. Aparte da manete, já desapareceram todos os outros sinais da queda.
A manete vai ter de ser bem pensada. Se fosse só carbono sem letras era fácil, bastava despolir, envernizar e polir de novo. Fiz isso na braçadeira do desviador e ficou impecável. Neste caso se calhar vou experimentar dar o verniz mais focado na zona raspada, com um remate em fumo para o resto da manete e depois passar horas a polir tudo para ficar minimamente uniforme.
Mas vai ficar para outro dia. Hoje interessava por tudo pronto, porque amanhã vou testar a cicatrização das feridas em 130Km ali para os lados do Douro. ;)
...@geo: a chapa foi mesmo o pior porque não se regenera. A pele, essa, já está a crescer a bom ritmo.
Obrigado pelo incentivo!
Pois, eu bem sei que a chapa dói sempre mais, daí ter falado nela... :( b Mas nada de desanimar!
Amanha vou pedalara após 1 mes de abstinência de bike e tou com algum receio, talvez pela medicação... vamos ver... vou devagarinho! :D
As melhoras pra ti e pra BMC
paradawt
06-08-2010, 22:54
duchene,
Só tenho a desejar-te uma recuperação rápida.
E da máquina também.
Situações que nunca contamos, mas que por vezes lá acontecem!
Força aí!
É pá só vi agora que te mandaste pó chão. Espero que a recuperação esteja a correr bem. A bike já vi que esta quase recuperada.
Abraço e boas pedaladas.
Cancellara
07-08-2010, 17:53
Eina, já não passava aqui há uns tempos...
Até dói a alma, bolas, material novinho assim de rojo pelo asfalto. Estou como tu, a pele cresce de novo, já a chapa...
No Raid-Foto Matosinhos também andei aos papeis, quando fiquei "sem a frente" numa curva em estrada, o que vale é que foi na btt - já levou tanta pancada que agora nem ligo...
...
Também preciso de mudar os hoodies (cobre manetes). Os meus estão a começar a abrir, na união - de os arregaçar quando se troca a fita. Já li algures que acontece muito com os hoodies da SRAM.
De onde é que posso mandar vir isso?
Burning Dogma
07-08-2010, 20:37
Amigos, vocês são todos doidos, a chapa dói mais que a pele? Tenho muita pena quando a minha menina me atira ao chão e se escavaca toda, mas prefiro que seja ela a sofrer as mazelas do que eu. O corpo e a saúde acima de tudo:)
@miguel: um dos meus também já estava assim. É mesmo crónico. Molde de injecção mal pensado. Podes comprar directamente no importador SRAM em Gaia por 17€.
@Gonçalo: Malta tola!
Cancellara
07-08-2010, 21:57
@Gonçalo: hehehe... é óbvio que não é para tomar o que eu disse literalmente. Há pele e pele ;)
Mas entre arranhões que se curam numa semana e manetes de 200-300€ raspadas, escolho os arranhões.
@André: Thanks, vou pesquisar a morada. Amanhã talvez dê "um salto" à Srª da Graça, desde Amarante ou assim...
Edit: Esquece, já disseste, no outro post, que era na Ciclo Coimbrões. E se é esse o preço, não há que hesitar...
amigo duchene so uma coisa eu so vi agora uma foto completa da tua bike que meteste no topico da sra da graça deixa que te diga que a bike ta realmente lindissima.mas tenho uma questao a meter te.as rodas que tens sao as shimano rs80 nao e??nao e que sejam mas atençao mas isso merecia uma bela de uma jantola (risos).ate porque isso nao combina nada shimano com sram.mas e so a minha opiniao.mas continua com esse projecto que isso esta fenomenal.
abraço
João, brigado pelos elogios! O projecto quer-se precisamente ousado e diferente.
Entretanto, terias alguma sugestão de rodas para colocar num projecto tão peculiar como este?
rotiv1959
10-08-2010, 13:49
André,
aconselho-te as fulcrum racing 3 ou as Ksirium elitte SL, isto para que o preço não vá por ai fora.
Dou-te os parabéns pela subida. Aquele equipamento, como já tinhamos comentado é um espectáculo. Tinhas mais pinta que qualquer profissional da BMC!!!.
Aproveito para te disser que vou fazer parte do clube da BMC, muito graças ao acompanhamento deste teu projecto. Acabo de comprar a BMC Racemaster slx01. Que dizes deste quadro? .Pelo que informei é o quadro preferido do Hincapie na equipa da BMC. A cor ( amarela) não é muito do meu agrado mas o negócio foi bastante bom e com o tempo aprende-se a gostar. Comprei-a na Gaiabike ( gente 5*****), onde creio que compraste o teu quadro. Além desta loucura, meti-me com outros amigos aqui do forum na compra de aros em carbono de 50 mm, vindo da china. A ver como corre esse projecto. Os intervenientes nesse projecto têm o compromisso de, assim que chegarem os aros, informarem o forum da evolução....até serem rodas!!!
duchene eu sou te sincero as rs80 sao umas rodas optimas e a trocar,essa bike merecia algo do genero cosmic SL umas rodas de aro alto,ai sim isso ficava um mundo e apesar de nao muito leves mas sao consideradas das rodas mais aerodinamicas de sempre mas se preferires umas rodas de aro baixo ai seria umas ksryrium SL tenho umas e sobe se que e um mundo e dao um aspecto excelente estas sao as minhas preferencias...
mas e tu terias alguma ideia o que gostarias?
mas ha mais opçoes claro as fulcrum 1 de aro baixo em aluminio sao excelentes e depois eu gosto muito das sram s40 de aro alto ficava a combinar com o conjunto mas ha por ai uma vasta gama de rodas meu deus..
abraço
@rotiv: parabéns pela compra. Esse quadro é conhecido pela solidez e por isso é favorito entre tipos grandes e sprinters. O amarelo é uma óptima cor para combinar com muito preto e com a edição especial do SRAM Red, em amarelo pois claro!
Voltando à Team Machine:
Confesso que a pergunta sobre que rodas colocar foi um pouco maldosa, mas não resisti antevendo as respostas. Previsões aliás, que se vieram a confirmar. ;)
Como estou com o telemovel não dá para escrever testamentos muito grandes, portanto reservo isso para quando voltar de férias.
Mas muito resumidamente há dois tipos de rodas que, para mim, eestão decididamente fora da equação: rodas para pneu tubular e rodas de perfil alto.
As primeiras porque cada vez mais me assumo como um um ciclista de longas distancias e esse tipo de aventuras não pode ficar ensombrada com a possibilidade de furar a 100km de casa. Basta este pormenor, ainda que possa ser remoto, para me fazer esquecer os tubulares e todo um universo de maravilhosas e exóticas rodas baseadas neste conceito e que seriam uma fantástica adição ao arsenal de diferença da BMC.*
Depois temos as rodas de perfil alto, maioritariamente tubulares, mas que saem da equação por um outro factor, a instabilidade. Sou um ciclista de medias baixas, e muito longe de ser um rolador, portanto estou-me marimbando para a vantagem aerodinâmica das rodas de perfil alto. Já apanhei bastantes abanões em zonas *altas e ventosas com as minhas rodas de perfil baixo, para saber que não me interessa ter esse efeito ampliado duas ou três vezes.
Depois há claro o factor peso. Todas as rodas de perfil alto para clincher são mais pesadas ou, no caso de rodas de topo, praticamente do mesmo peso das RS-80 mas com um custo 2 ou 3x superior. Portanto seriam um mau investimento em todos os sentidos.
Posto isto, mais alguns perconceitos. Nunca compraria Mavic, pela simples razão de que são as rodas mais vistas á face da terra. Sempre que alguém pergunta num tópico de rodas qual escolher, as Mavic entram sempre ao barulho. Depois porque para retirar peso face as RS-80 tinha de comprar pelo menos as K-SL e pagar a respectiva factura. Mesmo adsim teria as mesmas rodas que centenas de cicloturistas. Dispenso!
Na fulcrum a mesma história, a comprar seriam as 1 ou as Zero o que eleva a fasquia do preço ainda mais. E apesar de ser louco pelo som do cubo das Fulcrum, não lhes vejo outro charme que não esse.
Como também já tinha oportunidade de dizer ao rotiv, ainda não sou capaz de confiar a minha segurança, num componente tão critico como as rodas, ao controle de qualidade de um fabricante independente chinês, por isso essa opção também fica discartada.
Mas então *afinal que raio de rodas quer um tipo esquisito como eu?
Como já deve ter dado para perceber, quero uma roda pura de montanha: Perfil baixo, clincher e de peso o mais reduzido possível, montada com componentes da melhor qualidade, olhando pouco ao preço já que, estando eu servido de rodas, a compra de um novo par vai-se revestir de um carácter de longa durabilidade que as tornarão numa compra a muito longo prazo.
As minhas escolhas, que já estão alinhavadas, terei oportunidade de partilhar com mais calma, um dia destes.
Burning Dogma
11-08-2010, 14:32
O tubular também se muda a 100km de casa, é preciso é trazer um suplente debaixo do selim ou às costas e depois lá se vão os ganhos em peso. Às vezes penso se não será mais fácil mudar um tubular que um clincher, pelo menos as minhas Fulcrum deixam-me sempre os dedos dormentes quando lhes monto um pneu novo. Felizmente os meus furos são mais raros do que os momentos em que o governo é honesto com os portugueses:D
Pelos vistos não sou o único que nunca compraria umas Ksyrium SL pelo simples facto de serem a roda do povo, que me desculpe quem as tem mas estas rodas são um enjoo visual, toda a gente as tem. Já umas Cosmic comprava com toda a certeza se precisasse de umas rodas de perfil alto.
Quanto a mim, estás muito bem servido com essas Shimano, além de que assentam lindamente na BMC.
nem dou mais opiniao pois ja tou a ver que es mesmo esquisito (risos,nao leves a mal,tou a brincar).
eu diria entao roval fusee SL 25 pela estetica,sao lindas..
mas ate estou a ficar curioso com o que estaras a pensar para este teu projecto.fico para ver.
abraço
Claro que sei que o tubular também se muda, mas demora tempo, exige perícia e a colagem sem repouso não fica perfeita. Vou estar ali uma data de tempo entre descolar o antigo, tirar excessos de cola, colar e centrar o novo esperar que seque e confiar que não se vai descolar a descer o alto do Marão.
Prefiro levar o peso da camara de ar e remendos, como levo sempre, e ficar com a situação resolvida em 4 ou 5 minutos.
Evidentemente que reconheço as muitas vantagens dos tubulares e das rodas associadas, mas para mim não são opção.
Quando arrumei as minhas K ES não comprei estas pela cor
http://www.dtswiss.com/Products/Wheels/RR-wheels/RR-1450-mon-Chasseral.aspx
de certeza que na BMC ficam a matar alem disso super solidas, super rigidas e muito leves alem de um excelente cubo, prefiro-as do que minhas Fulcrum Racing 3 mas são brancas, para quem quer algo diferente.....
@joão: nunca deixes de dar a tua opinião! Eu alem de esquisito tenho uma panca com as coisas diferentes que me faz fugir a 7 pés do convencional. Daí que as Rovsl, são rodas para montar numa Specialized...
@ivan: quando comprei as Shimano (ver tópico da B'Twin Sport 4) equacionei as DT, mas como sao de olhal simples no aro, há relatos de aros rachados aí, especialmente em utilizadores pesados como eu. Por isso as descartei.
No entanto o objectivo é tentar montar algo na casa dos 1300g. Só para dar uma ideia, a montagem mais simples que equacionei seria com aros FRM, raios Sapim Cx-Ray e cubos Dt-Swiss 190 ceramic.
Eu tambem ando a pensar fazer montagem por peças e os cubos Dt-Swiss 190 estão sempre em mente mas ainda são carotes, mas vou esperar que estas rompam mais.
um antigo corredor de pista que agora tem uma loja perto de onde estou a viver aconselha montagem por escolha de componentes, faz muita montagem artesanal por assim dizer, ele fala bem dos cubos da Shimano e da Campy mas não da completa montagem de serie Shimano.
atenção aos raios, algo vigoroso deves escolher, comigo quando estou bem de forma é um desastre até nas rodas que tenho agora já parti um numa aceleração.
já pensa-te nuns aros FFWD, vi uma Colnago CX-1 com umas de baixo perfil que lindas, ou na montagem de serie das Time ouço bem delas, tambem foram opção na altura.
espero que faças uma boa montagem, caso decidas seguir com este projecto.
zé Marco
11-08-2010, 19:29
duchene,vou dar os meus vinte e cinco tostões;)
Mas não será as SRAM S30 uma opção a considerar? 1430 gramas por um preço bem razoável.
e umas rolf prima elan?tenho um amigo com umas e aquilo e fenomenal.sao as unicas que alguma vez vi.eu sou sincero nao gosto muito de montagens por peças,nao sei porque mas pronto.
http://www.rolfprima.com/products-Elan.php
abraço
Boas
Mais uma opção, e que lá fora existem dezenas de montagem. Como és relativamente pesado (não te preocupes que eu ainda sou pior :) ), aros Kinlin ( segundo os entendidos são excelentes, no teu caso pelo que eles dizem o ideal seria Kinlin Xr300 ), sapim cx-ray ou se quiseres poupar um pouco os Laser servem perfeitamente, uma vez que não dás preferência á aerodinamica, e o seu peso é practicamente igual, e cubos Dt swiss ou por cerca desse preço ou até mais barato (dependendo de que Dts estás a pensar) uns M5. Na RAR (roues artisanals ele costuma montar mas são mais com os xr270 e já fez montagens com 1240g, também podes optar por meter atrás um Xr300 e á frente um Xr270, para poupar um pouco mais no peso. Ficas com umas rodas excelentes e super leves. E até as podes tentar montar tu, uma vez que pelo que vejo também gostas de meter as mãos na massa, e pelo que tenho lido não é nada de outro mundo, ainda por cima sendo com aros de aluminio mais "fácil" se torna.
Sem desprimor por nenhuma das outras opiniões, MJRocha isso é que foi falar! É precisamente esse tipo de exotismo que procuro, sendo o RAR uma perdição!
Será algures esse o caminho a seguir. Bem longe dos nomes conhecidos da praça. Umas rodas gourmet! ;)
A montagem não farei eu porque me dou mal com enraiamentos, e neste caso prefiro uma montagem profissional.
Cancellara
11-08-2010, 23:23
Podes não gostar de aros médios/altos, mas eu estou bem satisfeito com as minhas AC. A rolar são um espectáculo, não são pesadas e, na minha opinião, ficam muito bem com o quadro que tenho. E há poucas por aí.
Em termos estéticos não há como os aros médios/altos. Na minha opinião, claro :)
Duchene, mas resumindo e concluindo, passados estes km's todos (quantos são?) que opinião tens das rodas actualmente?
Sabes dizer que semelhanças e diferenças há entres as RS80 e as RS20? Para além do peso, claro... ;)
A fim de mais de 3500Km, feitos por estradas nem sempre perfeitas, com bastantes pancadas à mistura e sempre com pelo menos 85 quilos em cima, a opinião sobre estas rodas não poderia ser melhor, o que aliás só vem justificar a ponderação que fiz aquando da compra. Neste momento estão como novas, sendo o desalinhamento do aro em ambas as rodas praticamente neglicenciável.
São muito provavelmente as rodas sub-400€ mais leves que se conseguirá encontrar, esteticamente bastante interessantes, pese embora serem de raios prateados o que retira alguma sobriedade ao conjunto. Aliás, analisando em qualquer campo, esse é o grande defeito que encontro a este conjunto. Com os raios pretos seriam, no segmento onde se encontram, praticamente perfeitas. E felizmente a Mavic continua a ser o nome mágico, portanto este é um par de rodas que acaba por ser bem exclusivo.
A diferença entre as RS20 e as RS80 é total. As RS20 são rodas de entrada de gama, com aro em alumínio, cubos mais pesados e menos refinados e bastante mais pesadas como é natural. As RS80 são rodas de gama média/alta, partilhando o aro com as Dura Ace, o que faz toda a diferença uma vez que o peso na periferia é o que mais se nota no rolar. Também por isso, praticamente 300 euros separam o preço das RS20 das RS80.
A troca prende-se sobretudo com a possibilidade de ajustar ainda melhor as rodas a um projecto diferente como este. No entanto, no dia em que as trocar, deixarão certamente saudades, não tivessem elas acompanhado grande parte das minhas longas aventuras de estrada.
Não estará na altura de fazeres um ensaio fotográfico à altura dos teus créditos e da BMC? ;)
Neste momento a prioridade é para desfrutar da máquina e aproveitar o bom tempo em cima dela e não de volta dela.
A seu tempo irão aparecer fotos com mais qualidade. Para já, e para sossegar as hostes, vou criar um cantinho na página inicial deste tópico com as fotos que vou tirando ao longo das voltas e que já mostram a BMC em corpo inteiro...
Acho bem!! É que o pessoal aqui é viciado é em fotos...
Os textos podem ser engraçados mas o que cativa os olhos são mesmo as fotos, e as tuas então nem se fala... lol ;)
race van
09-09-2010, 21:58
duchene que maquinao...........
gostei bastante da tua maquina isso ta leve mas leve a minha ao pe da tua meu deus ;) tem que emagrecer um kito...... desde sempre gostei de bikes com vermelho e a tua enche me as medidas....... a minha e preto ebranco e fixe mas talvez a tua salte mais a vista ....... parabens gostei abc
Tchivalo
12-09-2010, 23:14
Se o dinheiro não fôr problema: http://www.bikerevuk.com/
Agora uns cubos Dt 190 com aros Frm era de valor :cool:
marco soares
13-09-2010, 16:24
ei pá estou a ver que ha bmc por aqui.como ja falei no topico de outro user que tambem tem uma bmc,estas bicicletas nao sao para todos.sao de uma classe,de um bom gosto,de uma categoria bem elevada,bons kms e aproveita bem uma das maravilhas do mundo das bicicletas.
cmps
@tchivalo: O site tem montagens interessantes mas, apesar de eu ter dito que pretendia fazer um investimento sólido, não chego à loucura de dar tanto por umas rodas como pelo restante da bicicleta. As Edge em clincher dão de facto uma roda bonita e leve no entanto não deixo de pensar no custo de trocar um aro daqueles caso tenha um azar numa das soberbamente pavimentadas estradas de interior por onde regularmente ando! Quanto aos aros FRM, tal como o restante material da marca, não me inspiram grande confiança. Os cubos seriam uma boa escolha, mas não sei se estou preparado para gastar tanto dinheiro nuns cubos que são basicamente uns 240s com rolamentos cerâmicos e menos peso. No final de contas acabei foi por deitar novamente o olho foi aos travões M5... Um dia destes ainda perco a cabeça!
@marco: De facto estou a desfrutar imenso da companhia da BMC nestas lides aproveitando ao máximo os quilómetros e as bonitas estradas por onde vou passando.
-------------------
E só para não deixar o tópico muito parado, uma linha para confirmar que a BMC está agora numa forma exemplar, e em velocidade de cruzeiro quanto ao comportamento dos componentes. Num futuro próximo voltará a ter fitas e cobre manetes pretos e, por arrasto, um kit novo de espirais, para completar um look mais discreto e low profile, dentro dos possíveis.
nogueira.nuno
13-09-2010, 18:59
....No final de contas acabei foi por deitar novamente o olho foi aos travões M5... Um dia destes ainda perco a cabeça!...
Só perdes a cabeça uma vez mas o arrependimento vai ser ZERO
Atenção que também conta ter uns calços bons, ainda hoje o disse aqui no Forum, instalei uns SwissStop para Carbono e eram abrandadores, instalei uns de cortiça e ficou um Dura Ace a travar.
Melhores que os M5 só mesmo os EE e acerca dos M5 já vi por aí bons negocios por isso é uma questão de espera ;)
Rodas? Sai caro o investimento mas pelo que vejo hoje o mais Caro acaba por serem mesmo os Pneus porque uns bons Cubos(que servem para qualquer Setup ou Aro), raios(não são Caros uns bons e leves) e uns Aros Chinesses como uns que já tive na mão e fazem parte aqui duma compra conjunta de Amigos ficas de certo com umas rodas acessivelmente leves e baratas.
Tenho as Zipp e Zipp é Zipp, nada arrependido do buraco na carteira mas seria talvez o que fazia neste momento, uns bons cubos e Aros e ao preço destes Aros até me metia num Setup 50mm atrás e 38mm á frente, se não gostasse de certo vendia para quem quizesse montar umas Rodas com os 38 ou 50mm.
Boas
Quanto aos calços, tenho lido que as performances variam muito com a pista de travagem das respectivas jantes, parece que as "borrachas" da Corima nesse aspecto são as mais polivalentes (ainda por cima agora cada vez se vê mais fabricantes a "inventarem" na zona das pistas de travagem, como usarem Kevlar nas mesmas), só é pena serem carotas (mas também as mais leves).
Quanto á montagem das rodas também penso (e também influenciado por "debates" sobre o assunto noutros foruns), que o ideal neste momento e principalmente para as nossas estradas (dependendo da carteira de cada um , obviamente) que a melhor solução é fazer uma montagem do tipo jante chinoca (e atenção que aqui tanto se pode ter umas razoaveis como umas bem boas, dependendo do construtor). Lá fora muita gente se tem queixado de jantes de gama alta partidas e que depois para as arranjar têm de dispender outra fortuna, e por isso muitos têm optado por mandarem fazer ou costruir umas chinocas para treino, e muitos têm até acabado por as usar depois não apenas nos treinos.
Nogeueira.nuno, as que estou a pensar construir vão ser exactamente 50 atrás e 38 frente, mas também mandei vir um 38 para mais tarde montar uma traseira.
Só por curiosidade e para ficarem a pensar um pouco, se uma Zipp partir a jante anda á volta de 750€ (lá fora), uma chinoca já se sabe mais ou menos :), e dependendo da chinoca, mesmo sendo um pouco mais caras que algumas, são sempre mais baratas que na Fastforward (cerca de 350€ por uma) e outras afins, sendo que quem fornece a FFWD e essas afins é a Gigantex, e estas são as tais que se arranjam um pouco mais caras que as normais chinocas, mas com um pouco mais de qualidade e por um preço bem mais em conta.
Peço desulpa pelo offtopic Duchene.
Atenção que os aros altos só cá vieram ao barulho porque a Edge faz aros de perfil alto, em carbono, para clincher e com um peso aceitável. A minha ideia continua a ser um clincher de perfil baixo e tudo o que forem montagens com tubular estão fora de questão pelas razões que já enumerei antes.
Quanto aos aros chinocas, já tinha tido oportunidade de falar isso com um dos colegas da compra de grupo. Não tendo nada contra essa solução, uma vez que também uso carbono chinês aqui e ali, ainda sou algo renitente a confiar no trabalho das empresas orientais menos conhecidas, neste tipo de componentes onde uma falha pode ter consequências complicadas.
rotiv1959
14-09-2010, 13:18
, ainda sou algo renitente a confiar no trabalho das empresas orientais menos conhecidas, neste tipo de componentes onde uma falha pode ter consequências complicadas.
Boas Duchene,
A maior parte das marcas conhecidas compram a empresas chinesas e as de componentes de ciclismo (principalmente carbono) limitam-se a colocar o nome.Por exemplo as rodas RCZ são lá fabricadas. se se partir uma, eles não têm problema em substituir porque ficam ao preço da chuva!!! a maior parte das marcas têm lucros, quando lançam os modelos, de mais de 500%!!! Para teres ideia um aro de 50mm para eles saem a 50 euros o par, se encomendarem mais de 100 unidades!!! é verdade!!. há pouco tempo contactei uma empresa chinesa que fabrica componentes em carbono, para comprar suporte de bidons EM CARBONO, para colocar publicidade, sabes quando custava cada um, se encomenda-se 200 unidades? saiama 5 euros, gravados!!!! estavam a fazé-los para a Specialized. A quanto aparecem á venda? nunca menos de 25 euros, por baixo " e de uma marca rasca"!!!Por isso, se houver falhas, nem se chateiam, trocam sem hesitar!! e nós ficamos todos contentes: garantia 5 estrelas!!!
Repara, além de conhecer o funcionamento das economias de escala orientais, não tenho dúvidas nenhumas que a garantia funciona. E que eles trocam sem hesitar. Mas se uma grade de bidão se partir, além do aborrecimento e eventualmente de um bidão perdido, a coisa fica por aí. A descer o Velão ou Senhora da Graça se um aro em carga partir, o cenário pode não ser tão bonito. E portanto, não censurando nem questionando as escolhas quem já fez ou irá fazer milhares de quilómetros sem qualquer tipo de problema com aros nestas condições eu, pessoalmente, prefiro manter-me dentro de uma determinada zona de conforto, mesmo que isso implique pagar mais ou andar com um par de rodas mais pesado.
Até porque, como já referi, no meu caso as rodas serão para voltas longas, em autonomia, situações em que a fiabilidade deverá ser priorizada.
rotiv1959
14-09-2010, 14:46
A descer o Velão ou Senhora da Graça se um aro em carga partir, o cenário pode não ser tão bonito. .
Tens razão amigo mas isso pode passar com qualquer roda por muito bem construida que esteja Mavic, Zipp shimano etc
vê o que passou com estas Mavic R-Sys!!!
Nota: Podes apagar este offtopic, para não estragar este teu topico.
http://img838.imageshack.us/img838/7848/mavicrsystourdownunder.jpg
Boas pessoal,
Atenção que a "1ª fornada" de Mavic R-Sys foi recolhida pela própria Mavic devido a falhas de concepção.
Boas pedaladas
consciouness
14-09-2010, 17:57
Duchene, cuidado com o material muito leve. Não te esqueças do teu peso. É só um aviso, verdadeiro. Não entres em loucuras, só pelo peso.
Nada disso!
Se fosse pelo peso, andava a ver cubos M5, C4, Extralite e companhia. Neste momento ando a ponderar entre os Tune MIG/MAG, os Chris King R45 e os DT240s ou seja, tudo cubos para fazer montagens na casa dos 1300g/1350g o que já me deixava satisfeito.
Não me adianta fazer um par de rodas de 1150g e depois andar com elas feitas num 8!
Quanto ao peso da bicicleta em si, é complicado ser um weightwennie quando se começa com um quadro de 1300g! Para já acho que consegui um simpático equilíbrio entre o moderadamente leve e o minimamente resistente...
E aqui está o desfecho esperado na questão da pedaleira KCNC.
Depois do envio da pedaleira danificada para a Fizzbikes, foi-me dito que o representante estava de férias, portanto só a meio de Setembro é que a pedaleira poderia ser analisada.
Assim foi, e a resposta do distribuidor francês chegou há uns dias, embora só agora poste aqui. Concluíram que foi falha do material e que por isso iam considerar uma garantia normal, assumindo a substituição.
No entanto, e como tinha ficado previamente acordado com a Fizzbikes, eu não tinha interesse em reaver a pedaleira uma vez que já estava servido nesse aspecto. Como tal foi-me creditado o valor da mesma na minha conta, o que encerra assim o capítulo referente à KCNC. O período de férias é sempre complicado para tratar destas coisas mas, mesmo assim, considero que tudo se resolveu de forma relativamente célere e correcta. Alheio a esta apreciação não é naturalmente o facto de eu já estar novamente servido e de a pedaleira não me estar a fazer falta.
Assim, já tenho uma pequena ajuda de lado para a compra do meu ninho privado de vespas furiosas. ;)
--
Quanto à BMC, são já 3200Km este ano, contando que no último mês foi complicado fazer quilómetros dado o gigantesco volume de trabalho que me veio parar às mãos. Em 3 semanas devo ter dormido 2x acima das 4 horas o que naturalmente se reflecte no desempenho em cima do selim e na disponibilidade para pedalar.
Agora é a metereologia a fazer das suas, portanto vai ser tempo de fazer uns pequenos ajustes. Decididamente a fita branca não me enche as medidas, e portanto tanto a fita como os cobre manetes serão trocados para preto, na busca do ar mais discreto possível.
tranquilo
07-10-2010, 10:11
Ainda bem que correu tudo bem! Mas o pessoal anda deserto para para ver umas fotos de pormenor da bicicleta! Na minha opinião está aí um projecto muito bem pensado e construído numa marca que tem algumas das mais bonitas bicicletas da actualidade.
Abraço
Work in progress.
http://img87.imageshack.us/img87/3825/acblack.jpg
Acabei por não ficar convencido pelo conjunto de fitas+cobre manetes em branco, por isso voltei à forma que mais gostei de ver ao longo das (muitas) versões do cockpit da BMC. Talvez por existir agora no mercado um excesso de peças coloridas para os detalhes, acabo sempre por contrariar a tendência generalizada e voltar à minha ideia inicial de ter a BMC o mais discreta possível. O quadro não precisa de mais competição, uma vez que fala por si, e ganha um destaque ainda maior estando rodeado por periféricos mais sóbrios.
A fita é da Mavic (sacrilégio) mas gostei bastante do toque e do facto, visível na foto, do verso ser em silicone e não em adesivo como nas fitas tradicionais. Isto permite posicionar e reposicionar a fita as vezes que forem necessárias o que, para um paranóico da simetria como eu, dá imenso jeito.
Os cobre manetes são o complemento que faltava uma vez que, ao contrário do normal, eu comecei com os cobre manetes em branco que vinham no kit das manetes, comprei novamente branco quando destruí os primeiros numa queda e, no final de contas, acabei por comprar os pretos!
Há 2 meses que não tenho praticamente tempo disponível (ainda nem consegui escrever a crónica da aventura no Douro!) e por isso fotos a sério vão ter de ficar para um Domingo chuvoso qualquer, já que os outros, os solarengos, são para pedalar. Pode ser que nessa altura já tenha uma ou duas novidades na montagem...
tranquilo
14-10-2010, 20:07
Já tinha dito que acho a tua bicicleta um espectáculo. Muito bem pensada mesmo.
Já agora, a versão do cockpit que pessoalmente mais gostei foi com fitas em preto e cobre manetes em branco. Se bem que em preto não ficam nada mal.
Mas não resisti em escrever que também reparei que não são só as fitas que são da Mavic pois não? ;)
Abraço
tambem reparei nisso....mavic aksium race??e o modelo antigo??...aposto que isso e um regredir para um futuro explosivo..o que vem ai??
abraço
Também acho que os cobre manetes brancos ficavam melhor... Cortavam um pouco todo esse preto... Mas também fica impecável.
Relativamente às rodas, também tenho a opinião do João... Deve vir aí alguma coisa ;)
Vocês não deixam passar nada. Por acaso era para cortar a foto pelo pneu mas decidi soltar um pouco a lebre. Na verdade coloquei as Aksium para ver o efeito de uma roda toda preta na bicicleta, uma vez que será essa a montagem que mais tarde irá equipar a BMC. O efeito é muito porreiro! Tenho pena é que os CX-Ray só tenham metade da largura e portanto um pouco menos de impacto no conjunto, mas mesmo assim ficarão muito bem.
As Shimano continuam por cá e as Aksium serão para seguir com a B'Twin, arranje eu tempo para a preparar para a venda.
Quanto à foto, preto nunca é demais, aliás, se pudesse, teria a versão Hublot da BMC:
http://www.perfectlounge.ch/wp-content/uploads/2009/07/bild-92.png
Ou então uma qualquer Parlee em full black!
Embora concorde que a versão do guiador com os cobre manetes em branco também fica catita, o lado negro teve mais apelo e, portanto, teremos de ir por aí...
paradawt
15-10-2010, 09:40
Se eu pudesse tb tinha uma cabra nessa cor :D Depois com fato preto, calçado preto, óculos pretos e capacete preto parecia o Ghost Rider ;)
Deixa ficar em preto. Torna-a mais discreta! Fica muito bem assim sem dúvida!
Figueiredo
15-10-2010, 09:59
Já pensei quando o meu quadro começar a ter umas mazelas fazer-lhe uma pintura nesse género "Full Black" são gostos...
nogueira.nuno
16-10-2010, 19:13
A BMC é sem duvida das Bikes mais bonitas de estrada para mim e no momento.
Eu adoro a Impec deles, é mesmo impecavel aquele Look, espero que no proximo fim de semana haja alguma por Santarém :)
BTT especialmente :)
http://img839.imageshack.us/img839/2343/acmichelin02.jpg
Quase 6000Km de aventuras depois, está na hora de trocar o pneu traseiro.
O Krylion portou-se fantasticamente ao longo do último ano, aguentou os meus 90 quilos, os maus tratos de todas as estradas secundárias que cruzou, o paralelo e até a gravilha em alguns troços. Tudo isto sem furar uma única vez!
Sexta-feira na inspecção pós lavagem, reparei que já havia uma pequena porção de tela à mostra e por isso estava na altura de trocar. Provavelmente ainda faria mais uns 500Km assim, mas nestas coisas prefiro antecipar a troca do que depois ter de andar a reparar furos a 100Km de casa, sem necessidade.
http://img137.imageshack.us/img137/67/acmichelin03.jpg
Aqui, além das fibras nota-se o tipo de dano mais comum no pneu: Os pequenos cortes.
Em Julho, e tendo em conta que este já tinha o perfil praticamente quadrado, já tinha mandado vir um suplente.
http://img264.imageshack.us/img264/7838/acmichelin01.jpg
O perfil quadrado, causado pelo desgaste, é bem visível...
Com um pouco de água e sabão, em menos de nada estava de novo pronto para mais aventuras!
A 25 euros e 242g por pneu estou plenamente satisfeito com a protecção e segurança que já demonstraram. Dão-me, por isso, total confiança para enfrentar as maluqueiras que planeio.
O pneu da frente, pelo aspecto rigorosamente impecável ainda deve fazer pelo menos mais 2000Km a 3000Km o que torna a sua longevidade excelente.
fogueteiro
25-10-2010, 09:28
Comprei, há tempos, dois pneus desses e partilho a opinião que são excelentes. Para mim, o melhor que por aí anda. Quando precisar de trocar novamente, já não terei dúvidas. Sempre fui fã da Michelin, mas agora ainda mais.
Burning Dogma
25-10-2010, 10:09
Bem, quadrado é favor! Esse pneu está completamente espalmado!:eek: E eu que pensava que os Pro Race gastavam muito no centro. O pneu nesse estado não se torna perigoso para curvar?
Sabes que eu não sou propriamente um peso pluma e depois isso nota-se... :-D
Mas até ver, não apanhei sustos com ele. É claro que não ando propriamente a fazer corridas, mas de facto não senti um degradar de propriedades nem tive especial cuidado na condução. Quer a rolar quer a curvar. Acredito, naturalmente, que se torne menos eficaz quando apresenta este tipo de desgaste, especialmente com o aumento da velocidade e em piso molhado. Mas como a minha velocidade é sempre moderada para apreciar a paisagem e não saio para a estrada com chuva, vou estando um pouco imune.
Mesmo quando fui ao tapete há uns tempos foi o pneu da frente que se baldou, muito por culpa da areia e da má avaliação do piloto. Ainda assim lembro-me perfeitamente que se tentou agarrar até à última...
Gosto muito da tua BMC mas dá uma vista de olhos nesta:
http://weightweenies.starbike.com/forum/viewtopic.php?f=10&t=75502
:)
És um malandro António! :D
Por acaso já conhecia, não tivesse eu corrido quase todos os tópicos sobre BMC de diversos fóruns internacionais para estudar soluções, combinações estéticas e técnicas e para mirar as belas máquinas que se conseguem montar com esta interessante base que é qualquer quadro BMC.
No entanto esse é um projecto um pouco mais estratosférico que o meu uma vez que só o quadro SLR, que veio substituir o meu, pagaria a minha bicicleta incluindo os próximos upgrades (rodas e travões).
Considero-a fantástica e seriam poucos os pormenores que mudaria. Algumas das soluções estiveram mesmo na minha lista de hipóteses de compra: Grades de bidão da Tune, os TRP e o kit da 3T.
No entanto por diversas razões acabei por não optar por estes componentes o que não significa que ali funcionem impecavelmente.
E a tua lindíssima celeste? Como se tem portado na luta?
A maior luta tem sido com a Scott mas já lacabou de levar um par de upgrades. Os últimos. Já estão no tópico.
Em termos estéticos a tua BMC não fica atrás daquela :)
http://img695.imageshack.us/img695/9914/acwonder.jpg
Tenho a impressão que, nos próximos dias, duas pessoas do "nuôrte" ficarão bastante contentes... :cool:
Onde está o wally?
joaoosilva
24-11-2010, 19:48
Começa por T tem um R no meio e acaba em P ? :) Nunca tive oportunidade de te dizer mas a tua bicicleta está fantástica!
Abraço
Obrigado pelo elogio, estamos a tratar de a por ainda melhor.
Podia ser um TRP, mas é ainda mais minimalista... :D
joaoosilva
24-11-2010, 20:07
OK ! Então para bom entendedor "zero" palavras bastam! :) será? :)
Não, não encomendei nada do Ciamillo... :-D
Mais cinco dias e já ficamos a saber o que aí vem!
joaoosilva
29-11-2010, 18:29
Ok, então já chega de mandar bitaites...e aguardar para ver! :)
Abraço
Meine eigenen tasche brücke...
http://img97.imageshack.us/img97/649/acm5brams.jpg
E eis que, libertos da neve que congelou a Europa central e atrasou todas as entregas... chegaram hoje os meus novos travões! Eram um desejo antigo para a BMC e tive agora a oportunidade de o concretizar reforçando o carácter industrial e cru desta montagem. Uma palavra de agradecimento ao Nuno por me ter apresentado os M5 e por ter alimentado o bichinho de ter uns. Só é pena agora existirem pelo menos dois pares destas raridades em Portugal! :cool:
Como uma avalancha nunca vem só, em simultâneo chegou também uma nova aquisição vinda do Japão que revelarei em breve, assim que estiver no sítio.
Agora é tempo de fazer a instalação das novidades com toda a calma até porque não devo andar este fim-de-semana na estrada.
Mas as novidades não se ficam por aqui: de um pequeno atelier artesanal na Saxónia, a fantástica terra dos castelos, cavaleiros e lendas medievais germânicas, saiu, na terça-feira a minha prenda de Natal. Se a neve europeia e a chuva portuguesa permitirem, o encontro do Porto será o baptismo de uma BMC com alma renovada.
E assim, pé ante pé, estamos a 2 etapas de concluir a visão que preconizei para a BMC, que certamente me irá acompanhar durante os próximos milhares de quilómetros!
Bons passeios!
paradawt
09-12-2010, 16:32
Devia estar nos regras no fórum uma alínea que proíbisse os users de colocarem posts que deixem os outros debaixo de grande ansiedade :)
Está a ficar fantástica mesmo. Que projecto único. Dá gozo ver nascer um projecto assim.
Cumprimentos.
rotiv1959
09-12-2010, 16:54
Só é pena agora existirem pelo menos dois pares destas raridades em Portugal!
Aponta mais um!!! Bela escolha!!
eu também estou à espera de um par de travões desta marca para o projecto que estou a desenvolver com um quadro de carbono da"MAXXY". Só que tive sorte vou comprar em França a um amigo que, imagine-se não gostou deles!!
A tua bicicleta está cada vez mais unica e fantastica!!
Fica então a faltar mais um para formar os 4 cavaleiros do apocalipse! :-)
De facto utilizadores mais leves tendem a queixar-se da falta de progressividade dos travões e por isso acabam eventualmente por os trocar pelos ZG, EE ou TRP.
O que compraste são os que estavam à venda no fórum do weightwennies? Ainda olhei para esses, mas acabei por juntar mais umas coroas e mandar vir uns mesmo novos. Manias...
rotiv1959
09-12-2010, 17:15
Ainda não sei o modelo nem o preço final porque como disse comprei a um amigo qeu está em França que nunca os utilizou por não gostar do aspecto "bruto/tosco"!!! eu não acho nada!!!
paradawt
09-12-2010, 17:40
Fui bisbilhotar o site que está na caixa da imagem que colocaste.
Se é os que eu vi, agrada-me imensoooooooo!
fogueteiro
10-12-2010, 08:17
Ò André,
queira o s. Pedro que o passeio se realize... para confratenizarmos e batizarmos a tua máquina. Tens que levar uma garrafa de Champgne amarrada com uma guita para a inaugurar;););):D. Quer dizer... vais deixar o pessoal a ver somente a caixa até ao dia 19/12? A isso eu chamo crueldade!!!:D
nogueira.nuno
13-12-2010, 11:47
Boas,
AHHH, finalmente e parabéns agora que chegou finalmente pela compra, e o que dizes deles, são mesmo lindo não são?
Não sei se já testaste mas como disse, com as pastilhas certas são 5 estrelas.
Desculpa ainda não ter respondido á PM, queria falar tanto sobre ela que não tive ainda muito tempo para isso, a ver se é agora.
Nuno: Obrigado pelas respostas na PM, que devolverei em brave. :cool:
Os travões são de facto qualquer coisa de diabólico. Tinha algum receio de como iriam ficar à frente uma vez que a forqueta é de linhas algo delicadas, mas o resultado provisório é bastante atractivo.
Ainda não os instalei porque vou renovar toda a frota de cabos e espirais. Portanto só mesmo no fim-de-semana é que devem ser testados. Mas já apontei um ao sítio e os primeiros apertões na manete comprovaram que são de uma rigidez assinalável!
Vamos ver como se comportam nos grandes desafios que os esperam nos próximos tempos!
http://img249.imageshack.us/img249/8616/acws80togo.jpg
Uma última viagem de 500km por minha mão fechará um excelente ano de aventuras na companhia das Shimano RS80 e marcará um novo reinado por estas bandas...
http://img522.imageshack.us/img522/7453/acnatal.jpg
Será que fica tudo pronto a tempo?
Man_In_Blue
15-12-2010, 20:52
duchene és f**** (estou a brincar) não mostras nada ao pessoal... No domingo vou tirar fotos à tua bike e vou por aqui pra toda a gente ver :p
Eu? Até mostrei demais!
Só nessa foto conseguem-se descobrir 2 características vitais do componente em questão!
E também não quero estragar a surpresa...
Só nessa foto conseguem-se descobrir 2 características vitais do componente em questão!
A pressão máxima é de 10 bar e os aros foram fabricados na Malasia :)
Mas as letras vermelhas nos aros também nos fazem lembrar a DT Swiss. Não era o que ficava bem numa "rebelde helvética"?
:cool:
Estava a falar da segunda foto que são as novas! As "malaicas" da primeira foto, a esta hora já estão no Alentejo, prontas a fazer uma vida mais tranquila.
Quanto ás novas, apesar de serem para uma rebelde helvetica, desta feita fui buscar alguma inspiração à Bélgica e um núcleo duro feito do outro lado do Atlântico...
Boas
Peço desculpa pela ignorância, mas como podemos saber a partir desta foto que a pressão máxima é 10 bar e que os aros foram fabricados na Malásia ?
Estou a referir-me à 2ª foto.
Obrigado
Filipe
Ok, já percebi que essa informação colocada pelo Alnm era relacionada com a 1ª foto.
AS desculpas pela "baralhação".
Abraço
Filipe
joaoosilva
16-12-2010, 18:33
Boas Duchene
A bike esta mesmo a pedir umas EASTON...:) em relação aos M5, ( não leves a mal nem me pediste a opinião) mas não gosto muito, só tive a oportunidade de ver em fotos mas têm um design demasiado "bruto" para o meu gosto, aquela forma redonda não " me gusta " :)
Não sei se conheçes estes, mas quando falaste em minimalista e já que não eram os TRP nem Zero G ainda pensei nestes: http://www.eecycleworks.com/eebrake.html
Também têm um look bem cru e industrial e segundo eles um poder de travagem excelente.
Abraço
Os cubos easton não são certificados para levar porrada de um tipo de 90 quilos em estradas secundárias... São bonitos, mas fica-se por aí. :D
Aliás, à primeira vista as rodas novas até são bastante banais, mas como disse o artesão que as montou: "I know, radial/3x looks much better but, in first place, my wheels are for riding". Esta frase resume toda a filosofia que suportou a montagem.
Quanto aos travões, naturalmente é uma questão de gosto pessoal. Como disse os EE também foram considerados, mas face ao gigantesco número de pivots e ao ar algo "retro classic" ficaram de fora da equação. No entanto não deixam de ser uns excelentes travões, que seguramente fariam qualquer um feliz. No meu caso, os M5 e o tal lado bruto e industrial fizeram-me mais feliz um pouco e, por isso, foram os escolhidos.
Por ora estamos na complicada fase do cable routing... como sou um pouco paranoico com as simetrias, curvas, contacto entre espirais, logotipos das espirais, e afins, perco horas nesta etapa aparentemente simples, mas que de linear não tem nada. Até porque, depois de cortar, não há volta a dar!
http://img225.imageshack.us/img225/7773/accable.jpg
Falta terminar, fitar, afinar travões e mudanças e fazer o teste de estrada. Vamos ver se ao fim de um mês e pouco ainda sei andar de bicicleta de estrada!
joaoosilva
17-12-2010, 15:34
Desculpa n reparei q tinhas falado na possibilidade dos EE, em relação as EASTON foi meio na brincadeira numa de a tornar cada vez mais à semalhança das da equipa BMC :)
Abraço e bom trabalho ai pela oficina! :)
super.byke
19-12-2010, 21:42
Eu já vi as rodas... e são fantásticas... também quero umas... :( mas faltam-me os a€rios ;) .... pelo menos para já....
pedrorocks
20-12-2010, 00:09
Vi hoje esta maquina! está brutal !!!
Vê-la ao vivo é melhor que nas fotos, grande máquina que tens ai.
Obrigado a todos pelas simpáticas palavras. De facto penso que acabou por ser mais interessante verem as rodas e os novos upgrades ao vivo. No entanto não foi só do lado da BMC que se viram coisas engraçadas...
http://img828.imageshack.us/img828/5299/acking.jpg
[Ficha técnica:]
Aros: No Tubes Alpha 340 Tubeless / Clincher (24F/28T)
Raios roda frente: Sapim Superspokes
Raios roda trás: Sapim Race lado cassete, Sapim Superspokes lado oposto cassete
Cubos: Chris King R45 em preto
Cabeças de raios Sapim Polyax Alu em preto
Enraiamento: 2x frente, 2x trás
Peso final: 1289g
Com as recentes alterações, a BMC desceu para os 7184g de onde já não deverá baixar muito mais. Os próximos upgrades deverão anular-se em termos de peso ganho, peso perdido pelo que o resultado final não andará longe destes valores, que considero excelentes dado a robustez geral do conjunto.
Os próximos milhares de quilómetros permitirão aferir se estou certo ou não...
duchene desculpa o abuso mas mete ai fotos desse canhao de corpo inteiro :) ainda nao mostraste o "pacote todo" e estou com muita curiosidade de ver serio..pena nao ter ido ao encontro :(...
abraço
De facto penso que acabou por ser mais interessante verem as rodas e os novos upgrades ao vivo
:mad::mad::mad::confused::confused:: Coloca algumas fotos para todos podermos ver
Na primeira página do tópico já está colocada uma foto actual. Numa próxima volta faço fotos mais detalhadas...
Quanto aos upgrades mais recentes:
Travões M5
http://img515.imageshack.us/img515/464/acbrams.jpg
Os travões M5 são, de facto, qualquer coisa de especial. Multiplicação de força aparte, a sensação que transmitem é que estamos a apertar o aro directamente com uma garra hidráulica e não com com um sistema diferido de cabo e manete. O travão da frente tem uma flexão praticamente nula e o travão de trás apresenta uma flexão semelhante à que experimentei num travão da frente convencional shimano, equipado com cabos nokon. Ou seja, muito reduzida. Para isto contribui naturalmente a espiral que é um verdadeiro tanque e que, por isso, exigiu horas de preparação antes dos cortes finais!
A travagem é sólida, e muito muito positiva com as mãos no topo das manetes que é como ano 98% das vezes. Como sou pesado (90Kg) a progressividade e modelação são dadas pelo meu próprio peso. Com as mãos nos drops é muito fácil colocar a roda de trás a derrapar e levantar a bicicleta com o bloqueio da roda da frente. No entanto, ciclistas mais leves tendem a não gostar do comportamento tão directo destes travões precisamente porque se transformam num poderoso interruptor on/off quando confrontados com menos massa para abrandar.
Comportamento à parte, esteticamente resultam perfeitos neste projecto e são ainda mais bonitos ao vivo do que nas fotos.
ZTR, King e Superspokes
http://img703.imageshack.us/img703/347/acpavement.jpg
Esta fotografia resume de forma exemplar o porquê da escolha das rodas ter demorado mais de 6 meses...
Adquiri este fantástico vício de traçar as rotas que faço longe das estradas principais, com incursões nos mais inusitados troços de estrada isolada que, não raras vezes, se apresentam neste estado. Fendas no alcatrão, buracos e até ramos e paus.
Juntemos a este cocktail um ciclista pesado e temos condições muito particulares que exigiram um par de rodas também ele especial, principalmente porque teriam em consideração o factor peso. Poderá parecer um contra-senso procurar umas rodas leves para condições agrestes uma vez que umas rodas 32/32 com enraiamento 3x seriam perfeitamente à prova de bala. Pois, mas se posso arrastar menos 800g montanha acima, porque não? Aliás, era esse um dos pressupostos iniciais: Construir um clincher pensado para subir uma vez que, apesar de o fazer em câmara lenta, o que mais gozo me dá nas minhas voltas é enfrentar subida após subida, em busca das óbvias recompensas cénicas que se escondem no final de cada grande ascensão.
O cuidado que foi posto na montagem é evidente desde logo na roda da frente. Poderia ter optado pelo convencional enraiamento radial que tão em voga está agora. No entanto este apresenta 2 características que, para mim, eram problemas: Coloca um stress desnecessário nas flanges do cubo uma vez que o impacto é transmitido de forma directa e perpendicular desde o aro, via raio, até ao cubo e, consequência desta primeira, são rodas menos confortáveis sujeitando portanto todo o conjunto a esforços muito maiores quando submetidas a repetidos impactos, como é o caso das estradas negligenciadas por onde ando.
Assim, com um enraiamento 2x os raios ficam a exercer força tangencial no cubo, o que distribui as forças de uma forma menos agressiva.
Os raios escolhidos foram os novíssimos SuperSpoke da Sapim. Destinados a ocupar o topo da gama Sapim são basicamente os CX-Ray com uma secção mais fina, antes de sofrerem o processo que os tornaria num raio em lâmina. São por isso raios altamente resistentes à fadiga, extremamente leves e que comportam uma característica que neste caso é muito apreciada: São raios "maleáveis". Ou seja, ao contrário dos Laser ou dos Race que são raios mais rígidos (também pela sua maior secção) os CX-Ray e agora os SuperSpokes, são raios que têm um pouco mais de flexão nas mesmas condições de tensão.
Ora a minha opção foi no sentido de obter a roda mais confortável possível mas que fosse isenta de torção negativa. Entenda-se, nada de tocar nas pastilhas de travão quando forem sujeitas a torção quer do pedalar quer do curvar.
E na estrada comprovei ontem, com uma selecção de troços extremamente degradados (quem conhece a N224 entre Arouca e Castelo de Paiva sabe do que falo), que estas rodas são algo enigmático. Fiquei com a mesma sensação que tive quando montei as rodas equipadas com CX-Ray na bicicleta de BTT: agora tenho suspensão nas rodas!
De facto, a bicicleta tornou-se notoriamente mais confortável! As pequenas irregularidades são filtradas de uma forma impressionante e mesmo nos grandes impactos existe uma segurança a manter o controlo que supera o que já tinha experimentado anteriormente. Isto reflecte-se também na reduzida agressividade que agora é transmitida ao guiador com o consequente aumento do meu conforto ao longo dos quilómetros.
O reverso da medalha seria, poderá assumir-se, uma roda demasidado flexível. Mas tal não acontece. Nos troços de descida que ontem apanhei a seco, especialmente a descida da Freita, notei a mesma resposta positiva que tinha com as Shimano. A frente não ficou hesitante e mantém as trajectórias sólidas a curvar.
http://img819.imageshack.us/img819/3774/acwheel.jpg
A mesma filosofia foi aplicada atrás, e aqui é que residia o verdadeiro teste de fogo. A roda de trás sofre duas forças adicionais relativamente à roda da frente: A torção assimétrica causada pela pedalada e a pressão adicional colocada pelo constante peso do ciclista.
Aqui a questão da torção foi resolvida com a colocação de raios Sapim Race do lado da cassete, no sentido de tornar a roda mais sólida. De igual forma o lado da cassete, devido ao ângulo dos raios ser menor, exige tensões maiores o que reforça ainda mais a necessidade de colocar um raio mais robusto. Do lado oposto voltaram os Superspoke e, pelos mesmos motivos da roda da frente o enraiamento foi a dois cruzamentos quer do lado da cassete quer do lado oposto.
O resultado correspondeu exactamente ás expectativas. Ontem encontrei por mais que uma vez a situação que normalmente fazia as Mavic tocar nas pastilhas de travão: Uma pequena rampa feita com duas mudanças mais pesadas do que o normal. Normalmente isto seria suficiente para, nas pedaladas mais sólidas, fazer a roda torcer demasiado. Com as ZTR isso não aconteceu e portanto nesse departamento cumprem com distinção os requisitos.
Ou seja, o resultado final não foi um par de rodas incrivelmente rígido até porque isso seria prejudicial à luz do que referi no início deste bloco de texto. O objectivo era fazer umas rodas suficientemente rígidas para não causarem incómodo mas, a partir daí, procurar tanto quanto possível o conforto.
Resta aferir a qualidade da montagem. 500Km volvidos, sendo que mais de 150 foram realizados em condições bastante adversas em termos de pavimento (cumulativamente foi das voltas em que apanhei piso em pior estado), as rodas estão exactamente como no dia em que saíram da caixa, em termos de desvio ou empeno.
O pré-tensionamento, esforçamento e re-tensionamento foram correctamente realizados na fase de montagem, conforme o esperado, e por isso não existirá certamente necessidade de as afinar nos próximos tempos. Afinal de contas é precisamente neste detalhe que se distingue uma boa montagem artesanal de uma montagem realizada por máquinas como no caso das rodas de série.
Uma última palavra para os cubos. Foi talvez o componente que demorou mais tempo a escolher, e a luta foi acérrima até ao final. O coração estava completamente rendido aos Phil Wood, mas a razão (de serem demasiado pesados) acabou por ditar a escolha dos Chris King como cubo à prova de bala a utilizar nesta montagem.
Com 0Km de rodagem era notório o arrasto já que em roda livre a cassete tinha tendência a rodar também. Mas logo na primeira saída para a estrada os vedantes dos rolamentos encontraram a sua posição definitiva e agora os cubos estão perfeitamente soltos. O novo anel de engate em titânio significou uma redução substancial do tradicional barulho "vespas enfurecidas" presente no anterior modelo de estrada, característica que me agradava de sobremaneira, mas não se pode ter tudo.
Daqui a alguns anos farei a respectiva análise da longevidade. Afinal de contas foi por isso que os Chris King ganharam um lugar nesta montagem!
Agora entramos em velocidade de cruzeiro nos upgrades à BMC. No horizonte estão para já apenas os pratos da Rotor, assim que seja possível encomendar o modelo de 2011, um parafuso aqui e ali e pouco mais.
98% do projecto está concluído e reflecte na perfeição aquilo que imaginei quando a odisseia começou.
Resta aproveitar cada oportunidade de 2011 para continuar a surpreender os habitantes de algumas terriolas perdidas nas serras com a visão de um maluco solitário em cima de uma bicicleta esquisita. :cool:
nogueira.nuno
01-01-2011, 13:30
Parabens pelo projecto, sem duvida bem pensado ou imaginado como falas :)
Nao basta apenas comprar, isso qualquer um faz, agora saber o que comprar como aqui fizeste e que e de merito.
super.byke
01-01-2011, 13:36
Duchene, pude comprovar no encontro que tens uma bike espectacular. Parabéns pelo projecto.
Obrigado por partilhares os teus conhecimentos/investigações, pois é da partilha que se consegue o aumento do conhecimento geral.
até um dia destes por estas estadas do Norte :D
ta 1 bom projecto sim . . . por acaso tb ando a montar a minha, depois faço 1 post . . . agora, se me permites, gostava de te fazer 3 perguntas, pois desconheço esses travoes
1-quanto pesam ?
2-quanto valem ?
3-onde se arranja ?
abraço
@nuno e super.bike
Obrigado mais uma vez pelas calorosas palavras. De facto tento colocar uma pitada de razão em toda a emoção das compras e até agora tem resultado. Além do mais, como já referi várias vezes tive uma espécie de epifania quando comprei o quadro e por isso já sei quase sempre o que se vai seguir, o que me deixa algum tempo para reflectir nas compras.
@zanzas
Podes encontrar o peso na lista detalhada na primeira página deste tópico e as restantes informações que procuras no site do fabricante: M5 Ligfietsen (http://www.m5-ligfietsen.nl/site/EN/_m5__Lightweight_bike_parts/M5-side-pull-brake)
ok, tks duchene . . . sorte com a tua miuda
fogueteiro
01-01-2011, 18:01
André,
fiquei com muita pena de andar demasiado ocupado no encontro com as condicionantes inerentes à "organização" e preocupado com os mais atrasados, que nem pude apreciar a tua máquina mais em pormenor como queria. Embora eu tenha uma filosofia diferente sou um apaixonado e apreciador do material velocipédico, e tenho muita pena de não ter apreciado mais os pormenores, mas pelo "canto do olho" deu para ver que tens aí uma máquina de sonho. Aproveita-a ao máximo se possível pelos caminhos de interior, por são neles que verás as vantagens do teu investimento. Só o quadro... é uma obra de arte.
tranquilo
04-01-2011, 17:54
Montagem sensacional mesmo! Esteticamente só não gosto muito dos travões, fora isso, está mesmo fantástica! Na minha opinião aí ficava a matar, de longe, uns Negative G personalizados. Mas quem sou eu para te estar a mandar bitaites, tu é que sabes do que gostas não é? ;D
Desculpa o offtopic mas andava a pensar montar umas rodas (para daqui a uns meses talvez) e a minha escolha de aros são precisamente esses Stan's por serem mesmo muito leves. Queria saber a tua opinião sobre os mesmos e as principais diferenças que notaste em relação às rodas Shimano se for possível, pois são um bocado caros quando comparados com a concorrência (se bem que a concorrência nem se aproxima desses pesos).
Um forte abraço e boas voltas.
Os NG, apesar de serem uns travões de topo, foram descartados ao mesmo tempo que os ZG por não me encherem as medidas esteticamente. É de facto complicado superar o minimalismo funcional dos holandeses. E como a cabeça sempre esteve nos M5...
Quanto aos aros, se achas os ZTR caros, sempre tens a possibilidade dos Kinlin XR200. Descartei-os essencialmente pelo facto de não serem preparados para tubeless, uma vez que acredito que nos próximos tempos venham a existir interessantes evoluções neste campo, tal como aconteceu no BTT.
Das dezenas de aros que analisei, os ZTR provaram ser de facto a melhor escolha entre peso/características e fiabilidade (esta última extrapolada dos aros de BTT). O único contra que lhes encontro é a fraca disponibilidade de furações reduzidas para malta mais leve, embora para mim o 24/28 tenha sido perfeito já que a King só faz cubos de estrada até ao mínimo de 20 furos.
As principais diferenças notadas para as Shimano prendem-se mais com os raios (a questão da souplesse que referi na análise) do que com o aro em si. Noto que as rodas são ágeis e aceleram com extrema facilidade, no entanto não consigo quantificar a melhoria uma vez que o aro das Shimano já era sub-400g e portanto muito próximo do peso deste. Em termos de flexibilidade, não é notória (embora naturalmente deva existir, dado ser um aro de perfil baixo) e por isso está dentro da minha tolerância.
Burning Dogma
05-01-2011, 10:35
Duchene, um pouco de OT, que lente usaste para a primeira foto, a do travão? Pergunto isto porque se nota um pouco de aberração cromática no tubo do quadro, por exemplo.
A máquina utilizada foi uma Canon Ixus 130 IS.
O purple fringe é perfeitamente normal, já que se trata de uma situação limite: Um motivo branco numa zona de alta luz. Mas como o interesse eram os travões optei por expor nessa zona e deixar "estourar" o topo do quadro.
Mais normal ainda porque a máquina é uma compacta digital e portanto mais sujeita a este tipo de aberrações cromáticas.
Sao muitos anos a assar frangos sem os deixar queimar, para se fazer uma montagem destas!!!
É um prazer, vir aqui ate este forum e ver este tipo de montagens, que os nossos amigos duchene, nogueira.nuno e alnm fazem. Uma verdadeira demonstração de sabedoria do mundo das bicicletas. Nota-se que por detras destas "obras de arte" esta muito trabalho de casa, ou seja, muitas horas de pesquisa, de estudo.
Parabens a todos voces.
Agora uma pergunta: como fizeste a montagem?passo a explicar: compraste o material, encomendaste directamente ao artesao, foi feita em portugal?
Nao tenho a certeza se ja respondeste a esta questao nuns topicos atras mas se sim, nao a encontro.
Forte abraço
tranquilo
05-01-2011, 20:51
Duchene, obrigado pela resposta. Acho que vou ter mesmo de começar a pensar numas rodas novas.
Em relação ao travão, tu não gostaste deste??
http://img196.imageshack.us/img196/1102/negativeg.jpg
Abraço
@tunes
Obrigado pela parte que me toca. Apesar de ainda ser novato nestas coisas da estrada, tenho alguma curiosidade e vou absorvendo o máximo de informação que posso daí, volta e meia, sair-me com estas maluquices. E pode ser que um dia se consiga juntar as 3 máquinas aí numa voltinha! :D
Quanto à montagem, presumo que te refiras às rodas. Os componentes foram discutidos e encomendados ao artesão que depois se encarregou de fazer as compras e a montagem.
@tranquilo
Quando referiste os NG personalizados até pensei que falavas na versão "hardcore" com um braço vermelho e o outro preto. Na verdade estou a tentar colocar o máximo de componentes pretos removendo todas as outras cores anodizadas pelo que não seria uma opção personalizar da forma ilustrada. Agora virei para este lado mais minimal. Senão tinha começado logo o festival com os cubos em vermelho...
Só é pena ainda não existir preto anodizado de qualidade, no titânio, senão já tinha uma série de coisas para trocar... e pode ser que a SRAM lance o Force em versão preta para eu ser um tipo ainda mais feliz!
Como já tinha dito algures, o quadro só por si faz a festa toda, não precisa de banda de suporte...
paradawt
06-01-2011, 11:57
Subscrevo totalmente as palavras do tunes!
É que acima de tudo também nos abrem portas para essa informação.
Abraço
http://img228.imageshack.us/img228/7091/promotdf.jpg
o que é o "tour de force" ? :S
sinceramente tambem gostava de uma explicaçao..isso e algum conjunto de etapas pra 2011??
aproveito pra dar os parabens pela bike..esta muito bonita..nao sou muito adepto desses travoes mas nao lhes tiro o merito..o resto ta excelente,o quadro e lindo,ate consegui que um amigo meu comprasse um :) mas branco e preto..parabens
abraço
Não sei porque é que o Duchene colocou isto neste tópico mas o Tour de Force é um passeio de bicicleta em memória das vitimas do atentado do 11 de Setembro em Nova Iorque. O objectivo é recordar as vitimas do atentado e angariar fundos para os familiares dos policiais mortos no combate ao terrorismo.
Este ano a partida será no dia 8 de Setembro em Nova Iorque e juntará ciclistas dos EUA, Canada e Europa que, ao longo de 4 dias, pedalam até ao Pentágono.
http://tourdeforceny.com/
:cool:
Já tinha sido falado noutro tópico (penso) a abertura de um blog com o relato das aventuras do duchene. É isso? Sendo assim,tendo em conta a quilometragem e altimetria das tuas saídas, não podia ter pensando num nome mais apropriado. Não contrariando o ALNM que está correcto na informação que passou como facilmente se percebe pelo link :D, "Tour de Force" é uma (força de) expressão . O seu significado certamente será desvendado pelo duchene num dos seus longos e meticulosamente escritos posts destinados à apresentação do projecto (já te estou a cravar o post, mas a culpa é tua, que nos habituaste mal : D)
Mea culpa no facto de não ter acrescentado uma descrição à imagem. Estava de directa precisamente para dar mais um bom adianto aquele que era um dos projectos que tinha vindo a adiar em 2010, mas que me comprometi a começar nos primeiros meses de 2011: um blog pessoal sobre as minhas saídas de bicicleta.
Não pretendi inventar a pólvora, uma vez que Tour de Force é a designação, nomeadamente de:
· Um atelier londrino de alta costura
· Um evento que faz uma caravana amadora percorrer algumas (ou mesmo todas (3600km) no caso dos mais capazes) etapas do Tour de France
· O evento ciclístico e memorial do 11 Setembro 2001
No entanto, tradução feita, a expressão Tour de Force significa a excepcional superação de um objectivo ou empresa complicada. Por isso, mesmo não sendo único, o nome não deixa de ser distintivo e assenta como uma luva no projecto que pretendo levar a cabo.
Em traços gerais o blog será um "semanário" das minhas saídas a pedal, onde poderei fazer um registo aprofundado como sempre mas, sobretudo, muito mais organizado, de todas as voltas "especiais" que vou dando. E isto aplica-se tanto à estrada como ao BTT. Muito naturalmente o enfoque do blog gira em torno de dois vectores que sempre considerei primordiais: a fotografia e a qualidade dos textos publicados. Por isso acredito que no global o blog se venha a revelar um bom referencial dentro do género.
Tour de Force igualmente como registo das modificações e reacções da BMC ao longo do tempo e, porque não, para registar a minha própria evolução. Este ano promete capítulos interessantes nesse aspecto e gostaria bastante de os documentar numa plataforma mais pessoal.
Não estará, como é óbvio, em causa a colocação desses conteúdos aqui no fórum até porque estando os textos prontos e as imagens processadas para o blog, mais fácil se torna a tarefa de colocar por cá.
Neste momento estou a ultimar os pormenores finais a nível de estrutura, a que se seguirá uma fase mais intensa de testes e de movimentação de conteúdo com vista ao passo final, que será a migração para o alojamento definitivo e a colocação on-line.
Por isso, conto que nas próximas semanas já existam novidades que apresentarei depois em local próprio.
Para já ficou o teaser...
fogueteiro
10-01-2011, 08:25
Eu sou mais um pronto para ler. Venha ele. Nunca me dediquei a esse tipo de coisas mas, analisando bem a ideia, também já tem algum tempo. Tenho que me modernizar.
65 cooper s
09-02-2011, 17:49
Estou muito curioso para o que vem aí. Sendo eu também um aficcionado por fotografia, gostaria de saber principalmente como consegues aliar o treino ao simples prazer de rolar, é que por vezes o treino torna-se uma obsessão, ficando de lado o prazer de tudo o que gira à nossa volta.
Lembro-me numa maratona em Mortágua, onde me perguntaram no final se tinha gostado da ponte por onde tinha passado, eu respondi-lhes, " mas que ponte?"
O blog está um pouco atrasado porque o tempo não tem sido muito... mas sem pressa, o fórum continua a ser um óptimo local para colocar os relatos das voltas.
---
Vamos então fazer aqui um pequeno parêntesis de off-topic acerca do treino.
A questão do treino é, tal como a forma de estar de cada um no ciclismo, algo puramente pessoal. Por isso, o que te posso dar é a minha visão das coisas e a forma como encaro o que faço, sempre que subo para a bicicleta. São por isso as minhas ideias, os meus preconceitos e, não os querendo impor a ninguém, são os pressupostos que vou seguindo ao longo destes anos de boas pedaladas.
Verdade universal no meu mundo: Não pedalo por sistema. Não consigo, não gosto, não tenho paciência para seguir planos de treino e, assumo, não faço muito esforço para isso. Pedalar tem de ser um prazer e não uma obrigação. Não me vejo a ter vontade de ir passear mas sair de casa para fazer séries perfeitas de fartlek nem me vejo a recusar uma jantarada com os amigos porque tenho de controlar o que como para me manter com o IMG "X" ou o peso "Y" .
Se me apetecer pedalar durante a semana, pego num dos meus circuitos de 30, 40 ou 50Km e lá vou eu girar as pernas. De igual forma, se me apetecer apanhar uma barrigada no Tatana ou no Sapo e mandar a bicicleta à fava, faço-o sem nenhum tipo de peso na consciência. E não raras vezes, muito por culpa das imposições profissionais, acabo por não sair durante a semana. Mas nem por isso baixo a fasquia para a volta seguinte.
Muitas vezes, por uma questão prática, refiro-me às saídas semanais como treinos. Mas na verdade não treino para nada. Até porque para o meu perfil de voltas, longas distâncias e muitas horas em cima do selim, não são treinos de hora e meia que vão produzir resultados palpáveis.
O que faço é queimar algum stress, sem nunca pensar em ciclos, séries ou algo que tenha a ver com planificação. Vou ao ritmo em que me sinto confortável nesse dia e esforço-me por melhorar os pequenos desafios que volta e meia apanho, como a subida da Assunção ou da Agrela ao cronómetro. Forço um pouco mais naquela recta ou invento naquela subida que nunca experimentei. Sei gerir o esforço consoante a pulsação, articulo isto com a cadência e pronto. Deve ser esta a forma mais avançada de gestão de treino que aplico.
Claro que compreendo os fundamentos, conceitos e benefícios do treino regular, orientado e controlado. E não deixo de admirar quem tem preocupações e disciplina para treinar como um atleta. Se eu tivesse essa disciplina, provavelmente a esta hora podia ter menos 10Kg, uns gémeos de fazer inveja e um poder de explosão 5x maior.
Mas para esses resultados teria de condicionar a minha rotina de uma forma que não me traria mais valia evidente. O que me interessa andar mais rápido, subir mais depressa e aguentar mais ácido láctico se não utilizo nenhuma dessas características nas minhas voltas?
Como já se escreveu no tópico dos percursos no Porto, na estrada ando a gasóleo... agrícola. Devagar, com eficiência e sem grande exuberância. Sou castigado com uma dose tolerável de sofrimento mas é também dele que retiro algum do prazer de pedalar. O topo ao fundo da rua deixou de ser interessante a partir do momento em que o ultrapasso com facilidade. Da mesma forma, qualquer uma das árduas subidas que já me fizeram deitar os bofes pela boca deixará de ter piada quando não custar a fazer.
O meu interesse é, cada vez mais, apurar a endurance e ignorar a velocidade pura. Aliás, a velocidade apenas me interessa na medida em que quanto mais depressa andar, mais quilómetros consigo fazer com luz do dia e, portanto, mais coisas bonitas posso ver.
E apuro a endurance com naturalidade a cada saída que planeio. E com tanta naturalidade que só semanas depois tenho noção de que em determinada volta ultrapassei obstáculos consecutivos de dificuldade elevada. Não porque tenha essa obsessão. Mas porque tenho um determinado grau de exigência na escolha das voltas que me leva a procurar a novidade, que vem de mão dadas com a dificuldade. E também porque sei que, atrás da dificuldade se esconde o prazer maior que retiro do ciclismo.
Presunção? Longe disso... especialmente porque há aqui colegas de fórum que realizam empresas ainda mais notáveis e que me deixam genuinamente invejoso, perante os feitos atingidos e os locais visitados. E muitos deles são referenciais para as voltas que vou dando.
Por isso, para mim não se trata de chegar rápido de A até B. Para mim trata-se de chegar de A até B passando por C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y e Z.
E faço por aproveitar e apreciar cada bocadinho da viagem...
O que o percurso tiver para me oferecer, ou o que me quiser atirar, lá terei de aceitar e ultrapassar. Não me adianta ser metódico em treinos perto de casa, quando procuro o incerto e o inesperado quando vou para longe...
Preciso por isso de um mínimo de preparação física como é natural. Essa já a vou tendo e vai-se apurando lentamente. Não comecei a fazer 150Km logo desde o primeiro dia mas quando tive de os fazer já tinha construído a base necessária ao longo de voltas de distância incremental. E quando me lancei para os primeiros 200 já tinha os 150 bem cimentados e assim será quando decidir atacar a barreira psicológica dos 250Km. Tudo tem um tempo e quando o tempo chegar, a preparação - que afinal de contas é feita no terreno - há de vir ao de cima.
Mas, cada vez mais, o que me interessa treinar é sobretudo a cabeça. E a cabeça treina-se in loco! Treina-se a meio da subida de 30Km, treina-se quando faltam 100Km para chegar a casa e há um momento em que as forças falham, treina-se durante o pico do calor e treina-se quando tenho os pés gelados. Até se treina nas descidas, quando normalmente as pernas têm um pouco de trégua. Porque é a cabeça que manda e no meu caso a cabeça manda sempre terminar e levar as coisas até ao final. Se não for mais depressa, será mais devagar. É isso que me move: Pensar em grande, executar e completar. Mas até nisso ainda sou um puto... e olharei sempre com admiração alguns exemplos de extraordinária força mental, como um relato que li há uns tempos de um ciclista que fez os 1200km do Paris-Brest-Paris numa bicicleta de carreto fixo! E são esses exemplos que me motivam e que me fazem olhar para o ciclismo desta forma própria.
Isto leva-nos ao ritmo a que as coisas se passam durante as minhas voltas. Quantas vezes paro durante uma volta de 150, 180 ou 200km? Dezenas! Paro para olhar para a paisagem, paro para tirar uma fotografia, para para tirar mais 5 fotografias, paro para comer qualquer coisa, paro na mercearia perante o olhar de espanto da velhota que me vende 3 ameixas. Subo devagar e a olhar para o lado, tento absorver o máximo possível daquilo que me rodeia e treino a cabeça a cada quilómetro para ir buscar energia para mais. As pernas, mais depressa ou mais devagar, acompanham as exigências.
Quando vou fazer essas distâncias não vou em nenhuma competição. Se demorar mais 2h a chegar a casa qual é o problema? Desde que olhe para o que fiz e fique satisfeito...
Em suma, a minha abordagem é completamente despreocupada, porque não há motivo para ser de outra forma. Tenho à minha volta demasiados exemplos de malta que vive obcecada com os treinos de terça e quinta, com a suplementação, os BCAS, os MegaPowerRecoverWhey e o camando, preocupados em fazer voltas de fim-de-semana a fundo com médias altíssimas e em pedalar como se o mundo acabasse amanhã. Respeito profundamente, mas dispenso bem essa pressão.
Por isso, se achas que preocupação com o treino e com o manter certos standards de rendimento te está a retirar o prazer de pedalar por pedalar, está certamente na hora de fazeres alguma ponderação. Há um tempo para tudo e a vida não é só bicicleta...
Boas pedaladas!
fogueteiro
11-02-2011, 11:21
Duchene
Assino por baixo. É exactamente essa a minha postura perante o ciclismo, e é assim que tenho tido o maior prazer em andar, mesmo andando 99% das vezes só.
Precisamente. Eu não consigo ir pedalar porque apenas tem que ser. Quando saio para pedalar é porque naquele momento quero e me apetece e não porque é dia de treino ou coisa que o valha.
Cancellara
11-02-2011, 12:03
Mais um que partilha o mesmo sentimento.
Mesmo o spinning que faço à semana, faço-o por gosto, aliando o agradável ao útil.
Figueiredo
11-02-2011, 12:22
Parabéns duchene,
Gostei bastante de lêr o teu ultimo post, mas só consegues usufruir do ciclismo dessa forma se andares sózinho:(, pois em grupo é sempre mais dificil de conciliar, seja o percurso, a velocidade as paragens, etc...
Apesar de partilhar de tudo o que disseste acima, para mim vai ser sempre muito dificil usufruir na totalidade dessa forma de estar pois odeio andar sozinho na estrada:mad: se não tiver companhia quase de certeza que nem saio, o segredo está em fazer algumas cedências em prol de outras para que o balanço final seja positivo, pois andar por obrigação nem pensar...
Abraço e boas pedaladas!
Burning Dogma
11-02-2011, 12:24
Embora eu não subscreva a 100%, subscrevo a 99%;) A verdade é que começa a haver muito pessoal amador que leva o desporto como mais um stress na sua vida em vez de ser um anti-stress, com tanta planificação, treinos, suplementos, etc.
Fausto Coppi
11-02-2011, 18:59
Em grupo `e mais dificil andar assim quando os outros nao compartilham da mesma maneira de ver o ciclismo, quando se vai rolar com amigos " I wanna be Armstorng " ai torna-se complicado... nao se apreia, pelo menos para mim. Nao gosto muito desses andamentos acelarados.Gosto mais, peda-la ve a paisagem e aprecia o momento.
65 cooper s
11-02-2011, 21:10
Identifico-me com tudo o que foi dito no texto do duchene.
A realidade é essa, há que ponderar objectivos e nunca esquecer o prazer de fazer desporto.
http://i55.tinypic.com/29dux3b.jpg
Depois de alguns meses sem novidades concretas, muito por culpa do irrepreensível comportamento do conjunto, eis que chegou a altura de presentear a BMC com um merecido componente, que já há muito estava prometido e que fazia todo o sentido nesta montagem.
Chegou então hoje o conjunto de pratos ovais q-rings da espanhola Rotor, que irão fazer dupla com o robusto pedaleiro Rotor 3D. Aproveitando a eminente troca de transmissão irei começar o ciclo de vida do material de desgaste com tudo renovado.
E estamos um bocadinho mais perto de ter a BMC no ponto que imaginei e rabisquei num papel há mais de um ano atrás...
andre16331
15-04-2011, 20:31
Qual é a dentagem dos pratos ? 50/34 ou 36 ? Fico a aguardar o feedback ! Promete !
André, os meus são 50/34. O 34-25 com que ando já fica no limite em algumas subidas malucas onde ás vezes me meto, nas estradas de fim-do-mundo, por isso não quis arriscar no 36.
A instalação está feita e demorou menos de 45 minutos incluindo a troca da corrente. Operação relativamente trivial e bastante similar à instalação de uns pratos convencionais.
Penso que ficou bem afinado. Pelo menos aqui à volta do quarteirão a transmissão portou-se bem. Mas amanhã já se comprova em ambiente real.
Depois coloco uma foto do fantástico resultado estético da coisa...
Muito bem, tambem ando com o olho nestas coisas. Já agora, estes pratos dão em qualquer pedaleira?
Dão. Apenas tens de indicar se é pedaleiro compacto ou não, porque o diâmetro da furação é diferente.
Atenção que os pratos não dão em todos os movimentos pedaleiros.
Por exemplo os pratos compactos não dão na Fulcrum Torque R (compacto). Só dão na Fulcrum Torque RS
Olá Duchene,
Sempre me intrigou esses pratos ovais. Qual é a sensação de pedalar com esse sistema?
Abraços
fogueteiro
28-04-2011, 16:54
Posso confirmar, que pelo menos visulamente é estranho, mas igualmente confirmo que é um conjunto muito bonito. No conjunto do André ficou a matar. Pude apreciar com olhos de ver, no Domingo, embora só tivesse ficado por aí...;)
São dos tais brinquedos que fazem mossa à minha carteira. ;););););)
Nunca vi ao vivo, mas esses pratos ficavam muito bem nas cervélo do ano passado. Ficamos então à espera de uma análise do Duchene :-)
De facto há para aí brinquedos que deixam a malta a sonhar.
Fugindo um pouco ao tópico, mas que está relacionado com a questão dos pratos QRings, ouvi dizer que a adaptação muscular a esse sistema, faz com que os quadríceps se desenvolvam mais...Isto é verdade?
por acaso gostava de ver uma foto disso, parece interessante...... por acaso ando a ver se mudo o meu prato....e gostava de ter um prato "cheio", sem buracos, se é que me fiz entender, embora sabendo que seria mais pesado que o meu RED.... essa marca tem uns interessantes....
Respondendo a todos muito rapidamente:
Com os preparativos para o PIF*U, não tenho tido muito tempo para fazer a análise aos Q-Rings. Ficará para a próxima semana.
Pessoalmente notei a diferença no pedalar, não tanto na questão propagandística de mais potência ou menos cansaço, mas sobretudo porque pedalar é agora um movimento muito mais natural e suave do que com um prato tradicional.
Na literatura é anunciada a tal adaptação do quadrícep à nova realidade de movimento. De facto notei um cansaço muscular localizado e exagerado nessa zona, situação que nunca tinha experienciado, o que evidencia que este grupo muscular tem agora mais solicitação. É natural que se desenvolvam mais de futuro, embora o meu interesse seja mais a procura da eficiência muscular devido ao meu perfil de ciclista de longas distâncias.
Quanto ao prato ser aero ou não. É uma questão de gosto pessoal. No meu caso optei pela versão standard e não estou arrependido. O aero tinha demasiado protagonismo para a minha visão da BMC.
Assim de repente ficam os primeiros lamirés. Depois virá a análise mais promenorizada e claro, as devidas fotografias.
esta BMC é a tal que tem o prato oval certo???
duas questões....
Oval é so o prato maior ou os dois???
Nota-se alguma diferença para melhor????
va mas deixem la a minha pergunta dos pratos...ando a uma data de tempo a ver se me dao feddback deles para ver se compro uns para a minha EMX-1....
fogueteiro
22-06-2011, 11:27
Quando os vi a funcionar(rodar) meteu-me alguma impressão ver aquilo a não jogar redondo. mas não posso deixar de concordar que é um conjunto muito bonito, e até acabei por gostar do aspecto "oval" da pedalada.
Pelo que o André disse nota-se alguma diferença no pedalar. Consegue-se uma pedalada mais redonda... é isso André?
Ninguém melhor que ele para te explicar tudo.
http://img12.imageshack.us/img12/6388/acrotor01.jpg
Basicamente as impressões que recolhi ao longo dos últimos 1200Km e 23.000m de acumulado que percorri desde que instalei os pratos há cerca de 2 meses reforçam o que já disse anteriormente sobre os pratos da Rotor.
Como podes ver se leres os tópicos anteriores, coloquei os dois pratos, pois só assim faz sentido usufruir das vantagens deste sistema.
Em termos funcionais são praticamente exemplares. As passagens para o prato maior são muito rápidas e precisas, assim como a queda para o prato mais pequeno. No entanto as passagens ao prato superior devem ser feitas com calma e sem carga excessiva nos crenques, já que o perfil do prato permite zonas de maior afastamento da corrente em relação à caixa do desviador, o que pode provocar o conhecido efeito Schleck.
Em termos estéticos são divinais, sendo que, no entanto, o anodizado poderia ser melhor, não tendo os topos dos dentes pretos resistido muito tempo à abrasão da corrente. Pese embora o facto de que não há alastramento das zonas coçadas, que se mantêm iguais desde as primeiras voltas e que num olhar mais rápido não se notam por aí além no conjunto da bicicleta.
Em termos biomecânicos notei de imediato uma pedalada mais redonda e suave continuando este a ser o benefício mais óbvio para mim e também aquele que mais me interessava.
Ganhei o equivalente a um carreto para o mesmo tipo de percurso e andamento o que me poupa bastante nas subidas mais complicadas que são feitas numa cadência um pouco maior, que se ajusta melhor ao meu estilo de pedalada. Com a adição da cassete 11-26 estou agora perfeitamente à vontade para enfrentar as surpresas com mais de 20% de inclinação que volta e meia se lembram de aparecer nos meus percursos.
Outra melhoria evidente foi na capacidade de manter relações de cadência/velocidade mais elevadas, sobretudo nas tiradas mais planas
Como já tinha referido o quadrícep foi inusitadamente solicitado o que provocou desconforto naquela zona no primeiro para de utilizações. Depois disso o músculo fortaleceu e não mais tive queixas, além do natural cansaço da volta em si.
A propaganda refere uma redução do cansaço global, mas isso é naturalmente inquantificável. Normalmente não tenho cãibras e por isso nesse aspecto não posso afirmar taxativamente que existiu uma melhoria. Uma volta dura é sempre uma volta dura e portanto no final há sempre mossa. Umas vezes maior, outras vezes menor...
A instalação foi simples e rápida como já descrevi. Depois de um reaperto ao final de 150Km, não necessitaram de mais nenhum ajuste. Poderei mais tarde explorar outras posições de rotação mas para já sinto-me bem com o ajuste recomendado por defeito.
Não são de todo um investimento suave. Com o preço deste kit compram-se 3 jogos de pratos da SRAM de gama média. A durabilidade a longo prazo confirmará se é um gasto aceitável em termos de manutenção regular. No entanto acredito que pelo menos conseguirão aguentar dois anos com as devidas atenções com troca regular de correntes, o elemento mais barato de toda a cadeia de desgaste.
Se é uma solução milagrosa? Não.
Se na minha perspectiva valeu o investimento efectuado? Sim.
Caberá a cada um aferir do interesse e da possibilidade de colocarem uns pratos destes. Se o ciclista ocasional poderá não tirar grande vantagem do sistema, quem faz mais quilómetros ou procura um pouco mais de rendimento, poderá vir a notar a diferença. Ainda assim, não faltam casos de quem não tenha notado rigorosamente nada ao passar do sistema convencional para este, daí que não é uma solução universal.
http://i52.tinypic.com/3022ukl.jpg
Será que mesmo assim me vou conseguir perder, por estradas desertas e fascinantes? :o
paradawt
07-07-2011, 13:07
Eu só queria um desses ;)
Figueiredo
07-07-2011, 13:19
Esse Garmin 800 deve ser um espectáculo, exactamente aquilo que queria pena ser tão caro... mas nas mãos do duchene será bem rentabilizado de certeza:)
Cancellara
07-07-2011, 13:22
Bandido!
Que inveja :o
paradawt
07-07-2011, 13:37
O que vais fazer ao 500?
Hey, não batam no ceguinho.... Isto são apenas as (poucas) vantagens de passar de vintage inconsciente, a trintão enferrujado... :D
_
@paradawt
O 500 vai passar a ter emoções um pouco mais fortes, já que será para ficar em permanência na BTT e nas corridas/caminhadas. Assim o 800 fica um pouco mais protegido apenas na estrada, onde já vai ter trabalho que chegue, espero.
Percebo a pergunta, mas ao preço que o 500 agora está, quase... quase que não vale a pena vender, dado o carinho que tenho por ele e o espectacular condensado de tecnologia que esta caixinha de fósforos representa.
paradawt
07-07-2011, 14:38
Fazes tu muito bem!
Tenho que perder a cabeça por um equipamento desses... mas não é para já!
Eu já ando a chorar for um FR305, quanto mais por um 500 e 800 ao mesmo tempo...
INVEJA!!!! :P
Paulo V.
07-07-2011, 17:00
Grande aquisição... há que experimentar o brinquedo novo!!!!!
olhem que comprei um 500 à cerca de 3 semanas e fico com a sensação que devia ter feito o esforço para o 800. Depois de 3 semanas de uso é a ilação que tiro...
Figueiredo
07-07-2011, 17:50
fico com a sensação que devia ter feito o esforço para o 800
Pois... só ainda não comprei o 500 por isso mesmo, pelo que já pesquisei o que quero mesmo são os mapas do 800 e estar a gastar dinheiro e ficar "meio servido" não vale a pena... aguardemos pelo feed-back por parte do duchene relativamente ao desempenho do 800 estou bastante curioso:)
Não estou arrependido. Até que tenho dúvidas se punha o 800 a fazer BTT. Acho o 500 um aparelho fenomenal, mas para quem tinha gps com mapas, sentes a falta deles :)
Boa tarde,
Tenho o Edge há 5/6 meses e digo-vos que é uma excelente máquina e companheiro de viagem.
Até que tenho dúvidas se punha o 800 a fazer BTT
Utilizo o Edge 800 tanto na bike de BTT como na de Estrada, não há que ter receios para poupar este excelente companheiro de viagem. Quando dou as minhas voltas de estrada, gosto imenso de seguir o meu sombra (Virtual Partner), de ver em que local do gráfico ele, bem como no mapa...e quando o homem da marreta chega, nada como colocar como destino a nossa casa, e massacrar a cabeça vendo quanto tempo/distância falta :p
Para quem não conhece, deixo um link (http://www.dcrainmaker.com/2010/08/garmin-edge-800-in-depth-first-look.html) com uma excelente review...a acompanhar este rapazito!
abraço e boas pedaladas :cool:
São as bobinas que ainda estão frias... Não vê você que a onda bate na lâmpada e recua, e daí o som quer sair e não pode. Tem de aquecer o carburador!
Olhe, olhe, já está a levantar fervura...
http://i53.tinypic.com/wcoft3.jpg
Isso é uma bateria adicional?
*Edit*
O teu 800 já não tem bateria para aguentar uma etapa completa a rolar?
desconfio q seja 1 acessorio wireless para transmitir algo via pc . . .
a minha questao . . . faz tudo o q 1 ciclometro faz ? mas atraves de gps ? nunca investiguei bem essas coisas !
Bom dia,
Agora também fiquei curioso relativamente ao "acessório", visto que sou um possuidor de um Edge 800.
Bateria, hum...nunca testei a longevidade da bateria do meu Edge 800, mas penso que aguentará umas 14h...numa volta com 4h, a bateria fica a uns 70/80%, com a retro-iluminação desligada, claro!
Abraço e tira lá as dúvidas ao pessoal:cool:
Apostava num extensor de bateria, jnap pela foto parece mesmo um Edge 800, que tem certamente uma autonomia inferior à do 500. Não vejo o Duchene a da-se a este trabalho todo para ter um sensor "wireless", se a preguiça fosse muita para desmontar do guiador e ligar cabo eu comprava uma pen USB ANT+.
Paulo V.
16-07-2011, 16:31
Com jeitinho ainda é um motor para ajudar nas subidas ;)
silvioferraz
16-07-2011, 20:30
Eu acho que é um receptor TV, para o Duchene não perder o Tour enquanto pedala, hehe...
O Duchene anda a aprender coisas com o Cancellara!!!! :D:D:D:D
Essa cena é um motor para fazer andar mais kms nas suas longas maratonas! :D:D:D:D
http://i54.tinypic.com/2crr9rc.jpg
Versão curta e divertida...
Em suma, o que se pode extrair das vossas respostas é que o Duchene é um preguiçoso! Obrigadinho hein... :D
Versão longa e potencialmente aborrecida...
O Edge 800, é uma ferramenta de navegação muito mais poderosa que o Edge 500, mas isso não é conseguido sem um pequeno preço a pagar. E esse preço é precisamente a autonomia. Se no Edge 800 tinha 18h de autonomia, as 14h que o Edge 800 anuncia, podem facilmente ser curtas numa ou noutra tirada mais alongada. Especialmente tendo em conta que as 14h são conseguidas à custa de uma racionalização total, sem retroiluminação para começar mas também sem utilizar as ferramentas de navegação, tarefa que sobrecarrega o processador e naturalmente acarreta mais consumo energético. Portanto seria expectável que a duração da bateria possa ficar descarregada antes das 14h.
A juntar a este hipotético problema numa volta de longa duração, há ainda o facto de ter lido alguns relatos de baterias que precisavam ainda de alguns ciclos de carga e descarga antes de atingirem a plenitude de autonomia. Vi testes em que os utilizadores só conseguiram espremer 8h de um Edge deixado em cima da secretária, sem outra função do que registar a ausência de movimento, input de sensores ou keystrokes.
E isto já se poderia tornar problemático na volta planeada para este Sábado.
Assim, resolvendo um eventual problema actual e um problema garantido de futuro, puz-me a pensar como podia estender a autonomia do dispositivo. Há inúmeras soluções de energia portátil, desde soluções alimentadas com pilhas AA ou AAA até pequenos painéis solares. A Garmin também tem o seu próprio kit de bateria, mas que custa uma pequena fortuna...
Por isso restava-me encontrar uma solução que, além da disponibilidade imediata (leia-se ir à loja e comprar na hora) tivesse um formato o mais compacto possível e pronto a usar.
A solução surgiu então sob a forma do Duracell Instant Charger, que satisfazia todos os requisitos, aliado à qualidade expectável da marca. Trata-se de uma pequena bateria acondicionada num corpo de plástico das dimensões de uma caixa de chiclets das mais antigas, espalmada e que tem 1 porta USB numa extremidade (porta saída de energia), uma mini USB na outra (porta de carregamento) e um interruptor on/off.
Adquirida fonte de alimentação, estava na hora de engendrar uma forma elegante de a transformar em algo prático de instalar e remover, atendendo também ao mínimo de estética, já que não gosto de andar com qualquer tipo de apêndices presos à bicicleta.
A solução óbvia seria aproveitar uma fixação de conta quilómetros, com quick release, e aplicar no avanço, mas na parte inferior. Aqui esbarrei com 2 problemas. Só tinha a parte "fêmea" da fixação. Para obter o encaixe "macho" teria de destruir o Edge 500 ou um Sigma e achei que, nem num caso nem no outro, valia a pena o desperdício.
A solução óbvia dentro da solução óbvia era colar a parte fêmea na bateria engatando e desengatando as borrachas de fixação sempre que necessário. Parecia um bom plano, mas esbarrava em 2 problemas. Um era o facto de a bateria não caber no sentido longitudinal do avanço. Teria de ser aplicada transversalmente e depois o facto de que, para colar o suporte na bateria, teria de abdicar de parte da protecção com que queria revestir a bateria para a proteger do suor e de eventuais pingos de chuva. Adicionalmente, embora a fixação da Sigma só utilize uma argola de borracha, é preciso andar com as pontinhas das unhas quando é preciso remover (também não foi pensado para esse nível de utilização). No caso da Garmin, são 2 borrachas o que complicava ainda mais. Como normalmente ando com as unhas cortadinhas, tive de pensar noutra solução.
Aqui pela oficina existe um pequeno armário de 10 gavetas que, caso fossem etiquetadas, estariam todas identificadas com "Varios". É um pequeno baú do tesouro, para onde atiro todas as peças soltas que me vão aparecendo e que, mais cedo ou mais tarde, acabam por vir a ser úteis em algum projecto ou invenção. Neste caso não seria diferente, foi durante o ritual de observação atenta de centenas de peças soltas que encontrei a fixação ideal para este projecto.
Proveniente de uma bomba da SKS que comprei há um par de anos, trata-se de uma banda de borracha perfurada, com uma pequena peça na ponta que, ao ser engatada num dos furos da fita, permite criar um auto-laço. Originalmente servia para fixar a bomba caso o utilizador a quisesse prender num sítio que não o suporte que aperta nos parafusos da grade de bidão. Nunca a usei para esse fim, mas já me tinha sido útil anteriormente quando levava a bicicleta na mala do carro. Para evitar que as manetes andassem a bater no quadro, dava uma volta com um pano no sítio de contacto, encostava o guiador ao quadro e colocava esta fita para manter tudo imóvel.
Como é extremamente prática, parecia que tinha sido feita à medida para o que eu queria! Facilmente cheguei ao sítio ideal para fixar a bateria, graças ao formato em T do tubo superior do quadro, que cria uma saliência perfeita para o efeito. Em 10 segundos fica no sítio. Encostar a bateria no sítio, uma volta da fita, esticar e engatar no gancho e ligar o cabo USB ao Edge. Impecável! Não estando em uso, é só fazer o procedimento inverso e colocar no bolso do jersey.
A protecção do invólucro da bateria (e por arrasto do quadro, nas zonas de contacto) ficou a cargo de uma secção de câmara de ar. O ajuste é perfeito e ainda fiz uma pequena janela para o botão de on/off ficar acessível. Mas a ficha mini usb fica desprotegida (está para já coberta com fita de pano preta) e os acabamentos são sofríveis...
Esta é uma das partes do projecto que é necessário melhorar. Também, não se pode pedir muito, quando tudo foi pensado e executado numa hora e tal, na véspera do teste de estrada... :D Vou aventar a possibilidade de ser feito um invólucro à medida com neoprene e um isolante intermédio, ou outro tipo de material que assegure baixa espessura e impermeabilização, à facilidade de ser moldado ao formato da batera.
O outro ponto a melhorar tem a ver com o cabo usb de saída. O ideal era a ficha ser mais compacta (algo assim (https://www.partsdata.de/descr_artikel/C/CU-AR-05-BK/ABMESSUNGENKLEIN.jpg) era perfeito) e o cabo tem de ser cortado à medida. Na foto dá para perceber que depois de sair da ficha, o cabo vai para dentro do revestimento "passar o tempo" e depois volta com o comprimento ideal. Tenho de ver se dou uso ao ferro de soldar e faço um cabo já à medida ou então encontrar um sítio que faça cabos deste género por medida.
Finalmente o mais importante... Será que funciona?
Se funciona! E melhor do que a encomenda. E funciona bem a 2 níveis essenciais: faz o que lhe compete e não se movimenta nem atrapalha minimamente a condução. Com os ajustes que faltam, julgo que o resultado final será muito interessante.
Ontem no teste de estrada, o Edge esteve 9h ligado, sem retro iluminação mas com a navegação e o seguimento de rota activo, utilizando apenas a bateria exterior o que, num cenário óptimo, garante pelo menos 20h de utilização. Isto será mais do que suficiente, mesmo para os meus planos mais ambiciosos.
E caso se estejam a interrogar, o Edge comuta automaticamente entre o fornecimento de energia interno e externo, pelo que não há quebra de utilização ou perca de dados.
Como bónus acrescido, esta solução é transversal a todos os dispositivos em que o cabo de fornecimento de energia tem uma extremidade com uma ficha usb. Assim, à excepção da máquina fotográfica, toda a restante frota de gadgets electrónicos que tenho, pode ser carregado com este pequeno apêndice...
Porreiro pá!
so mesmo este homem para nos dar uma explicação destas. estavam a pedir-lhas!!!
carlo 156
19-07-2011, 00:49
(Não querendo desviar o assunto do tópico)
No meu caso optei por colocar o carregador por baixo do selim:
http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pbf0730a5/8828482_QFzu8.jpeg
Carlo, no meu caso não achei prático colocar no selim por várias razões. A mais premente é o facto de que depois seria necessário utilizar muito mais cabo para chegar do selim até ao avanço. Isto implicaria criar mais pontos de fixação para impedir que o cabo ficasse a roçar na pintura ou que fizesse barulho ao passar em estradas mais degradadas.
E como o objectivo da solução é ser facilmente removível, não cumpriria nesse aspecto.
Figueiredo
19-07-2011, 10:09
@ duchene
Desculpa a pergunta mas para voltas no máximo de 6/7 horas achas que não têm autonomia suficiente ?
Obrigado
Aguenta perfeitamente as 6 ou 7 horas, desde que a bateria esteja em condições (há relatos de unidades em que as baterias têm uma autonomia muito baixa, provavelmente unidades com algum tipo de defeito).
A primeira saída que fiz teve perto de 5 horas e a bateria ficou a 62% da capacidade.
Bom dia Andre, excelente bike gadget!
Há uns meses atrás, pensando nas minhas voltas longas de verão, comprei este carregador portátil (http://cgi.ebay.es/ws/eBayISAPI.dll?ViewItem&item=180600943583) para adaptar ao edge705, no entanto o encaixe mini usb do edge não é muito adaptável a este mini carregador, portanto ainda não experimentei (para já o 705 não me tem deixado mal em autonomia) e tenho que arranjar um cabo miniusb/miniUsb (nem sei se existe) para fazer uma coisa dentro dos moldes do que fizeste.
A pergunta: sabes se o 705 também comuta automaticamente entre o fornecimento de energia interno e externo?
A questão: Tu que estás por dentro destas coisas ;), achas que ganho muito em trocar o 705 pelo 800?
O que precisas para aí é um com um Mini USB fêmea numa ponta (para a bateria) e um mini USB Macho na outra (para o edge). Uma boa casa de informática/electrónica deverá ter isso, senão online encontras certamente, porque já vi fotos disso.
Quanto à pergunta, segundo o que que pesquisei, com o último firmware e um bom cabo USB, o Edge comuta sem problemas entre os dois tipos de fornecimento de energia. Mas basta engatares a bateria na unidade, com ela ligada. Se passar logo para o modo de alimentação externa é porque não terás problemas na transição.
Quanto à questão... Opinião pessoal é que não compensa a troca. Uma coisa é comprar novo, optando obviamente pela unidade mais recente caso o orçamento permita. Outra coisa é re-investir depois de ainda teres uma unidade perfeitamente capaz. E como também fazes BTT, o 705 é bem mais robusto para o efeito.
Que coisa mais linda! Deixou-me com agua na boca!
Alguém sabe onde posso adquirir uma BMC numa loja física (algarve) ou site de loja portuguesa?
Felizmente a rede de distribuição da BMC em Portugal ainda não é muito alargada. Aparte de alguns casos pontuais, o grosso das vendas foi feito pela Gaiabike que entretanto perdeu a representação para a toda-poderosa Ciclocoimbrões que representa agora a BMC em Portugal. Ambas as empresas são de Gaia.
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